Fórum Bolsa no Bolso

Go Back   Fórum Bolsa no Bolso > Economia & Mercados

Reply
 
Thread Tools
Old 01-10-2008, 17:04   #46
Magoo_
Registered User
 
Magoo_'s Avatar
 
Join Date: Jul 2008
Posts: 667
Eu não acredito na Lei da Selva...

Tens razão em várias coisas.

A China é boa no que tem de Liberal, o Mercado, é má e perigosa no terreno político, é Socialista. Aliás, a liberalização do Mercados, debaixo da batuta política do Estado é uma invenção muito anterior (Mussolini e Hitler praticaram-no em grande estilo, afinal é mesmo essa a diferença entre as variantes socialistas, uma chamada de Comunismo a outra de Fascismo).

Outro exemplo interessante é o de Angola. País de raízes e ideário socialista que defende o capitalismo mais selvagem que algum vez vi. Agora não lhes chames Liberais...

Já agora, a Finlândia é possivelmente o país mais liberal do Mundo! Vai lá ver se existem limitações a farmácias, licenciaturas de médicos, cerceamento na escolha dos estabelecimentos de ensino...

Não há pior cego do que aquele que não quer ver. Agora fazes-me lembrar um jornalista do expresso que em 2001 escrevia um artigo sobre a Irlanda "Liberalismo Não Obrigado!"

O Liberalismo defende a igualdade de oportunidades e os direitos individuais e a equidade. Não estou a ver como o poderás fazer sem o Estado. Este deve ser o ponto de partida e de chegada para o desenvolvimento do Estado.

O Socialismo defende o primado do Estado sobre o indíviduo e o benefício comum. Mistura e conspurca tudo, arcaicamente política e economia vão tendo sempre relações promíscuas. E como não reconhecem que se o Estado mandar alguma coisa são SEMPRE os mais poderosos que mandam (e por isso é que são o mais poderosos!) a asneira repete-se sem fim!

Sorry, estou a ficar como o peixe-espada, chato e comprido...
__________________
Those who would give up Essential Liberty to purchase a little Temporary Safety, deserve neither Liberty nor Safety.
Benjamim Franklin

Last edited by Magoo_; 01-10-2008 at 17:06.
Magoo_ está offline   Reply With Quote
Old 01-10-2008, 17:24   #47
Ibn Erik
Registered User
 
Ibn Erik's Avatar
 
Join Date: Apr 2008
Location: Lime Cay
Posts: 17,839
Quote:
nomeadamente naquela tradição de todo o gato sapato ter uma M-16 debaixo da cama.


era pior se tivessem uma coisa destas como eu.
__________________
Deus dá, deus tira.
Ibn Erik está offline   Reply With Quote
Old 02-10-2008, 08:32   #48
Ibn Erik
Registered User
 
Ibn Erik's Avatar
 
Join Date: Apr 2008
Location: Lime Cay
Posts: 17,839
mais um pobre desgraçado que parasitou os portugueses...
Quote:
Atribuição com critérios discricionários usuais à época

Antigo presidente da EPUL também teve casa da câmara na Quinta do Lambert

Um antigo director dos serviços de estudos e planeamento da Câmara de Lisboa, que depois foi presidente da EPUL e hoje é administrador de várias empresas financeiras e imobiliárias do grupo Espírito Santo, também beneficiou de uma casa da autarquia nos anos 80. José Manuel de Sousa confirmou-o ao PÚBLICO, mas sublinhou que não se tratava de uma habitação social, embora a renda, cerca de 100 euros, fosse muito inferior à que se praticava no mercado.

A história do prédio em que José Manuel de Sousa residiu na Quinta do Lambert, ao Lumiar, é uma das mais significativas da discricionariedade que vigora há décadas na atribuição do chamado património disperso do município e foi contada no jornal Tal & Qual em Dezembro de 1989.

O caso, que o JN ressuscitou ontem, depois de o DN ter aludido a ele na véspera, remonta a 1986, ano em que o então presidente da câmara Kruz Abecasis decidiu entregar os 14 apartamentos daquele edifício de sete pisos a funcionários superiores do município e a outras pessoas sem particulares carências económicas.

O prédio tinha acabado de ser construído e chegara à posse da autarquia no âmbito das contrapartidas (actualmente proibidas) que eram devidas ao município pelos promotores de uma urbanização vizinha. Entre os contemplados com uma casa nova e com rendas entre os 20 e os 140 euros contavam-se não só José Manuel de Sousa, como o então jornalista da RTP José Cândido de Sousa, o antigo seleccionador nacional de futebol Ruy Seabra e o assessor de imprensa de Abecasis, Veríssimo Pires.

A gestão de grande parte dos mais de três mil fogos municipais que não estão integrados em bairros sociais fazia-se à época, e continuou a fazer-se até agora, com base nos critérios pessoais dos autarcas responsáveis e sem que houvesse quaisquer regras para o efeito. Situação idêntica acontecia, aliás, com a atribuição de espaços e de terrenos a toda a espécie de associações e entidades mais ou menos meritórias, para que aí instalassem as suas sedes e serviços.

Apesar disso, a câmara ainda tem um grande número de fogos e espaços dispersos ao abandono, parte deles degradados, enquanto os pedidos provenientes de particulares e de associações continuam a acumular-se. Um exemplo entre muitos é o de um prédio, na Rua da Madalena, onde João Soares entregou uma loja e um andar ao pintor Inácio Matsinhe, os quais se encontram hoje em dia desocupados e sem préstimo.

Sobre os procedimentos usados para a atribuição dos apartamentos da Quinta do Lambert, José Manuel de Sousa recorda-se apenas que “uma senhora vereadora” [provavelmente Ana Sara Brito, que tinha à época, como agora, o pelouro da acção social] teve “a amabilidade e a generosidade” de lhe atribuir uma casa, atendendo a situações da sua vida pessoal e ao facto de ser “um funcionário esforçado e mal pago”.

Os critérios, faz questão de salientar o actual administrador da Espart (Espírito Santo Participações Financeiras, SGPS), “não eram os que se aplicam à habitação social”, porque não se tratava de fogos sociais. “Eram casas que eram atribuídas por razões que considero discricionárias”, afirma, acrescentando que “acontecia com alguma frequência a câmara arrendar casas fora dos bairros sociais a funcionários seus”.

José Manuel de Sousa diz que deixou o apartamento “três ou quatro anos depois”, à volta de 1990, numa altura em que já não era funcionário da Câmara de Lisboa. “Deixei a casa porque não me sentia com direito a ela”, explica, garantindo que quando Jorge Sampaio o convidou para presidente da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) já não vivia nesse local.
http://ultimahora.publico.clix.pt/no...637&idCanal=12


vá lá que este gajo teve consciência do abuso:

Quote:
Deixei a casa porque não me sentia com direito a ela
__________________
Deus dá, deus tira.
Ibn Erik está offline   Reply With Quote
Old 02-10-2008, 08:40   #49
Ibn Erik
Registered User
 
Ibn Erik's Avatar
 
Join Date: Apr 2008
Location: Lime Cay
Posts: 17,839
a canalhocracia.

Quote:
Entre a fome das assoalhadas e a manutenção da canalhocracia

A grande crise aí está, ainda de contornos indefinidos, porque pode rebentar em qualquer dos cantinhos desta rede de participações invisíveis e já é não passível de detecção pelas habituais teorias da conspiração. Nem sequer pode ser contida pela exportação de magallanes para a Venezuela, embora acabe por ser ofuscada por esta discussão sobre o sexo dos anjos quanto à lista de famosos que está entre as 3 200 casas para pobrezinhos que os grandes autarcas lisbonenses ofereceram a companheiros de partido, à direita, ao centro e à esquerda. Julgo que não vale a pena fazermos comentários, dado que os muitíssimos portugueses que são servos da gleba hipotecária, só porque gastam mais de um terço do respectivo vencimento no tal empréstimo que fizeram para a compra da casita, viram assim, bem reforçado, o seu nível de confiança nos políticos, nos autarcas e nos partidos que serviram de intermediários para tal moralidade do sapateiro de Braga. Porque só comeram alguns e perdemos todos. Aliás, só ao ler o JN de hoje é que percebi certos apoios a certas movimentações políticas de falecidos políticos quanto a certos congressos partidários bem anteriores à queda do muro de Berlim, quando já se compravam opositores, com aquilo que os comprados qualificam como a minha rica casinha.

A falta de autenticidade do poder, isto é, a distância que vai entre aquilo que se proclama e aquilo que se pratica, atingiu assim o nível da tragicomédia, confirmando a hipocrisia de um sistema pantanoso que ocupou o regime democrático. A nenhuma vergonha poderia continuar a desfilar face a manifestos casos de persiganga que, por enquanto, sou obrigado a ocultar, onde tão culpados são os protagonistas da vindicta, detentores do poder, como os acompanhantes da procissão que os não denunciam, para poderem obter um qualquer naco que escorra da mesma mesa do orçamento.

Ao menos, na Primeira República, tudo se fazia em evidente legalidade, dado que a lista dos beneficiários, ditos revolucionários, era publicada no "Diário do Governo", saindo a última já depois do 28 de Maio de 1926, quando era chefe de governo Mendes Cabeçadas. Também a monarquia liberal, na fase de presúria, em pleno devorismo, utilizava a técnica denunciada por Garrett sobre o "foge, cão, que te fazem barão... mas para onde, se me fazem visconde?". Mas, logo em Setembro de 1836, com Passos Manuel, Sá da Bandeira e Vieira de Castro, a moralidade fez um golpe de Estado sem efusão de sangue, para poder cumprir-se a Regeneração. E quando a pouca vergonha se instalou com o cabralismo, até se recorreu à guerra civil, à maria da fonte, à patuleia e à carbonária. Nem sequer faltou um rei, como D. Pedro V, que demitiu o governo que ele qualificou da "canalhocracia".

O mesmo atavismo canalhocrático permanece. Chamou-se adesivismo depois do 5 de Outubro. Chamou-se viracasaquismo depois do 28 de Maio. É isto depois do 25 de Abril. E só algumas décadas depois é que os contornos do devorismo começam a ser revelados, assim se confirmando como grande parte dos actuais problemas políticos tem a ver com a fome das assoalhadas. Outros contornos poderão ser revelados dentro de alguns meses, quando a base de dados das vindictas atingir a mesa dos jornalistas de investigação. Porque há histórias de grande recorte humanístico que poderão enlamear pretensas figuras morais da pátria que, apesar de parecerem gigantes, têm pés de barro feitos por gaioleiros, viúvas e campos de futebol, com trocas e baldrocas de vereadores, silêncios e legalíssimas decisões, onde se poderão compreender súbitas viragens da esquerda para a direita, e da direita para a esquerda, confirmadas pela secção de rendimentos vindas do público e confirmadas pelos registos do IRS.

Aliás, julgo que uma das medidas da chamada "glasnot" poderia passar pela afixação das declarações de IRS emitidas pelos serviços públicos nos mesmos serviços públicos onde certas personalidades são dirigentes. Para que eles não fiquem apenas sob vigilância do chefe de repartição e das bocas que o mesmo emite no bar. Outra forma seria copiarmos as grandes campanhas eleitorais norte-americanas com a edição "on line" dos donativos. O nosso atavismo devorista e canalhocrático, que caiu nas teias da fome de assoalhadas e nas manobras dos gaioleiros e dos patos bravos, bem precisava de uma Revolução de Setembro para a remoção do devorismo, a fim de evitarmos a eventual Patuleia. Resta saber se quando o partido regenerador colaborar no processo, pela criação, tal como em 1848, da própria carbonária, ainda haverá pedaços do corpo da pátria para salvar. Porque a democracia pode cair teias da canalhocracia, do devorismo, do adesivismo, do viracaquismo e o consequente latrocínio pode transformá-la numa bandocracia.
http://tempoquepassa.blogspot.com/20...-manuteno.html
__________________
Deus dá, deus tira.
Ibn Erik está offline   Reply With Quote
Old 03-10-2008, 10:40   #50
Ibn Erik
Registered User
 
Ibn Erik's Avatar
 
Join Date: Apr 2008
Location: Lime Cay
Posts: 17,839
como funciona a hipocrisia da esquerda em Portugal. o Pacheco Pereira mostra-o aqui:

Quote:
A POLÍTICA PORTUGUESA NO SEU MAIS COMUM MISERABILISMO

É esta história das casas de Lisboa. Durante todas as presidências, socialistas, social-democratas e centrista, em vereações com o PCP ou sem ele, ou seja, na prática com todos os partidos, as casas da Câmara foram atribuídas discricionariamente. Sabendo nós muito bem como as coisas são feitas, e toda a gente na Câmara Municipal de Lisboa tinha que o saber, a começar pelos Presidentes antigos e actual, a maioria das casas devia ser entregue a quem de direito o justificava e uma minoria, presumo que considerável, existia ou para fazer favores ou pagar favores políticos e pessoais.

Passeiem-se pela administração pública toda e encontrarão por todo o lado mecanismos destes, usados bem e abusados, dependendo da politização do sector dos seus responsáveis, e do grau de potencial escândalo público. Pode até fazer-se a equação de que quanto mais um responsável por estas áreas estiver ligado ao aparelho partidário, maior é o favorecimento político, porque a ascensão e a permanência dessas personagens depende muito da capacidade de fazerem favores dentro do seu partido. E uma casa boa e barata é um excelente favor. Mas não se pense que este tipo de prebendas se fica pelos activistas partidários, porque em muitas áreas do estado há sinecuras deste tipo, para escritores no Ministério da Educação, por exemplo.

O caso actual foi claramente o resultado de manobras eleitorais e tinha como alvo o PSD, e acabou, como sempre acontece, por rebentar nas mãos do PS, envolvendo uma actual vereadora. Também como é habitual, agora toda a gente quer moralizar a atribuição de casas, torna-la “transparente”, regulamentar burocraticamente o sistema de atribuição, batendo com a mão no peito como se não soubessem o que se passava. Depois o escândalo deixará de ser novidade, e os favores migrarão para outra área qualquer, porque nunca será possível regulamentar tudo, nem sequer vantajoso, e os favores e as cunhas são de cima a baixo o lubrificante dos sectores intermédios das estruturas partidárias, principalmente no poder autárquico.
http://abrupto.blogspot.com/2008/10/...uguesa-no.html


__________________
Deus dá, deus tira.
Ibn Erik está offline   Reply With Quote
Reply

Thread Tools

Posting Rules
You may not post new threads
You may not post replies
You may not post attachments
You may not edit your posts

BB code is On
Smilies are On
[IMG] code is On
HTML code is Off

Forum Jump


All times are GMT. The time now is 21:55.


Powered by vBulletin® Version 3.8.4
Copyright ©2000 - 2010, Jelsoft Enterprises Ltd.
© 2008-2009 Bolsanobolso.com