Óscar
06-03-2004, 22:08
IRAQUE
Hans Blix considera que a guerra foi ilegal
A guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque foi ilegal, considerou o antigo chefe dos inspectores das Nações Unidas, numa entrevista hoje publicada pelo «Independent».
07:42
05 de Março 04
Hans Blix afirmou que «não aceito o argumento segundo o qual a guerra se tornou legal pelas violações por parte do Iraque das resoluções (da ONU)», sublinhando que só uma segunda resolução, autorizando explicitamente o uso da força, poderia tornar a intervenção legítima.
Blix contestou as razões avançadas pelo procurador-geral, Peter Goldsmith, conselheiro legal do governo britânico, segundo o qual a resolução 1441 autorizava a utilização da força, porque reunia outras resoluções adoptadas após a primeira guerra do Golfo.
Reconhecendo que pode questionar-se o facto do Iraque ter violado as resoluções adoptadas desde 1991, Hans Blix considerou que as resoluções da ONU «pertencem» a todos os 15 membros do Conselho de Segurança e não a Estados particulares.
«Foi o Conselho de Segurança que ditou o cessar-fogo e não o Reino Unido e os Estados Unidos. Era por essa razão que o Conselho de Segurança tinha a propriedade sobre o cessar-fogo», prosseguiu.
À questão de saber se uma segunda resolução autorizando a força deveria ter sido adoptada Blix foi claro, respondendo:«Sim».
Na entrevista, Blix rejeitou os apelos à demissão de Tony Blair, por não terem sido encontradas armas de destruição em massa no Iraque, principal motivo para justificar a entrada na guerra, mas insinuou que o primeiro-ministro ficou politicamente ferido.
«Algumas pessoas dizem que (o presidente norte-americano George W.) Bush e Blair deveriam ser presentes à justiça mas eu entendo que já tiveram a sua punição no plano político. A sua credibilidade foi afectada por tudo isto», prosseguiu Blix.
Hans Blix considera que a guerra foi ilegal
A guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque foi ilegal, considerou o antigo chefe dos inspectores das Nações Unidas, numa entrevista hoje publicada pelo «Independent».
07:42
05 de Março 04
Hans Blix afirmou que «não aceito o argumento segundo o qual a guerra se tornou legal pelas violações por parte do Iraque das resoluções (da ONU)», sublinhando que só uma segunda resolução, autorizando explicitamente o uso da força, poderia tornar a intervenção legítima.
Blix contestou as razões avançadas pelo procurador-geral, Peter Goldsmith, conselheiro legal do governo britânico, segundo o qual a resolução 1441 autorizava a utilização da força, porque reunia outras resoluções adoptadas após a primeira guerra do Golfo.
Reconhecendo que pode questionar-se o facto do Iraque ter violado as resoluções adoptadas desde 1991, Hans Blix considerou que as resoluções da ONU «pertencem» a todos os 15 membros do Conselho de Segurança e não a Estados particulares.
«Foi o Conselho de Segurança que ditou o cessar-fogo e não o Reino Unido e os Estados Unidos. Era por essa razão que o Conselho de Segurança tinha a propriedade sobre o cessar-fogo», prosseguiu.
À questão de saber se uma segunda resolução autorizando a força deveria ter sido adoptada Blix foi claro, respondendo:«Sim».
Na entrevista, Blix rejeitou os apelos à demissão de Tony Blair, por não terem sido encontradas armas de destruição em massa no Iraque, principal motivo para justificar a entrada na guerra, mas insinuou que o primeiro-ministro ficou politicamente ferido.
«Algumas pessoas dizem que (o presidente norte-americano George W.) Bush e Blair deveriam ser presentes à justiça mas eu entendo que já tiveram a sua punição no plano político. A sua credibilidade foi afectada por tudo isto», prosseguiu Blix.