Óscar
16-02-2004, 12:54
Com lucros de 49,43 milhões de euros em 2003
CCR distribui dividendos de 2,7 milhões à Brisa
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Bárbara Leite
bl@mediafin.pt
A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) atingiu lucros de 183 milhões de reais (49,43 milhões de euros), contra os prejuízos de 120 milhões de reais registados em 2002. Com este resultado, a brasileira vai distribuir um total de 50 milhões de reais em dividendos pelos accionistas.
A Brisa, concessionária de auto-estradas nacional, participa em 20% no capital da CCR. No conjunto, a empresa portuguesa vai receber um total de 10 milhões de reais (2,7 milhões de euros) em dividendos relativos a 2003, segundo os cálculos do Canal de Negócios.
Os resultados líquidos da CCR ficaram acima da estimativa do Unibanco que previa que os lucros atingissem os 178 milhões de reais (48,08 milhões de euros) contra os 120 milhões de reais (32,4 milhões de euros) de prejuízos registados no final de 2002.
Em comunicado, a concessionária de auto-estradas brasileira anuncia que vai atribuir um total de dividendos relativos ao exercício de 2003 de 50 milhões de reais (13,5 milhões de euros) ou 0,59 reais (0,16 euros) por cada acção.
A data do pagamento dos dividendos será determinada na Assembleia Geral de Accionistas marcada para 18 de Março, revela a mesma fonte.
Dividendos semestrais e pay-out mínimo de 50%
Em comunicado, a participada da Brisa refere ainda que foi decidida uma nova política de atribuição de dividendos.
Assim, a empresa decide que será distribuído um «“pay out ou percentagem sobre lucros mínimo de 50% que será pago duas vezes por ano», avança a mesma fonte.
Em relação a 2003, o dividendo atribuído representa um «pay out» de 27,32%.
Receitas crescem 13,8% em 2003
O grupo anunciou que atingiu, no final de 2003, um total de receitas brutas operacionais de 1,229 mil milhões de reais (332 milhões de euros), mais 14,4% do que no ano anterior. As receitas líquidas ficaram nos 1,139 mil milhões de reais (307 milhões de euros), o que traduz um crescimento de 13,8% face a 2002.
O EBITDA ou resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações cifrou-se nos 571,1 milhões de reais (154 milhões de euros), mais 21% do que no ano anterior.
Os custos da companhia aumentaram, no referido período, em 9,2% face a 2002.
Citado em comunicado, Renato Vale, presidente executivo da CCR avança que «estamos muito contentes com estes resultados da CCR que atingiu, em 2003, os compromissos assumidos com os seus accionistas, clientes e autoridades».
Segundo o mesmo responsável, em 2003, assistiu-se a um acréscimo de 1,3% no tráfego mesmo num cenário de recessão económica no Brasil.
Consolidação e crescimento em 2004
O grupo entende que a actividade em 2004 seja marcada pelo «crescimento adicional e consolidação dentro do sector», destaca Renato Vale.
Com esta declaração, o presidente da CCR reforça a ideia antiga de que haverá consolidação nas concessões de auto-estradas no mercado brasileiro.
A CCR tem cinco concessões de auto-estradas no Brasil com extensão de 1.290 km, tendo o Governo do Paraná decidido, recentemente, apropriar-se de uma das suas concessões, a Rodonorte.
Sobre esta questão, Vale comenta que a empresa está confiante de que o programa de concessões e a moldura regulatória providenciem «um justo equilíbrio entre os direitos e as obrigações das empresas concessionárias».
O grupo mostra-se também confiante que o programa de privatizações de concessões de auto-estradas seja recuperado este ano.
As acções da Brisa cotavam inalteradas nos 5,80 euros.
CCR distribui dividendos de 2,7 milhões à Brisa
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Bárbara Leite
bl@mediafin.pt
A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) atingiu lucros de 183 milhões de reais (49,43 milhões de euros), contra os prejuízos de 120 milhões de reais registados em 2002. Com este resultado, a brasileira vai distribuir um total de 50 milhões de reais em dividendos pelos accionistas.
A Brisa, concessionária de auto-estradas nacional, participa em 20% no capital da CCR. No conjunto, a empresa portuguesa vai receber um total de 10 milhões de reais (2,7 milhões de euros) em dividendos relativos a 2003, segundo os cálculos do Canal de Negócios.
Os resultados líquidos da CCR ficaram acima da estimativa do Unibanco que previa que os lucros atingissem os 178 milhões de reais (48,08 milhões de euros) contra os 120 milhões de reais (32,4 milhões de euros) de prejuízos registados no final de 2002.
Em comunicado, a concessionária de auto-estradas brasileira anuncia que vai atribuir um total de dividendos relativos ao exercício de 2003 de 50 milhões de reais (13,5 milhões de euros) ou 0,59 reais (0,16 euros) por cada acção.
A data do pagamento dos dividendos será determinada na Assembleia Geral de Accionistas marcada para 18 de Março, revela a mesma fonte.
Dividendos semestrais e pay-out mínimo de 50%
Em comunicado, a participada da Brisa refere ainda que foi decidida uma nova política de atribuição de dividendos.
Assim, a empresa decide que será distribuído um «“pay out ou percentagem sobre lucros mínimo de 50% que será pago duas vezes por ano», avança a mesma fonte.
Em relação a 2003, o dividendo atribuído representa um «pay out» de 27,32%.
Receitas crescem 13,8% em 2003
O grupo anunciou que atingiu, no final de 2003, um total de receitas brutas operacionais de 1,229 mil milhões de reais (332 milhões de euros), mais 14,4% do que no ano anterior. As receitas líquidas ficaram nos 1,139 mil milhões de reais (307 milhões de euros), o que traduz um crescimento de 13,8% face a 2002.
O EBITDA ou resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações cifrou-se nos 571,1 milhões de reais (154 milhões de euros), mais 21% do que no ano anterior.
Os custos da companhia aumentaram, no referido período, em 9,2% face a 2002.
Citado em comunicado, Renato Vale, presidente executivo da CCR avança que «estamos muito contentes com estes resultados da CCR que atingiu, em 2003, os compromissos assumidos com os seus accionistas, clientes e autoridades».
Segundo o mesmo responsável, em 2003, assistiu-se a um acréscimo de 1,3% no tráfego mesmo num cenário de recessão económica no Brasil.
Consolidação e crescimento em 2004
O grupo entende que a actividade em 2004 seja marcada pelo «crescimento adicional e consolidação dentro do sector», destaca Renato Vale.
Com esta declaração, o presidente da CCR reforça a ideia antiga de que haverá consolidação nas concessões de auto-estradas no mercado brasileiro.
A CCR tem cinco concessões de auto-estradas no Brasil com extensão de 1.290 km, tendo o Governo do Paraná decidido, recentemente, apropriar-se de uma das suas concessões, a Rodonorte.
Sobre esta questão, Vale comenta que a empresa está confiante de que o programa de concessões e a moldura regulatória providenciem «um justo equilíbrio entre os direitos e as obrigações das empresas concessionárias».
O grupo mostra-se também confiante que o programa de privatizações de concessões de auto-estradas seja recuperado este ano.
As acções da Brisa cotavam inalteradas nos 5,80 euros.