manel
03-01-2004, 09:48
OPTAR PELA AMIZADE
"Um dia o Czar da Rússia partiu para uma caçada com o seu falcão. Depois de ter abatido muita caça, sentiu sede e, segurando no seu braço o falcão predilecto, partiu a cavalo em direcção a uma fonte.
Procurou durante muito tempo e finalmente encontrou uma veia de água que lentamente brotava de uma rocha. Colocou o copo debaixo desse fio de água e esperou pacientemente que se enchesse. Depois quis beber a água recolhida, mas o falcão mexeu-se bruscamente e, com as suas asas, entornou o copo.
Novamente o Czar encheu o recipiente e, logo que o viu cheio de água fresca, quis levá-lo à boca. Mas, também desta vez, o falcão, esvoaçando, entornou o copo.
Já aborrecido, o Czar encheu o copo pela terceira vez e quis beber. Mas o falcão atirou-se para cima e entornou a água.
Foi então que o Czar, muito irritado, agarrou o falcão pelo pescoço e o matou.
Estava para encher o copo pela quarta vez quando um dos seus servos, a galope, lhe gritou:
- Majestade, não beba dessa água! É uma nascente envenenada...
O Czar atirou o copo para longe, enquanto uma lágrima ofuscava o seu olhar. E disse com amargura:
- Quantos erros cometemos por causa da cólera ou da pressa! Guiado pelo seu instinto, o meu amigo falcão salvou-me a vida três vezes. E olha como eu o recompensei!"
"Um dia o Czar da Rússia partiu para uma caçada com o seu falcão. Depois de ter abatido muita caça, sentiu sede e, segurando no seu braço o falcão predilecto, partiu a cavalo em direcção a uma fonte.
Procurou durante muito tempo e finalmente encontrou uma veia de água que lentamente brotava de uma rocha. Colocou o copo debaixo desse fio de água e esperou pacientemente que se enchesse. Depois quis beber a água recolhida, mas o falcão mexeu-se bruscamente e, com as suas asas, entornou o copo.
Novamente o Czar encheu o recipiente e, logo que o viu cheio de água fresca, quis levá-lo à boca. Mas, também desta vez, o falcão, esvoaçando, entornou o copo.
Já aborrecido, o Czar encheu o copo pela terceira vez e quis beber. Mas o falcão atirou-se para cima e entornou a água.
Foi então que o Czar, muito irritado, agarrou o falcão pelo pescoço e o matou.
Estava para encher o copo pela quarta vez quando um dos seus servos, a galope, lhe gritou:
- Majestade, não beba dessa água! É uma nascente envenenada...
O Czar atirou o copo para longe, enquanto uma lágrima ofuscava o seu olhar. E disse com amargura:
- Quantos erros cometemos por causa da cólera ou da pressa! Guiado pelo seu instinto, o meu amigo falcão salvou-me a vida três vezes. E olha como eu o recompensei!"