jleandro
09-04-2003, 21:52
ÉVORA : a cidade dos restaurantes
cidade que visito com alguma regularidade (infelizmente cada vez mais irregularmente) há mais de 30 anos, é sem dúvida alguma a cidade que reúne a maior quantidade de BONS restaurantes (em proporção ao seu tamanho e à população).
desde o afamado "FIALHO" ao pequeno e quase invisível "Tasquinha do Oliveira", há uma série de bons restaurantes menos conhecidos.
claro que para muitos o "Fialho" é a "catedral" da cozinha Alentejana, como costuma dizer o escultor Cutileiro (com quem tive há anos uma amigável conversa sobre o tema), para mim na altura e também pela relação qualidade/preço o melhor de Évora era o "Luar de Janeiro", mas entretanto outros foram aparecendo, e mesmo correndo o risco de algo desactualizada, aqui ficam as minhas impressões:
FIALHO - a certa altura era "moda" ir e dizer muito bem do Fialho, não que ele fosse um mau restaurante, antes pelo contrário, mas o "estar na moda" é muito importante. Como na maioria dos bons restaurantes alentejanos, as entradas são muito variadas indo dos mariscos aos pratinhos tipicamente alentejanos. Para prato principal desde a lebre com feijão á lebre com nabos (mal empregada lebre), ao arroz de pombo bravo (que mal podem fazer os pombos, deixm-nos vivos), ao veado, há de caça fartura de pratos. CARO
TASQUINHA DO OLIVEIRA - na saída da Praça do Giraldo para Lisboa, à esquerda de quem desce, correm o risco de não ver a casa, tão pequena ela é (era?) - tem 4 mesas e não senta mais de 10/12 pessoas ao mesmo tempo (e apertadas). UM VERDADEIRO TEMPLO do bem comer omde toda a panóplia de entradas, das frias às quentes nos aparecem na mesa, de tal forma que para prato principal o melhor é só pedir 1 ou 2 para 3/4 pessoas, sendo certo de entre as novidades também há sempre os clássicos borrego assado no forno ou em ensopado.
a garrafeira é outro espectáculo, havendo tudo o que são bons alentejanos.
para ir e estar com tempo. e sem preocupações com a conta.CARO
COZINHA DE Sº HUMBERTO: numa das ruas estreitas que saiem da Praça do Giraldo (Rua da Moeda), casa de traça regional onde as especialidades são os pratos tradicionais: ensopado de borrego, pezinhos de coentrada, carne do alguidar e as migas com carne de porco. as sobremesas são as tradicionais da confeitaria conventual: açucar + ovos + amendoa. Menos caro que os anteriores.
LUAR DE JANEIRO: sem nada que o destinga dos anteriores, o ser menos conhecido permite (ainda será assim?) arranjar mesa com maior facilidade e ter a certeza de comer os autenticos pratos alentejanos com muita qualidade. aliás é em tudo muito parecido: óptimas entradas e doçaria a um preço mais razoável.
AQUEDUTO: a minha última confirmação - só aquelas migas de batata com lombo de porco assado no forno (no meio entalam uma farinheira), justificam tudo o que possa dizer. Quem inventou este prato merece uma estátua na praça nobre da cidade - não dá para explicar, só indo lá provar (ou melhor: comer) - da textura macia das migas de batata (até parece de maçã) à surpresa do paladar da carne de porco com a farinheira dentro - tudo é uma INEXCEDÍVEL SURPRESA. com bons vinhos a preços mais simpáticos, mas sem ser barato. NÃO PODE SER BARATO.
O GRÉMIO - onde já não vou há anos (será que ainda existe?) - perto da praça fronteira ao Teatro Garcia Resende, foi na altura que abriu (até por ficar muito perto) um desafio ao "Fialho", com uma sala mais cuidada e com pormenores de um estilo mais cuidado, é (era?) uma boa alternativa.
O MOINHO - porque tem um antigo moinho junto, casa de gente mais nova, especial para petiscos de fim de tarde e umas imperiais, não porque a comida seja má, antes pelo contrário.
aos amigos de Évora (olá Nova-será que me vais ler?) pedia ajuda para actualizações desta listagem.
cidade que visito com alguma regularidade (infelizmente cada vez mais irregularmente) há mais de 30 anos, é sem dúvida alguma a cidade que reúne a maior quantidade de BONS restaurantes (em proporção ao seu tamanho e à população).
desde o afamado "FIALHO" ao pequeno e quase invisível "Tasquinha do Oliveira", há uma série de bons restaurantes menos conhecidos.
claro que para muitos o "Fialho" é a "catedral" da cozinha Alentejana, como costuma dizer o escultor Cutileiro (com quem tive há anos uma amigável conversa sobre o tema), para mim na altura e também pela relação qualidade/preço o melhor de Évora era o "Luar de Janeiro", mas entretanto outros foram aparecendo, e mesmo correndo o risco de algo desactualizada, aqui ficam as minhas impressões:
FIALHO - a certa altura era "moda" ir e dizer muito bem do Fialho, não que ele fosse um mau restaurante, antes pelo contrário, mas o "estar na moda" é muito importante. Como na maioria dos bons restaurantes alentejanos, as entradas são muito variadas indo dos mariscos aos pratinhos tipicamente alentejanos. Para prato principal desde a lebre com feijão á lebre com nabos (mal empregada lebre), ao arroz de pombo bravo (que mal podem fazer os pombos, deixm-nos vivos), ao veado, há de caça fartura de pratos. CARO
TASQUINHA DO OLIVEIRA - na saída da Praça do Giraldo para Lisboa, à esquerda de quem desce, correm o risco de não ver a casa, tão pequena ela é (era?) - tem 4 mesas e não senta mais de 10/12 pessoas ao mesmo tempo (e apertadas). UM VERDADEIRO TEMPLO do bem comer omde toda a panóplia de entradas, das frias às quentes nos aparecem na mesa, de tal forma que para prato principal o melhor é só pedir 1 ou 2 para 3/4 pessoas, sendo certo de entre as novidades também há sempre os clássicos borrego assado no forno ou em ensopado.
a garrafeira é outro espectáculo, havendo tudo o que são bons alentejanos.
para ir e estar com tempo. e sem preocupações com a conta.CARO
COZINHA DE Sº HUMBERTO: numa das ruas estreitas que saiem da Praça do Giraldo (Rua da Moeda), casa de traça regional onde as especialidades são os pratos tradicionais: ensopado de borrego, pezinhos de coentrada, carne do alguidar e as migas com carne de porco. as sobremesas são as tradicionais da confeitaria conventual: açucar + ovos + amendoa. Menos caro que os anteriores.
LUAR DE JANEIRO: sem nada que o destinga dos anteriores, o ser menos conhecido permite (ainda será assim?) arranjar mesa com maior facilidade e ter a certeza de comer os autenticos pratos alentejanos com muita qualidade. aliás é em tudo muito parecido: óptimas entradas e doçaria a um preço mais razoável.
AQUEDUTO: a minha última confirmação - só aquelas migas de batata com lombo de porco assado no forno (no meio entalam uma farinheira), justificam tudo o que possa dizer. Quem inventou este prato merece uma estátua na praça nobre da cidade - não dá para explicar, só indo lá provar (ou melhor: comer) - da textura macia das migas de batata (até parece de maçã) à surpresa do paladar da carne de porco com a farinheira dentro - tudo é uma INEXCEDÍVEL SURPRESA. com bons vinhos a preços mais simpáticos, mas sem ser barato. NÃO PODE SER BARATO.
O GRÉMIO - onde já não vou há anos (será que ainda existe?) - perto da praça fronteira ao Teatro Garcia Resende, foi na altura que abriu (até por ficar muito perto) um desafio ao "Fialho", com uma sala mais cuidada e com pormenores de um estilo mais cuidado, é (era?) uma boa alternativa.
O MOINHO - porque tem um antigo moinho junto, casa de gente mais nova, especial para petiscos de fim de tarde e umas imperiais, não porque a comida seja má, antes pelo contrário.
aos amigos de Évora (olá Nova-será que me vais ler?) pedia ajuda para actualizações desta listagem.