View Full Version : Rock em Stock
Cali
Gostas do chamado Rock FM (coisa de adolescentes, que bom ...) ?
Estou a ouvir Nickelback, o "Silver side up".
É óptimo naqueles dias em que uma pessoa se sente rebelde ... de volta à idade do armário.
:D :D
Comprei o CD por causa do 'Remind me', mas agora dá-me gozo ouvi-lo em bom som.
"This is how you remind me
This is how you remind me of what I really am
It's not like you to say sorry, I was waiting on a different story
This time I'm mistaken for handing you a heart worth breaking
I've been wrong, I' ve been down, been to the bottom of every bottle
These five words in my head scream "are we havin' fun yet ?"
:cool: :cool:
MrChance
31-07-2003, 22:04
Ora bem, como já disse algures, hoje fui à pesca de livros e CDs para a feira do Continente. A oferta é relativamente limitada, em qualidade, pois em quantidade havia tralha que chegasse.
Música:
Harvest - Neil Young (recolha da saudade);
Ney Matogrosso interpreta Cartola (uma jóia);
Pasión - Rodrigo Leão;
Men - Colectânea Vocal de Jazz;
Livros:
BD Caatinga - Hermann (já tinha saudades dele);
BD A Casa dourada de Samarcanda - Corto Maltese
Fotografia do séc. XX - Taschen
Já tenho matéria para o fim de semana.
:)
olha o Chance tambem curte ir aos saldos, ehehehe. Se forem de musica, são a minha perdição.
Para a Blue,
sim, gosto desse tipo de som, embora não aprecie muito o rótulo de 'rock FM'. É que acaba por ser coisa nenhuma, isso.
Os Nickelback tem uma bela pedalada, sim senhor, mas não conheço o disco todo, apenas 2 temas. Fiquei surpreendido, isso sim, por te ver virada para esses caminhos sonoros. Pelo que tenho lido de ti, julguei que não gostasses dessas coisas, eheehe.
Funciona bem quando regresso à idade do armário e a adrenalina está muito lá em cima. Ou então quando os vizinhos de cima me incomodam ... não há barulho do exterior que consiga entrar, eheheh.
Mas do CD todo aproveitam-se apenas algumas ...
A última (?) deles, 'Hero', que faz parte da banda sonora do Spiderman também é engraçada. Fiz o download do Kazaa, não justifica comprar mais discos.
:cool:
Agora quero ver se vale a pena 'Evanescence'. É uma banda nova, com uma voz feminina espectacular (Amy Lee), mas insere-se mais no estilo gótico. Conheci quando fui ver o filme Daredevil ... aliás, diga-se de passagem, a banda sonora é bem 'pesada'.
Existe uma música que é um autêntico oásis; em My Immortal ouvimos a intensidade da voz de Amy e a suavidade do piano (sempre o piano ...)
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O truque é manter os estilos todos em equilibrio ...
;)
jleandro
04-08-2003, 20:28
para lembrar aos fans do Neil Young a edição em cd, finalmente, do resto da obra do homem
on the beach - de 1974 - este para mim é novidade, nem sequer sabia da sua existência, pelo que podem perceber o que foi o ano de 1974 aqui pela terra
americam stars n'bars - muito bom, pelo que me lembro
hawks & doves - deste já nem me lembro, embora o tenha em vinil
reactor - um dois menos
mas de qualquer forma, vou amanhã à procura
David Bowie
Enquanto músico, David Bowie fez com que o epíteto "Camaleão" se tornasse um "cliché". Um visionário, embora nem sempre pioneiro, David Bowie nunca teve medo de mudar e surpreender o público...
Com uma carreira que começou nos finais da década de 60 e que hoje continua com invejável vitalidade, é sem dúvida um dos mais influentes artistas do mundo ainda em actividade.
Nascido David Jones, em Inglaterra, mudou de nome quando Davy Jones (dos Monkees) começou uma carreira a solo, em 1966, um ano antes de lançar o seu primeiro álbum, "David Bowie".
Familiarizado com a música desde os 13 anos, idade com que aprendeu a tocar saxofone, Bowie afirmou várias vezes que sempre quis ser artista, e sabia que seria famoso. Só não sabia que área escolher para se destacar, já que a representação e a pintura eram outras artes em que tinha grande interesse. Para Bowie, o problema por vezes era concentrar-se apenas numa coisa de cada vez, razão pela qual a sua carreira está marcada por tantos altos e baixos. Logo a seguir ao seu primeiro disco, fundou uma companhia de mímica, em 1969, que teve uma curta vida e levou Bowie a fundar o Beckenham Arts Club no mesmo ano. A música, nesse tempo, servia para alimentar este projecto, daí que assinasse com a Mercury para lançar "A Man of Words, a Man of Music", que lhe traria o seu primeiro êxito com o single "Space Oddity". Isto fez Bowie decidir-se pela música, começando a acompanhar as digressões dos T.REX do seu amigo Marc Bolan. Formou os Hype, banda que não durou mas que lhe trouxe uma importante amizade: a de Mick Ronson, um guitarrista que seria muito influente nos álbuns seguintes de Bowie. O primeiro foi "The Man Who Sold the World", onde predominava o rock pesado e épico. Seguiu-se "Hunky Dory", mais pop que o seu antecessor e o primeiro grande clássico de Bowie, onde se destacava o profético single "Changes". Estava quase pronta a encarnação mais mediática do cantor, inspirada pelo "Glam" e desafiadora dos estereótipos machistas do rock, que já cansavam o público e crítica.
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Com o cabelo pintado de laranja, Bowie apresentou-se ao mundo como Ziggy Stardust, uma estrela de rock marciana e bissexual, acompanhada em palco pela banda Spiders From Mars. "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars", de 1972, foi o grande salto de Bowie para a fama, ou pelo menos notoriedade. O músico aproveitou para logo lançar um novo trabalho, e um novo personagem: "Aladdin Sane". Este disco foi feito em 1973, ano em que Bowie se sentia no auge da sua energia, pelo que ainda produziu "Transformer", "Raw Power" e "All the Young Dudes" para ajudar a ressuscitar, respectivamente, Lou Reed, Stooges e Mott the Hoople. O excesso de trabalho esgotou Bowie, que depois de fazer um álbum de "covers", "Pin Ups", anunciou a separação da sua banda e o seu afastamento temporário dos palcos. Concentrou-se num álbum inspirado no romance "1984" de George Orwell, mas por motivos legais teve de chamar o disco "Diamond Dogs", que quando saiu em 1974 foi um fiasco junto da crítica, à excepção do single "Rebel Rebel". Na digressão americana deste álbum, Bowie ficou obcecado com a música "Soul", o que resultou em nova mudança de imagem e no lançamento de "Young Americans" em 1975, onde se destaca o single "Fame" escrito com John Lennon. Já que estava nos EUA, Bowie resolveu ir até Los Angeles, para preencher outra paixão, e conseguiu o seu primeiro papel num filme. Ainda em LA gravou "Station to Station", antes de se aborrecer com a vida em Hollywood e, uma vez mais cansado e gasto pelo abuso de cocaína, voltou a Londres. À chegada a Inglaterra, saudou os fãs em pose nazi: estava desligado da realidade e os media certificaram-se de que pagaria o preço por isso.
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David Bowie refugiou-se em Berlim, com Brian Eno, para descansar e procurar um novo caminho. O resultado foi prolífico: "Low" e "Heroes", dois dos seus melhores álbuns, saíram em 1977, ano em que ainda produziu Iggy Pop em dois discos e acompanhou-o em digressão. Fez mais um filme, ainda em 77, e preparou uma digressão mundial que resultou num álbum ao vivo, "Stage", de 1978. De novo com Eno, gravou outro álbum, "Lodger", de 1979, e encerrou o seu contrato com a RCA e o seu melhor período musicalmente com "Scary Monters", de 1980. A partir daqui, embora começasse os anos 80 com grandes sucessos de bilheteira, Bowie perdeu alguma concentração na música. Dedicou-se à representação, à parte alguns singles como "Under Pressure", com os Queen, e só em 1983 voltaria a lançar um álbum, depois de assinar pela EMI. "Let´s Dance" foi um grande regresso comercialmente, mas apresentava uma imagem tão "clean" que os fãs de Bowie mal o reconheciam: estava demasiado comercial. Algo confuso, deu seguimento a esta fase com "Tonight", que fora o single "Blue Jean" foi ignorado, e confirmou-se o mau momento com "Never Let Me Down", de 1987, um novo fiasco. Para salvar a década, restava a Bowie repescar o seu catálogo da RCA para uma compilação acompanhada de digressão mundial: "Sound + Vision", anunciado como a despedida de Bowie às suas antigas personagens, foi finalmente um regresso ao sucesso, embora traçado em linhas óbvias.
Durante os anos 90, David Bowie esforçou-se demasiado por soar moderno. Criou uma banda de rock que não foi longe, os Tin Machine, com quem fez dois discos. Depois, em 1993, lançou "Black Tie, White Noise", que soava melhor do que as tentativas anteriores de regresso à forma, mas sofreu devido à falência da etiqueta que o lançou, a Savage, da RCA. De novo com Brian Eno, fez "Outside" em 1995, ao qual se seguiria "Earthling" em 1997: mais duas tentativas de acompanhar as novas sonoridades, como o techno e o drum'n'bass. No entanto, seria com o mais simples e despojado álbum em muito tempo que David Bowie voltaria ao seu melhor, "Hours", de 1999.
http://www.cdshakedown.com/pictures/bowiedavid-earthling.gif
Em 2001, surge um novo documento surpreendente, restrospectivo da obra de Bowie, "All Saints - Collected Instrumentals 1977-99", álbum centrado, como o título indicia, em instrumentais. São versões que vão desde os históricos álbuns "Low" e "Heroes" ao mais recente "Hours...". Pairam a sombra de Brian Eno e, acima de tudo, os ares de Berlim.
Em Junho de 2002, o camaleão regressa aos originas, com "Heathen", onde David Bowie regressa ao formato-canção. "Heathen" vem confirmar que é fácil perceber que não há dois álbuns iguais de David Bowie. Neste álbum, o artista regressa um pouco atrás, às canções simples, sem grandes massas sónicas e efeitos demasiado colados a qualquer forma musical "mais em voga". Um dado importante nesta mudança de atitude talvez seja o que se passou nos últimos tempos na carreira de David Bowie, já que o artista decidiu abandonar a Virgin, e criar uma nova editora, a ISO, através da qual já foi lançado "Heathen". Aliás a ISO, sediada em Londres e em Nova Iorque, já assinou também dois novos projectos (uma banda e um artista a solo) e será responsável por todas as futuras edições de David Bowie. Com todas estas mudanças de estratégia, Bowie aproveitou para elaborar um álbum conceptual, onde arrisca mas não deixa ninguém indiferente. O resultado é "Heathen", um trabalho que conta com Tony Visconti, produtor que colaborou anteriormente com David Bowie, em álbuns marcantes como "Diamond Dogs", "Young Americans" e "Heroes".
Em Julho de 2002, Bowie vê ser editada uma edição comemorativa de "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders Form Mars", uma das mais importantes reedições do ano, com o selo da EMI. Este lançamento assinalou o 30º aniversário da edição original do mesmo álbum. Só que esta nova edição tem dois CD's: o primeiro é o CD original, e o 2º inclui 12 faixas extras de gravações realizadas na mesma altura da gravação do álbum que marcou e continuará a deixar marcas na música pop. Trata-se de uma edição de coleccionador que também inclui um "booklet" de 36 páginas com comentários de David Buckley (autor do livro "The Complete Guide To The Music Of David Bowie").
http://voxpop.sapo.pt/ler/ler_detalhe.asp?id=7F0364EC-F9DF-43A6-A3B0-48D68939BE8B&cid=D44D257C-D669-4025-8C6B-0E0177AB958D
White Stripes: Elephant
http://images.amazon.com/images/P/B00008J4P5.01.LZZZZZZZ.jpg
De uma ideia inicial de minimalismo em torno do objecto rock’n’roll, os White Stripes saltaram, em poucos anos, para um ideário completo de intenções e posturas. A genuinidade mantém-se intacta mas as aspirações são, agora, de dominação global. Eis uma banda em autêntico estado de graça, alheia ao pensamento que sobre ela se produz.
“Elephant”, o quarto álbum de Jack e Meg White, começa com aquilo que parece ser um som de baixo numa banda que não usa baixo. “Seven Nation Army” evidencia vocalizações distorcidas e apresenta, de imediato, a bateria sincopada característica de uma Moe Tucker rejuvenescida. Continua com um desvario eléctrico chamado “Black Math” onde a guitarra cavalga em altos decibéis e salta para “There’s No Home For You Here”, que arranca com um coro ao jeito dos Queen, e retrata a desilusão amorosa em mais uma variante do espectro “whitiano”.
E bastam três músicas para surgir em cena uma estranhíssima sensação de pertença. Isto é música indiscutivelmente enraizada na tradição folk-rock-garage americana, que nos habituamos a apreciar enquanto exercício emocional (e até de um ponto de vista histórico) mas que nos White Stripes soa a qualquer coisa mais essencial que a mera contemplação da apropriação do passado ou procura de impulsos eléctricos. Como se Jack e Meg White vivessem o passado com o coração nas mãos, numa viagem temporal em que a nostalgia não existe enquanto reflexo da distância. Em que existe enquanto reflexo do último fôlego, presente aqui e agora e capaz de produzir um encantamento imediato, sem necessidade de recorrer à máquina do tempo para justificar opções ou procedimentos. E quanto Meg se atira a “In The Cold, Cold Night” numa postura de desajustadíssima cantora de cabaret (como se fosse chamada ao palco sem uma ideia precisa do que se pretende num número blues) e nos apercebemos que não poderia resultar de outra forma, então é caso para não se tocar e deixar assim como está, intacto, vital apesar de provavelmente frágil e à beira da ruptura. Três minutos onde o beijo da perfeição deixa-nos com medo de mexer os lábios.
Chega-se a meio de “Elephant” e a sensação, para além de pertença, é de receio. É que o novo álbum dos White Stripes parece ser tão bom como “De Stijl” e “White Blood Cells” que isto tem mesmo que acabar bem. Tem ainda a grande vantagem de cruzar os imaginários distintos dos dois álbuns anteriores, oferecendo o melhor dos dois mundos. E se “Black Math”, como vimos, se encontra do lado do rock mais agreste presente em “White Blood Cells”, as confessionais “I Want To Be The Boy” (o piano a dar um toque de distinta classe) e “You’ve Got Her In Your Pocket” podiam figurar em “De Stijl”. Esta última opera o milagroso efeito de segredar adolescências filtradas pela idade adulta, em fragilidade extrema e honestidade a toda a prova – um caso de verdadeiro talento de composição.
“Ball and Biscuit” escalda os ouvidos no seu deambular blues pára-e-arranca tão próprio de Jon Spencer Blues Explosion e se não é uma reinvenção do género, respeita-o devidamente. E até um murmúrio pop pode extrair-se perfeitamente de “The Air Near My Fingers” onde, invariavelmente, nos vemos a cantarolar “dum dum dum” no meio de teclados que tanto os Deep Purple como os Doors poderiam ter usado há trinta e cinco anos atrás. O fim, “Well It’s True We Love One Another”, é um momento de humor mais do que bem vindo em que Meg canta “I love Jack White like a little brother” eternizando a discussão acerca da relação entre os dois elementos da banda (que aqui se juntam à voz de Holly Golightly). O alívio é evidente: “Elephant” é um álbum sem um único momento baixo, sem uma falha notória, sem desperdício. Um disco de felicidade indescritível.
Perante um exercício tão vital emerge, novamente, a certeza de que o rock respira. Bandas de quadrantes diferentes como são os Von Bondies, The Coral ou Rocket From The Crypt (a heterogeneidade é propositada) ajudam a perceber que se pode perfeitamente viver o rock’n’roll sem o questionar. Que se pode encarar o objecto rock como moeda corrente ao invés de o enjaularmos em gavetas históricas como se fez com o jazz ou com o blues. Que se pode acreditar que o fluxo de “standards” ainda não acabou e que a evolução é mais do que evidente ainda que, às vezes, pareça ruminante. Os White Stripes revisitam o rock mas fazem disso o seu ponto de partida. Operam como historiadores que, por vezes, são obrigados a ver o presente à luz dos exemplos do passado. São exímios conhecedores das bases e dos arquétipos mas não se limitam a reproduzi-los – criam um novo acervo que, a haver justiça, perdurará no tempo ainda que, pela relatividade da análise histórica, se possa vir a categorizar como um eterno segundo momento rock, sempre segundo em relação ao primeiro.
“Elephant” é o quarto grande álbum dos White Stripes, uma banda que – por favor! – deve ser ouvida bem distante do ruído de hypes, modas ou tendências e que, sobretudo, não deve ser julgada pela repetição. A repetição (o mesmo riff, o mesmo ritmo, a mesma linha vocal) é, nesta banda de Detroit, um luxo; o luxo do minimalismo que inebria e que espanta pela capacidade de encantar numa tal economia de meios.
Temas como “In The Cold, Cold Night” preenchem a alma mais solitária que com headphones encaixados nos ouvidos procura companhia. E fá-lo tão bem que desta vez até Blind Willie McTell estará mais do que convencido.
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Ryan Adams: Gold
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Possuidor de um enorme e abrangente gosto musical e de uma originalidade e talento honráveis, Ryan Adams é personagem aqui digna de destaque, não só por estes atributos mas sobretudo pela virtuosidade artística com que continua a desbravar caminhos numa sólida mas muito diversificada carreira a solo, cuja saga movimentada prossegue com este surpreendente "Gold".
E surpreendente porque "Gold" representa uma ousada viragem sonora na carreira deste nova-iorquino, seja o termo de comparação os ainda muito conceituados mas já extintos Whiskeytown de que era líder (banda que bebia inspiração essencialmente no country e no rock, fazendo dessa síntese belas melodias) seja o seu álbum de estreia a solo, "Heartbreaker".
Assim, onde outrora (entenda-se em "Heartbreaker") imperava a beleza acústica das guitarras (ainda que sempre acompanhadas de diversos instrumentos), bem como a rouquidão harmónica da soberba e vasta voz de Adams, agora reina a simbiose perfeita de algumas das suas principais influências musicais, sobretudo da década de 70. Encontramos então por aqui pop/rock'n'roll clássico (daquele que ninguém faz hoje, ou seja, mais roll que rock), blues, soul, ou ainda o country, e mais um pouco disto ou daquilo, num disco também pautado pela enorme versatilidade vocal do cantor, que adquire diferentes timbres quase de canção para canção, e marcado também por uma contagiante atmosfera de optimismo quase omnipresente, isto mesmo quando os motivos das letras continuam a andar à volta de desencantos amorosos ou do amor repartido entre Nova Iorque e L.ª, com Nashville à mistura. E é exactamente com a velocidade "storytelling" deliciosamente pop de "New York, New York" que o álbum abre, sendo aqui que esse mesmo eterno amor pela referida cidade é confessado. Segue-se a alegria rasgante da harmónica de "Firecracker", ou ainda o tom envolvente à la Van Morrison de "Answering Bell". Mais melancólico e reflexivo é "La Cineya Just Smiled" bem como "Sylvia Plath" (em que Adams soa incrivelmente semelhante a Cat Power), ao contrário da energia que emerge do crescendo blues e dos coros soul de "The Rescue Blues" e do ainda mais impetuosamente soul "Touch, Feel, Lose". E se o angélico "When The Stars Go Blue" é a balada mais bonita do disco e do ano (e olhem que por aqui há muitas), na energia mais rock de "Enemy Fire" e "Tina Toledo's Street Walkin' Blues" a admiração de Adams por Neil Young e pelos Rolling Stones são bem visíveis.
E poderia continuar a descrever mais algumas destas dezasseis faixas ("Gold" estava inicialmente previsto para ser um álbum duplo), bem como referir alguns outros nomes aqui influentes, como John Hammond, Joni Mitchel, Bob Dylan ou Bruce Springsteen, ou mesmo dizer que é grande a variedade de instrumentos utilizados e o rol de convidados que por aqui desfilam (Jen Condos, Julianna Raye, Ethan Johns - também produtor, etc), mas o essencial será mesmo reconhecer que Ryan Adams é um dos artistas mais originais, ousados e criativos que por aí andam, e que merece tudo menos ser votado ao esquecimento. E de certeza que não o será com este digníssimo sucessor de "Heartbreaker", o qual, perdendo pontos em relação à beleza acústica confessional daquele, não perde certamente pela lufada de ar fresco que traz ao panorama musical, sendo, por tudo isso e muito mais, ouro para os nossos ouvidos.
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Sigur Rós: ()
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São sinfónicos e fazem uma música maior que a vida. Decisões arriscadas que acabaram num sucesso a nível mundial. Daí que com todos os olhos em cima, os islandeses tenham decidido ser mais cautelosos produzindo um álbum a que nem sequer deram nome. No fundo é só mais uma fase na materialização deste espírito desencarnado da pop que se chama Sigur Rós.
Foram a última das "next big things" do Milénio passado. Agora são apenas mais uma banda em quem recaem expectativas enormes. Talvez com essa consciência, os islandeses demoraram bastante a gravar o novo álbum num estúdio construído para o efeito, depois de terem testado exaustivamente as suas canções ao vivo. Algumas daquelas que, aquando da passagem pelo C. C. B. em 2000 ninguém reconheu, mas que não deixaram de encantar os que já estavam rendidos à sua música. Os Sigur Rós foram então bastante cuidadosos com o próximo passo a seguir a uma inesperada glória, e daí que tenham elaborado as canções de "( )" de forma a torná-las o mais sólidas possível. Há aqui, portanto, menos surpresa e espontâneidade do que em "Ágaetis Byrjun" e muito menos experimentalismo do que na estreia, "Von", mas em contrapartida um trabalho de artesão mais experiente. Na verdade, e de qualquer dos modos, a surpresa já não poderia ser nunca a mesma, dado o que se falou e especulou sobre a banda, os inflamados defensores e detractores do colectivo a debaterem se seria este mais um grande logro da música pop ou uma genial visão arredada dos esquemas do costume, por isso é natural que a banda também não utilizasse os mesmos métodos. A discussão pode continuar, mas a certeza é que os Sigur Rós não são definitivamente uma banda qualquer. São antes de tudo um colectivo que aspira a uma beleza que tem tanto de grandioso quanto de doentio e que se pretende para lá do instante e das coisas da vida normal. É uma vontade enorme, simultâneamente sonhadora e pretenciosa, que, ao arriscar nesse modelo sinfónico que se alimenta de um aparato profundamente emocional e em determinados momentos quase roça o pomposo, dá azo a paixões e divide os gostos. As oito faixas sem nome - e tudo aqui parece fazer parte de uma estratégia de despojamento que pretende evitar as rotulações e as ideias feitas - deste novo "( )" são a reafirmação de uma banda que já perdeu uma certa dose de inocência, mas que mais que pretender fazer render uma fórmula se pretende solidificar e afirmar como uma identidade única e madura. O bebé de "Von", e depois o anjo alienígena de "Ágaetis Byrjun", cresceram, portanto, tornando-se numa criatura ainda volátil mas mais sábia e mais próxima da terra. Dir-se-ia que está prestes a materializar-se, o que poderá ser o seu movimento fatal. De facto, quantas vezes mais poderão os Sigur Rós repetir esta música no futuro sem perderem a chama da novidade? Para já, no entanto, essa não é a questão. A voz de Jon no seu "hopelandish" indecifrável - se fosse islandês ia dar ao mesmo - continua a assombrar quem estiver disposto a abrir todos os seus sentidos e a deixá-los arrastar pelo uivo do arco nas cordas da guitarra. O piano faz-nos levantar vôo na sua simplicidade desarmante, enquanto o baixo nos agarra pelas entranhas não nos deixando despegar desta tragédia surreal. É verdade que a música dos Sigur Rós é manipulatória e alienante, mas este tipo de alienação tão profundamente cativante não é fácil de encontrar nos nossos dias. E se calhar, de vez em quando, precisa-se de algo de maravilhoso nas nossas vidas. O risco que os Sigur Rós tomam por seu é o que mais perto do maravilhoso, do quase religioso, a música pop tem para nos oferecer. Se é um embuste, é um embuste muito muito belo.
http://www.mondobizarre.com/a_sigurros_13.html
E pronto, aproveitei um conselho do Jl e uma promoção da FNAC e comprei o Ballads do John Coltrane Quartet.
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É realmente a prova porque lhe chamavam o Train Coltrane. Ele consegue pôr o saxofone a cantar, de uma forma impetuosa ... quase nem respiramos ... e mais uma vez muito bem acompanhado pela "voz" do piano de McCoy Tyner.
Agora JL, sugiro que oiças a música "You don't know what love is" pela voz rouca de Chet Baker. É uma variante muito interessante e também ideal para uma noite romântica. Está no CD "Chet Baker sings".
Tenho também a versão do "All or Nothing at all" cantada pela Diana Krall no CD Love Scenes, o CD que inclui o nosso "How deep is the ocean ..."
Parece que andamos sempre à volta das mesmas músicas ... as que são eternas.
Quanto ao John Coltrane a destacar ainda a época em que tocou no quinteto de Miles Davis (anterior a esta). Aquela dupla era imbatível ... o 'Kind of Blue' é exemplo disso.
http://www.miles-davis.com/images/KindOfBlue64935cvr250.jpg
Estes são para mim os meninos-prodigio do jazz ... a força do saxofone de Coltrane e a criatividade do trompete de Miles.
:cool:
jleandro
11-08-2003, 17:54
Blue
o Chet Baker sings, já está na lista para uma próxima ida aos cd's
o Kind of blue, vou ver se o tenho em casa, se não tiver nunca o ouvi, se tiver: vou ouvir novamente, porque não me lembro.
jleandro
13-09-2003, 21:55
lá encontrei hoje o "sings" do Chet Baker, que não conhecia e do qual só falarei depois duma segunda audição.
o que comprei e gostei de imediato, foi um cd chamado "simentera" de Mário Lucio, música de Cabo Verde, com alguns ilustres amigos a ajudar: Manu Dibango, Paulinho da Viola, Maria Joáo e Mário Laginha, para falar só dos mais conhecidos.
e depois da calma de um dia quente, deu-me na tola e estou fechado a ouvir (o resto da família está a ver Tv) os pesadões e gloriosos malucos, sulistas roqueiros a sério:
Lynyrd Skynyrd, o disco chama-se "legend" e penso ser uma colectânea já antiga, embora tenha mais alguns cd's deles não tenho a certeza se é ou não uma colectãnea
um grupo desaparecido cedo demais e que tinha um som não facilmente aceite pelas maiorias, mas de que eu gosto muito: gitarras distorcidas quanto baste, um piano bem afinado e umas vozes estilo "caned heat"
ouçam quando poderem e chamem-me nomes, eheheh
jleandro
13-09-2003, 22:10
parece de propósito, mas não é,
hoje abri mais um tinto com 14,5%, desta vez: D'Arada - tinto 2001 - vinho regional da Estremadura - feito de Touriga Nacional e Trincadeira
perante a tristeza que era ainda há pouco tempo o panorama vinícola na Estremadura, começaram a aparecer nos anos mais recentes alguns casos de bons vinhos (tintos) e que começam a obter algum sucesso, pois começa a ser frequente ve-los nas listas de alguns bons restaurantes de Lisboa ( um dia farei um artigo só sobre esse assunto)
mas hoje temos o D'Arada - produzidoe engarrafado na Quinta Margem D'Arada, que eu jolgo ser na zona de Alenquer, mais quilómetro menos quilómetro
com bom corpo, macio, forte mas não acusando no paladar o excesso de teor alcoólico omo o último vinho que aqui referi.
vinho que terá muito a ganhar com mais uns anitos (2/3) em garrafa, problema que eu terei que resolver indo à procura dele, pois só comprei 3 garrafas no Festival do Vinho, no Bombarral em Julho passado
eheheh, e agora?
juro que não estou com os copos, ehehehe
fica o vinho junto ao rock?
distrações de quem tem 2 netas aqui ao lado e que não querem ir para a cama
para já para que abram os ouvidos ao REALITY de DAVID BOWIE
ainda vamos falar muito desta obra de arte.
...estou banzado, e cansado...
visto hoje ter tido um bocadinho para isso, e depois de ler TODA esta cronologia, mais antologia, de posts, estou SIDERADO, a minha alma está estupidamente estupida com tanta coisa que aqui aprendi...
revivi em mais de 1 hora toda uma geração, a daquelas pessoas que partilhando o gosto pela musica, têm hoje 40 anos ou mais...
partilho com o Gatsby e o Red a maior parte da evolução musical, desde os anos 70 até agora...
como audiófilo, já perceberam no outro forum que sou voltado para o High-End em termos de gostos por Alta Fidelidade, o que me faz rumar todos os anos para o AudioShow, o que às vezes nos distorce a realidade, pelo simples facto de darmos por nós a ouvir SOM e não musica, sem querer, mas isso é outra história...
ai, ai, Tantra, que Mistérios e Maravilhas denotam aquele album, ainda hoje os ouço com gosto, também nasci e cresci musicalmente ao som do Rock Progressivo e Sinfónico da altura, Hard Rock, Rock, *Rock, Rock*, etc, Ten Years After, Genesis, Pink Floyd (hoje tenho as discografias completas destes 2 ultimos), Deep Purple, Black Sabbath, Led Zeppelin, Alan Parsons Project, Barclay James Harvest, Camel, Yes, Rick Wakeman (já depois dos Yes), Supertramp, Doors, Queen, Jethro Tull, Vangelis, The Police, Stranglers, Clash, Simple Minds, Manfred Mann's Earth Band (quem não se lembra do grande Nighingales & Bombers e o hit Spirits in the Night), U2, etc, etc, etc, tantos que nem me recordo de momento...tempos dourados da música...
também na altura, e ainda hoje ficou o bichinho, adorava uma corrente musical que ninguém aqui falou até agora, a que chamavam Rock Alemão, que teria o seu auge nos Tangerine Dream e nos seus sons planantes de sintetizador (grande Stratosfear), estou a tentar completar a discografia deles, mas não é pera doce, são mais de 70 albuns (!!!), havia também os Kraftwerk, Van der Graaf Generator, Peter Baumann a solo, Klaus Schulze a solo, etc...
actualmente, se bem que tenha imensa pena de já não se produzir, pelo menos em grande escala, Rock Sinfónico, considero que não sou eclético no sentido verdadeiro do tema, ou seja, ouço de tudo um pouco, desde que goste e ache que tenha um pouco de qualidade...
ou seja, como exemplo apenas, depois de um bom Animals (o meu favorito dos Pink), consigo ouvir Diana Krall e a seguir os Scooter numa boa pedalada de dança...e a seguir uma boa pianada do Michael Nyman e logo depois uma boa jazzada do John Surman...e para finalizar uma dose de Dream Theater (sim Cali, também aprendi a descobrir este grupo, tem sido uma agradável surpresa)
bastante variado, mesmo...
vou desde a Norah Jones nos momentos calmos até Reimstein nos outros momentos (não me lembro como se escreve...), mas têm GRANDES concertos ao vivo...
ouço bastante musica dita alternativa (às vezes é mesmo só uma questão de etiquetas ou editoras, mas enfim, não queria entrar por aí), ouço mesmo a VOXX...muito.
foi lá que descobri ultimamente o Moby, The WalkAbouts, os Thievery Corporation, os St Germain, os Black Box Recorder, entre muitos outros...
descobri à dias algo de rock progressivo e que não sabia que ainda hoje se fazia :
Stratovarius - Destiny
Musea - Les classiques du futur (colectanea de rock progressivo actual europeu - um must)
Atrevo-me aqui e agora a recomendar uma lista de albuns e artistas que tenho e que acho de muito boa qualidade :
Black Box Recorder - England made Me
Wich Witch - algo nórdico, da Notabene Records - fundamental
John Surman - A biography of the rev. absalom dawe
Rodrigo Leão - ...
The Durutti Column - ...
Sakamoto - ...
St. Germain - Tourist
This Mortal Coil - It'll end in tears
Thievery Corporation
- The richest man in babylon
- The mirror conspiracy
The Gary Burton Quartet - ...
Moby - ... (todos)
Eddy Louiss - Bohemia after dark
The WalkAbouts (recomendo vivamente a quem não conhece)
- Trail of Stars
- Nighttown
- Devil's Road
- Death Valley Days
As colectâneas do Café del Mar (o tal de Ibiza, o melhor por-do-sol do mundo, musica excepcional, calma e alternativa, não muito conhecida comercialmente, compilada por DJ's profissonais)
A colecção New Age Music & New Sounds, com oferta de revista, gravada em Dolby Surround e/ou 20 bits, fabulosa...são mais de 50 CD's, tudo musica alternativa.
And last but not the least, a incrivel e expectacular trilogia (acho que só a Valentim de Carvalho vende) chamada Saint-Germain des Prés Café - the finest electro-jazz compilation.
Não tentei ser exaustivo, é apenas um gosto ao dedo que tentei fazer, já que o mundo musical também é um bocado o meu mundo...
obrigado por este maravilhoso momento !!!
estou feliz...
:)
Concertos agendados para o mês de Outubro:
01 Rosie Thomas + The Legendary tiger Man / Lisboa / Teatro da Luz (Carnide) / 22h00
01 Blind Zero / Viseu / Palha D'Aço
01 Tucanas / Lisboa / Fonoteca Municipal / 18h30
01 Mighty Caesar / Lisboa / Lounge
02 João Brilhante / Lisboa / Lounge
02 Clinger + Heavenhood + Human Cycle / Gaia / Hard Club
02 Blind Zero / Coimbra / Remix
02 Gianpaolo Di Rosa - Variações Goldberg / Combra / Teatro Gil Vicente
02 Anger / Lisboa / Hard Rock Café / 23h00
02 Human Cycle + Clinger + Heavenhood / Gaia / HArd Club / 22h00
03 Rosie Thomas / Porto / O Meu Mercedes É Maior Que o Teu / 23h30
03 Blind Zero / Leiria / Alibi
03 Nothem / Vila do Conde / Azenha D. Zameiro / 23h00
03 Hage + Henrique Fialho (dj set) / Rio Maior / Matrix
03 Undying + Dark Day Dungeon + Deadly Mind + Last Hope / Laranjeiro / Casa Amarela
03 Anger / Albergaria-A-Velha / Arena Caffe / 24h00
03 Los Gringos / Gaia / Hard Club / 22h00
03 Bonnie & Clyde / Lisboa / Lounge
03 Kafka / Arcos de Valdevez / Azenha
03 Vitriol + Jeremy Bernstein (visiual) / Palmela / Igreja de Santiago / 21h30
04 Ivo Perelman + Peter Brötzmann Quartet / Coimbra / Centro Norton de Matos
04 Lucia Moniz / Estoril
04 Ervas Daninhas + Uknown Faces / Montijo / Concentração de Motards
04 Mafalda Veiga / Lisboa / Coliseu / 22h00
04 Nothem / Vila do Conde / Azenha D. Zameiro / 23h00
04 @c+lia / Lisboa / Centro Cultural de Belém
04 Edward Simon Trio / Porto / Rivoli
04 Fidbek (festa It's Amazing) / Porto / Teatro Sá da Bandeira
04 Anger / Gaia / Hard Club / 23h30
04 Camaleão Azul / Lisboa / Santiago Alquimista / 22h00
04 Pandaball / Lisboa / Lounge
04 Major Eléctrico + Soundtrap / Palmela / Igreja de Santiago / 21h30
05 Funk Your Mind / Lisboa / Lounge
05 Manuel Mota + Miguel Carvalhais + Pedro Tudela + João Hora + Lia (visuais) / Palmela / Igreja de Santiago
06 Dying Fetus + Hate Eternal + Deeds Of Flesh / Gaia / Hard Club / 21h00
06 Bohuslav Martinu + Jean-Michel Damase + etc (Trio Tago) / Lisboa / Centro Cultural de Belém
07 Evanescence + Finger Eleven / Lisboa / Coliseu dos Recreios
07 Luna Pena + Danae / Coimbra / Teatro Gil Vicente
07 DJ Vahagn / Lisboa / Lounge
08 Blind Zero / Portalegre / Bar do Tarro
08 Dimmu Borgir + Hypocrisy + Norther / Lisboa / Paradise Garage
08 Machine Head / Porto / Teatro Sá da Bandeira / 21h00
08 Lucinda Sebastião / Lisboa / Lounge
09 Blind Zero / Évora / Praxis
09 Dimmu Borgir + Hypocrisy + Norther / Gaia / Hard Club
09 Machine Head / Lisboa / Voz do Operário / 21h00
09 Micro / Lisboa / Lounge
10 Festa Hip-Hop (1º aniversário DJ Bezegol) / Porto / Porto Rio
10 Fat Freddy / Rio Maior / Matrix
10 One + Cp. Iglo / Lisboa / Lounge
10 Kafka / Cascais / Lótus Bar
11 Sleazey Fest 3 - Adam West + The No-Counts Doctrine Of Mayhem + Brainwashed By Amalia + We Were Wolves / Lisboa / Associação dos Combatentes / 21h00
11 Blind Zero / faro / Os Artistas
11 Carlos do Carmo / Lisboa / Coliseu
11 Fidbek / Gaia / Hard Club
11 Spaceboys / Lisboa / Lounge
11 Kafka / Alamada / Fnac Almada Fórum
12 Mighty Caesar / Lisboa / Lounge
12 Kafka / Porto / Fnac Santa Catarina
14 Miguel Sá / Lisboa / Lounge
15 Blind Zero / Setúbal / Moinho da Praia
15 Wordsong + Dead Combo / Lisboa / Centro Cultural de Belém - Pequeno Auditório
15 André Indiana / Lisboa / Hard Rock Cafe / 23h00
15 Lucky / Lisboa / Lounge
15 aeriola::behaviour (m¨c) dj act + Bruno Barros (m¨c) dj act + XX (m¨c) dj act / Lisboa / Music Lounge - Cinema São Jorge
16 Blind Zero / Beja / Pandora
16 Wordsong + Dead Combo / Lisboa / Centro Cultural de Belém - Pequeno Auditório
16 Mário Valente / Lisbao / Lounge
16 Kafka / Viana do Castelo / Cafe Teatro
16 Bailarico Sofisticado dj act + Putadasubjectividade Dj set dj act + Objectif Lune + Spinafro dj act / Lisboa / Music Lounge - Cinema São Jorge
17 Bonnie Prince Billy + Old Jerusalem / Matosinhos / Blá Blá
17 Blind Zero / Santarém / Via In
17 Lolly & Brains / Rio Maior / Matrix
17 Seixal Jazz Clube - Carlos Barretto + Mário Delgado + José Salgueiro / Seixal / Refeitórios da Mundet
17 Stealing Orchestra Dj's dj act + Branco-Sushi (Hipnótica) dj act + Scilent Friction a.k.a. Ka§par (m¨c/Frágil) dj act / Lisboa / Music Lounge - Cinema São Jorge
18 Blind Zero / Lisboa / Santiago Alquimista
18 Deine Lakaien / Leiria / 18 Flower Kings / Gaia / Hard Club
18 Machines Are Babies featuring Clé K + Nelson Flip / Lisboa / Lounge
18 Polar (m¨c) live act + Aenedra (enoughrecords) live act + !X STYQX (m¨c) dj act / Lisboa / Music Lounge - Cinema São Jorge
19 Tindersticks Porto / Coliseu / 21h00
19 Mighty Caesar / Lisboa / Lounge
20 Robbie Williams / Lisboa
22 Pedro Moutinho / Lisboa / São Luís / 22h00
22 Fernanda Porto / Lisboa / Lux / 23h00
23 Ernesto Rodrigues, Guilherme Rodrigues & Carlos Santos - Sonic Scope Festival / Lisboa
23 Jason Moran Trio com Sam Rivers / Seixal / Auditório Municipal
23 Wordsong / Gaia / Hard Club / 22h00
23 Mário Valente / Lisboa / Lounge
24 Festival Número - Lolly & The Brains + The Ultimtate Architects / Lisboa / Centro Português de Design
24 Festival Número - Derrick May + Pole + Kristeen Young + Stealing Orchestra + Animal Collective + X-Wife + Kubick - Sonic Scope - Kim Cascone + Alva Noto + Koji Asano & João Pinto + Anabela Duarte Digital Quartet + Twokindermen + @c & Lia + Ernestro Rodrigues -Guilherme Rodrigues - Carlos Santos + Unit Why & Undo / Lisboa / Gare Maritima de Alcântara
24 Jaguar / Rio Maior / Matrix
24 One + Pedro Oliveira / Lisboa / Lounge
25 Festival Número - Karl Barthos + Senor Coconut + Vive La Fete + Vladislav Delay + Micro Audio Waves + Expander - - N.Sekt + Michaelangelo + Safi Brothers + Gabriel Le Mar / Lisboa / Gare Maritima de Alcântara
25 OrchestrUtopica - Festival de Música de Mafra / Mafra
25 Song Of The Free featuring Tiago Miranda + Mário Valente / Lisboa / Lounge
25 Kafka / Lisboa / Santiago Alquimista
26 Divison House Fest -Exodus + Nuclear Assault + Agent Steel + Behemoth + Grave + Mortician + Carnal Forge + Occult + Calenish Circle / Gaia / Hard Club
26 Mighty Caesar / Lisboa / Lounge
26 Kafka / Lisboa / Fnac Colombo
28 Ocean Colour Scene / Lisboa / Paradise Garage / 21h00
28 Omlet / Lisboa / Lounge
29 Lucky / Lisboa / Lounge
30 Ted Nash Quintet / Seixal / Auditório Municipal
30 Concerto dos Combos Finalistas do Workshop de Jazz / Lisboa / Fonoteca / 21h30
30 Blander / Matosinhos / B Flat Jazz Club / 23h00
30 Mário Valente / Lisboa / Lounge
31 D3Ö / Rio Maior / Matrix
31 Nothem / Guimarães / Cyber Centro / 22h00
31 Cap. Iglo / LIsboa / Lounge
31 Kafka / Braga / Deslize
31 Herb Robertson + Tony Malaby + Ed Schuller + George Schuller / Seixal / Auditório Municipal
Para Novembro os principais destaques são Ben Harper e os Blur. Para Dezembro temos os Gotan Project e os Doors (será que o Jim Morrison também vem? Eh eh eh eh eh...
John Cale e Danko Jones em Concerto em Outubro
A temporada de concertos Outono-Inverno começa, lentamente, a tomar forma. Depois do anúncio da presença dos Liars entre nós em Novembro, mais dois concertos compõe o ramalhete de actuações para os próximos tempos.
O galês John Cale, senhor de uma longa, importante e invejável carreira, tão incontornável como o seu humor áspero e difícil, regressa para dois dias em Lisboa. Os concertos de Cale, que trará na bagagem o seu novo álbum “Hobosapiens”, realizam-se a 24 e 25 de Outubro, na Aula Magna, em Lisboa. Os bilhetes custam 30 euros para as doutorais e 25 euros para o anfiteatro.
Quem também regressa é o canadiano Danko Jones, que esteve na edição deste ano do Festival de Paredes de Coura. Danko Jones, que também tem disco novo – o álbum “We Sweet Blood” acaba de sair –, toca também a 24 e 25 de Outubro. Respectivamente no Musicais, em Lisboa, e no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. O preço dos bilhetes é de 15 euros (venda antecipada) e de 17 euros (no próprio dia).
www.mondobizarre.com
E assim termina a nossa II série musical.
A música continua em... Concha de Músicas.
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