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View Full Version : Vapor de água causou um terço do aquecimento global nos anos 90


Óscar
29-01-2010, 09:41
Novo estudo

Vapor de água causou um terço do aquecimento global nos anos 90

Ana Luísa Marques
anamarques@negocios.pt

Um novo estudo revela que os cientistas subestimaram o papel do vapor de água na temperatura do planeta. Os autores do estudo afirmam que as suas conclusões não colocam em causam os estudos científicos que dizem que as alterações climáticas são provocadas pelo Homem mas sugerem uma reavaliação dos modelos, de forma a incluir o impacto do vapor de água no aquecimento do planeta.

Este novo estudo, divulgado hoje pelo "The Guardian", sugere que cerca de um terço do aquecimento global que se registou nos anos 90 foi provocado pelo aumento do vapor de água na alta atmosfera e não pela emissão de gases com efeito de estufa.

A queda do vapor de água após o ano 2000 pode explicar o recente abrandamento da subida da temperatura global, refere o estudo.

Os autores do estudo afirmam que as suas conclusões não colocam em causam os estudos científicos que dizem que as alterações climáticas são provocadas pelo Homem mas sugere uma reavaliação dos modelos, de forma a incluir o impacto do vapor de água.

Esta notícia surge poucos dias após ter sido conhecido que o IPPC – Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas incluiu previsões erradas no seu relatório de 2007.

O novo estudo, liderado por Susan Solomon, da National Oceanic and Atmospheric Administration norte-americana, que presidiu ao relatório do IPCC de 2007, foi publicado hoje na revista "Science".

Solomon afirmou que o novo estudo não coloca em causa a conclusão de que as alterações climáticas são provocadas pela actividade humana. "O novo estudo mostra que há cientistas que estão a tentar entender e explicar às pessoas clara e honestamente o que aconteceu durante a última década", explicou Solomon citada pelo jornal britânico.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=407377

Óscar
01-02-2010, 09:25
ONU arrasa previsões dos cientistas sobre Amazónia

por FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSAHoje

Relatório que previa fim de 40% da floresta posto em causa por peritos

O relatório feito pelo Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas (IPPC), em 2007 - constituído por cientistas externos consultados pela ONU -, que denun- ciava que o aquecimento global iria acabar com 40% da floresta amazónica veio agora ser desmentido pelo "fiscalizador" da própria ONU.

O relatório do IPCC denunciava que qualquer alteração ligeira na precipitação poderia transformar parte da floresta sul americana em Savana.

O IPCC baseou-se num estudo da organização ambientalista WWF, assinado por dois cientistas. Mas agora, verificou-se que o estudo da WWW sobre a amazónia tinha sido baseado num trabalho publicação da revista Nature que fazia referência a acções humanas como possíveis culpadas pela danificação da floresta e não necessariamente o aquecimento global.

Perante a confusão, no sábado, a mesma organização WWF já avançou com a abertura de um inquérito sobre o estudo.

Esta é a terceira vez que em poucas semanas são levantadas dúvidas sobre algumas conclusões desenvolvidas por este Painel.

Há duas semanas, depois de denúncias feitas no Sunday Times, o organismo foi obrigado a desmentir a conclusão que avisava que as mudanças climáticas acabariam por derreter os glaciares dos Himalaias em 2035. Conclusões baseadas igualmente em estudos da mesma organização ambiental.

Assim como as conclusão de que as alterações climáticas podem ter sido ou ainda vir a ser responsáveis por desastres naturais como inundações e sismos. Perante este contexto, já se fala inclusive na possível demissão da presidente do Instituto, Rajendrav Pachauri.

Os cientistas temem que este tipo de situações aumente o cepticismo mundial face à problemática das alterações climáticas. E que resulte no ignorar dos malefícios do aquecimento global.

A mais recente controvérsia face à WWF reporta-se a um estudo de 2000 denominado "Estado Global dos Fogos Florestais". Um estudo comissariado por um jornalista freelance e ambientalista, ex-Greenpeace, ex-"Friends and Earth", Andrew Rowell, e que esteve igualmente envolvido em organizações anti-tabaco. No relatório a conclusão era clara: "Mais de 40% das florestas brasileiras eram extremamente sensíveis a pequenas reduções de precipitação". O IPCC pegou nesta conclusão mas estendeu-a a toda a Amazónia. Chegou mesmo ao ponto de referir que as reduções de chuva matariam por si só as árvores e não apenas os fogos.

Este polémico estudo não é contudo o único que aponta o aquecimento como o maior perigo para a floresta,

Já em Outubro de 2009 um estudo do pesquisador Richard Betts, do Hadley Centre, em Inglaterra, concluía que um aquecimento global de 4ºC iria ter consequências dramáticas para a América Latina, podendo subir as temperaturas na região amazónica entre 8ºC e 10ºC, levando à destruição de grande parte da floresta, Diz o estudo que o cenário catastrófico pode se tornar realidade já em 2060 - quatro décadas antes do que até foi previsto pelo Painel.

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1483539&seccao=Biosfera