Mohandas
19-07-2003, 16:50
Sexta-feira. Cidade do Funchal.
Engalanou-se o fim-de-semana para receber figuras ilustres. O Karl Marx estava na Madeira...
Assoberbado daquela coisa indizível, manteve-se no recato do hotel pondo a escrita em dia e despachando o impronunciável.
Quando a brisa nocturna começava finalmente a espantar os vapores que se desprendiam do asfalto, pelas 23 horas, o ponto de encontro assistiu ao (re)encontro de figuras do Mundo. Abraços selavam de novo a amizade das palavras: Mohandas, Karl Marx e Liberal estavam juntos!
Depois dos cumprimentos da praxe, foi determinado o alvo: Câmara de Lobos e a poncha de absinto...
No último modelo Mercedes McLaren, coisita para 500.000 euro, rapidamente galgaram a via rápida, que sempre contraria o seu nome, pois não se move, nem depressa nem devagar.
Alguns instantes depois já descansavam os olhos e deleitavam as papilas na frescura agridoce da bebida esverdeada. A conversa fluía ininterrupta, embora os olhos não seguissem as palavras, mas outras formas que se espremiam contra nós, contra os outros, em nós... O tema tinha de ser feminino: a bolsa...
Depois da primeira, rapidamente ingerida para dessedentar a espera, a segunda poncha de absinto apresentou-se e foi bem aceite.
No largo, onde se junta a sede com a vontade de beber, a conversa continuou até à terceira poncha, declinada pelo Karl, pois estava a gostar muito(!?). Virou-se para o “juanito camiñante”...
Seguia calma a lua o seu percurso sobre a baía, e os foliões
decidiram procurar outras paragens. Próximo destino: Casino da Madeira.
Aqui a receita teve de ser alterada: Cutty Sark para os outros, “juanito” para o Karl...
Em pouco mais de 1 hora ficou demonstrado, pelo menos por esta vez, que a teoria do Karl, sobre os vermelhos e pretos, se confirma na prática. 50% de lucro aplicando quase à regra a norma teórica: apostar sempre o dobro mais um quando se perde, começar do 1 quando se ganha.
Três uísques depois, o sinal de encerramento convida todos a sair. Ainda havia fôlego para mais, por isso, ali a 50 metros, o Fugitivo e as suas donzelas eram o local apetecido.
Espanto, tristeza, desolação. Admirado, e temeroso, com a garbosa compleição física do Mohandas, que exibia umas belas pernas, musculadas e fortes, que perturbariam quaisquer elementos do sexo feminino que as vissem, e pela bela estampa dos seus companheiros, Karl Marx, Liberal e um familiar “encontrado” no Casino, altivos e seguros de si, coisa também perturbadora para quem na noite procura o dia-a-dia, o segurança impede-lhes a passagem, deixando-os sem destino alternativo.
A madrugada que se aproximava segredou ao Karl que a sua ilha esperava por ele dentro de poucas horas, e o espírito ponderado optou por se recolher aos singelos aposentos.
Por solidariedade, todos decidiram fazer o mesmo.
Abraços de despedida, nenhuma operação “stop” e um veículo que conhecia a estrada remataram a noite em que a História se encontrou com o Mundo.
Já as 5 tinham iniciado há muito o seu percurso cronológico quando Orfeu chegou.
Aguardam-se novos reencontros para novas folias...
Engalanou-se o fim-de-semana para receber figuras ilustres. O Karl Marx estava na Madeira...
Assoberbado daquela coisa indizível, manteve-se no recato do hotel pondo a escrita em dia e despachando o impronunciável.
Quando a brisa nocturna começava finalmente a espantar os vapores que se desprendiam do asfalto, pelas 23 horas, o ponto de encontro assistiu ao (re)encontro de figuras do Mundo. Abraços selavam de novo a amizade das palavras: Mohandas, Karl Marx e Liberal estavam juntos!
Depois dos cumprimentos da praxe, foi determinado o alvo: Câmara de Lobos e a poncha de absinto...
No último modelo Mercedes McLaren, coisita para 500.000 euro, rapidamente galgaram a via rápida, que sempre contraria o seu nome, pois não se move, nem depressa nem devagar.
Alguns instantes depois já descansavam os olhos e deleitavam as papilas na frescura agridoce da bebida esverdeada. A conversa fluía ininterrupta, embora os olhos não seguissem as palavras, mas outras formas que se espremiam contra nós, contra os outros, em nós... O tema tinha de ser feminino: a bolsa...
Depois da primeira, rapidamente ingerida para dessedentar a espera, a segunda poncha de absinto apresentou-se e foi bem aceite.
No largo, onde se junta a sede com a vontade de beber, a conversa continuou até à terceira poncha, declinada pelo Karl, pois estava a gostar muito(!?). Virou-se para o “juanito camiñante”...
Seguia calma a lua o seu percurso sobre a baía, e os foliões
decidiram procurar outras paragens. Próximo destino: Casino da Madeira.
Aqui a receita teve de ser alterada: Cutty Sark para os outros, “juanito” para o Karl...
Em pouco mais de 1 hora ficou demonstrado, pelo menos por esta vez, que a teoria do Karl, sobre os vermelhos e pretos, se confirma na prática. 50% de lucro aplicando quase à regra a norma teórica: apostar sempre o dobro mais um quando se perde, começar do 1 quando se ganha.
Três uísques depois, o sinal de encerramento convida todos a sair. Ainda havia fôlego para mais, por isso, ali a 50 metros, o Fugitivo e as suas donzelas eram o local apetecido.
Espanto, tristeza, desolação. Admirado, e temeroso, com a garbosa compleição física do Mohandas, que exibia umas belas pernas, musculadas e fortes, que perturbariam quaisquer elementos do sexo feminino que as vissem, e pela bela estampa dos seus companheiros, Karl Marx, Liberal e um familiar “encontrado” no Casino, altivos e seguros de si, coisa também perturbadora para quem na noite procura o dia-a-dia, o segurança impede-lhes a passagem, deixando-os sem destino alternativo.
A madrugada que se aproximava segredou ao Karl que a sua ilha esperava por ele dentro de poucas horas, e o espírito ponderado optou por se recolher aos singelos aposentos.
Por solidariedade, todos decidiram fazer o mesmo.
Abraços de despedida, nenhuma operação “stop” e um veículo que conhecia a estrada remataram a noite em que a História se encontrou com o Mundo.
Já as 5 tinham iniciado há muito o seu percurso cronológico quando Orfeu chegou.
Aguardam-se novos reencontros para novas folias...