PDA

View Full Version : Um exemplo a imitar !


Patacôncio
12-07-2003, 00:40
Eis aqui um exemplo a imitar :

In http://www.pataconcio0101.blogger.com.br/index.html

Faz e Pensa, Pensa e Faz.

Este é o lema de um excelente Colégio privado, situado em Riba de Ave, VN Famalicão.

Hoje em dia discute-se amíude as virtualidades Público versus Privado. Seja na prestação dos cuidados primários de saúde, às populações carenciadas, até ao vulgar ensino. Embora a Esquerda alavanque-se no Serviço Público e no Estado como motor de progresso, sabemos hoje, pelos múltiplos exemplos no nosso país, que o sector privado é mais eficiente e eficaz na prestação do serviço público.

Hoje daremos como exemplo disso mesmo, um excelente Colégio Privado, sob Gestão Privada mas integrado no sistema público de educação. Este Colégio chama-se Externato Delfim Ferreira, em Riba de Ave e foi fundado em 1962 pelo Doutor Aurélio Pereira.

O Externato Delfim Ferreira é um poderoso exemplo das virtualidades do sector privado na prestação de um serviço público. O seu actual Presidente do Conselho de Administração continua a ser o seu fundador, Aurélio Pereira, homem abnegado ao serviço do ensino público. A Direcção Pedagógica é presidida pelo Dr. Josias Barroso. Estes dois pedagogos são um exemplo perfeito de eficiência e eficácia na liderança de um projecto educativo, mas de Gestão totalmente privada.

Ao analisarmos o funcionamento deste Colégio surpreende-nos a capacidade com que consegue propiciar aos seus alunos uma boa Formação. A taxa de sucesso versus reprovações é muito alta. Embora as turmas sejam constituídas por 28/9 alunos, no geral, é raro haver mais que 4 a 5 reprovações anuais. E como súmula do sucesso deste Colégio, a taxa de ingresso no Ensino Superior Público é muito alta, demonstrando que o ensino aqui prestado é de elevada qualidade.

Sendo um Colégio Privado, possui infraestruras físicas e humanas excelentes. Uma das chaves do sucesso é o seu corpo docente, que é responsabilizado pelos resultados obtidos. Em compensação, toda a Gestão Pedagógica apoia sem reservas o trabalho do corpo docente, sendo a Autoridade do Professor um requisito nuclear para que o corpo docente seja respeitado e se faça respeitar.

A Autoridade do Professor não tem nada a ver com autoritarismo vis e desajustados, mas antes numa ¿estrutura organizacional social¿, onde a figura do professor é antes um mestre ou 2º Pai, que deve e merece ser respeitado, ao mesmo tempo que tem de ser modelo para os seus alunos. Aqui o Professor é figura essencial nos valores morais e cívicos que com a formação cientifico-pedagógica é ministrada. As regras são claras e para respeitar, quer por corpo docente, auxiliares educativos e alunos. Aos pais são dadas provas constantes que existe uma clara estrurura normativa, sendo que todos têm os seus deveres e direitos cívicos. E onde todos têm a percepção clara de qual o papel de cada um na escola.

Ora, neste Colégio a Liberdade é premiada e cultivada. Mas é uma verdadeira Liberdade, onde todos conhecem a sua função na escola. Esta Liberdade implica direitos e deveres, onde as regras são claras e para respeitar. Mas por todos. Por alunos, professores e restante pessoal auxiliar. E como o valor da Liberdade é importante, todos reconhecem no outro a Liberdade por si apreciada. Isto é, os nossos direitos e deveres podem colidir com os direitos e deveres alheios, sendo por isso importante a preservação de regras claras, para que a escola funcione como um todo, onde cada um pode exercer os seus direitos. Implicando os naturais deveres.

Para além da filosofia própria do Colégio, muito vincada, numa perfeita simbiose entre os valores morais e cívicos do seu fundador e o próprio Colégio, a escola possui excelentes infraestruturas físicas para o usufruto de toda a escola. Além de uma boa biblioteca, existem dois auditórios, um pavilhão gimnodesportivo, laboratórios devidamente apetrechados e, ainda, um centro de tecnologias de informação, onde os alunos podem aceder a formação na área da informática e usar como ferrramenta indispensável da própria formação, a internet.

Para além dos apoios normais à formação, como psicólogos e médicos, existe uma cultura de diálogo com os encarregados de educação, devido aos condicionamentos externos sobre o funcionamento do Colégio. Na verdade, ao aluno é exigido um respeito a toda a escola, como uma espécie de segunda família, mas onde esse mesmo aluno é apoiado para que se possa formar, em todos os âmbitos humanos. O aluno recebe um apoio especial, sendo lhe dada especial atenção necessária, sendo que os pais também são responsabilizados pelo sucesso/insucesso do aluno. E assim deste modo, a escola tenta pelos meios possíveis, transformar a realidade social externa ao aluno, com especial enfase nas relações familiares do aluno. Que condicionam fortemente o rendimento do próprio aluno.

Nesta breve resenha, ficamos a conhecer alguns aspectos importantes do elevado sucesso deste Colégio. Um Colégio à imagem e semelhança do seu Presidente e fundados, Doutor Aurélio Pereira. E é uma ilha de excelência no nosso sistema educativo.

Agora a questão que porão é a seguinte : sendo um Colégio Privado, quanto custa aos seus pais, esta excelente escola ? Na verdade, aos pais custa apenas a matrícula anual que ronda, mais ou menos, consoante o ano escolar do aluno, cerca de 50 ¿uros anuais. Porque este Colégio Privado funciona integrado no Sistema Escolar estatal, onde o Estado paga o funcionamento da escola.

Nesta escola, muito requisitada, têm acesso todo o tipo crianças de diversos estratos sociais. Desde o filho do operário até ao do empresário. Desde o filho do professor até ao camponês. Desde o filho do trolha até ao filho do empregado de escritório. Ou seja, os alunos são um retrato fiel da diversidade social existente na região do Vale do Ave.

Por isso e sendo uma escola privada, o Externato Delfim Ferreira é a prova que o sistema privado pode funcionar muito melhor que o sistema público, com as suas regras politico-burocratas, que frustam o sucesso da gestão pública. Sendo uma escola privada, o coropo docente é estável. E como o coropo docente é estável, é também responsabilizado pelo sucesso da formação. O professor é respeitado e respeita. Tem uma Autoridade sem ser autoritário. Respeita a Liberdade de cada um dos seus alunos, exigindo e fazendo respeitar, os seus direitos ao mesmo tempo que presta os seus deveres. Talvez seja esta importante legitimidade docente que explique o porquê do sucesso dos seus alunos, mesmo quando ministra formação a turmas grandes, acima dos 25 alunos.
Na verdade, o Externato Delfim Ferreira é uma prova evidente do que a sociedade civil pode e deve fazer para melhorar a nossa sociedade. É uma prova evidente que o sector privado pode e faz melhor que o Estado. Sem no entanto o Estado se ausentar da suas responsabilidades sociais. E este é um modelo que deveria ser seguido em muitos dos serviços estatais que são prestados às populações. Em que o Estado delega no sector privado as suas responsabilidades sociais.

Há outro aspecto curioso no sucesso do Externato Delfim Ferreira. A concorrência. Sim, de facto, a concorrência entre o Externato Delfim Ferreira e outras escolas, nomeadamente, a Cooperativa de Ensino Didáxis, cofundada também por Aurélio Pereira, fez também frutificar o modelo de sucesso que é o EDF. Expliquemos. Em Riba de Ave existem duas escolas secundárias concorrentes : o EDF e a Didáxis. Ambas as escolas são privadas, mas integradas no sistema público de ensino. E embora as duas tenham diferenças, elas concorrem entre si pela excelência no ensino e na formação. E sendo ambas concorrentes e ao mesmo tempo colaborantes, em determinadas áreas, elas procuram ultrapassar o seu concorrente, apresentando ambas as escolas excelentes resultados.

Devíamos todos aprender com estes exemplos de sucesso. E o mais evidente é que o Estado pode alavancar-se no secctor privado para propiciar a todos os cidadãos, as necessidades sociais básicas, como o ensino e a saúde. O mais importante numa sociedade é que a todos os cidadãos sejam dadas as oportunidades devidas. Que cada ser humano e cidadão merece. E mais importante ainda, deve o Estado abster-se de ser ele mesmo o ¿fornecedor de serviços¿, mas elaborar modelos cooperantes com a sociedade civil, nas prestações de serviço público. E devolver à sociedade civil e ao sector privado, a importante responsabilidade de mudar a sociedade. A sociedade deve ela mesmo criar e moldar o seu próprio sucesso, sendo apenas o Estado um instrumento, poderoso e mais forte é certo, mas um instrumento como outro qualquer.

Por fim, a nossa homenagem pública ao Doutor Aurélio Pereira, que tão bom lema escolheu para a sua escola : Faz e Pensa, Pensa e Faz.