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View Full Version : Os novos nazis...


Óscar
20-03-2009, 16:41
sexta-feira, 20 de Março de 2009

T-shirts de soldados israelitas no centro de polémica

http://diariodigital.sapo.pt/images_content/tshirtisrael-int.jpg

O Exército israelita está no centro de uma acesa polémica após terem sido descobertas t-shirts usadas por soldados brincando com a morte de palestinianas grávidas e de crianças palestinianas.

Uma das t-shirts mostra uma palestiniana grávida no centro de uma mira e tem a legenda «Um tiro, duas mortes». A t-shirt é usada por elementos de um pelotão de atiradores especiais israelitas, revela o jornal Haaretz.

A outra t-shirt apresenta uma criança com uma arma no centro de uma mira e tem as inscrição «Quanto mais pequeno mais difícil».

Outra das t-shirts mostra um soldado israelita a fazer exploder uma mesquita, com os dizeres «Apenas Deus perdoa». Uma outra apresenta uma palestiana a chorar junto ao seu filho morto e diz «Era melhor usar Durex».

O Exército israelita tem enfrentado fortes críticas pela sua actuação na mais recente ofensiva em Gaza, na qual morreram centenas de civis, incluindo mulheres e crianças.

Um porta-voz das Forças de Defesa Israelitas (IDF) disse à Sky News que as t-shirts foram impressas por iniciativa dos soldados e que a IDF «condena este tipo de humor».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=378919

Óscar
21-03-2009, 23:15
Como há gente que 'aprecia' as minhas 'colagens', aqui vai mais uma...;)

Eu cá sempre gostei de agradar aos meus 'fãs'...:rolleyes::cool:

Soldados testemunha disparos contra civis indefesos

Grupos israelitas pedem inquérito independente aos "crimes de guerra" do exército em Gaza

20.03.2009 - 12h54 PÚBLICO

Dezenas de organizações israelitas de defesa dos direitos humanos reclamaram hoje um “inquérito independente” sobre os “crimes de guerra” do exército israelita em Gaza, um dia depois de terem sido conhecidos novos testemunhos de soldados sobre disparos contra civis na última ofensiva, em Dezembro e Janeiro. Morreram em três semanas mais de 1300 palestinianos e, segundo os serviços médicos da Faixa de Gaza, destes, 437 são crianças com menos de 16 anos e 110 são mulheres.

Uma dezena de grupos, incluindo a B’Tselem e a Associação de Direitos Civicos, divulgaram comunicados defendendo que a decisão do procurador geral do exército de abrir dois inquéritos sobre a morte de civis palestinianos não oferece as garantias de independencia necessárias.

O diario “Ha’aretz” acusa hoje o exército de “acordar demasiado tarde” para estes casos. Foi precisamente este jornal que começou quinta-feira a publicar testemunhos de soldados que admitem ter morto civis palestinianos e destruído intencionalmente as suas casas recorrendo a regras de combate muito permissivas.

Os depoimentos pertencem a oficiais e soldados rasos que frequentam o curso preparatório pré-militar Yitzhak Rabin na Oranim Academic College, na cidade de Tivon. Foram recolhidos no dia 13 de Fevereiro, durante uma discussão sobre a guerra. A transcrição da sessão foi publicada esta semana na newsletter dos estudantes do curso e vai também ser reproduzida na íntegra nas próximas edições do “Haaretz”.

Entre os excertos já publicados está o relato de um líder de um pelotão de infantaria, que descreve um incidente em que um atirador disparou por engano sobre uma mãe palestiniana e os seus dois filhos.

“Havia uma casa com uma família lá dentro... ordenámos que fossem para um quarto. Mais tarde, saímos da casa e um outro pelotão entrou, poucos dias depois, houve uma ordem para libertar a família. Os soldados estavam posicionados no andar de cima, e um atirador estava posicionado no telhado”, descreve. “O comandante do batalhão libertou a família e disse-lhe que se dirigisse para o lado direito. A mãe e as duas crianças não compreenderam e foram para o lado esquerdo, mas eles esqueceram-se de dizer ao atirador que estava no telhado que tinham libertado a família e que não devia atirar e... ele fez o que era adequado, ele seguiu as ordens.”

De acordo com o líder do pelotão, “o atirador viu uma mulher e as crianças aproximarem-se para além das linhas que ele tinha sido informado que ninguém podia passar. Ele disparou imediatamente sobre eles. De qualquer modo, o que aconteceu é que no fim ele matou-os.”

Vidas palestinianas “menos importantes”

“Penso que ele não se sentiu mal com o assunto, porque no fim de tudo, ele fez o seu trabalho de acordo com as ordens que lhe foram dadas. E a atmosfera no geral, pelo que eu percebi pela maioria dos homens com que falei... Não sei como descrever isto... As vidas dos palestinianos, digamos que, é algo muito, mas muito menos importante do que as vidas dos nossos soldados. Por isso, no que lhes diz respeito, eles podem justificá-lo dessa maneira.”

Os testemunhos inéditos de situações extremas de guerra vividas por pilotos de combate e soldados de infantaria contradizem a posição oficial dos militares, que defendem que a operação e o comportamento das tropas israelitas foram irrepreensíveis.

Um líder de outro pelotão da mesma brigada relatou um incidente no qual o comandante da companhia ordenou que se atirasse e matasse uma mulher palestiniana mais velha.

“O líder do pelotão discutiu com o seu comando sobre as regras de combate, que permitiam a destruição de casas sem ter que avisar com antecedência os residentes. Depois de as ordens terem sido alteradas, os soldados que lideravam os pelotões queixaram-se que ‘deviam matar toda a gente que lá estava [no centro de Gaza]’. Todos os que lá estão são terroristas.”

Este soldado afirmou ainda que “não se fica com a impressão, pelos oficiais, de que exista algum tipo de lógica. “Escrever ‘morte aos árabes’ nas paredes, tirar fotografias de famílias e cuspir sobre elas, só porque se pode fazê-lo, isto é o mais importante. Para perceber o quanto as forças de segurança desceram no domínio da ética, a sério. É disto que eu me vou lembrar.”

O exército “mais moral do mundo”

O director do curso pré-militar, Danny Zamir, disse ao “Haaretz” que não sabia o que os soldados iriam dizer durante a reunião e que ficou “chocado” com os testemunhos. Zamir referiu ainda que só decidiu publicar os depoimentos na newsletter dos alunos depois de ter consultado várias vezes oficiais superiores.

Zamir informou o chefe de Estado-Maior, o general Gabi Ashkenazi, sobre os seus receios de falhas graves. Ashkenazi pediu uma cópia da transcrição dos depoimentos.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, disse por seu turno que tem confiança que as forças de defesa vão encarar o assunto “com toda a seriedade”. “Temos o exército mais moral do mundo”, declarou Rádio Israel. “Usei uniforme durante dezenas de anos, sei o que se passou na Jugoslávia, no Afeganistão e no Iraque, e digo-vos, desde o chefe de pessoal até ao soldado mais raso, o exército com mais moral do mundo mantém-se pronto para aceitar as ordens do Governo. Não tenho qualquer dúvida que todos os incidentes vão ser examinados individualmente.”

Óscar
23-03-2009, 23:35
Mais uma 'colagem'...:rolleyes:

Denúncia da ONU

Israel usou rapaz palestiniano de onze anos como escudo humano

23.03.2009 - 18h01 PÚBLICO

Soldados israelitas usaram um rapaz palestiniano de onze anos como escudo humano durante a guerra com o Hamas na Faixa de Gaza, num clara violação da lei internacional, disseram ontem peritos da ONU.

Os soldados israelitas ordenaram ao rapaz que fosse à frente das tropas, que estavam a ser atacadas, num bairro da Cidade de Gaza, e entrar ainda em edifícios antes deles, numa altura de operações militares “intensas”. O rapaz também recebeu ordens para abrir sacos de outros palestinianos, antes de ser deixado à entrada de um hospital, segundo a enviada da ONU para a protecção dos direitos das crianças, Radhika Coomaraswamy. Trata-se, acrescentou a responsável, de uma clara violação da lei israelita e internacional.

A afirmação segue-se ao questionar do investigador de direitos humanos da ONU, Richard Falk, sobre a legalidade da acção israelita em Gaza. Uma questão central para avaliar sobre esta legalidade seria se as forças conseguiam distinguir entre alvos civis e militares. “Se não era possível fazê-lo, então lançar os ataques foi inerentemente ilegal, e pareceria um crime de guerra da maior magnitude em termos da legislação internacional”, disse Falk. O responsável da ONU foi muito crítico da operação israelita e por isso acusado por Israel de ser parcial.

Antes ainda tinha sido uma organização israelita, os Médicos pelos Direitos Humanos, a denunciar a violação da ética médica – e da lei internacional – pelos militares israelitas em Gaza por atingirem pessoal médico e por impedirem assistência aos feridos nos combates.

A organização fala no bloqueio de civis em zonas de combates, civis que ficaram, por vezes feridos, sem comida e água “por períodos consideráveis”.

A ofensiva do Exército israelita deixou mortos 16 socorristas palestinianos, e 25 outros ficaram feridos. Os militares israelitas atacaram ainda 34 estabelecimentos médicos, entre os quais oito hospitais e 26 centros de cuidados primários, sublinhou a AFP.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370530&idCanal=11

Massarico
24-03-2009, 09:24
Evidentemente que estas acções são inaceitáveis e que esta gente deve ser severamente punida. Dito o óbvio, é precisamente por estas notícias que eu gosto de Israel - é que quem denuncia estas coisas são israelitas na sua própria terra. Pena que não tenhamos jornais palestinianos que possam fazer este tipo de investigação.

Nota: refiro-me à primeira notícia, porque a segunda é da ONU.

Óscar
24-03-2009, 16:35
Os relatórios dos crimes de guerra não param... agora é a vez da Human Rights Watch...:(:rolleyes:

Acusações de crimes de guerra contra Israel

Human Rights Watch denuncia uso de fósforo branco de forma repetida em Gaza

24.03.2009 - 14h41 PÚBLICO

O uso repetido de fósforo branco em zonas densamente povoadas da Faixa de Gaza durante a mais recente campanha militar israelita foi indiscriminado e é prova de crimes de guerra, disse a Human Rights Watch num relatório hoje divulgado.

No documento de 71 páginas, a ONG com sede em Nova Iorque relata que os seus investigadores que foram para o terreno logo após o fim das hostilidades encontraram dezenas de restos de fósforo branco em ruas de cidades, telhados de apartamentos, pátios residenciais, e numa escola da ONU. O relatório apresenta provas balísticas, fotografias e imagens de satélite.

O uso militar de fósforo branco é admitido para criação de fumo para disfarçar movimentações. Mas pode ainda ter uso de arma incendiária, e segundo a lei internacional deveria ser utilizado apenas a uma certa distância de locais com civis.

“Em Gaza, o Exército israelita não usou apenas fósforo branco em zonas abertas como cortina de fumo para as suas tropas”, disse Fred Abrahams, da HRW. “Dispararam fósforo branco repetidamente sobre áreas densamente povoadas, mesmo quando não havia tropas no local e quando havia granadas de fumo mais seguras. Como resultado, civis sofreram e morreram desnecessariamente.”

A Human Rights Watch cita ainda um relatório médico do Ministério da Saúde de Israel, dizendo que o fósforo branco “pode causar ferimentos graves e morte quando entra em contacto com a pele, ou quando é inalado ou engolido. Normalmente a substância queima até ao osso e queimaduras em apenas dez por cento do corpo podem causar danos fatais em órgãos como o fígado, os rins ou o coração. Infecções ou absorção do químico podem também causar a morte".

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370669

Óscar
24-03-2009, 17:20
Evidentemente que estas acções são inaceitáveis e que esta gente deve ser severamente punida. Dito o óbvio, é precisamente por estas notícias que eu gosto de Israel - é que quem denuncia estas coisas são israelitas na sua própria terra. Pena que não tenhamos jornais palestinianos que possam fazer este tipo de investigação.



Pois... mas só as denúncias não chegam... é preciso uma alteração de comportamentos de modo a evitar que estes crimes de guerra se voltem a repetir... é necessãrio acabar com a hipocrisia israelita que assina todos e mais alguns tratados internacionais e depois, viola-os claramente e flagrantemente no campo de batalha...

Quanto a jornais palestinianos, tens vários e muitas vezes críticos para o próprio poder palestiniano... lembro-me, por exemplo, daqueles jornalistas que, com o risco da própria vida, denunciavam a corrupção e o arbítrio no seio da direcção da OLP...

Um dos que passo uma vista de olhos de vez em quando é The Palestine Chronicle... (http://www.palestinechronicle.com/news.php)

Portanto, não é verdade que «não existam jornais palestinianos que possam fazer este tipo de investigação»...:rolleyes:

jleandro
20-04-2009, 18:02
as vergonhas entre os palestinianos não acabam.
depois das acusações de se "esconderem" entre a população civil, de preferência entre as crianças e junto a hospitais, agora temos a "oficialização" desta.



A organização humanitária Human Rights Watch acusou o movimento islamista Hamas, que controla a faixa de Gaza, de matar e mutilar pelo menos 32 palestinianos que seriam seus rivais políticos.

De acordo com um relatório desta organização de luta pelos direitos humanos, os ataques tiveram lugar durante a última ofensiva israelita em Gaza (entre Dezembro e Janeiro). “As autoridades do Hamas tomaram medidas extraordinárias para controlar, intimidar, punir e até eliminar os seus rivais políticos internos, assim como pessoas suspeitas de colaborar com o Governo israelita”, escreve o jornal britânico "The Guardian", citando o documento.

Durante os 22 dias de ofensiva israelita, 18 palestinianos foram mortos, sob suspeita de colaborarem com Israel. A maioria teria escapado de uma prisão de Gaza que foi bombardeada pelos aviões israelitas no início da ofensiva. Outras 14 pessoas foram mortas desde o fim da investida militar, sendo que quatro delas estavam detidas.

Grupos palestinianos de defesa dos direitos humanos dizem que 49 palestinianos foram alvejados nas pernas como forma de punição e cerca de 73 pessoas terão sofrido espancamentos graves, com fracturas de braços e pernas. A maioria não foi identificada, mas alguns pertenceriam aos serviços de segurança da Fatah, a facção do presidene palestiniano Mahmoud Abbas, expulsa de Gaza pelo Hamas.

“Detenções ilegais, assim como torturar e matar presos continuaram, mesmo após o fim da ofensiva, tornando ridículas as reivindicações de cumprimento da lei da parte do Hamas.”, disse Joe Stork, vice-director da secção do Médio Oriente da Human Rights Watch.

Este é o episódio de maior violência interna na faixa de Gaza desde que o Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza, no Verão de 2007.

A Human Rights Watch afirmou ainda que, considerando e extensão e a frequência dos ataques, este pode ser o resultado de uma decisão política dos líderes do Hamas.

Taher al-Nunu, porta-voz do Hamas, negou qualquer envolvimento do partido em mortes extra-judiciais. “Algumas facções da resistência admitiram ter morto alguns suspeitos de colaboração com Israel durante a ofensiva (...) e demos início a uma investigação que ainda não foi concluída”, disse, citado pelo jornal britânico. Taher al-Nunu, em declarações à Reuters, acrescentou que 11 polícias já foram dispensados e serão presentes em tribunal marcial pela morte de um detido.


Fatah e Israel também são alvo de acusações

A organização humanitária acusa ainda a Fatah de também ter usado medidas “repressivas” contra membros do Hamas. Acrescenta ainda que os grupos palestinianos de defesa dos direitos humanos têm registo de 31 queixas de tortura por parte de forças de segurança da Fatah, assim como da morte de um detido e a prisão arbitrária de dois jornalistas palestinianos, de acordo com o "The Guardian".

Israel também foi alvo de acusações por parte da Human Rights Watch, pela violação de leis internacionais durante a ofensiva em Gaza, entre elas o uso indiscriminado de fósforo branco em áreas densamente populadas.

in "Público"