View Full Version : Observatório de Segurança preocupado com «lençóis de água» nas estradas
jleandro
22-12-2008, 10:16
em muitos casos, nem é preciso fazer um "estudo" para se perceber a má construção de algumas vias.
basta olhar com um mínimo de atenção para constactar que em muitas situações a água da chuva corre das bermas para dentro da estrada (ao contrário do desejável), embora em alguns casos isso só aconteça por falta de limpeza.
O Observatório de Segurança de Estradas acusa construtores e Estado de não estarem preocupados com a vida dos automobilistas. Em estudo estiveram sete auto-estradas e via rápidas, concluiu-se que nenhuma foi pensada de modo a evitar os lençóis de água.
O Observatório de Segurança de Estradas denuncia que a lei não está a ser cumprida. Este organismo fez um estudo e concluiu que das vias que foram analisadas nenhuma delas foi construída de acordo com as regras previstas na legislação para evitar os lençóis de água que todos os anos estão na origem de vários acidentes.
O observatório vai enviar estas conclusões para o Ministério das Obras Públicas. Em causa, estão sete vias: a CRIL, a A5, A8, A5, A2, A12, IP 7, IC32
Todas apresentaram falta de sistema de drenagem para evitar a acumulação de água, o que poderá levar a situações de «aquaplaning». Nuno Salpico adianta que estas falhas acontecem em zonas que tornam a condução muito perigosa, nomeadamente depois das curvas, «em que a rotação do pavimento adquire uma plataforma onde se acumula água».
Nestes locais as linhas de água chegam a ter mais de 100 metros de extensão, quando não deveriam ultrapassar três a cinco metros. Nestas situações não basta que quem conduz reduza a velocidade.
«O limite máximo é 120 quilómetros, ora as pessoas se está uma chuva fraca, vão reduzir até 110, 100 ou até 90, digo-lhe que não chega», salienta Nuno Salpico.
Este responsável diz que a solução para este problema é económica e simples: «Localização adequada de drenos, de rachas, no pavimento que permitissem escoar a água das chuvas quando ela acontece».
Contactado pela TSF, o Ministério das Obras Públicas recusou responder a estas acusações sob o argumento de que não reconhece credibilidade ao Observatório de Segurança das Estradas.
in "TSF"
e eu que o diga, que pelo menos na IC17 CRIL e IC16 na subida/descida de Belas tive oportunidade de presenciar isso todos os dias desde a abertura e até ao fim do ano passado
sempre que chovia mais do que aquela conta, zás, meia duzia deles voltados ao contrário
e tipicamente jeeps com senhoras ao volante, não só, mas muito frequente
e como nem toda a gente circula com velocidade excessiva, essa ali não pegava
o rio que descia lá de cima parecia um rio a sério, tal o caudal de água ali depositado
o meu velhinho e seguro companheiro de viagem Williams bem que ficava ali no meio sem saber para onde ir, pois deixava de ver dos lados, mas nunca me fugiu de modo a pregar-me sustos, apenas desengatava a caixa sozinho e punha-se em ponto morto tal a pancada que levava a travá-lo
Contactado pela TSF, o Ministério das Obras Públicas recusou responder a estas acusações sob o argumento de que não reconhece credibilidade ao Observatório de Segurança das Estradas.
pois JL, e isto é de facto lamentável
estes autistas da m*** não reconhecem a credibilidade de quem se dispoe a gastar o seu tempo a colocar as mãos na massa e os joelhos na estrada para tentar perceber o que está mal e com isso tentar ajudar a causa, atacando nos pontos fracos
nop, nada disso
mas já reconhecem a credibilidade de quem não percebe rigorosamente nada do tema e só tenha feito asneiras ao desbaratar dinheiros publicos com ideias peregrinas de colocar radares em vias rápidas em Lx que não interessam para nada em termos de segurança, que alguns deles tenham sido calibrados a 50 !!! contra todas as normas, e que tenha colocado a circulação praticamente PARADA entre Santos e o Cais do Sodré com aquela regulação CRIMINOSA de semáforos
refiro-me claro à antiga vereadora da mobilidade da CMLx
isto só video
:mad:
jleandro
23-12-2008, 18:23
o "Público" de hoje volta ao assunto.
o autor do estado chega a apontar a solução óbvia: maior rugosidade e rasgos no piso.
Estudo sobre aquaplaning conclui que as estradas formam linhas de água com comprimentos considerados não seguros, mesmo com chuvadas fracas
O Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC), uma organização não governamental, concluiu que há falta de segurança em várias vias rápidas de acesso a Lisboa quando chove e se formam lençóis de água. O Ministério das Obras Públicas alega que a organização não é credível.
Já a 17 de Abril deste ano, o PÚBLICO noticiou as primeiras conclusões do estudo do OSEC sobre a A5 (auto--estrada Lisboa-Cascais), a primeira via rápida que foi analisada no âmbito do estudo sobre o aquaplaning - a perda de controlo da direcção do veículo.
Na altura, o OSEC concluiu que há risco elevado de aquaplaning para os automobilistas devido à formação de linhas de água com comprimentos su-
periores ao considerado seguro. As conclusões são agora alargadas a outros troços estudados: A2 (desde o nó de Coina até Lisboa), IC32 (entre Coina e a Ponte de Vasco da Gama), do IP7 (Eixo Norte-Sul), da A8 (Lisboa-Loures) e da CRIL (entre Algés e Lisboa).
Em causa está a má drenagem do pavimento geralmente utilizado nas estradas e auto-estradas em Portugal, alega Francisco Salpico, autor do estudo e engenheiro membro do OSEC, que se baseia em métodos de investigação experimental de especialistas norte-americanos.
Segundo o estudo, o problema é mais grave nas curvas, onde as linhas de água atingem comprimentos maiores, facilitando os despistes em velocidades a partir dos 70 quilómetros ou 80 quilómetros por hora com chuvas de intensidade fraca. "Cada curva que temos, há problemas. São zonas acumuladas de acidentes", explicou ao PÚBLICO Francisco Salpico, que, no entanto, não fez nenhum estudo da sinistralidade nos troços analisados. A solução para minimizar o risco de aquaplaning, segundo o OSEC, está em aplicar pavimentos com rugosidades maiores e fazer rasgos na superfície bem calculados.
O especialista lembra que há condenações em tribunal por acidentes provocados por aquaplaning e apela aos automobilistas para recorrerem à via judicial para responsabilizar as entidades públicas envolvidas na construção e manutenção das estradas.
A falta de credibilidade do OSEC foi a única resposta do gabinete de imprensa do Ministério das Obras Públicas. Salpico diz aplicar "fórmulas que estão estabelecidas na comunidade científica há 40 anos".
O estudo será enviado ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao Instituto das Estradas de Portugal.
Excelente tópico. Se o Governo levasse a sério este estudo e obrigasse à resolução, a sinistralidade diminuiria imenso!
Seria bom se o observatório pudesse avançar com uma petição aberta aos condutores, pois estas pequenas obras fariam uma grande diferença e salvariam imensas vidas!
estes gajos do MAI nem para eles são bons
valha isso aos cidadãos bons deste país, com estas tréguas na caça à multa
:rolleyes:
In MSN Notícias
"GNR faz greve às multas
AlgarveVários elementos da recentemente extinta Brigada de Trânsito (BT) da GNR do Algarve deixaram de passar multas como forma de reivindicar direitos iguais aos seus congéneres de profissão da Unidade Nacional de Trânsito, disse fonte policial.
"Ninguém deixou de trabalhar, porque as polícias não têm direito a fazer greve, mas não passamos multas e isto não se passa só no Algarve", disse à Lusa um elemento da extinta BT do Algarve, que pediu o anonimato.
"Como passámos para os comandos territoriais e deixámos de estar afectos às Brigadas de Trânsito não temos direitos nem aos suplementos normais dos nossos colegas da Unidade Nacional de Trânsito, nem a ostentar as insígnias", acrescentou o mesmo elemento da GNR.
A Unidade Nacional de Trânsito é a nova designação da Brigada de Trânsito (BT) da Guarda Nacional Republicana (GNR), que entrou em vigor deste ano dia 1 de Janeiro, mas só existe em Lisboa e no Porto, pois todas as outras BT passaram para os comandos territoriais.
"Quem pertencer à nova Unidade Nacional Territorial tem direito aos suplementos normais e pode ostentar as insígnias, quem passou para os comandos territoriais deixou de ter esses direitos, mas temos as mesmas habilitações, nomeadamente o mesmo curso de trânsito", lamentou o elemento da BT.
Algumas Brigadas Territoriais do país passaram a estar organizadas em Comandos Territoriais, que se articulam em comando, serviços e subunidades operacionais. Os comandos territoriais vão funcionar a nível distrital.
A regulamentação das alterações à Lei Orgânica da GNR foi publicado em Diário da República a 16 de Dezembro a portaria que estabelece a organização interna das unidades territoriais, especializadas, de representação e reserva da GNR e define as respectivas sub-unidades.
A Lusa contactou o responsável da GNR Algarve que afirmou não lhe terem chegado informações sobre a "cessação da multa" por parte de elementos do Comando territorial."
e Devilu
se gostas deste tema, tal como eu, vai aqui que tens muito que consultar e ler sobre o assunto
uma saga inacabada do passado recente
http://www.bolsanobolso.com/showthread.php?t=8632&page=44&highlight=sinistralidade+rodovi%E1ria
e isto vai acabar por ser a continuação da outra saga, inacabada mas suspensa temporáriamente por falta de tempo devido a outros projectos
mas hei-de conseguir fundar o tal movimento de defesa dos direitos do cidadão nestas matérias, os automobilistas, que parecem ser os unicos em quem ninguém pensa
para já fiquemo-nos com mais estas notícias
será por isto ?
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Câmara de Lisboa pede 130 milhões para pagar dívidas
Setenta e oito câmaras candidataram-se ao programa extraordinário de regularização de dívidas aos fornecedores, num valor global de 483 milhões.
Só 78 municípios apresentaram candidatura ao programa de regularização extraordinária de dívidas num valor global de 483 milhões de euros.
A Câmara de Lisboa é o município com o pedido mais elevado, que ascende a 130 milhões de euros, apurou o Diário Económico.
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que vêm aí mais disto ?
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Lisboa: Comissão propõe mais quatro radares na Segunda Circular
Lisboa, 14 Jan (Lusa)
A comissão de acompanhamento dos radares em Lisboa propôs a instalação de mais quatro equipamentos na Segunda Circular e a retirada dos existentes na Avenida de Ceuta e na Marechal Spínola, entre outras medidas.
Segundo as conclusões do relatório da comissão, a que a Lusa teve acesso, são propostas alterações em nove troços com radares na capital.
Para a Segunda Circular, é proposto instalar "em ambos os sentidos mais quatro radares sequenciais (dois junto ao novo terminal do aeroporto e dois junto ao Colombo)".
No sentido nascente-poente está instalado um radar à entrada da A1, que a comissão recomenda "deslocar ligeiramente" para jusante, "protegendo o nó de acesso ao aeroporto".
A comissão recomenda na Avenida Infante D. Henrique a instalação "a curto-prazo de mais um radar em cada sentido na secção Santa Apolónia-Fábrica Nacional".
"Tendo em conta o comprimento da avenida deverá equacionar-se a instalação de mais radares noutras secções de forma a funcionarem como controladores sequenciais para moderar e uniformizar a velocidade ao longo do seu troço mais urbano", o que deverá ser acompanhado de "alteração de semaforização e melhoria do pavimento", sustentam.
A comissão sublinhou que a Avenida Infante D. Henrique "sendo uma artéria de penetração com grande volume de tráfego, com troços específicos com paragens de transportes públicos e de travessia pedonal, é imperativa a introdução de medidas de acalmia de tráfego".
A comissão propõe também a instalação de novos radares na Avenida Dr. Alfredo Bensaúde e na Avenida Gulbenkian.
Em relação à Avenida Alfredo Bensáude a colocação de um novo radar no sentido descendente e de painéis de alerta é justificada pela "frequente utilização desta artéria para demonstrações de `tunnig`".
A Avenida Gulbenkian possui características que "induzem ao excesso de velocidade e que a torna uma das mais perigosas da cidade", argumenta a comissão, que recomenda a instalação de um novo radar no sentido descendente e painéis de alerta.
Na Avenida de Ceuta, a comissão admite a "hipótese" de ser retirado o radar dada a "remodelação viária prevista para esta avenida, que inclui medidas de redução de velocidade, como a construção de uma rotunda".
A Avenida Marechal Spínola "é um eixo radial com volumes de tráfego bem longe da sua capacidade de projecto, pelo que se admite a retirada do equipamento para ser colocado noutros locais da cidade mais de acordo com os critérios estabelecidos".
Face a um previsível aumento da urbanização da área coberta por esta via, a comissão recomenda o "reperfilamento como avenida e a redução da largura das faixas de rodagem em conjugação com outras medidas de acalmia de tráfego, como forma de reduzir a velocidade e compatibilização com a presença de modos suaves de transporte".
A comissão propõe também a mudança do local do radar nos troços da Avenida da Índia e Radial de Benfica.
Na Avenida da Índia, "propõe-se a rotação do radar para controlo do tráfego que circula no sentido do centro da cidade e introdução de medidas de acalmia do tráfego ao nível do traçado e sinalização (semaforização)".
Na Radial de Benfica "são observadas, com grande frequência, velocidades excessivas e, por isso, justificam-se medidas de acalmia de tráfego e propõe-se a retirada do equipamento instalado junto à passagem superior de peões da Cruz da Pedra de modo a que seja transferido para outros troços que se determinem serem mais necessários".
Em relação ao Túnel do Marquês, que concentra 23 por cento das infracções de excesso de velocidade detectadas pelos radares, a comissão propõe a instalação de "bandas sonoras e a melhoria de sinalização informativa alertando para a velocidade excessiva".
A localização do radar do Túnel do Marquês, associado ao declive do troço e condições de visibilidade, são motivos adiantados pela comissão para a concentração de infracções naquele local.
Coordenada pelo vereador da Mobilidade, Marcos Perestrello (PS), a comissão de acompanhamento dos radares integra o director municipal de Segurança e Tráfego, Fernando Moutinho, o comandante da Polícia Municipal, André Gomes, subcomissário Gancho da Divisão de Trânsito da PSP, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Paulo Marques Augusto, presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, Maranha das Neves em representação do Centro Rodoviário Português e Fernando Penim Redondo, promotor de uma petição exigindo a reformulação do sistema de radares.
Os radares estão instalados desde Julho de 2006 nas Avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos Túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI - onde o limite de velocidade é de 50 quilómetros/hora - e ainda na Radial de Benfica, na Segunda Circular e no prolongamento da Estados Unidos da América, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h.
As verbas provenientes das coimas aplicadas pelas infracções fotografadas pelos radares destinam-se à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (20 por cento), Câmara Municipal de Lisboa (30 por cento), Estado (40 por cento) e o Governo Civil de Lisboa (10 por cento).
ACL.
lembremos uma notícia de Agosto de 2007
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Os 21 radares da Câmara de Lisboa já renderam pelo menos quatro milhões de euros desde o dia 16 até 31 de Julho. Neste período foram multados cerca de 35 mil condutores em excesso de velocidade. Os números são divulgados este sábado pelo semanário Expresso.
Segundo o semanário, os radares registam em média duas mil fotografias por dia. Um êxito que deixa muito longe as «marcas» conseguidas por todos os aparelhos do Comando Metropolitano de Lisboa do PSP: 200 por dia.
«É a verdadeira caça à multa», afirmou ao Expresso Nunes da Silva, professor do Instituto Superior Técnico e especialista em trânsito. «É natural que o número de condutores apanhados em excesso de velocidade se mantenha elevado, pois os radares estão, na maioria dos casos, em vias desenhadas e projectadas para velocidades superiores a 50 ou 80 km/hora», acrescentou.
O presidente do ACP, Carlos Barbosa, diz mesmo estar convencido de que os «equipamentos foram colocados à balda». Por isso, pretende levar a questão à nova Câmara de Lisboa. Carlos Barbosa tem aguardado apenas a nomeação do novo vereador do Trânsito.
Por outro lado, o comandante da Polícia Municipal admite ser necessário efectuar estudos para corrigir alguns erros, mas quer primeiro falar com o novo presidente da Câmara.
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li algures numa revista recente, e depois actualizo os valores, que o total de receitas geradas por esta via já ia próximo dos 100 M€, ou seja, se à CML cabe 30%, já entraram nos seus cofres 33.33 M€
excelente negócio
se assim não fosse pediriam 163 M€ ???
e vão continuar a colocar mais radares até acabarem as dividas da CML ???
:mad:
este é um dos milhares de comentários que existe por essa Net fora sobre este tema :
"Estes radares são eficientes num aspecto. A gerar receitas para pagar acessores da Câmara.A colocação dos radares tem casos tão caricatos que só um atrasado mental teria tal imaginação. O da Radial de Benfica deverá ser um exemplo. Nunca naquela artéria houve um acidente. Porquê um radar ? Porque ali a multa é garantida. Afinal quem são os verdadeiros Engenheiros?"
eu fico muito triste por ver uma situação tão importante ser tratada com a ligeireza e leviandade com que está a ser
se ao Juíz Nuno Salpico do OSEC que apresentou aquele relatório sobre o estado de algumas vias e da sua responsabilidade como potenciadora de acidentes, perdendo este certamente muito do seu tempo pessoal no estudo e por altruismo, o ministro Mário Lino responde que este órgão não tem LEGITIMIDADE para se pronunciar, como pode o cidadão advogar a legitimidade a uma suposta comissão de acompanhamento de radares de Lisboa ?
o que fizeram e quais os seus estudos ?
onde estão as estatisticas que provam a sinistralidade antes e depois radares naqueles pontos de Lisboa ?
porque não são divulgadas ?
porque não há transparência neste processo ?
se bem que admita uma certa reacção positiva e abertura recente desta dita comissão com a alteração de posição alguns radares ora proposta, à qual possívelmente não será alheia a figura do Carlos Barbosa do ACP na comissão, o unico que não depende do "POLITICAMENTE CORRECTO" para defender o seu cargo politico ou da política dependente, qual a justificação publica para se continuarem a adquirir e instalar estes aparelhos, sem as demais correcções às VERDADEIRAS causas dos sinistros ? sem a divulgação publica do que é realmente importante, os numeros e os estudos ?
recorde-se que os numeros da ex-DGV podem ser manipulados por estranhos e obscuros interesses, e se eu não vivesse em Portugal diria que isso seria impossível (atente-se ao facto que todos os dias saem da cartola coelhos de corrupção activa e passiva qual deles o pior !!!)
e termino só com um exemplo que conheço bem, visto que DIARIAMENTE passo por lá
Em relação à Avenida Alfredo Bensáude a colocação de um novo radar no sentido descendente e de painéis de alerta é justificada pela "frequente utilização desta artéria para demonstrações de `tunnig`".
para quem não conhece, a Av. Alfredo Bensaude ali ao RALIS e à entrada de Lisboa, liga Moscavide na rotunda da BP à 2ª circular e aeroporto e Prior Velho, passando ao lado dos bairros degradados da Portela e do outro lado a Encarnação, tendo algumas escolas e edificios publicos pelo meio, nomeadamente o serviço de cartografia do exercito
tem 3 faixas para cada lado, largas e passeios para peões, passagens pedonais aereas e tem ao fundo um mini tunel que faz o bypass a uma rotunda
é ligeiramente a descer no sentido Prior Velho - Moscavide
para mim, é tipicamente uma estrada de 80, pelas "bitolas" actuais de outras com a mesma tipologia
mas não
temos os 50 marcados em todo o lado
temos os amigos "zeladores da segurança" quase diariamente parados nos seus inestimáveis carros azuis ou disfarçados a fotografar-nos e a carrinha dos "comes e bebes" para o pagamento da respectiva factura pelos serviços prestados pela nossa bendita segurança
prato constante
acontece que nesta artéria é virtualmente impossível cumprir os 50
se formos a pensar na vida e não olharmos para o velocímetro (repito sempre esta figura pois só quem conduz diariamente percebe o que quero dizer com isto) é uma estrada que se faz a 80 - 100 em velocidade de cruzeiro
na boa e em segurança (relativa pelos obstáculos fixos que têm, mas por aí tb a 2ª circular tem mais de 400 postes sem protecção :mad: e por aí fora) mas enfim
o problema neste sítio é ser atravessada por peões FORA (repito, FORA) das passagens aéreas
todos os dias se veêm quando não criancinhas, famílias inteiras de ciganos e não só, que nem se dão ao trabalho de subir e descer as passagens para eles
é onde estiverem que atravessam
e alguns têm lá ficado no alcatrão
agora, isso com bom senso seria um problema que se resolveria facilmente
SEPARADOR CENTRAL EM REDE ou afins, algum estreitamento das largura das faixas com nova pintura para redução da velocidade média, et voilá
nada de extremismos mediáticos nem nada
agora por um punhado de anormais fazer lá street-racing de vez em quando (quando esta gente se junta e consegue receitas e patrocínios para construir o seu próprio espaço de corridas ou tenta alugar o novo autódromo do Algarve ?) eu e todos nós temos de passar ali a passo de caracol SEMPRE ???
como se atrasados mentais fossemos todos ?
sim, porque eu considero que é de atrasado mental andar a 50 onde as vias permitem andar mais depressa com segurança e para isso foram desenhadas
ah
e ontem passei lá à noite e quase que ia partindo o carro ao passar por cima de 4 lombas (bandas sonoras) colocadas recentemente e não sinalizadas
tristeza e revolta
ainda um dia me vai dar um AVC por causa dos nervos que isto me dá
:mad:
PS.
eu sei que a grande maioria nem pensa nisto e está-se nas tintas para estes problemas, mas a mim constrange-me saber que ao deixarmos minar todo o nosso espaço com estas máquinas, os principios da democracia estão também em risco
não pelo facto de eu não poder circular mais depressa
mas sim pelo facto de ELES, os politicos que alguém elegeu, desbaratarem o dinheiro publico desta forma, mandando areia aos olhos das pessoas
primeiro constrói-se estradas com perfis mais rápidos e melhores com os nossos impostos, o que começa logo mal dentro das cidades
depois proibe-se circular depressa e obriga-se as pessoas a serem parvos
cobram-se multas se prevaricarmos
fica-se sem carta
e todos os problemas que daí advêm
quando as soluções para os problemas da sinistralidade dentro de Lisboa são bem mais simples : actuação pontual e coordenada nos pontos negros, corrigindo o que está mal
e certamente não é cobrindo 200m de estrada aqui e ali que isso vai acontecer
molestando toda a gente
enfim
:mad:
jleandro
29-01-2009, 21:40
Dudu
eu conheço muito bem essa Av. Alfredo Bensaúde;)
desce-la a 50kms obriga o condutor a um esforço e uma alteração da sua atenção: em vez de olhar para a estrada terá que estar constantemente a olhar para o velocímetro.
como tu acho que é uma estrada segura e onde não há razão nenhuma que justifique a presença constante de "caça multas", e onde é seguríssimo circular a 80 kms.
Assembleia da República discute novo plano de segurança rodoviária
Novas medidas em vigor até 2015
A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária será discutida esta segunda-feira, na Assembleia da República, num debate que visa a introdução da carta por pontos, novos sinais, aumento de radares e alterações aos exames de condução.
As medidas, que devem ser tomadas até 2015, têm como objectivo diminuir de 850 para 579 o número de mortos nas estradas e colocar Portugal como um dos dez países europeus com menor taxa de sinistralidade rodoviária.
A carta por pontos, uma das alterações, vai implicar por cada infracção sejam descontados pontos na carta de condução do condutor.
De acordo com a Lusa, será aumentado o número de radares, que passarão a ser fixos. De igual forma serão introduzidos novos sinais de trânsito, nomeadamente o sinal de proibição de conduzir a mais de 30 quilómetros/hora em algumas ruas das cidades.
O modelo que é exercido actualmente pelas escolas de condução e os exames práticos e teórico serão alterados, prevendo-se o alargamento das inspecções periódicas obrigatórias aos ciclomotores, motociclos, triciclos e quadriciclos.
A Estratégia de Segurança passa pela aprendizagem sobre segurança rodoviária nas escolas, maior fiscalização sobre o álcool, drogas e velocidade, entre outras medidas.
As medidas, que devem ser tomadas até 2015, têm como objectivo diminuir de 850 para 579 o número de mortos nas estradas e colocar Portugal como um dos dez países europeus com menor taxa de sinistralidade rodoviária.
579 ???
e porque não 578 ou 580 ???
com estes tipos lá, nem quando conseguirem imobilizar de uma vez por todas o trânsito e tirar as cartas a todos nós, que é para onde caminhamos
:mad:
jleandro
09-02-2009, 13:58
:p:mad::D:eek:
se quizessem baixar para 578 isso representaria uma diminuição de 32%. assim ninguém sabe que critério foi usado.
ps: os donos das escolas de condução já estão a fazer barulho com a admissão da possibilidade de deixar de ser necessário andar a pagar nas escolas antes de fazer exame de condução. já???
Pois é ganda Dudu, muitas sugestões válidas são dadas nos teus comentários e nos de outros amigos e compinchas, mas não chegam até "ás cabecinhas pensadoras" que duma forma ou de outra têem o poder de decidir e abusar da paciência dos condutores responsáveis. Tá male.
olá Joker
enganas-te, que eu tenho divulgado o máximo que posso às tais "instituições" e a quem de direito e que tem por obrigação debruçar-se sobre estes temas
IMTT
ANSR
OSEC
PRP
ACP
EP
ACAM
CM* por esse país fora
PSP
GNR
mas cai sempre em saco roto...
PS. de vez em quando mesmo assim, fico contente com algum pouco que vejo...
esta manhã, ao invés de novos radares na Av. Gago Coutinho, e ali pelos lados da Carris, vi colocarem redes altas por cima dos separadores centrais de cimento... a sério... a minha alma ficou parva haver alguém que tenha percebido que é mais eficiente para evitar atropelamentos aquela solução, e daí possíveis mortes...
In CM
A Inspecção-Geral da Administração Interna deve permanecer três meses no destacamento do Carregado16 Março 2009 - 00h30
GNR: Dois inspectores chegam hoje ao destacamento do Carregado
IGAI investiga greve às multas
A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) começa hoje a vasculhar a documentação do Destacamento de Trânsito da GNR do Carregado, numa acção que se deve prolongar por três meses. A fiscalização estará relacionada com a grande diminuição no número de multas provocada pela greve dos patrulheiros da extinta Brigada de Trânsito. Não está descartada a hipótese de as fiscalizações se estenderem a outros comandos do País.
O Carregado é apontado como um dos centros da contestação ao fim da BT, e consequente criação da Unidade Nacional de Trânsito. Os inspectores da IGAI estão incumbidos de analisar todos os autos de contra-ordenação efectuados pelas patrulhas desse destacamento desde que a greve às multas começou – no início deste ano.
O CM apurou que o número de contra-ordenações sofreu uma quebra superior a 80 por cento, causando prejuízos ao Estado que podem ir dos dez aos 18 milhões de euros, só nos primeiros dois meses do ano. Num comando da zona Centro, por exemplo, foram levantados cerca de 170 autos no mês de Fevereiro. O ano passado, em igual período, os militares haviam multado 1690 condutores.
O CM contactou o Comando--Geral da GNR que, através do porta-voz, disse desconhecer qualquer intenção da IGAI em efectuar diligências no Destacamento de Trânsito do Carregado. O mesmo aconteceu com a assessoria do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que frisou o 'carácter independente da IGAI'.
LEVAR UMA ÁGUA DÁ PARTICIPAÇÃO
A greve às multas dos patrulheiros da ex-BT, iniciada em finais de Dezembro, gerou um clima de tensão nos comandos territoriais, onde aqueles militares foram distribuídos pelos Destacamentos de Trânsito. Incapazes de motivar os patrulheiros para uma nova forma de comando e actuação, alguns comandantes decidiram alterar os horários das patrulhas e impor novas regras. Num dos casos, no Sul do País, foi emanada uma ordem de serviço proibindo os militares de tomarem refeições durante o turno. De acordo com informações recolhidas pelo CM, um patrulheiro foi mesmo alvo de participação superior por ter ido levar uma garrafa de água ao companheiro que estava de serviço ao radar. Os ex-BT referem ainda que se estão a verificar 'muitos erros de fiscalização por falta de conhecimento e formação' dos militares da GNR afectos aos comandos territoriais.
COMANDO DA GNR ESTUDA PROCESSO
A contestação ao final da Brigada de Trânsito da GNR, e consequente não-integração de mais de dois mil patrulheiros na Unidade Nacional de Trânsito, começou no início deste ano. Nos Destacamentos de Trânsito dos comandos territoriais, militares começaram a passar abaixo-assinados e o descontentamento chegou já ao Parlamento. Na expectativa ao longo das últimas semanas tem estado o comando-geral da GNR, que estuda agora processos disciplinares contra os subscritores do protesto.
PARTIDOS CHAMAM MILITARES
Um grupo de patrulheiros da ex--BT desloca-se à Assembleia da República, na quinta-feira, dia 19, para reunir com representantes dos partidos da Oposição. Os encontros foram solicitados pelos partidos políticos, depois de ter sido entregue uma petição com mais de oito mil assinaturas, exigindo a alteração à lei que criou a Unidade Nacional de Trânsito (UNT). Os militares tentaram dar a conhecer o teor do documento ao comandante-geral da GNR, mas este recusou recebê-los, revelou dos elementos descontentes.
PORMENORES
EXTINÇÃO
A BT da GNR foi extinta em Janeiro de 2009. Um grupo de 148 efectivos passou para a nova Unidade Nacional de Trânsito. Os restantes militares foram integrados nos Comandos Territoriais da GNR.
PROBLEMAS
As alterações estruturais na GNR têm provocado problemas logísticos que se reflectem na operacionalidade dos militares. Há destacamentos, cujos carros pararam por falta de assistência, ou por dificuldades com o abastecimento de combustível.
e estes comentários ?
"Ao ser verdade que colocam graficos para os guardas fazerem autos, então acabem já com a gnr, uma vergonha."
"Para obrigar a fazer multas colocam graficos mensais de cada agente no placar e recusam a dar folgas aos negativos. "
:confused:
jleandro
17-03-2009, 13:48
para quem circula regularmente pelas estradas é notório a diminuição de patrulhas a circular e a ausência das "operações stop" ou mesmo do control de velocidades escondidos e feitos de propósito para caçar multas.
é muito bem feito para quem pretende fazer mudanças radicais sem ouvir os "operacionais" e pior ainda indo contra as suas opiniões.
que se deixem ficar assim muito tempo;)
Carta por pontos em discussão num seminário da ANSR
Debate conta com relatos de países que introduziram a medida
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) promove esta sexta-feira um seminário, a decorrer em Lisboa, onde será debatida a carta por pontos, uma medida cuja introdução em Portugal está ser ponderada.
No seminário sobre segurança rodoviária serão conhecidas as experiências de outros países, como Espanha e França, onde a carta por pontos já é uma realidade.
Paulo Marques, presidente da ANSR, sublinhou a importância de conhecer as experiências de outros países, como contributo para o debate sobre a introdução da carta por pontos em Portugal.
A carta por pontos implica que a cada infracção sejam somados pontos ao condutor, conforme a gravidade da transgressão. Um determinado número de pontos dita a cassação do título.
Os condutores podem recuperar os pontos se tiverem um certo período sem registo de qualquer infracções e se frequentarem cursos de reciclagem e de educação rodoviária. As regras estão previstas na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, cuja aprovação deverá acontecer em breve, no Conselho de Ministros.
Conforme noticia a Lusa, a introdução da carta por pontos será uma realidade caso se «consiga um consenso alargado» e, em caso de aprovação, Paulo Marques ressalva que será um processo demorado, uma vez que implica necessariamente alterações significativas, nomeadamente no Código da Estrada.
jleandro
18-06-2009, 09:15
uma constactação que os automobilistas há muito fizeram.
ainda bem que alguém fala disto, porque se chegou a um estado já quase caótico.
Linhas apagadas, invisíveis ou pouco claras de noite. Marcas que apontam para zonas erradas ou que contrariam os sinais verticais de trânsito. Estes são alguns dos problemas de sinalização horizontal com que os condutores convivem nas estradas e que foram sistematizados num estudo apresentado ontem pela Associação Portuguesa de Fabricantes e Empreiteiros de Sinalização (AFESP) e que estima que, em média, mais de metade das vias não cumprem os mínimos de retro-reflexão de noite.
Um número mais negro se for tido em conta o "valor característico", isto é, a média menos o desvio padrão. Neste caso atinge-se 75 por cento de incumprimento - segundo os critérios de exigência em Portugal, porque se olharmos para os níveis europeus chega-se aos 87 por cento.
O estudo baseou-se em 59 troços dos 18 distritos do país, num total de 2400 quilómetros, com relevância na zona e volume de tráfego. A Segunda Circular, em Lisboa, e a EN8, de Torres Vedras, são os piores exemplos. Nos bons destaca-se a EN4, em Évora.
O coordenador do relatório, João Almeida, explicou ao PÚBLICO que "o principal problema é de noite, por as marcas serem pintadas com poucas esferas de vidro", o material responsável por reflectir a luz e que garante ser "barato": um quilómetro de uma Estrada Nacional custa 1200 euros e não é o vidro que muda o preço.
Para o presidente da AFESP, João Neto, falta definir de forma clara critérios mínimos e apostar na fiscalização como em Espanha. Além disso, gostaria que existisse um "sistema de qualificação para os aplicadores de sinalização horizontal" pois acredita que sem boas marcas será impossível atingir as metas da nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária. Mas, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Paulo Marques, garantiu ao PÚBLICO que "agora Portugal começa a olhar para os pormenores e a qualidade".
in "Público"
Linhas apagadas, invisíveis ou pouco claras de noite...
diria mais
MUITAS estradas secundárias por esses concelhos fora nunca foram pintadas em alguma época, o que ainda é mais lamentável...
é de louvar este estudo, mesmo que a AFESP tenha um interesse comercial directo na matéria
bem na mouche, de facto parece-me um dos factores mais importantes na falta de segurança rodoviária, especialmente num país rural, idoso e cuja metade da população condutora tem problemas visuais
em vez de se gastarem rios de dinheiro para o "país das rotundas" (e atenção que em alguns locias elas de facto são mesmo necessárias) e demais artifícios que não servem para nada - relembro o ridiculo desbaratar de impostos preciosos na alteração dos velhos 40 para os ainda mais velhos 50 nas AE !!! - que se comecem a gastar os tais 1200€ por km, um valor astronómico, mas certamente muito baixo para o seu real objectivo
eu, em tempos idos, e ainda nos tempos da DGV, e já depois de escrever bastantes "postas de pescada" aqui e noutros sítios oficiais sobre esta saga, propus ao então presidente (o tal da ASAE actual) que me convidassem em "comissão de serviço" requisitado ao banco, me pagassem o que entao recebia no meu trabalho durante 2 anos, me pusessem um carros nas mãos e um ajudante, e eu bateria os mais de 10000 km de estradas nacionais de norte a sul e de este a oeste para fazer o mapa dos "defeitos" das mesmas, sinalização, traços, piso e obstáculos incluídos
nunca obtive resposta
porque será que nem se dignaram responder, nem que fosse para agradecer a boa vontade e "despachar-me" em grande velocidade para o infinito ???
:rolleyes:
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