Ibn Erik
05-12-2008, 11:30
e nem a brincar isto dá para rir.
Sequestrada ligou 4 vezes para o 112
Só à quarta vez, Fátima Silva conseguiu que o 112 acreditasse que estava sequestrada na casa de banho, durante um assalto. Não se conforma. Diz que lhe desligaram-lhe o telefone, acusando-a de estar "a gozar".
Eram 11.50 horas. Fátima Silva estava sozinha na loja, a Sport Nova, na Avenida Júlio Graça, no centro de Vila do Conde. Um casal, um homem aparentando 38 anos e uma jovem de 18, entram na loja.
"Quiseram ver umas botas. Não tinha o tamanho da rapariga e quiseram ver outras. Experimentou várias", explica Fátima Silva, que estava a dar uma ajuda às filhas, as proprietárias da loja de artigos de Desporto.
Depois, o homem disse que ia ao carro e a jovem resolveu experimentar um casaco.
"Estava com ela em frente ao espelho, quando senti alguém a tapar-me a boca", continuou a contar, ainda em estado de choque. Ao casal, tinha-se juntado mais uma rapariga.
Com fita adesiva foi amordaçada e vendada. Ataram-lhe os pés e as mãos e empurraram-na para a casa de banho, parcialmente transformada em armazém.
"Só me disseram: 'Quieta! Senão levas já duas pauladas!", contou. Na loja, enchiam os sacos.
Na casa de banho, Fátima descobriu que, "por sorte", tinha ali deixado o telemóvel a carregar e foi então que, libertando um pouco a fita da boca, ligou ao 112. "Disse-lhes: 'Por favor, chamem a Polícia'. Só me respondiam: "Está a brincar ou quê?' e desligavam a chamada", lamenta Fátima, indignada com o comportamento do serviço de emergência. A lojista foi tentando. À terceira teve que desligar. Um dos assaltantes veio vigiá-la. Só à quarta conseguiu que o 112 acreditasse em si. Logo a seguir, a filha, sem saber de nada, ligou para a loja e os assaltantes, talvez com medo, fugiram.
"A Polícia chegou pouco depois. Se tivessem acreditado em mim, à primeira vez, tinham-nos apanhado", lamenta. As duas mulheres e o homem levaram 800 euros em dinheiro e dezenas de peças de roupa e calçado. O assalto demorou meia hora.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1054482
Sequestrada ligou 4 vezes para o 112
Só à quarta vez, Fátima Silva conseguiu que o 112 acreditasse que estava sequestrada na casa de banho, durante um assalto. Não se conforma. Diz que lhe desligaram-lhe o telefone, acusando-a de estar "a gozar".
Eram 11.50 horas. Fátima Silva estava sozinha na loja, a Sport Nova, na Avenida Júlio Graça, no centro de Vila do Conde. Um casal, um homem aparentando 38 anos e uma jovem de 18, entram na loja.
"Quiseram ver umas botas. Não tinha o tamanho da rapariga e quiseram ver outras. Experimentou várias", explica Fátima Silva, que estava a dar uma ajuda às filhas, as proprietárias da loja de artigos de Desporto.
Depois, o homem disse que ia ao carro e a jovem resolveu experimentar um casaco.
"Estava com ela em frente ao espelho, quando senti alguém a tapar-me a boca", continuou a contar, ainda em estado de choque. Ao casal, tinha-se juntado mais uma rapariga.
Com fita adesiva foi amordaçada e vendada. Ataram-lhe os pés e as mãos e empurraram-na para a casa de banho, parcialmente transformada em armazém.
"Só me disseram: 'Quieta! Senão levas já duas pauladas!", contou. Na loja, enchiam os sacos.
Na casa de banho, Fátima descobriu que, "por sorte", tinha ali deixado o telemóvel a carregar e foi então que, libertando um pouco a fita da boca, ligou ao 112. "Disse-lhes: 'Por favor, chamem a Polícia'. Só me respondiam: "Está a brincar ou quê?' e desligavam a chamada", lamenta Fátima, indignada com o comportamento do serviço de emergência. A lojista foi tentando. À terceira teve que desligar. Um dos assaltantes veio vigiá-la. Só à quarta conseguiu que o 112 acreditasse em si. Logo a seguir, a filha, sem saber de nada, ligou para a loja e os assaltantes, talvez com medo, fugiram.
"A Polícia chegou pouco depois. Se tivessem acreditado em mim, à primeira vez, tinham-nos apanhado", lamenta. As duas mulheres e o homem levaram 800 euros em dinheiro e dezenas de peças de roupa e calçado. O assalto demorou meia hora.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1054482