jleandro
06-11-2007, 22:47
estou farto dum discurso que não tem reflexo nas atitudes e que não varia, sendo ele o principal culpado da equipa não marcar golos.
já toda a gente percebeu que:
o Cardozo não pode jogar só na frente de ataque;
o Luis Filipe não sabe defender,... nem atacar;
jogar sem Rui Costa é transformar o meio campo num deserto de ideias;
o Bergessio nao é jogador para o Benfica:confused: :eek: :(
o Luis Avelãs, no "Record" diz muito daquilo que foram os erros do Camacho.
Camacho precisa de novo discurso
A derrota do Benfica na Escócia não surpreende, mas era evitável. Essencialmente porque os homens do Celtic são esforçados e batalhadores, mas não jogam muito. Já se tinha visto isso na Luz, confirmou-se em Glasgow.
Os escoceses são fortes e agressivos e apostam, naturalmente, no futebol directo, uma forma simpática de dizer, nos dias de hoje, pontapé para a frente. O Benfica, já se esperava, tinha intenção de jogar de forma diferente, mais técnica, refinada. E foi isso que fez durante 20 minutos, período em que não só dominou o encontro, como dispôs de oportunidades para marcar. Ora, é exactamente aqui que começam os erros de Camacho. O espanhol já devia ter percebido que este Benfica, sem o génio desequilibrador de Simão, pouco consegue fazer quando, mesmo tendo bola, não tem poder de fogo suficiente na área contrária. Cardozo tem utilidade, já se viu, mas raramente a conseguirá explanar actuando sozinho entre os centrais. Com Nuno Gomes ao lado, marcando ou não, o paraguaio pode ser determinante; isolado... tem tudo para ser assobiado e vulgarizado.
Camacho disse que este era um jogo para homens. Tentou, assim, incutir um espírito guerreiro aos jogadores. A teoria podia ser boa mas, na prática, foi o primeiro a desvirtuá-la ao abdicar da dupla atacante quando precisava de ganhar. Como de costume, o espanhol só mexeu no conjunto após estar em desvantagem e aí, pela enésima vez, meteu as mãos pelos pés. Nuno Gomes continuou sentado quando entrou Di María. Mais tarde, lá lançou o 21, mas tirando Cardozo (manteve um só ponta de lança) e Rui Costa (o principal alimentador dos homens da frente). Para tudo isto ser ainda mais confuso, Katsouranis saiu em vez de Binya, Luís Filipe ou mesmo Edcarlos. E Bergessio mereceu a sua atenção em vez do talismã Adu.
Camacho apostou num discurso ofensivo, mas foi o primeiro a esquecer-se de o aplicar. De resto, das suas palavras só Binya "bebeu" algo, ao não se esquecer de "meter o pé" em Brown. Um lance arrepiante, próprio de alguém que devia ter outra profissão.
Para completar o ramalhete, no "flash interview", Camacho voltou à sua máxima preferida: "Só faltaram os golos". Pois, quando se perde é por causa disso. O que ninguém ouve da sua boca é ideias para inverter o quadro...
PS - O FC Porto, jogando mal, bem ou assim-assim, lá vai confirmando na Europa aquilo que todos sabemos em Portugal: é a equipa mais coesa, forte e experiente do futebol luso. Vai seguir em frente na "Champions" e sem espinhas.
já toda a gente percebeu que:
o Cardozo não pode jogar só na frente de ataque;
o Luis Filipe não sabe defender,... nem atacar;
jogar sem Rui Costa é transformar o meio campo num deserto de ideias;
o Bergessio nao é jogador para o Benfica:confused: :eek: :(
o Luis Avelãs, no "Record" diz muito daquilo que foram os erros do Camacho.
Camacho precisa de novo discurso
A derrota do Benfica na Escócia não surpreende, mas era evitável. Essencialmente porque os homens do Celtic são esforçados e batalhadores, mas não jogam muito. Já se tinha visto isso na Luz, confirmou-se em Glasgow.
Os escoceses são fortes e agressivos e apostam, naturalmente, no futebol directo, uma forma simpática de dizer, nos dias de hoje, pontapé para a frente. O Benfica, já se esperava, tinha intenção de jogar de forma diferente, mais técnica, refinada. E foi isso que fez durante 20 minutos, período em que não só dominou o encontro, como dispôs de oportunidades para marcar. Ora, é exactamente aqui que começam os erros de Camacho. O espanhol já devia ter percebido que este Benfica, sem o génio desequilibrador de Simão, pouco consegue fazer quando, mesmo tendo bola, não tem poder de fogo suficiente na área contrária. Cardozo tem utilidade, já se viu, mas raramente a conseguirá explanar actuando sozinho entre os centrais. Com Nuno Gomes ao lado, marcando ou não, o paraguaio pode ser determinante; isolado... tem tudo para ser assobiado e vulgarizado.
Camacho disse que este era um jogo para homens. Tentou, assim, incutir um espírito guerreiro aos jogadores. A teoria podia ser boa mas, na prática, foi o primeiro a desvirtuá-la ao abdicar da dupla atacante quando precisava de ganhar. Como de costume, o espanhol só mexeu no conjunto após estar em desvantagem e aí, pela enésima vez, meteu as mãos pelos pés. Nuno Gomes continuou sentado quando entrou Di María. Mais tarde, lá lançou o 21, mas tirando Cardozo (manteve um só ponta de lança) e Rui Costa (o principal alimentador dos homens da frente). Para tudo isto ser ainda mais confuso, Katsouranis saiu em vez de Binya, Luís Filipe ou mesmo Edcarlos. E Bergessio mereceu a sua atenção em vez do talismã Adu.
Camacho apostou num discurso ofensivo, mas foi o primeiro a esquecer-se de o aplicar. De resto, das suas palavras só Binya "bebeu" algo, ao não se esquecer de "meter o pé" em Brown. Um lance arrepiante, próprio de alguém que devia ter outra profissão.
Para completar o ramalhete, no "flash interview", Camacho voltou à sua máxima preferida: "Só faltaram os golos". Pois, quando se perde é por causa disso. O que ninguém ouve da sua boca é ideias para inverter o quadro...
PS - O FC Porto, jogando mal, bem ou assim-assim, lá vai confirmando na Europa aquilo que todos sabemos em Portugal: é a equipa mais coesa, forte e experiente do futebol luso. Vai seguir em frente na "Champions" e sem espinhas.