jleandro
10-08-2007, 08:10
é verdade.
há uns dias estranhei, havia no horizonte qualquer coisa diferente.
bem no cimo da encosta que prolonga a Serra de Montejunto para Oeste, onde há uma série de moinhos antigos, lá estava este moinho com as suas velas brancas a girar.
hei-de lá ir comprar farinha e testá-la para ver se re-encontro o sabor do pão que antigamente se fazia em casa :)
O tempo dos moleiros na serra de Montejunto
É bem no alto da serra de Montejunto, na localidade de Vilar, junto ao Cadaval, que se ergue o recém-restaurado moinho de Avis. Precisamente no local onde, até há poucos anos, era possível vislumbrar o conjunto de ruínas daquela construção, que datará de 1810-1820.
Miguel Nobre, carpinteiro de profissão mas que, nos últimos anos, se dedica ao restauro de moinhos, adquiriu o espaço e reconstruiu-o, depois de um intenso trabalho de pesquisa, de forma a manter a traça original. Foi com a mesma dedicação que estudou a maquinaria original dos moinhos e construiu réplicas, com as quais equipou o local. No passado dia 1, com a obra concluída, ligou o engenho e começou a fabricar farinha. A partir de agora, o espaço está apto a receber a visita dos que pretendam saber como funcionavam os moinhos de outrora.
Da construção original resta uma única peça o 'sarilho' do moinho, que o proprietário guardou e pretende colocar num expositor. Tudo o resto, por dentro e por fora, foi criado de raiz pelas mãos de Miguel Nobre. Assegura não saber ao certo quanto dinheiro investiu nesta reconstrução, que se prolongou por mais de dois anos - mas admite que os custos terão sido elevados.
O moinho, de seis metros de altura e sete de diâmetro, está dividido em três pisos. No inferior, o construtor ultima os retoques para criar uma cozinha e casa de banho, dissimuladas por detrás de portas que, à primeira vista, parecem armários. "Estes equipamentos não faziam parte dos moinhos originais. No seu lugar, eram guardados os cereais. Mas hoje em dia, são essenciais", explica. Outro aspecto que considera essencial é a electricidade. Para já, o moinho não tem. Mas está a ser preparado para vir a utilizar a luz produzida a partir da energia eólica.
Todo o interior do moinho está recheado de pormenores em vários tipos de madeira, um material que Miguel Nobre conhece bem. Desde cedros originais da serra de Montejunto, a oliveira, freixo e até madeiras exóticas, como o pau-rosa ou o niangon.
Além das visitas, que poderão estender-se por várias horas, o proprietário não descarta a possibilidade do espaço poder acolher, pontualmente, dormidas. Foi a pensar nisso que criou um piso intermédio que, no original, não equiparia os moinhos.
No piso superior, estão colocadas duas mós e é ali que já produz farinha. Para já, apenas de trigo. Mas, no futuro, serão colocadas outras duas, para moer milho. Helena Silva
Visitas guiadas
Miguel Nobre faz questão de guiar os seus visitantes. O proprietário possui uma carpintaria, à entrada da localidade de Vilar. Ali pode ser contactado. É na Polimogno, pelo nº 262 777 839
Salvador de moinhos
O carpinteiro criou uma pequena empresa, que se dedica exclusivamente ao restauro e já recuperou vários moinhos, quer na Zona Oeste, quer em Sintra e até no Algarve. Tem, até, um sítio na Internet www.arteaovento.com.pt
in "JN"
há uns dias estranhei, havia no horizonte qualquer coisa diferente.
bem no cimo da encosta que prolonga a Serra de Montejunto para Oeste, onde há uma série de moinhos antigos, lá estava este moinho com as suas velas brancas a girar.
hei-de lá ir comprar farinha e testá-la para ver se re-encontro o sabor do pão que antigamente se fazia em casa :)
O tempo dos moleiros na serra de Montejunto
É bem no alto da serra de Montejunto, na localidade de Vilar, junto ao Cadaval, que se ergue o recém-restaurado moinho de Avis. Precisamente no local onde, até há poucos anos, era possível vislumbrar o conjunto de ruínas daquela construção, que datará de 1810-1820.
Miguel Nobre, carpinteiro de profissão mas que, nos últimos anos, se dedica ao restauro de moinhos, adquiriu o espaço e reconstruiu-o, depois de um intenso trabalho de pesquisa, de forma a manter a traça original. Foi com a mesma dedicação que estudou a maquinaria original dos moinhos e construiu réplicas, com as quais equipou o local. No passado dia 1, com a obra concluída, ligou o engenho e começou a fabricar farinha. A partir de agora, o espaço está apto a receber a visita dos que pretendam saber como funcionavam os moinhos de outrora.
Da construção original resta uma única peça o 'sarilho' do moinho, que o proprietário guardou e pretende colocar num expositor. Tudo o resto, por dentro e por fora, foi criado de raiz pelas mãos de Miguel Nobre. Assegura não saber ao certo quanto dinheiro investiu nesta reconstrução, que se prolongou por mais de dois anos - mas admite que os custos terão sido elevados.
O moinho, de seis metros de altura e sete de diâmetro, está dividido em três pisos. No inferior, o construtor ultima os retoques para criar uma cozinha e casa de banho, dissimuladas por detrás de portas que, à primeira vista, parecem armários. "Estes equipamentos não faziam parte dos moinhos originais. No seu lugar, eram guardados os cereais. Mas hoje em dia, são essenciais", explica. Outro aspecto que considera essencial é a electricidade. Para já, o moinho não tem. Mas está a ser preparado para vir a utilizar a luz produzida a partir da energia eólica.
Todo o interior do moinho está recheado de pormenores em vários tipos de madeira, um material que Miguel Nobre conhece bem. Desde cedros originais da serra de Montejunto, a oliveira, freixo e até madeiras exóticas, como o pau-rosa ou o niangon.
Além das visitas, que poderão estender-se por várias horas, o proprietário não descarta a possibilidade do espaço poder acolher, pontualmente, dormidas. Foi a pensar nisso que criou um piso intermédio que, no original, não equiparia os moinhos.
No piso superior, estão colocadas duas mós e é ali que já produz farinha. Para já, apenas de trigo. Mas, no futuro, serão colocadas outras duas, para moer milho. Helena Silva
Visitas guiadas
Miguel Nobre faz questão de guiar os seus visitantes. O proprietário possui uma carpintaria, à entrada da localidade de Vilar. Ali pode ser contactado. É na Polimogno, pelo nº 262 777 839
Salvador de moinhos
O carpinteiro criou uma pequena empresa, que se dedica exclusivamente ao restauro e já recuperou vários moinhos, quer na Zona Oeste, quer em Sintra e até no Algarve. Tem, até, um sítio na Internet www.arteaovento.com.pt
in "JN"