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View Full Version : Clima:Cientistas EUA alertam que civilização está ameaçada


Óscar
19-06-2007, 19:28
Seis especialistas de algumas das mais prestigiadas instituições científicas dos Estados Unidos alertam hoje numa publicação britânica que a civilização está ameaçada pelas alterações climáticas.
Os seis cientistas criticam implicitamente o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, sigla em inglês), da ONU, por subestimar a elevação do nível dos oceanos neste século na sequência do derretimento do gelo e das calotas polares.

Em vez de uma elevação de 40 centímetros do nível do mar, prevista pelo IPCC, os cientistas norte-americanos - liderados por James Hansen, director do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa - prevêem que o nível dos oceanos subirá vários metros até 2100.

O relatório alarmante da equipa de cientistas, divulgado hoje pelo jornal britânico The Independent, foi publicado na revista Philosophical Transactions of the Royal Society.

Além de Goddard, assinam o trabalho Makiko Sato, Pushker Kharecha e Gary Russell, também do Instituto Goddard, David Lea, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, e Mark Siddall, do Lamont-Doherty Earth Observatory na Columbia University, de Nova Iorque.

No estudo, de 29 páginas, intitulado «A mudança climática e os gases estufa», os seis cientistas renunciam em algumas ocasiões à linguagem científica para insistir na importância dos problemas e desafios impostos pelo aquecimento do planeta.

Afirmam que «a civilização se desenvolveu e construiu amplas infraestruturas durante um período de estabilidade climática pouco comum, o Holoceno, que já dura há cerca de 12 mil anos e que está prestes a acabar».

Segundo os cientistas norte-americanos, a humanidade não pode permitir a queima continuada das reservas subterrâneas de combustíveis fósseis, pois fazê-lo significa que terá «um planeta diferente do que serviu de suporte à actual civilização».

Para James Hansen, a humanidade conta apenas com 10 anos para aplicar as duras medidas necessárias para reduzir as emissões de CO2 para evitar a elevação das temperaturas do planeta.

Se nada for feito, o aquecimento resultante pode fazer com que as calotas polares se derretam rapidamente, processo que se agravará ainda mais quando a luz do sol, que actualmente é refletida pela superfície branca dos gelos, começar a ser absorvida pelas escuras águas marinhas.

Trata-se do efeito albedo, ou seja, a reflexão da radiação solar quando incide sobre o planeta: as superfícies claras, por exemplo, o gelo e a neve, caracterizam-se por um maior albedo, enquanto as florestas, as rochas e os oceanos - superfícies obscuras - têm um albedo inferior.

O último relatório do IPCC atribui um efeito mínimo ao derretimento dos gelos da Groenlândia e da Antártida sobre a elevação do nível dos oceanos neste século.

Os especialistas norte-americanos discordam, afirmando que as análises do IPCC não consideram suficientemente a «física não-linear da desintegração» das placas, correntes e plataformas de gelo.

19-06-2007 14:19:59

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=281667

Massarico
20-06-2007, 10:29
No estudo, de 29 páginas, intitulado «A mudança climática e os gases estufa», os seis cientistas renunciam em algumas ocasiões à linguagem científica para insistir na importância dos problemas e desafios impostos pelo aquecimento do planeta.

(...)

Para James Hansen, a humanidade conta apenas com 10 anos para aplicar as duras medidas necessárias para reduzir as emissões de CO2 para evitar a elevação das temperaturas do planeta.

Se nada for feito, o aquecimento resultante pode fazer com que as calotas polares se derretam rapidamente, processo que se agravará ainda mais quando a luz do sol, que actualmente é refletida pela superfície branca dos gelos, começar a ser absorvida pelas escuras águas marinhas.


19-06-2007 14:19:59

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=281667

O primeiro parágrafo da citação diz logo ao que vem esta gente. Libertam-se da linguagem científica para espalharem a mensagem política. Só que quando uma pessoa vai ao site do Instituto Goddard e faz uma pesquisa elementar sobre este assunto, começa a perceber melhor o que se passa.

E o que se passa é que na Península Antartica houve uma quebra de uma massa de gelo enorme, que fazia parte de um glaciar na Plataforma de Gelo Larsen (ligeiramente menor que Rhode Island), devido a um aumento médio da temperatura de 2,5º centígrados nos últimos 50 anos, cinco vezes mais que o verificado no resto do mundo. Assustador, ahn?

Talvez menos, se lermos aquilo tudo e se lá no meio não encontrássemos, escondido no meio do parágrafo, que as temperaturas médias do resto da Antardida DIMINUIRAM no mesmo período. Claro que estes tipo, como têm agenda, dizem logo muito rapidamente que a coisa vai ficar muito feia é quando as temperaturas começarem a aquecer no resto do continente. Só não conseguem é explicar muito bem porque é que isso não aconteceu e porque é que as temperaturas têm vindo a baixar, mesmo com o buraco do Ozono.

Enfim, nada como ter uma agenda conveniente para ficar famoso.

Depois, 10 anos para baixar o consumo de CO2 só podia mesmo vir de um cientista maluco, sem noção da realidade, e que deve achar que os chineses (os maiores poluidores do mundo), os indianos, toda a América do Sul e uma parcela substancial do sudoeste asiático estão dispostos a passar fomeca para baixar a temperatura média do globo, principalmente com base em evidências empíricas, digamos, pouco sólidas.

Óscar
20-06-2007, 18:00
Clima: Greenpeace prevê 200 milhões de refugiados até 2040

Os problemas ligados ao clima podem gerar 200 milhões de refugiados nos próximos 30 anos, segundo a organização de protecção do ambiente Greenpeace, baseada num estudo de um professor da Universidade de Hamburgo, na Alemanha.
As condições de vida de centenas de milhões de pessoas, em particular nos países mais pobres do mundo, deverão deteriorar-se de tal forma que estas terão de abandonar os seus países para conseguirem sobreviver, segundo o estudo de Cord Jakobeit.

Actualmente existem já mais de 20 milhões de pessoas deslocadas devido às consequências do aquecimento climático, sobretudo no Sahel africano, no Bangladesh e nas ilhas do Pacifico Sul, segundo este estudo.

O perito em clima do Greenpeace Andree Böhling, insurgiu-se afirmando que «enquanto os países mais pobres do mundo, que não pode têm nada a haver com o aquecimento climático, são os primeiros a serem atingidos, os Estados industriais negam as suas responsabilidades e protegem-se dos exilados através de leis».

Diário Digital / Lusa

19-06-2007 22:23:00

Massarico
20-06-2007, 18:23
Ho ho ho! Esta rapaziada do eco-terrorista do Greenpeace é de uma credibilidade extraordinária. Já não bastava a cena da factura pelo serviço de protesto no caso da plataforma da Shell (passada a uma empresa de desmontagem de plataformas), depois vieram com uma campanha baseada numa foto de um glaciar algures no Norte dda Europa (julgo que na Noruega) que, diziam eles, estava no fim. Esqueceram-se que há gente séria no mundo, e os cientistas que estudam há anos o dito glaciar vieram dizer que aquilo era perfeitamente normal, que o glaciar tinha ciclos de retrocesso e expansão.

Agora vêm justificar deslocados climatéricos no Bangladesh com o aquecimento global. Deve ser para rir.

O Bangladesh é um dos países com maior densidade populacional do mundo, e deve ser igualmente uma das zonas com maior irrigação fluvial do mundo (uma coisa justifica a outra, obviamente), possuindo solos de aluvião muito ricos. Como "Os deuses vendem quando dão", uma das características desta zona e que permite a riqueza dos solos é precisamente um ciclo de cheias relativamente irregular que, naturalmente, semeia um rasto de destruição enorme. Antigamente, como as dificuldades de deslocação e comunicação eram muito maiores, não havia tantos refugiados porque eles simplesmente morriam antes de se refugiarem. Agora, felizmente, o número dos que conseguem fugir aumentou. Justificar isto com o aquecimento global é simplesmente falta de vergonha.