View Full Version : 33 anos depois do fim da ditadura salazarista...
Patacôncio
29-05-2007, 07:30
Voltamos ao mesmo sistema político, económico e... Social.
Que raio de país se transformou Portugal com este Pinócrates no poder? :mad: :mad: :mad:
A delação democrática
fsobral@mediafin.pt
Portugal é um país conhecido pelos ministros que fazem do dislate a ideologia do Estado. É certo que, nos últimos dias, a calinada se transformou numa bola de neve onde até mestres na arte da escrita e do direito como Almeida Santos caem como inocentes joaninhas. Este é o país em que se compara a política com um semáforo avariado.
Deixou de haver regras de circulação. No país de Sócrates a delação tornou-se uma espécie de EMEL musculada. Portugal está a regressar ao sonho autocrático do pastor e do rebanho em busca da unanimidade total. O que se passou na DREN, perante o ar de dona de casa condescendente da ministra da Educação, é o pior pesadelo do Estado democrático após o 25 de Abril. Portugal está a tornar-se o país dos que escutam a conversa dos outros e delatam o que ouvem para serem abençoados pelos chefes que os podem promover. Estamos a tornar-nos um sítio policial com uma máscara democrática. A delação com rosto amigo tornou-se a ideologia estatal. O que se está a impor não é um "Big Brother" orweliano. Nem a ditadura de prazeres de que falava Huxley. É um país mesquinho, sedento de favores, de mão estendida que, em troca, conta o que ouviu numa conversa privada. Os delatados estão a ressurgir como infiéis perante os fantasmas de Salazar que nunca desapareceram. Este país está a transformar-se num triste pesadelo: em que se troca a intimidade dos outros por 30 dinheiros. Vê-se o drama democrático. E espera-se que, em Belém, Cavaco Silva, esteja o ver o mesmo.
http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=296606
http://pinpao.blogs.sapo.pt/arquivo/socrates-salazar.jpg
Patacôncio
29-05-2007, 07:33
Que vergonha de país que admite tudo e mais alguma coisa. A culpa é nossa porque comemos e calamos. Somos nós, os portugueses, os piores culpados, porque não combatemos e denunciamos a implantação de uma ditadura em Portugal. :confused: :confused: :confused:
Pedro Mota Soares: declaração de doações é um "acto de coscuvilhice fiscal"
A exigência de que as doações em dinheiro entre familiares tenham de ser declaradas ao fisco quando excederem os 500 euros foi hoje considerada um "acto de coscuvilhice fiscal" pelo deputado Pedro Mota Soares, do CDS-PP.
DE
"Esta medida do Governo é um acto de coscuvilhice fiscal e representa um intromissão do Estado no seio da gestão familiar", afirmou o parlamentar, citado pela Lusa, tendo acrescentado ainda que "o CDS vai apresentar um projecto-lei a solicitar a revogação desta decisão".
Segundo Pedro Mota Soares, "em Janeiro deste ano, o CDS perguntou ao primeiro-ministro o que é que ele achava do decreto-lei do seu Governo sobre a obrigatoriedade de declarar as doações e ele respondeu que isso não era bem assim mas, ontem, o Ministério das Finanças confirmou que as doações entre elementos de uma família vão ter de ser declaradas e, em alguns casos, taxadas".
De acordo com a medida governamental, não são apenas as doações únicas que ficam sujeitas a declaração, tendo também o fisco de ser informado das doações parcelares, a partir do momento em que o acumulado destas ultrapasse os 500 euros.
Ou seja, se um pai der uma mesada de 50 euros por mês a um filho, ao fim de dez meses - quando atingir os 500 euros - tem de declarar esse montante global às Finanças.
"Então, e se um pai tiver de dar mais de 500 euros a um filho para este pagar as propinas da faculdade? Ou se lhe quiser dar mil euros para o ajudar a adquirir um automóvel? Passa a ter de ir constantemente às finanças?", questiona o deputado, para quem esta decisão "obriga as famílias a fazerem denúncias quase diárias dos seus gestos".
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/politica/pt/desarrollo/999567.html
Patacôncio
29-05-2007, 08:10
A implantação da ditadura em Portugal está a começar a ser rídicula. Agora até o Estado tenta corrigir e regulamentar a alimentação dos seus funcionários. Em breve, não serão apenas os funcionários que deverão cumprir estes preceitos dos burocratas ao serviço do totalitarismo, também nós, meros cidadãos, teremos que cumprir os preceitos do Estado, que está a olhar pela nossa vida e, nós, meras crianas imaturas, só teremos que confiar e seguir obendientemente os preceitos das regras estatais.
Lembram-se do nazismo? Hoje, mais do que nunca, é importante que se estude esse período nergo da Alemanha e se compare com Portugal nos dias de hoje. Para já é apenas contra os fumadores. Mas em breve breve será contra quem gosta de beber uns copitos, comer uns doces e abusar da gordura e calorias.
Entretanto, o Estado erigiu um sistema informático em que ficará registado quem faz greve. As delações já fazem parte do sistema burocrático, pois quem faz piadas ao mentiroso pode e deve ser despedido, por deslealdade ao Fuher.
Estive poucos dias em Portugal mas já deu para ver que tão cedo não lá porei os pés. É demasiado parecido com a Venezuela. Já só falta mandar a polícia contra os opositores. Mas lá chegaremos. :confused: :confused: :confused:
Leiam este documento e admirem-se:
http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008760.pdf
Através deste blogue http://www.oinsurgente.org/
Patacôncio
29-05-2007, 08:15
Infelizmente o meu pai já faleceu. Mas não faz mal. As minhas ofertas serão anónimas e locais fora de Portugal. Fugir ao controlo do Estado, e respectiva carga fiscal, já é um acto de resistência a esta ditadura fiscal e anedótica. Mas é anedótica mas não o devia. Muitos já estão a sofrer com a opressão estatal e muitos outros seguir-se-ão.
O Fisco Imperial
Segunda-feira, Maio 28, 2007
As autoridades fiscais portuguesas, andam preocupadas com a capacidade e a possibilidade de famílias inteiras, estarem a fugir ao fisco, através de doações entre agregados familiares.
Assim, todas as ofertas entre pais, filhos, avós e netos têm de ser declarados ao Fisco, se ultrapassarem os 500 euros. Como mero exemplo, um pai que pague mensalmente as despesas inerentes á faculdade, é obrigado a deslocar-se á repartição de finanças e declarar em impresso próprio que entregou uma verba superior a 500 euros.
O ridículo desta lei, é que quer a polícia judiciária, quer o Banco de Portugal, apenas consideram alvo de justificação todos os movimentos de depósitos em numerário superiores – acumulados ou singulares – a 12.500,00 Euros. Assim, e apenas na primeira parte, o fisco está a obrigar perto de 500.000 portugueses, a invadir mensalmente as repartições de finanças.
Mas a segunda parte da lei, é ainda mais ridícula. Se esses mesmos donativos forem feitos entre irmãos, tios e sobrinhos ou pessoas de fora do agregado familiar, além de serem declarados, têm de pagar imposto de selo à taxa de 10%.
Ou seja, se um irmão quiser “doar” a outro irmão uma verba superior a 500 euros, tem que pagar 10 % de imposto de selo. Mas como qualquer lei, está tem uma lacuna do tamanho de um elefante. Bom o Irmão “B” pode sempre doar ao pai – está isento – e depois o pai “doa” ao irmão “A”- que está isento, e assim se evita o pagamento de 10 % em imposto de selo. O tio em vez de doar ao sobrinho directamente, doa ao seu pai, que por sua vez doa ao seu filho – irmão do tio doador- que por sua vez doa ao seu filho – sobrinho – e também fica isento.
Em bom rigor, existe uma cláusula geral anti-abuso na Lei Geral Tributária que permite dizer que a primeira "doação" é simulada e se destina apenas a evitar o pagamento de impostos e, portanto, "desconsiderá-la" para efeitos fiscais, cobrando na mesma. Mas pasando-se tudo isto no remanso do lar , era bom saber se este Natal, temos que por mais um prato na mesa, para os fiscais das finanças.
Em bom rigor, alguém tem que pagar a Ota.
http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/
Que tristeza de país, de regime político e seus acólitos. :confused: :confused: :confused:
Patacôncio
29-05-2007, 08:49
Um país de bananas. Sim, os portugueses hoje são uns meros bananas que deixam a oligarquia corrupta e salafrária fazerem o que querem.
Para mim isto diz tudo:
MAIS TAXAS NA SAÚDE
MINISTRO QUER ACABAR COM A ISENÇÃO PARA GRÁVIDAS, BOMBEIROS E CRIANÇAS.
http://downloads.sol.pt/EdicaoImpressa/37/1caderno.swf
Então há dinheiro para OTAs e TGVs e não há dinheiro para os grupos sociais que mais precisam?
Para que raio se paga impostos? Para quê? Para o Estado empregar os boys socialistas, com cartão partidário, que podem aplicar as políticas desejadas peloFuher? Como aquela gaja do DREN, antiga dirirgente da Juventude Socialista, que não tendo onde cair morta, tem um tacho no Estado? E que assim pode expurgar do sistema administrativo estatal todos aqueles que são de cartão partidário diferente?
E esta gente ascende aos cargos de liderança no Estado, como? Através do carreirismo partidário. Da corrupção. Da técnica do cartão partidário.
E os restantes funcionários públicos? Servirão de capatazes ao serviço do Partido Socialista? Escravizando os portugueses, porque senão, são despedidos ou ameçados passarem para as listas de excedentários?:confused: :confused: :confused:
Que tristeza de país. E os bananas dos portugueses gostam deste sistema. São masoquistas? A avaliar pelas sondagens... :rolleyes: :confused::confused:
Patacôncio
29-05-2007, 09:10
Os pobres portugueses, comem e calam. Os outros vão fazendo pela vidinha.
Eis o Portugal actual. Um nojo de sistema político, um nojo de país e umas gentes acomodadas ao regime. Ontem fez anos que os militares implantaram a ditadura, que veio desaguar no salazarismo do Botas. Hoje vivemos numa proto-ditadura, mas não foram os militares quem a implantaram. Uns até queria mas a maioria queria era dar Liberdade aos portugueses e acabar com um regime podre, bafiento e caquético. 33 anos depois, o regime caquético renasce sob a figura do Pinócrates, O Mentiroso, mas menos aberrante (já não temos o Tarrafal nem as colónias) e menos violento em termos físicos. Mas em termos emocionais e psicológicos, este regime oprime e faz sofrer mais. Em especial os jovens, que tendo uma vida sem rumo e futuro, só sonham com uma coisa: EMIGRAR!
Uma opinião que vale a pena ler.
Contagiar o Estado
Reduzidos na expressão da sua cidadania, os pobres são cada vez menos ouvidos pelos poderes públicos: sofrem mais do que gritam.
Entre 1995 e 2000 quase metade das famílias portuguesas (47%) experimentou a pobreza. Setenta e dois por cento dessas famílias mantiveram-se em situação de pobreza, durante dois ou mais anos. Por outro lado, a taxa de pobreza em Portugal não abranda, atingindo dois milhões de portugueses, cerca de 20% da população.
São dados divulgados pela Comissão Nacional de Justiça e Paz, que acabou de realizar uma conferência dedicada aos problemas da pobreza. Porquê? Porque a pobreza é também uma negação de cidadania e de direitos fundamentais, eticamente condenável, politicamente inaceitável e cientificamente injustificável.
A Comissão Nacional de Justiça e Paz chama também a atenção para a transmissão da pobreza de geração em geração, considerando-a anormalmente elevada em Portugal, quando comparada com a situação europeia. No final, foi aprovado um manifesto que visa colocar a questão dos mais pobres na agenda do País.
Fazer da erradicação da pobreza um projecto nacional é de facto um enorme desafio: social, cultural, económico e político. A sociedade civil já faz muito pelos mais pobres, mas pode fazer mais, elegendo a erradicação da pobreza como prioridade e contagiando o Estado nesse objectivo.
Os mais pobres, afastados do círculo da empregabilidade, desmobilizam socialmente: não protestam, sobrevivem, cercados pela roda das carências que os afectam; não fazem greve – geral ou parcial – porque não estão empregados e dariam tudo para estar; não são vistos nas manifestações, ocupadas por gente que assim pretende defender o emprego ou melhorar condições.
Reduzidos na expressão da sua cidadania, os pobres são cada vez menos ouvidos pelos poderes públicos: sofrem mais do que gritam. O Estado, às voltas com uma situação financeira delicada e a braços com reivindicações mais poderosas, não os ouve nem os vê como prioridade.
Não se peça ao Estado apenas, nem sobretudo, políticas assistencialistas. Ausência de reformas e dinheiros públicos mal investidos significam prioridades erradas ou oportunidades perdidas.
Por vezes, importa mais discutir as prioridades do Estado e o desperdício de recursos, que a todos pertencem.
Avaliar os investimentos do Estado não é um direito mas uma obrigação: identificando necessidades e analisando efeitos, sobre a actual e a próxima gerações. O TGV ou o novo aeroporto não podem ser excepção.
Os portugueses, cuja opinião todos dizem respeitar, merecem mais do que uma discussão de sabor futebolístico entre a margem sul e a margem norte, como localização privilegiada do próximo aeroporto. Num País com dois milhões de pobres, não há margem para discussões primárias quando estão envolvidos milhões de euros que serão desviados de outros objectivos e de outras metas.
Se é necessário um novo aeroporto para garantir o desenvolvimento e a competitividade do País há que demonstrá-lo de forma inquestionável. Mas se for necessário fazê-lo, que o novo aeroporto seja projectado de forma a garantir amplamente as necessidades futuras.
Um investimento colossal numa obra de curto prazo não é um erro, seria um crime.
José Luís Ramos Pinheiro
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=244324&idselect=93&idCanal=93&p=200
O que eu sei e registo é que aquela taxa de pobreza, 47%, aconteceu numa altura em que a economia portuguesa crescia e o Guterres governava ao serviço dos pobres
Hoje nem vale a pena saber quantos sobrevivem com malgas de sopas alheias?
O mais me envergonha e enoja é que, agora, sempre que eu der dinheiro alguém que não viva comigo, para ajudar a mitigar as maleitas alheias, terei que pagar imposto, de 10%.
Para a PQP esta merda de políticos e bichos sanguessugas. :mad: :mad: :mad:
Patacôncio
29-05-2007, 09:18
Sobre a implantação da ditadura em Portugal e do fascismo, felizmente já não estou sozinho a pregar no deserto. Não. Há cada vez mais vozes que não se calam e não se vergam perante o nosso Fuher.
Para já são poucas as vozes que se levantam, SEM MEDO, contra o Pinócrates e o seu regime mafioso e salafrário. Mas em breve, creio, muitos irão seguir este caminho: DENUNCIAR A IMPLANTAÇÃO DA PROTO-DITADURA EM PORTUGAL.
Mas muitos dos que se calam, têm um nome. Apenas um nome. Um nome que se cola a estes como nódoa. COLABORACIONISTAS. Sim, porque um ditador nunca o é apenas pelos seus lindos atributos. É-o porque muitos colaboram e até beneficiam com a ditadura e as sinecuras permitidas pelo ditador.
No reino da bufaria
E é assim que o pântano de Guterres, a tanga de Barroso e o Carnaval de Santana estão a voltar ao velho e bafiento reino da bufaria.
Trinta e três anos de liberdade e democracia não foram manifestamente suficientes para erradicar a cultura salazarenta deste sítio cada vez mais mal frequentado. Os sinais aí estão, à luz do dia, uns mais mediáticos do que outros. O último foi o processo disciplinar instaurado a um professor por uma Torquemada socialista da Direcção Regional de Educação do Norte.
A história em si resume toda uma situação, toda uma cultura. O professor Charrua disse uma graçola num gabinete sobre o senhor Presidente do Conselho e o bufo de serviço foi de imediato comunicar o crime à senhora Margarida. Tudo perfeito, tudo oficial, tudo politicamente correcto. Tão correcto que o PS do Porto, o do Rato, a senhora ministra da Educação Nacional e o próprio senhor Presidente do Conselho entendem que o assunto deve seguir os seus trâmites e a Torquemada tem toda a legitimidade para permanecer no job.
Num país a sério, democrático, em que a liberdade não fosse apenas uma palavra invocada em vão, a senhora Margarida não estava num lugar oficial, os bufos eram uma raça desprezada e socialmente condenada e o processo ao professor Charrua era pura e simplesmente deitado para o caixote do lixo. Mas aqui, neste sítio, não. Quem se mete com o senhor Presidente do Conselho leva. É para isso que existem os boys e as girls estrategicamente colocados em tudo o que é tacho público e é para isso, também, que existem os bufos, girls e boys de segunda e terceira linhas do partido único do Estado.
Mas esta prática, esta cultura não se revelou apenas no caso Charrua. Só quem não quer ver, mete a cabeça na areia e enche a boca de palavras cheias de coisa nenhuma é que não se apercebe de que a bufaria voltou a ocupar um lugar importante neste Estado cada vez mais salazarento. Ou por acaso já se esqueceram do apelo feito aos 700 mil funcionários públicos para se vigiarem uns aos outros e denunciarem às autoridades os suspeitos de corrupção? Ou da sugestão do senhor ministro da Saúde para os cidadãos chamaram a polícia sempre que virem, cheirarem ou suspeitarem da presença de um cigarro na boca de um dos muitos criminosos que ainda não desistiram de fumar? Ou da chamada monitorização de rádios, televisões, jornais e blogues feita pela Entidade Reguladora da Comunicação Social? Ou do novo Estatuto do Jornalista que institui um tribunal especial para julgar e condenar os jornalistas de sarjeta ou de salão?
E é assim que o pântano de Guterres, a tanga de Barroso e o Carnaval de Santana estão a voltar ao velho e bafiento reino da bufaria.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=244199&idselect=93&idCanal=93&p=200
Este ressuscitou?
http://abnoxio.weblog.com.pt/arquivo/salazar.jpg
O bolsatotal tb está a ser vigiado?:eek:
APRE!!!
Não foste ao guizado Pataco, nao sabes o que perdeste!!!:p
Regressaste um "cadito" zangadito, ou é impressão minha?
:D
Patacôncio
29-05-2007, 11:16
Regressaste um "cadito" zangadito, ou é impressão minha?
Nem queiras saber. Depois da ameaça da Al Qaeda a Portugal como posso não estar zangado?
http://citadino.blogspot.com/2007/05/tv-blogo-emisso-de-28-de-maio-de-2007.html
http://www.businessinnovationinsider.com/images/2006/08/al_qaeda.jpg
Massarico
29-05-2007, 12:55
Pataco, infelizmente, tens toda a razão. E o que é mais curiosoé que apesar de todas estas trapalhadas e abusos, o Governo continua incólume e há uma data de gente a dizer que eles são o máximo, e que são um governo reformador.
Eu gostava de ver o que diriam se a Ministra da Educação do Flopes tivesse dado urros a um microfone, se o Ministro das Obras Públicas, embriagado (só pode), tivesse insultado 10% do país, depois de ter feito troça do Primeiro Ministro. Enfim.
E o que é mais grave, é que os tipos vão ganhar novamente as eleições, e provavelmente com maioria reforçada. E o Cavaco, em quem eu votei com esforço, não diz nada e não faz nada.
Patacôncio
29-05-2007, 13:17
Pois é Massarico, e eles até vão ganhar as eleições.
A carneirada gosta dos artistas. E a até a oposição não está melhor, como mostra as declarações do betinho Nobre Guedes. :mad: :mad: :mad:
Patacôncio
29-05-2007, 13:19
Portugal está a fazer o que o título desta música mostra:
http://www.youtube.com/watch?v=isCv6k0U2k4
:eek: ;) :D :D :D :D
jleandro
29-05-2007, 16:07
eu sei de alguns que começam a ficar seriamente preocupados com esta situação.
o pateta do Sócrates havia dito que esta merda da declaração das doações não era verdade,
agora vem o Fisco e diz que sim.
aldrabões e trapalhões que só sabem sugar os cidadãos, que vivem obviamente cada vez pior.
li há dias que a CML tem mais empregados proporcionalmente que a as Câmaras de Madrid ou Paris...(e não há dezenas de acessores)
e lá não vemos uma cidade suja e a cair aos bocados como aqui.:mad:
Patacôncio
31-05-2007, 08:09
Mais sinais do que se passa por esse país fora. Esta senhora é apenas um exemplo da cultura de poder que se instalou em Portugal. Já não é apenas o sr. Jardim na Madeira mas em todo o Portugal! :confused: :confused: :confused:
Professor da anedota é a 6ª vítima
Docente cego terá sido dispensado após conversa delatada por colega
O professor que foi afastado da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte) e alvo de um processo disciplinar por um alegado insulto ao primeiro-ministro terá sido a sexta «vítima» da directora regional, Margarida Moreira.
Segundo o «Expresso», antes de Fernando Charrua, outras cinco pessoas tinham sido afastadas do cargo por conflitos com a directora.
Um dos casos que mais chocou os funcionários da DREN é o do professor António Queirós, cego de nascença, cuja comissão de serviço terminou na sequência da delação de uma conversa entre dois colegas.
Segundo António Queirós, o teor de uma conversa que manteve com um colega foi delatada à directora «de uma forma deturpada» pelo mesmo suspeito de ter denunciado Fernando Charrua.
Também a mulher do docente, coordenadora do serviço de apoio social, foi afastada «sem qualquer explicação», após uma requisição de oito anos, refere Queirós.
No rol dos dispensados estão ainda a ex-directora dos serviços administrativos e financeiros, Teresa Santarém, acusada de uma postura de ruptura com práticas de gestão flexível, assim como o antigo coordenador Francisco Barroso, este último sem qualquer explicação, refere ainda o Expresso.
A primeira «baixa» terá sido a do ex-coordenador da área da informática, Hugo Bártolo, que se demitiu após sentir-se desautorizado.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=813679&div_id=
E, pela boca de um deportado socialista, ficamos a saber que as competências pedagógicas também implicam confiança política, leia-se, transportar para os métodos de ensino a ideologia do partido do governo.
O Chavez europeu é português e tem nome: PINÓCRATES, O MENTIROSO.
Patacôncio
31-05-2007, 11:46
Por norma abstenho-me de subscrever determinados artigos de opinião de elementos das ditas corporações. Mas este artigo é diferente e é especial. É escrito por um antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, publicado no Sindicato dos Magistrados do Ministério Público. E é importante, porque para além de sintonia de opiniões entre sindicalistas dos Magistrados do MP e Advogados, é um profundo sinal que o populismo contra os chamados privilégios e priviligiados serviu de capa a outros interesses bem ocultos. Bem ocultos, obscuros e muito poderosos.
O que mais me chama a atenção deste artigo é que, tal como eu o defendo, existe um caminho claro em Portugal: caminhar rumo à ditadura do partido único. Tal como, por exemplo, o que acontece na Venezuela. (Cá, em vez de fecharmos televisões e trocarmos por outras ao serviço do poder político, deixamos que os socialistas controlem canais via poder financeiro castelhano, o que não deixa de ser uma aberração.)
Em quase todos os países onde não existe Liberdade são os advogados que mais lutam contra as ditaduras e totalitarismos. Como por exemplo, nos casos mais conhecidos, O Laos, a Malásia e, até, na Rússia. E, paradoxalmente, é em Portugal que um ex-Bastonário da Ordem dos Advogados vem pôr o dedo na ferida. O poder político prepara-se para acabar com a independência do MP, para assim abafar um poder autónomo, com especial importância na investigação criminal. E no combate à corrupção.
Pires de Lima diz mesmo que estamos a caminho da Ditadura. Ora, não compreender estes sinais é sinal que os portugueses estão amorfos, condicionados e acomodados. Mas, também, foi assim que Salazar conseguiu impor a sua ditadura aos próprios militares, que fizeram o golpe-de-estado do 28 Maio, a partir de Braga.
Meditem nisto, meus amigos.
O anúncio da lei de Política criminal foi recebido por alguns como o manifesto das preocupações do poder político pelas dificuldades da investigação e punição das infracções penais e contravencionais.
Destas últimas, desde logo, porque o Legislador multiplicou a produção ao ridículo de pretender regular cada passo do cidadão e, a tal ponto, que não é possível, actualmente, fazer cumprir a grande maioria das imposições existentes. Aquelas porque durante anos, e agora mesmo, poupou-se na formação humana e na melhoria dos meios na consabida inconsciência de se pretender regular a vida em sociedade através do Diário da República (e
nem comento a falta de qualidade da legislação, espelhada não só na técnica, como na justificação como no … português que utiliza.).
Há quem tenha visto no anúncio da Lei de Política Criminal o esperado reconhecimento – a sua culpa – pelas carências de meios humanos e materiais na investigação e o estabelecimento de medidas de eliminação dessas carências; Há quem tenha admitido que essa lei constituiria a lógica da adaptação dos meios existentes às necessidades, numa fase
transitória.
Aquilo que a Lei de Política Criminal traduz é algo muito diferente:
- Ela expressa o desejo de o poder político chamar a si, em cada dois anos, e por um período igual, a definição do que é para cumprir da Lei, e o que é para esquecer.
- Ela assegura que o poder político, impondo-se ao Procurador-Geral da República, há-de dominar um Ministério Público instrumentalizado ao serviço do Parlamento e dos que têm o poder de governar.
- Ela anuncia que os Srs. Juízes vão ser as marionetas da orientação parlamentar já que deixarão de julgar segundo a Lei Geral e a Consciência, mas terão de adoptar o colete - de forças que lhes é imposto.
Na minha opinião está (ou estará) dado mais um passo para que Portugal continue a não ser um estado de Direito (que nunca foi) e volte a ser uma Ditadura.
http://smmp.pt/doc/pires_de_lima.pdf
Este documento deve ser lido e relido. E meditado. Porque, nunca se esteve tão próximo da ditadura, como agora, após o PREC. E quem fechar os olhos a isto, só pode ter um nome: COLABORACIONISTA!
DITADURA! NUNCA MAIS!
http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/25abril-thumb.jpg
Mohandas
31-05-2007, 11:54
Desculpa, podes pedir isso para aqui também? :o
Patacôncio
17-06-2007, 09:38
O caminho para a ditadura prossegue a bom ritmo. O Charrua já está na prateleira e venderá o que tem para sobreviver nos próximos meses. Vá lá que ainda tem o que vender para garantir o sustento. Senão, até poderia candidatar-se ao Rendimento Mínimo Garantido, após ser suspenso das suas funções, por ter insultado o Pinócrates, o Mentiroso.
Entretanto não há muitas novidades sobre o caso que envolve a licenciatura do Pinócrates, o Mentiroso. A única novidade é que o autor do blogue que iniciou a investigação sobre a eventual falsa licenciatura já é arguido num processo-crime e testemunha num outro. É rápida a Justiça, em Portugal. Ma só para determinados casos. Porque, valha-nos a verdade, o certificado que o Pinócrates, o Mentiroso mostrou na RTP, para enganar a carneirada portuguesa, estava errado. Ou até pode ser falso. Mas este certificado usado pelo Pinócrates, também objecto de investigação pela Justiça, ainda não gerou qualquer arguido. Ou processo-crime. É a Justiça portuguesa no seu melhor.
Aliás, a coisa em Portugal está mesmo pelas ruas da amargura. Uma funcionária de uma empresa escreveu uma pergunta num portal do governo. Questionava ela se a empresa onde trabalhava não tinha dívidas fiscais ao Estado. Como resposta do Estado, não ficou a saber se de facto a empresa era caloteira do Estado. Ficou sim, a saber, que o Estado informou a dita empresa que uma sua funcionária fazia determinadas questões. Como prémio, foi despedida da empresa. Mas no entanto confirmou-se que a dita empresa devia mesmo ao Estado e era participada pelo Estado. Ou seja, era uma empresa pública.
Entretanto ficamos a saber que há em Portugal medo por eventuais represálias do governo do Pinócrates, o Mentiroso, na tomada de posições contra as verdades oficiais emanada pelos gabinetes governamentais.
O presidente da confederação patronal CIP esclarece que a razão por que os financiadores de um estudo sobre a localização de um aeroporto, - a que o Presidente da República concedeu uma caução recebendo-o em mão e que motivou uma inversão de 180º numa política governamental fixada por um "nunca", - querem permanecer anónimos, é "com medo de retaliações por parte do Governo" em "contratos, concessões, concursos" (cito o Sol). Passaram 24 horas sobre estas palavras , e nem o Governo nem o PS entenderam indignar-se, protestar, negar, tais afirmações, nem que fosse retoricamente. Ou acham que não vale a pena, por indiferença pela acusação, ou querem matá-la pelo silêncio e pelo esquecimento. Este silêncio é bem típico dos tempos, mas não devia ser permitido nem pela oposição nem pela opinião pública.
Valia a pena perguntar ao Primeiro-ministro no parlamento, o primeiro sítio onde se devem fazer estas perguntas, se ele não acha que "quem cala consente", e se não tem nada a dizer sobre o clima pouco sadio que se está a instalar em Portugal.
[ADENDA: Tudo isto parece cada vez mais estranho. A pessoa que gostaria de ver bem longe desta confusão é o Presidente da República, mas, a não haver um esclarecimento rápido de todo este processo, ele também fica envolvido. É que não há uma única razão para haver segredo nestas matérias, a não ser evitar que a opinião pública perceba que está a ser manipulada.]
José Pacheco Pereira
http://abrupto.blogspot.com/
Vejam lá como vai o nosso Portugal. Todos com medo do Pinócrates, o Eng. da Mentira. E é por isso que a imprensa é meiga com este poder política. Também têm medo. Ora, tanto medo, só mesmo nos tempos do Botas. E se calhar nem tanto, pois, pelo menos, os do Reviralho até conseguiam escrever sobre o regime, de um modo ardiloso, sem que os paspalhos da PIDE desconfiassem que o que estava escrito tinha de subliminar muitas críticas ao podre regime salazarista.
Mas agora, por uma razão ou outra, todos fecham os olhos à obra do Pinócrates, o Eng. da Mentira.
Mas, sejamos francos. Enquanto as ditas élites se calam, amofinam ou cedem a sua Liberdade em nome dos seus interesses comezinhos, é o Povo, o nosso bom povo anónimo e corajoso, que mostra aos acomodados que não têm medo. Que não se vendem por trinta dinheiros. É o Povo, o nosso bom povo, aquele que verdadeiramente é símbolo de uma ânsia pela Liberdade. Todos os outros, por uma razão ou outra, comportam-se como o Filho da Puta, do Alberto Pimenta.
I
O pequeno filho-da-puta
é sempre
um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho-da-puta.
no entanto, há
filhos-da-putaque nascem
grandesefilhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos,diz ainda
o pequeno filho-da-puta.
o pequeno
filho-da-puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho-da-puta.
no entanto,
o pequeno filho-da-puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho-da-puta.
todos os grandes
filhos-da-puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
dentro do
pequeno filho-da-puta
estão em ideia
todos os grandes filhos-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
o pequeno filho-da-puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.
é o pequenofilho-da-puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.
de resto,
o pequeno filho-da-puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho-da-puta:
o pequeno filho-da-puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho-da-puta.
II
o grande filho-da-puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho-da-puta,
e não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
no entanto,
há filhos-da-puta
que já nascem grandes
e filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande filho-da-puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho-da-puta.
por isso
o grande filho-da-puta
tem orgulho em ser
o grande filho-da-puta.
todos
os pequenos filhos-da-puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
dentro do
grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.
tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz
o grande filho-da-puta.
o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.
é o grande filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.
de resto,
o grande filho-da-puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:
o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho-da-puta.
Patacôncio
17-06-2007, 09:45
Mas o Povo não é filho-da-puta, como tantos outros que por aí pululam:
Saúde: População contra fecho da unidade
Sócrates enfrenta manif em Abrantes
Algumas centenas de populares aproveitaram ontem a visita do primeiro-ministro José Sócrates a Abrantes para o vaiar pelo eventual fecho do hospital local. Medida logo negada pelo próprio governante
O primeiro-ministro deslocou-se ontem a Abrantes para presidir à inauguração do maior açude insuflável no País, que irá permitir um espelho de água adequado a desportos e zonas balneares fluviais. Apesar das potencialidades da nova infra-estrutura, até no que toca a fins turísticos, os manifestantes não se condoeram, vestiram roupas a dizer “Abrantes sem hospital não” e contestaram o fecho da unidade.
“Defendam o hospital, se não deixa de valer a pena viver em Abrantes”, desabafava uma popular, perante um José Sócrates que insistiu em passear entre os manifestantes, enquanto garantia que nenhuma das valências existentes iria encerrar.
INSULTOS E ENXOVALHOS
Mesmo confrontado com insultos, como “mentiroso”, e alguns apertões que a dado momento (como documentam algumas fotos) fizeram o primeiro-ministro perder a habitual compostura, Sócrates classificou a abordagem como “cordial e civilizada” e garantiu que “o Governo não tem qualquer intenção de alterar o acordo entre os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas”.
Defendendo que “aos políticos cabe reagir com fair-play e ouvir com um sorriso as críticas, essenciais à democracia”, o primeiro-ministro manifestou-se, porém, indisponível para rever decisões tomadas em face a pressões populares.
“Era o que faltava que um Governo presidido por mim fosse alterar o quer que seja”, asseverou. Em declarações ao CM, fonte do gabinete de Sócrates confirmou que “não existe a intenção de retirar valências ao Hospital de Abrantes”, classificando o protesto como “um equívoco”.
Os autarcas de Abrantes, Gavião, Mação, Sardoal e Vila de Rei (servidos pelo hospital) lamentaram, após um encontro a 6 de Junho, ter sido “excluídos” do protocolo assinado entre o Ministério da Saúde e as concelhos de Tomar e Torres Novas.
Noutra polémica ligada à saúde que tem abalado o Governo, ontem o INEM comunicou que a mulher falecida terça-feira por colapso cardíaco quando era transportada de Vendas Novas para Évora “já estava morta em casa”. Mas, como o CM então noticiou, o comandante dos bombeiros, José Verdelho, disse ter sido “a lutar pela vida” que ela fez o percurso de ambulância. Confirmado ficou que chegou ao Hospital de Évora “já cadáver”, 40 minutos após entrar na ambulância. Quando o estado de morte é evidente chama-se o delegado de saúde e não uma ambulância.
http://img101.imageshack.us/img101/1306/getimageef4.jpg
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=246696&idselect=10&idCanal=10&p=200
Patacôncio
17-06-2007, 10:12
Um dos profundos sinais dos tempos que vivemos está nesta notícia, sobre os protestos contra o Pinócrates:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20070616-SOcrates+vaiado+em+Abrantes.htm
(Clicar no video.)
Ficamos a saber que o Pinócrates, além da polícia normal, usa um forte contingente policial que envolve as suas aparições públicas,e também tem um elevado número de policias (não especifica a notícia que tipo de bófia, se inclusivé são usados elementos do SIS) à civil misturados entre as populações.
Desconfio muito que o PS, em breve, fará das aparições do PM uma espécie de propaganda ao governo, misturando militantes do partido entre as populações para o aplaudir, para dar a ideia que este tipo é amado pelo Povo.
Mas, como sempre, a verdade virá ao de cima.
Mas fica aqui registado o uso de vastos recursos policiais à civil, inflitrados entre as multidões, como forma de segurança ao Pinócrates, o Eng. da Mentira. Isto já mais parece uma ditadura sul-americana. Tipo Venezuela. :confused: :confused: :confused:
Patacôncio
17-06-2007, 18:42
Existe Liberdade em Portugal? Existe uma sociedade verdadeiramente livre?
Eu tenho sinceras dúvidas. São tantas as dúvidas que me pergunt0 se, hoje, o nosso regime político e económico não é pior que nos tempos do Botas. Ontem o tipo da CIP disse-nos que os empresários têm medo de afrontar o actual governo. Hoje, o da ACP diz-nos que há verdadeiramente um poder que instiga medo à sociedade civil. Mais grave ainda, ao ouvir a entrevista de Rui Moreira na Rádio Renascença, fica-me a impressão que a CIP fez uma negociata com o governo no sentido que os seus estudos sobre a problemática do novo aeorporto de Lisboa estivessem logo condicionados à partida. Ou seja, a própria CIP vergou-se ao governo e fez um estudo, interessante, mas mitigado sobre o real problema que é, a necessidade ou não, de um novo aeroporto na região de Lisboa.
O que isto nos mostra, é bom lembrar aos mais desatentos, é que nos tempos do Botas o governo de então também fazia acordos com os sindicatos (nas mãos do regime corporativista) e com alguns empresários. Hoje, tal como no passado salazarista, sabemos que a UGT é um sindicato controlado por um deputado socialista; e a CIP tem medo do governo. Mostrando que os acordos entre estas duas entidades e o governo soam mais a salazarismo recauchutado que defesa mesmo dos interesses, quer dos trabalhadores (ver o corte de 50% nas pensões dos trabalhadores), quer das empresas, a maioria PMEs, mas que são as grandes as beneficiadas com o amiguismo do governo, mas que fazem acordos em nome de todas as outras. (Ter em conta o forte aumento nos custos de trabalho em Portugal, claramente surreal, pois os custos das contribuições para a segurança social são dos mais elevados do mundo.)
Há algo de podre e bafiento em Portugal. Há algo de arrepiante. E há muita gente que tem medo do actual regime político. Muitos, porque só são alguma coisa porque dependem do salário do Estado. Desde simples funcionários públicos a sindicalistas e, até, a membros de associações da sociedade civil, que dependem dos seus orçamentos dos dinheiros do Estado. Outros, porque o Estado é intervencionista e pode prejudicar os seus negócios. Outros, porque os seus negócios dependem mesmo dos dinheiros orçamentais, como clínicas privadas com acordos com o Estado, empresas de construção civil e até hoteis, que podem perder o estatuto de "projecto de interesse nacional", uma forma de controlo político do governo sobre os investimentos de muitos grupos económicos nacionais. Para além disso, a maioria dos portugueses, endividados e dependentes do seu magro orçamento do salário mensal, não arriscam a perderem tudo porque podem ficar sem o seu precário trabalho, devido a pressões políticos. (Um caro confrade da nossa tasca já viveu isso na pele, infelizmente.)
Mas, hoje, o regime está pior que nos tempos do salazarismo bafiento. Está muito pior, com excepção de alguns aspectos. Mas na maioria, a coisa está pior. Porque, naqueles tempos ainda havia muito trabalho e as pessoas não tinham tantas dívidas aos bancos. E a economia não dependia tanto do orçamento do Estado para frutificar. Mas hoje, quase todos os grupos económicos dependem, directamente e indirectamente, do Estado. Logo, o Estado e o grupo oligarca que o controla, consegue dominar mais a vida de todos que durante o regime salazarista. Esta é a realidade das coisas. E quem não compreender isto, não compreende nada. Não compreende o que foi o regime salazarista, de má memória, e este podre regime actual, a breve trecho, também de má memória para todos os portugueses.
Aconselho-os a lerem e meditarem nesta entrevista de Rui Moreira à RR. Vale a pensa pensar no rumo que o país segue. Não é bonito de se ver. Mas, quem são os culpados? Só os políticos que nos controlam? Ou de todos nós, que de uma maneira ou outra, colaboramos com esta sabujice?
mms://streamingmedia.rr.pt/audios/9514370505dd05.wma
Patacôncio
17-06-2007, 18:56
Ler o que pensam e dizem os outros ajuda. Porque, sejamos realistas, Portugal está a bater no fundo, em termos de regime político e económico. O país está doente, podre e a agonizar. O nosso sangue, sobretudo jovem, escorre de Portugal rumo ao estrangeiro. E não há coisa mais triste que ver os portugueses a fugirem de Portugal, porque não conseguem o sustento que tanto aspiram, em solo nacional.
Os funcionários papistas
Lê-se hoje no Público algo extraordinário e que nos põe a matutar sobre os princípios básicos e constitucionais da democracia que temos, mormente o da igualdade de todos perante a lei. O artigo assinado por Ricardo Dias Felner, é suficientemente elucidativo acerca dos poderes de facto da democracia que somos e do modo como na realidade se entendem os preceitos democráticos e a lei da República.
O caso, mais uma vez, é o das habilitações académicas de José Sócrates e a propósito dos documentos existentes nos serviços administrativos da Câmara da Covilhã.
Segundo o jornal, o autarca sente-se “perseguido”. Por quem? Precisamente pela Administração Central, particularmente a IGAT, dependente do ministro tutelar e em último caso, do primeiro-ministro.
Num caso em que há suspeitas de irregularidades já de âmbito criminal ( por isso é que há o Inquérito no DCIAP), envolvendo as habilitações académicas de José Sócrates, actual primeiro-ministro, pessoa com um poder político e de facto, assinalável e nada despiciendo pelo que se vai conhecendo, mandaria o bom senso que as instituições se revestissem das cautelas e cuidados necessários para assegurar duas coisas: a presunção de inocência, juntamente com o extremo rigor das investigações e ainda a independência prática de quem investiga em relação a quem é investigado. Só assim, se logrará alcançar a verdade material, objectivo de todo o processo, seja ele administrativo ou penal. As verdades formais, neste caso singular, nunca poderão surtir na opinião pública um sentimento de aplicação da Justiça. Antes pelo contrário, consolidarão uma vez mais, a noção de que há duas velocidades e dois pesos nessa Justiça que é para todos: a dos influentes e poderosos e a do cidadão comum.
Este perigo de deslizamento da Verdade, fica visível com a notícia do Público:
O autarca da Covilhã diz-se com medo e abertamente perseguido pela Administração Central, por causa de elementos de prova documental que podem existir naquela autarquia e que envolvem directamente o actual primeiro-ministro.
Por outro lado, refere que a entidade oficial que se encontra a investigar criminalmente os factos atinentes a essa licenciatura controversa, de José Sócrates, ou seja o DCIAP de Cândida de Almeida, “ já requereu elementos à autarquia, no âmbito dessa investigação, e que estes já foram disponibilizados.” Como o autarca não referiu que documentos foram esses, ficará na dúvida do leitor, o modo como esta investigação está a decorrer e principalmente o modus operandi, neste tipo de casos em que se suspeita de falsificação de documentos.
A pergunta directa, sem rodeios que se impõe a quem investiga, num caso como este que é já do domínio público, é esta: é assim que se investiga uma situação destas? A pedir por ofício, a quem guarda documentos suspeitos que os entregue, a pedido? E como é que se sabe que documentos são? Será apenas o que foi mostrado em público e mencionado pelos jornais? E chega? Já agora, porque é que noutros casos similares se fazem buscas? Como é que há a certeza de se terem obtido realmente os documentos relevantes?
O que o autarca, sem grandes rodeios veio agora dizer sobre o assunto, é muito simples de entender para quem souber ler: pode haver elementos documentais nos “dossiers de funcionários da Câmara, designadamente no que tem a ver com pessoas altamente colocadas” que poderiam ser lesivos dos seus interesses. Para quem? Obviamente, para pessoas “altamente colocadas”. Em que medida? Não disse, para além de dizer que “há elementos discrepantes”.
Assim, a obrigação estrita de quem investiga é exactamente o de saber isso e em que consiste essa discrepância.
Obviamente, obtendo os elementos e ouvindo o edil, como testemunha que jura dizer a verdade e só a verdade. Isso apesar de o autarca que dá pelo nome de Carlos Pinto, dizer que “fala correntemente com José Sócrates” e “ não acreditar que este esteja por detrás do relatório da IGAT que compromete o seu executivo” , Carlos Pinto, acha que não acredita que seja ele, mas acredita que “há funcionários que são mais papistas que o papa”…
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