Piotr
18-02-2007, 15:45
Welcome to my world :)
As primeiras impressões são que isto é mesmo uma … África! (é possível e provável que a opinião melhore). As ruas estão todas partidas, a construção que existe já é do tempo em que os portugueses pensavam que aqui eram gente.
A casa onde estou não é nenhum palácio, mas sempre dá para viver e ver futebol (eu que o tinha já quase largado). O quarto tem uma cama, uma mesinha de cabeceira e um ar condicionado. Só falta ... alguma coisa, mas ok, o pior mesmo é não ter um candeeiro. A melhor coisa: Internet ná casa tôda chefe! :D :D Ah … e depois, tenho também é um despertador que não falha. O meu quarto é virado para uma escola, então logo às 7h (Angola) acordo com uma série de miúdos a gritar e a berrar. Engraçado é depois lá pelas 7h30 ouvir um "Bom dia Sr.ª Professora", e a seguir, num tom baixo, cantam todos o hino nacional de Angola e mais um par de canções tipo bom dia. Por mim claro que ficava mais meia horinha na cama , mas o pior mesmo é levar tout les jours com engenheiros ;)
Acreditem, tinha imensa curiosidade em trabalhar com engenheiros. Desde o 1º ano da faculdade que ouço falar desta gente. De início mal, que andam sempre vestidos à trolha e que só estão bem onde há homens. Com o passar dos anos, a minha opinião foi mudando. A roupa da Timberland até tem uma certa pinta (em alguns, porque a maior parte deles tem ar é de punh eiros). Depois, toda a gente diz que são muito bons a estruturar problemas, e até, que têm alguma sensibilidade para os problemas de gestão.
Tanta curiosidade que até fui à procura de uma definição, e encontrei isto:
An engineer is someone who is trained or professionally engaged in a branch of engineering. Engineers use creativity, technology, and scientific knowledge to solve practical problems.
Mas que tamanha mentira! Já conheço 2 e pela minha experiência, criatividade e conhecimento científico em metade deles pelo menos, só se for noutro lado e pouca, porque aqui quase que nem é preciso, basta ter um bocado de força nos braços para acenar que elas vêm.
Sempre achei que era um gajo que me adaptava facilmente aos lugares e que me relacionava facilmente com as pessoas. No fundo continuo a achar, porque apesar de tudo acabo por achar alguma piada à cidade. Todos os lugares têm a sua piada. E depois ainda não conheço nada do país e praticamente não tenho vida social. Também não ando chateado com o gajo nem nada, tenho é que pensar e ponderar tudo muito bem, no que é que quero e no que é que é melhor para mim hoje, amanhã, e depois de amanhã. Agora, quero chamar a mim as minhas tarefas e responsabilidades, é para isso que aqui estou! Se errar, não interessa, a seguir faço bem. Ah grande homem! É o nosso menino!
Para todos aqueles que não me conhecem e que já perceberam que este primeiro post de viagens têm pouco, fica a promessa de que já aluguei um quartinho em Benidorm para a segunda quinzena de Agosto.
De resto, não tenho feito grande coisa. Sempre em casa, não dá nem para dar aí um passeio pela zona porque moramos numa zona de muitos assaltos (apesar de nunca ter visto nada sempre que saí de carro). Transportes publicos nem vê-los, fugiram daqui com os portugueses, existem é uma espécie de carrinhas azuis de 9 lugares (que levam prai 200 pessoas se forem magras), mas que só aconselho a vendedores de Raid (ou qualquer outro tipo de desodorizante forte).
Domingo passado a caminho de uma obra batemos numa carrinha parecida com estas, batemos de lado e não paramos! Achei estranho e perguntei ao gajo que ia a conduzir e diz ele: “eu quero é que eles se fo?@m, eu sou mais preto do que eles”. Ok, tá certo, passado uns metros fila na estrada e um gajo pendurado na porta da frente (aberta) com outros dois atrás, parecia um filme. Depois e em andamento com os gajos a berrar só paramos quando encontramos polícia, que por sorte estava uns metros mais à frente. Estávamos num dos piores bairros de Luanda, el Rocha Pinto.
Resultado: confusão mas nada de bulha feia, aqui o pessoal parece que ainda respeita a arma que o polícia têm à cinta. Tivemos foi que assumir a culpa que não tínhamos pois foi o gajo que não nos viu e ia a mudar de faixa.
Np outro sábado à noite fomos sair a um sítio porreiro na ilha (é uma língua de areia extensa que existe em frente à marginal da cidade mas a que toda a gente chama ilha, onde estão grande parte dos melhores $$$ restaurantes e bares). Grande parte do espaço era aberto e uma parte do piso estava sobre a praia, o sítio tem tudo para boa festa, tem espaços tranquilos e com conforto, e também espaço para sacar das pistolas e dar uns tiros pró ar. Depois, nada de vaquedo tipo Budapeste ou Bratislava, mas vi muito hóme acompanhado, quase todos com aquele arzinho de chico esperto saloio apaixonado. Alguns praí com o viagra a bater-lhes na cabecinha, pela forma de dançar parecia que já a tinham no bucho. A música, Não era latino-americana (o verdadeiro terror), mas era tipo festa de faculdade no seu pior lá nos longínquos inícios do novo milénio. Muito honestamente, o ambiente até era engraçado (um bocado por ser novidade, três vezes seguidas e dou um tiro na tola, isto pela música e people), moças simpáticas e boas conversantes (porque não estavam caladas), bebidas brancas 8 USD e nada de bulhas nem bêbados palhaços armados em Rocky.
Calmamente bebi duas vodkas tónicas e começei então a flectir o joelhinho ao som da música, mas mesmo à tono, não gosto da música e também não queria estar como o povo todo de braço no ar ou a dançar junto das gajas, há que ter postura (até a perder).
Entretanto, e fora da norma, vi uma black super gira, alta gatinha mesmo. Também sei que moro no Porto … mas aquilo não é normal. Qué guapa tio! Excelente bailarina e cheia de vida a dançar (agora já gostas da música jovenzito … até botas gel se for preciso!). Amei-a então com os olhos e entretanto outra black apresentou-ma assim de repente, pois o brazuca conhecia uma amiga da bailarina, también muy buena .
Depois, nada de micos foleiros nem mais conversa, limitei-me a flectir o joelhinho e a vê-la dançar. Ainda bebi uns copos (bastantes), mas continuei a dançar sozinho. Entretanto já encomendei uma batina pelo E-Bay e estou a pensar mandar-me aí para uma dessas aldeias à procura de gaja disfarçado de padre.
No fundo sei que é só agarrá-las (a algumas)! Mas não estou para isso, prefiro estar com o meu copo na mão a dançar… e a flectir o joelhinho, ou de um lado pró outro e sem movimento de cinta, à tono, e lá de vez em quando fechar os olhinhos e conseguir viajar com os cabelos ao vento, super contente e consciente desta nova realidade. Quero lá saber se aqui não existem solários (estou a pensar abrir aqui um a meias com um cubano que conheci na noite), eu estou aqui é para poupar ;) ;) :)
Acho que devo ser o único branco na força da idade, não desfigurado e sem qualquer tipo de incapacidade física visível que em 3 noites não conheceu nenhuma black. Mas tudo pode acontecer. Não morri! São fases e sou feliz assim. Neste momento as minhas meninas são outras , é nelas que quero investir o meu tempo e fazer delas umas senhoras. :p :D
Então chegamos ao dia de hoje, em que fomos almoçar ao sitio mais podre onde já comi em toda a minha vida. Ó pá nem sei se vos descrevo. Ok, só isto, não havia lavatório, o autoclismo era uma bacia de água, a cozinha, bom a cozinha eram grelhadores e umas jovens a lavar a loiça numas bacias. De início olhei e pensei logo: não sei se consigo, mas os outros dois pareciam estar na boa e as moscas estavam vivas, então foi mesmo, não vais ser o piças aqui! E voltei a pensar: é mesmo, tudo faz parte da vida (da minha)!
Engraçado foi também na mesa ao lado. Praí 5 gajas, eu a comer e uma a querer comunicar só com os lábios e sem um dente na frente. Tentador ah!! 3 buracos! Ehehehe. Depois, começou a tirar umas fotos com o télélé e a dizer: "homem bonito não cai do céu, vai pró céu". Foi aqui que ela brilhou e ainda pensei convidá-la para dar aí umas formações em Portugal.
Não sei como vai ser nos próximos dias, é possível que fique louco, mas também sei que é preciso ter calma e há merdas em que mais vale nem pensar. Por um futuro melhor! (pra mim), é para isso que aqui estou. Fica alguma experiência, mas é mesmo, para já, aqui só dá para pensar no trabalho e mais nada (primeiro sintoma de loucura).
De resto, já sabem, estou mesmo interessado em aprender cada vez mais sobre Bolsa, neste momento estou a ler o “Come into my trading room” (também comprei o study guide). Antes, e ainda em Portugal pouco antes de vir li “Análise Técnica” do João Paulo Peixoto. Obrigado pelo vosso fórum, é uma excelente escola para pessoas como eu.
Hasta,
Capitan Piotr, Respect the locals
As primeiras impressões são que isto é mesmo uma … África! (é possível e provável que a opinião melhore). As ruas estão todas partidas, a construção que existe já é do tempo em que os portugueses pensavam que aqui eram gente.
A casa onde estou não é nenhum palácio, mas sempre dá para viver e ver futebol (eu que o tinha já quase largado). O quarto tem uma cama, uma mesinha de cabeceira e um ar condicionado. Só falta ... alguma coisa, mas ok, o pior mesmo é não ter um candeeiro. A melhor coisa: Internet ná casa tôda chefe! :D :D Ah … e depois, tenho também é um despertador que não falha. O meu quarto é virado para uma escola, então logo às 7h (Angola) acordo com uma série de miúdos a gritar e a berrar. Engraçado é depois lá pelas 7h30 ouvir um "Bom dia Sr.ª Professora", e a seguir, num tom baixo, cantam todos o hino nacional de Angola e mais um par de canções tipo bom dia. Por mim claro que ficava mais meia horinha na cama , mas o pior mesmo é levar tout les jours com engenheiros ;)
Acreditem, tinha imensa curiosidade em trabalhar com engenheiros. Desde o 1º ano da faculdade que ouço falar desta gente. De início mal, que andam sempre vestidos à trolha e que só estão bem onde há homens. Com o passar dos anos, a minha opinião foi mudando. A roupa da Timberland até tem uma certa pinta (em alguns, porque a maior parte deles tem ar é de punh eiros). Depois, toda a gente diz que são muito bons a estruturar problemas, e até, que têm alguma sensibilidade para os problemas de gestão.
Tanta curiosidade que até fui à procura de uma definição, e encontrei isto:
An engineer is someone who is trained or professionally engaged in a branch of engineering. Engineers use creativity, technology, and scientific knowledge to solve practical problems.
Mas que tamanha mentira! Já conheço 2 e pela minha experiência, criatividade e conhecimento científico em metade deles pelo menos, só se for noutro lado e pouca, porque aqui quase que nem é preciso, basta ter um bocado de força nos braços para acenar que elas vêm.
Sempre achei que era um gajo que me adaptava facilmente aos lugares e que me relacionava facilmente com as pessoas. No fundo continuo a achar, porque apesar de tudo acabo por achar alguma piada à cidade. Todos os lugares têm a sua piada. E depois ainda não conheço nada do país e praticamente não tenho vida social. Também não ando chateado com o gajo nem nada, tenho é que pensar e ponderar tudo muito bem, no que é que quero e no que é que é melhor para mim hoje, amanhã, e depois de amanhã. Agora, quero chamar a mim as minhas tarefas e responsabilidades, é para isso que aqui estou! Se errar, não interessa, a seguir faço bem. Ah grande homem! É o nosso menino!
Para todos aqueles que não me conhecem e que já perceberam que este primeiro post de viagens têm pouco, fica a promessa de que já aluguei um quartinho em Benidorm para a segunda quinzena de Agosto.
De resto, não tenho feito grande coisa. Sempre em casa, não dá nem para dar aí um passeio pela zona porque moramos numa zona de muitos assaltos (apesar de nunca ter visto nada sempre que saí de carro). Transportes publicos nem vê-los, fugiram daqui com os portugueses, existem é uma espécie de carrinhas azuis de 9 lugares (que levam prai 200 pessoas se forem magras), mas que só aconselho a vendedores de Raid (ou qualquer outro tipo de desodorizante forte).
Domingo passado a caminho de uma obra batemos numa carrinha parecida com estas, batemos de lado e não paramos! Achei estranho e perguntei ao gajo que ia a conduzir e diz ele: “eu quero é que eles se fo?@m, eu sou mais preto do que eles”. Ok, tá certo, passado uns metros fila na estrada e um gajo pendurado na porta da frente (aberta) com outros dois atrás, parecia um filme. Depois e em andamento com os gajos a berrar só paramos quando encontramos polícia, que por sorte estava uns metros mais à frente. Estávamos num dos piores bairros de Luanda, el Rocha Pinto.
Resultado: confusão mas nada de bulha feia, aqui o pessoal parece que ainda respeita a arma que o polícia têm à cinta. Tivemos foi que assumir a culpa que não tínhamos pois foi o gajo que não nos viu e ia a mudar de faixa.
Np outro sábado à noite fomos sair a um sítio porreiro na ilha (é uma língua de areia extensa que existe em frente à marginal da cidade mas a que toda a gente chama ilha, onde estão grande parte dos melhores $$$ restaurantes e bares). Grande parte do espaço era aberto e uma parte do piso estava sobre a praia, o sítio tem tudo para boa festa, tem espaços tranquilos e com conforto, e também espaço para sacar das pistolas e dar uns tiros pró ar. Depois, nada de vaquedo tipo Budapeste ou Bratislava, mas vi muito hóme acompanhado, quase todos com aquele arzinho de chico esperto saloio apaixonado. Alguns praí com o viagra a bater-lhes na cabecinha, pela forma de dançar parecia que já a tinham no bucho. A música, Não era latino-americana (o verdadeiro terror), mas era tipo festa de faculdade no seu pior lá nos longínquos inícios do novo milénio. Muito honestamente, o ambiente até era engraçado (um bocado por ser novidade, três vezes seguidas e dou um tiro na tola, isto pela música e people), moças simpáticas e boas conversantes (porque não estavam caladas), bebidas brancas 8 USD e nada de bulhas nem bêbados palhaços armados em Rocky.
Calmamente bebi duas vodkas tónicas e começei então a flectir o joelhinho ao som da música, mas mesmo à tono, não gosto da música e também não queria estar como o povo todo de braço no ar ou a dançar junto das gajas, há que ter postura (até a perder).
Entretanto, e fora da norma, vi uma black super gira, alta gatinha mesmo. Também sei que moro no Porto … mas aquilo não é normal. Qué guapa tio! Excelente bailarina e cheia de vida a dançar (agora já gostas da música jovenzito … até botas gel se for preciso!). Amei-a então com os olhos e entretanto outra black apresentou-ma assim de repente, pois o brazuca conhecia uma amiga da bailarina, también muy buena .
Depois, nada de micos foleiros nem mais conversa, limitei-me a flectir o joelhinho e a vê-la dançar. Ainda bebi uns copos (bastantes), mas continuei a dançar sozinho. Entretanto já encomendei uma batina pelo E-Bay e estou a pensar mandar-me aí para uma dessas aldeias à procura de gaja disfarçado de padre.
No fundo sei que é só agarrá-las (a algumas)! Mas não estou para isso, prefiro estar com o meu copo na mão a dançar… e a flectir o joelhinho, ou de um lado pró outro e sem movimento de cinta, à tono, e lá de vez em quando fechar os olhinhos e conseguir viajar com os cabelos ao vento, super contente e consciente desta nova realidade. Quero lá saber se aqui não existem solários (estou a pensar abrir aqui um a meias com um cubano que conheci na noite), eu estou aqui é para poupar ;) ;) :)
Acho que devo ser o único branco na força da idade, não desfigurado e sem qualquer tipo de incapacidade física visível que em 3 noites não conheceu nenhuma black. Mas tudo pode acontecer. Não morri! São fases e sou feliz assim. Neste momento as minhas meninas são outras , é nelas que quero investir o meu tempo e fazer delas umas senhoras. :p :D
Então chegamos ao dia de hoje, em que fomos almoçar ao sitio mais podre onde já comi em toda a minha vida. Ó pá nem sei se vos descrevo. Ok, só isto, não havia lavatório, o autoclismo era uma bacia de água, a cozinha, bom a cozinha eram grelhadores e umas jovens a lavar a loiça numas bacias. De início olhei e pensei logo: não sei se consigo, mas os outros dois pareciam estar na boa e as moscas estavam vivas, então foi mesmo, não vais ser o piças aqui! E voltei a pensar: é mesmo, tudo faz parte da vida (da minha)!
Engraçado foi também na mesa ao lado. Praí 5 gajas, eu a comer e uma a querer comunicar só com os lábios e sem um dente na frente. Tentador ah!! 3 buracos! Ehehehe. Depois, começou a tirar umas fotos com o télélé e a dizer: "homem bonito não cai do céu, vai pró céu". Foi aqui que ela brilhou e ainda pensei convidá-la para dar aí umas formações em Portugal.
Não sei como vai ser nos próximos dias, é possível que fique louco, mas também sei que é preciso ter calma e há merdas em que mais vale nem pensar. Por um futuro melhor! (pra mim), é para isso que aqui estou. Fica alguma experiência, mas é mesmo, para já, aqui só dá para pensar no trabalho e mais nada (primeiro sintoma de loucura).
De resto, já sabem, estou mesmo interessado em aprender cada vez mais sobre Bolsa, neste momento estou a ler o “Come into my trading room” (também comprei o study guide). Antes, e ainda em Portugal pouco antes de vir li “Análise Técnica” do João Paulo Peixoto. Obrigado pelo vosso fórum, é uma excelente escola para pessoas como eu.
Hasta,
Capitan Piotr, Respect the locals