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View Full Version : A mais reles das mentiras...


Mohandas
08-06-2003, 20:02
O Presidente dos Estados Unidos garantiu hoje aos soldados norte-americanos estacionados no Qatar que o arsenal iraquiano será desmantelado. Numa entrevista concedida à revista Visão, o chefe dos inspectores da ONU para o Iraque vem afirmar que é "mais provável que o Iraque não tenha armas de destruição maciça".


Catarina Solano de Almeida
Jornalista



2003-06-05 13:45

Num discurso muito aplaudido, George W. Bush reafirmou às tropas norte-americanas que as armas de destruição em grande escala iraquianas serão desmanteladas e o terrorismo vencido. Tudo graças aos esforços empreendidos pelos seus soldados. Graças ao dever cumprido e aos sacrifícios de cada um dos militares, um povo foi libertado e um novo país democrático será erguido.

"A América enviou-vos para uma missão. Essa missão foi cumprida", disse o Presidente norte-americano debaixo de um forte aplauso de dezenas de soldados, estacionados na base militar do Qatar, a partir de onde o Centro de Comando Operacional norte-americano (Centcom) conduziu as operações militares contra o Iraque.


A partir do Qatar, o Presidente dos Estados Unidos garantiu ao Mundo que "a verdade será revelada" no que respeita às armas iraquianas e que as buscas continuarão. "Saddam Hussein tem um grande país para escondê-las. Então, nós vamos procurá-las", afirmou, acrescentando que, recentemente, o Exército norte-americano descobriu dois laboratórios móveis com capacidade de fabricar armas biológicas.

George W. Bush não tem dúvidas em afirmar que o ditador iraquiano agora deposto "passou décadas a dissimular as armas mortíferas. Ele sabia que os inspectores [das Nações Unidas] iriam procurá-las", por isso, escondeu-as, garantiu.

E, de facto, novas missões para passar o terreno a pente fino estão planeadas para o Iraque. Ontem à noite chegou a Bagdad uma primeira missão de 1400 peritos da ONU e está já pronta para ser enviada uma equipa de peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). Estes peritos terão como missão fazer um inventário dos materiais nucleares que se encontram em Al-Tuwaitha, perto de Bagdad, de onde, alegadamente terá desaparecido algum armamento durante as pilhagens do pós-guerra.

Ainda hoje, o chefe da missão dos inspectores da ONU para o Iraque (UNMOVIC) apresentará ao Conselho de Segurança aquele que deverá ser o seu último relatório antes de se afastar do cargo, no final do mês. Um relatório que promete trazer alguma polémica, tendo em conta as declarações feitas por Hans Blix numa entrevista concedida à revista Visão, publicada hoje.

As revelações de Hans Blix

Quando o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, o nomeou chefe da missão de inspectores de desarmamento para o Iraque, Hans Blix partiu para o terreno convencido de que poderia evitar um conflito armado. Hoje, não tem dúvidas em afirmar que nada que pudesse ter feito impediria os americanos de ir para a guerra.

Mais que isso, Blix não hesita em dizer que duvida que o Iraque possua armas de destruição em grande escala e que os próprios Estados Unidos, ao começarem a perceber que essa era a hipótese mais provável, tiveram de arranjar outras razões para justificar uma intervenção militar contra o Iraque.


"Não excluímos a possibilidade de ainda existirem armas no Iraque (...), mas apenas detectámos algumas (poucas) das armas que estavam em causa", disse Hans Blix à Visão. E acrescenta: "parece que as forças da coligação também não as encontraram, pois só reportaram uns laboratórios biológicos móveis. Pode ser que ainda venham a descobrir alguma coisa", rematou, sem no entanto demonstrar muita convicção.


Oito semanas após a queda do regime de Saddam Hussein e num momento em que têm todo o território iraquiano sob controlo, as tropas da coligação não encontraram quaisquer vestígios de armas de destruição em grande escala.

Os dirigentes norte-americano e britânico têm sido submetidos a fortes pressões para que apresentem provas cabais das suas afirmações tantas vezes repetidas.

Tanto a CIA como o Pentágono foram pressionados até ao ponto de terem que vir a público desmentir acusações segundo as quais teriam manipulado relatórios sobre o Iraque de forma a justificar o desencadear de uma guerra contra o Iraque.

Siconline

Mohandas
08-06-2003, 20:04
Durão Barroso assumiu hoje que depois do apoio concedido aos Estados Unidos na crise iraquiana é agora tempo de Portugal ser recompensado.

06/06/2003


(21:15) O Primeiro-ministro português almoçou hoje na Casa Branca com o Presidente norte-americano, George W. Bush, no segundo encontro do ano entre os dois líderes.

No final da recepção, Durão Barroso disse que Portugal correu riscos ao apoiar a intervenção armada contra o regime de Saddam Hussein, mas que não está arrependido da decisão.

"Tomámos alguns riscos porque achamos que a causa, no plano de valores, justificava esses riscos. Não estou arrependido disso. Para mim e para o Governo português teria sido mais fácil ter uma posição de abstenção durante esta crise, mas achamos que tomamos a posição coerente com os nossos valores e esperamos que esses riscos agora sejam também, naturalmente compensados", declarou o Primeiro-ministro português.

Mohandas
08-06-2003, 20:10
A Mentira
Por MIGUEL SOUSA TAVARES
Sexta-feira, 06 de Junho de 2003

Quando se começou a descobrir em França que o já falecido Presidente François Mitterrand mentira sobre o seu passado, um dos seus grandes admiradores, Jean Daniel, escreveu no "Nouvel Observateur": "Ele mentiu-nos? Sim, é verdade. Mentiu-nos. Outra vez. E agora? Agora, vamos ter de viver com isso." Os últimos anos de Mitterrand foram penosos para todos aqueles para quem ele tinha sempre representado os valores do socialismo "de rosto humano". Descobriu-se que ele mentira não apenas sobre o seu passado político, como também sobre a decisiva questão do seu verdadeiro papel na França de Vichy, que mentira sobre a sua situação familiar, o seu estado de saúde, as operações secretas que ordenara no estrangeiro em apoio da mais hipócrita das políticas externas. Quando ele morreu, podia-se constatar, com amargura, que nada do que fora a sua biografia oficial e tão louvada ao longo de uma vida inteira podia ser tido como verdadeiro.

Muitos nunca mais conseguiram perdoar a Mitterrand e com razão. Não apenas porque não se espera que certas pessoas nos mintam, mas também porque nenhuma sociedade democrática saudável pode consentir que as políticas, sobretudo no que elas têm de decisivo, assentem em mentiras ditas friamente para a opinião pública. O estertor de vergonha e incredulidade que actualmente percorre a opinião pública, os "media" e os parlamentos inglês e americano tem que ver com isso mesmo: a constatação de que toda a operação Iraque foi montada e vendida à opinião pública com base numa mentira deliberadamente combinada entre Bush e Blair: a de que o Iraque estava armado até aos dentes com armas de destruição maciça e que constituía uma ameaça para os seus vizinhos. Nas democracias anglo-saxónicas, a opinião pública não está habituada nem pronta para aceitar pacificamente que os seus dirigentes lhes mintam com essa desfaçatez. Nisso, há que reconhecer a sua superioridade.

Hoje, como vimos, o Iraque não dispunha sequer de umas Forças Armadas dignas desse nome. Hoje, como vimos, não se encontrou sombra de qualquer arma de destruição maciça, nem ao menos os camiões ambulantes carregados de arsenais químicos ou bactereológicos. Por outras palavras, não havia ameaça que justificasse a guerra, até porque, como explicou cinicamente Wolfowitz, o objectivo de estabelecer uma democracia no Iraque não justificava "que se arriscasse a vida de soldados americanos". Porque se fez então a guerra? Pelas razões que muitos, entre os quais me incluí, disseram então, debaixo de um coro de acusações de "antiamericanismo primário" (quando não mesmo de "amigos de Saddam"): pelo petróleo e pela necessidade de substituir a instável Arábia Saudita pelo Iraque, como fonte segura de abastecimento de petróleo aos Estados Unidos. Wolfowitz, outra vez, confessou-o candidamente, com o à-vontade de quem se acha tão forte que já nem tem de prestar satisfações de ordem moral ou política ao mundo.

Hoje sabemos que para venderem a razão da guerra às respectivas opiniões públicas, a administração americana e a inglesa chegaram ao ponto de reescrever e falsificar relatórios dos próprios serviços secretos. Hoje sabemos isso, mas já antes havia razões fortíssimas para levar as pessoas de bom senso a duvidar da propaganda de Washington e Londres. As célebres "provas" que Colin Powell levou "in extremis" ao Conselho de Segurança da ONU foram classificadas por Hans Blix como "falsificação grosseira". Powell ouviu e calou e mesmo assim os Estados Unidos e a Inglaterra continuaram a impor a guerra para "desarmar o Iraque". Blix e a ONU deram a esta ânsia militar a única resposta que era séria e que não admitia contestação, desde que se aceite o princípio de que a guerra é sempre uma má solução, excepto quando não resta outra: a de que era possível que o Iraque dispusesse de armas de destruição maciça, mas que até então nada fora encontrado pelos inspectores e que uma resposta definitiva exigia mais umas semanas de inspecções. E se antes alguns desconfiavam, hoje todos sabemos que a razão pela qual a coligação militar anglo-saxónica não aceitou esse prorrogamento das inspecções era porque sabia que nada seria encontrado e que, com isso, desapareceria o pretexto para a invasão.

Vale a pena recordar a exaltada convicção com que, também entre nós, tantos defenderam a inabalável verdade da existência de armas de destruição maciça no Iraque. Recorde-se Durão Barroso nas Lajes ou no Parlamento. Recordem-se os entusiásticos editoriais pró-guerra "de desarmamento" do PÚBLICO, do "Diário de Notícias", do "Expresso". Recordem-se, por todos, estas proféticas palavras de José Pacheco Pereira, aqui escritas, já com a guerra em curso: "Nunca disse nem direi que o objectivo da intervenção militar no Iraque é estabelecer uma democracia no país, mas tão-somente garantir uma política de paz e de segurança mundial. Tal é incompatível com a coabitação com regimes como o iraquiano, que, de há 20 anos a esta parte, não faz outra coisa senão armar-se com armas cada vez mais poderosas, e com um novo tipo de terrorismo apocalíptico que faz tudo para as adquirir e as usar."

E agora, como perguntava Jean Daniel? E agora, que sabemos que eles nos mentiram? Agora, pode-se dizer, como José Manuel Fernandes, que se o Iraque não tinha armas de destruição maciça, poderia vir a tê-las. Ou dizer, como o José António Saraiva, que só depois de invadir o Iraque é que se podia ter a certeza se havia ou não armas. Parece-vos aceitável a explicação? Imaginem que eu moro no mesmo condomínio que o José Manuel Fernandes e o José António Saraiva e que os acuso de utilizarem os seus apartamentos para venderem droga, coisa que eles negam veementemente. Mas eu tanto insisto, que a Assembleia de Condóminos resolve nomear uma comissão para vasculhar as suas casas. Passam-se os dias e as semanas e a comissão nada encontra, mas eu respondo que estão a ser enganados ou coniventes e que os condóminos se estão a demitir das suas obrigações. E, como não aceito pactuar com isto, invado-lhes as casas, "manu militari". Viro-lhes os apartamentos de pernas para o ar, vasculho em todo o lado, indiferente aos estragos e aos danos causados. E, no final, nada. Que digo eu, agora? Que se não tinham droga, poderiam vir a tê-la e que, em qualquer caso, só poderíamos saber a verdade depois de eu próprio lá ter ido ver. Foi isto que se passou no Iraque, com a diferença de que aí a rusga custou uns milhares de vidas de civis e que, para todos os efeitos práticos e não se sabe até quando, o Iraque passou a ser uma possessão dos Estados Unidos. Se é assim que se escreve agora o direito da guerra, eu gostaria de saber se no futuro haverá lugar a declarar mais alguma guerra como ilegítima ou se o próprio conceito caducou.

Recapitulando. O Iraque tinha armas de destruição maciça? Não provado. O Iraque era uma ameaça militar para os vizinhos? Falso. O Iraque estava ligado à Al-Qaeda e ao terrorismo internacional? Nenhum indício, antes ou depois da guerra. O Exército iraquiano estava a fuzilar civis em Bassorá para evitar que eles fugissem em lugar de lutar? Mentira. O Iraque estava a matar prisioneiros a sangue-frio, como jurou o "homem de convicções" que é Tony Blair? Grosseira mentira - até o célebre resgate da soldado Jessica Lynch das mãos dos seus esbirros não passou de uma ridícula encenação. O que resta, então, de verdade? Que Saddam Hussein era um ditador sanguinário e que passou à história (espera-se). Muito bem, eis uma verdade e uma consequência positivas. E quem é o senhor que se segue?

Da próxima vez não inventem um milhão de albaneses desaparecidos no Kosovo para justificar a guerra aérea contra a Sérvia ou as terríveis armas de destruição maciça "prontas a serem activadas em 45 minutos" para justificar a invasão e tomada do Iraque. Digam-nos apenas as verdadeiras razões - se é para ajudar a indústria de armamento americana ou a indústria petrolífera, se é para garantir contratos de reconstrução dos países destruídos ou se é para redesenhar o mapa político da região - e nós decidimos. Era assim que dantes funcionavam as democracias. Mesmo as grandes, sobretudo as grandes

Mohandas
08-06-2003, 20:12
Wolfowitz e a Imprensa
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
Sexta-feira, 06 de Junho de 2003

Afinal é tudo muito simples. A existência de armas de destruição maciça no Iraque no Iraque foi apenas um pretexto para a guerra, já que o motivo principal para a intervenção foi o país "nadar em petróleo". Paul Wolfowitz, sub-secretário da Estado da Defesa dos Estados Unidos, disse-o, ou confessou-o, pelo que todas as dúvidas estão dissipadas. Foi tudo uma maquinação e uma grande mentira, não é verdade?

Não, não é verdade. E não é verdade pela mais simples das razões: é que Paul Wolfowitz não disse o que se diz e escreve que ele disse. Vale a pena ver como se construiu o mito das "confissões" do "número dois" do Pentágono - ou como este foi vítima do fenómeno de desconstextualização das suas afirmações, um fenómeno jornalístico de que ontem mesmo se queixava no PÚBLICO, falando da sua experiência própria, Eduardo Prado Coelho.

O primeiro caso surgiu com uma entrevista à revista nova-iorquina de celebridades "Vanity Fair" realizada pelo escritor Sam Tanenhaus. Segundo a agência France Press, aquele responsável teria admitido que a existência de armas de destruição maciça era apenas "um pretexto" para desencadear a guerra contra o Iraque.

Uma tal asserção causou-me natural perplexidade, pelo que tentei encontrar rapidamente a "Vanity Fair" para conhecer as palavras exactas de Wolfowitz, tarefa impossível pois a revista não está ainda à venda: o que se conhece da entrevista é apenas o avanço editorial fornecido pela própria "Vanity Fair". Uma busca mais detalhada permitiu-me contudo encontrar a transcrição integral da conversa entre o sub-secretário de Estado e Sam Tanenhaus, disponível, como todas as intervenções públicas de Wolfowitz, no site do Pentágono, endereço www.defenselink.mil. E o que é que este tinha dito? Veio no PÚBLICO de quarta-feira:

"A verdade é que por razões que têm muito a ver com a burocracia dos Estados Unidos acordámos numa questão em que toda a gente pudesse concordar, que foi a das armas de destruição maciça como razão central, mas houve sempre três preocupações fundamentais. Uma eram as armas de destruição maciça, outra o apoio do terrorismo, a terceira o tratamento criminoso do povo iraquiano".

Entre isto e a asserção do "pretexto" a diferença é, como se vê, grande. Mas mesmo assim menor do que a existente entre a intervenção de Wolfowitz em Singapura (datada de 31 de Maio) e as notícias ontem difundidas nalguns jornais, incluindo o PÚBLICO, de que este defendera que a guerra tinha tido como motivo principal o petróleo. Lida, de novo, a transcrição integral (ver página 16), verifica-se que afinal o que o sub-secretário da Defesa discutia eram as diferentes formas de lidar com o Iraque e a Coreia do Norte, salientando que num caso se podiam realizar pressões económicas e noutro estas eram impossíveis porque o país nadava "num mar de petróleo".

Podemos discordar, e até criticar, Wolfowitz, por ter falado em "razões burocráticas", ou considerar infeliz que pronunciasse a palavra-tabu - petróleo -, mas convém não distorcer o que disse.

Neste caso, foi possível ir à fonte e ter acesso às transcrições integrais das palavras do responsável americano. E foi possível porque tudo o que os governantes americanos dizem em encontros públicos é gravado, transcito e disponibilizado na net. Já em Portugal, quando a imprensa comete os mesmos atropelos e distorções, aos responsáveis políticos envolvidos apenas resta esbracejar.

Patacôncio
08-06-2003, 21:21
Andas atrás do prejuízo ??? ehhehehehh

O Iraque dentro de uns anos viverá em Democracia e Liberdade.

Os tipos deixaram de morre como tordos ...

E só isso ... justifica a guerra !

- Ó Tempo, volta para trás. Tira daqui o jarro de água, que o vinho é o que falta faz !!!

:p :p :p :p :p

Ventor
08-06-2003, 21:43
Por mim, Patacôncio, isso foi suficiente!

Era essa a minha bandeira e, infelizmente já foi provada! Aliás todos sabiam, mas enquanto eram os outros a passar por tordos, para satisfazer pandilhas, que se lixasse!

Acabou a caça aos "tordos"!
Viva o Iraque fora dos Saddams!

Há gajos que só reagem quando lhe metem o alfinete no rabo! Porque razão vai a França a correr agora para o Congo e quer arrastar os outros com eles?

Alguém me explica?

Lá não há armas nucleares!
Lá não há petróleo!
Lá não há ... que é que não há?

Ah! Há o altruismo dos franceses! Desculpem!

Patacôncio
08-06-2003, 21:54
Olha que não sei !!!

Mas há muito diamante e outras "iguarias". Isso já está provado ...

Os francius sabem muito. Porque nãs pediram uma Resolução específica ???

Onde estão os "pacifistas" ??? hahahahahahh

PS Mas eu quero que pacifiquem aquilo. Mesmo que depois os francius explorem as riquezas dos gajos. Pelo menos alguma coisa de bom irá trazer àquela região problemática.

Mohandas
08-06-2003, 22:44
... como os argumentos mudaram...

(suspiro) :(

Quantas mais guerras preventivas irão existir à conta de mentiras e de interesses obscuros, mas justificáveis pois servem para levar a "liberdade" e a "democracia"?

O meu sicero lamento por quem ainda pensa assim... :rolleyes:

Mohandas
09-06-2003, 18:46
Upa