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View Full Version : Veiga passou ao ataque


Bonson
21-11-2006, 13:53
José Veiga acabou de dar, numa entrevista à RTP1, um prazo ao Sporting para "na praça pública ou na PJ esclarecer tudo sobre o "negócio João Pinto". "Já prestaram declarações mas mentiram na PJ, não disseram toda a verdade", disse.

O ex-director geral do Benfica garantiu que se o Sporting não disser "a verdade" sobre este caso, terá de ser ele a fazê-lo.

"Se não o fizerem terei de ser obrigado a dizer certas e deteminadas coisas que se passaram. Para mim não foi nem um centavo (...) Quero que venham dizer para onde é que foi o dinheiro e porquê. Não disseram tudo na PJ. Não revelaram por que é que pagaram esse dinheiro", referiu.

Veiga assegurou que não recebeu qualquer valor nem do Sporting nem de João Pinto, revelando também que o actual jogador do Sp.Braga, quando foi chamado a prestar declarações, disse que Veiga participou na sua mudança para Alvalade na qualidade de amigo e não de empresário.

"Assumo as minhas responsabilidades e quando cometo erros pago por eles. Mas não assumir culpas por outras pessoas", continuou.

Questionado sobre a possibilidade de o dinheiro ter ficado para João Vieira Pinto respondeu: "Para mim não foi. De todas as outras possibilidades posso admitir tudo".

Data: Terca-feira, 21 Novembro de 2006 - 13:06

jleandro
22-11-2006, 08:02
tranferência a "custo zero"?

que grandes tretas nos têem contado.


João Pinto: Sporting ainda tem 850 mil euros que ninguém reclamou
22.11.2006 - 08h35 António Arnaldo Mesquita, Paulo Curado, Tânia Laranjo



O Sporting entregou à Polícia Judiciária todos os documentos que demonstram que José Veiga foi o destinatário da verba adicional paga pelo clube no quadro da transferência de João Vieira Pinto. O Sporting forneceu também às autoridades a documentação existente nas contas da SAD que justifica aquele pagamento como sendo uma "comissão de transferência" ao jogador, além de outros documentos atestando que já haviam feito pagamentos a Veiga para a empresa a que este estava ligado, localizada numa zona franca do Reino Unido.

Também Jorge Baidek, o ex-funcionário da Superfute que acompanhou o negócio de João Pinto, disse ao PÚBLICO que o empresário do jogador era efectivamente José Veiga. "O Veiga era o intermediário. Foi ele que tratou de tudo. Mas o João Pinto acompanhou todos os passos decisivos da negociação", assegurou.

Os dirigentes do clube, por seu turno, sustentam que essa verba (cerca de 3,3 milhões de euros) foi uma exigência de José Veiga e que pensavam ser o reclamado pelo jogador pela cedência dos direitos de imagem ao clube de Alvalade. Acrescido, naturalmente, dos seis milhões e meio de euros que constavam no contrato de quatro épocas que João Pinto assinara com o Sporting.

Foi com base nessa informação e depois de ter recolhido o depoimento de João Pinto - o jogador alegou desconhecer a existência da verba e garantiu nunca a ter exigido ao Sporting - que a Polícia Judiciária admitiu a existência do crime de burla. A lesada seria então a SAD de Alvalade que teria sido induzida em erro pelo ex-empresário, pagando mais do que o jogador exigia.

Entretanto, continua na posse do Sporting a última prestação da verba acordada para a contratação do jogador (referente aos direitos de imagem), que nunca foi solicitada para pagamento nem por José Veiga nem pelo jogador. São cerca de 850 mil euros que deveriam ter sido pagos já em 2004, mas que nunca foram reivindicados pelo ex-dirigente do Benfica ao contrário das prestações anteriores. Segundo o PÚBLICO apurou, os responsáveis do Sporting só emitiriam a ordem de pagamento mediante a entrega de um recibo e este não chegou a dar entrada em Alvalade, por razões desconhecidas.

Como recebeu apenas dois recibos de José Veiga, a última prestação nunca foi debitada nas contas da SAD. O primeiro dos quatro pagamentos, em dólares americanos, terá sido feito por cheque, levantado nas instalações da SAD.

Veiga desafia Alvalade

José Veiga voltou ontem às televisões, desta feita ao Jornal da Tarde da RTP, e endureceu as ameaças ao Sporting. Disse que daria apenas uns dias ao clube para explicar o que se passara, caso contrário teria de contar tudo o que sabia. "Digam a verdade. Se não o fizerem terei de ser obrigado a dizer certas e determinadas coisas", avisou.

José Veiga reiterou ainda que os dirigentes leoninos sabiam quem levantara o dinheiro e que estavam propositadamente a "mentir". "Mentiram nas declarações que prestaram à PJ", garantiu, recusando-se a adiantar quais os factos que conhecia e que deliberadamente omitira nas suas aparições públicas.

Entretanto, este caso está longe de estar cabalmente esclarecido. Falta perceber exactamente o papel de João Vieira Pinto em todo o negócio. Afinal, os pagamentos haviam sido dilatados no tempo, sendo feitos enquanto o jogador representava o clube leonino. O que deixa dúvidas quanto à possibilidade daquele nunca se ter apercebido da existência das verbas alegadamente cobradas por Veiga.

Falta também esclarecer exactamente o papel do sócio maioritário da Superfute no negócio. José Veiga assegura que não actuou na qualidade de empresário, enquanto a SAD do Sporting afirma o contrário. Jorge Baidek foi na altura o funcionário da Superfute que interveio nas negociações, mas conforme o próprio confirma agiu em nome de Veiga.

O PÚBLICO tentou ontem contactar José Veiga e também o advogado do Sporting, Rui Patrício. Enquanto o primeiro se manteve incontactável, o segundo recusou-se prestar qualquer esclarecimento.

Óscar
22-11-2006, 10:28
tranferência a "custo zero"?

que grandes tretas nos têem contado

Não, não foi treta... a quantia em questão destinava-se a pagar a cedência dos direitos de imagem de João Pinto ao Sporting... não tem nada a ver com indemnizações ao Benfica ou a quem quer que seja. A transferência do jogador para Alvalade foi, efectivamente, a 'custo zero'...;)

Sairia ainda mais barato se o Veiga não se armasse am 'guloso'...:rolleyes:

jleandro
24-11-2006, 11:39
esta história está cada vez mais esquisita.

então o João Pinto recebeu um valor facturado pela Goodstone:confused: :eek:

ohohohohohohoh


Sporting pagou 900 mil directamente a João Pinto
A dissolução da Goodstone, em 2005, motivou decisão. Sporting pagou a última parcela dos 4,19 milhões de euros
A.B.

O Sporting pagou a João Pinto a verba remanescente do contrato que estava estabelecido com a Goodstone Consulting Limited, ao contrário do que chegou a ser noticiado. Em causa está uma verba próxima dos 900 mil euros que somam aos 3,3 milhões depositados em contas daquela empresa. O fecho da empresa inglesa esteve na origem dessa decisão. “Em 2005, como a Goodstone foi dissolvida – temos o documento em que se pode comprovar isso –, o João Vieira Pinto informou não ter recebido a totalidade dos créditos da cedência dos direitos de imagem à Goodstone. Assim, a Sporting, SAD decidiu pagar o que lhe devia como remanescente.”

O presidente do Sporting confirmou ontem que, na totalidade, as verbas envolvidas negócio foram 4,19 milhões de euros relativos aos direitos de imagem do atleta. “O único contrato celebrado com o jogador João Pinto, foi um contrato de trabalho, que foi integralmente cumprido, e que foi assinado pelo presidente, à data, da Sporting, SAD, dr. Luís Duque, e pelo dr. Miguel Ribeiro Telles. Em paralelo, ouve um acordo para pagar os direitos de imagem, esse acordo envolvia um montante de 4,19 milhões de euros, e foi feito com a Goodstone. Esta é uma sociedade de direito inglesa, registada em Inglaterra. Portanto, não estamos a falar de nenhuma empresa "offshore". Esta operação obedeceu a um parecer favorável da BDO, os consultores fiscais da Sporting, SAD, e não incorreu em qualquer trâmite, de espécie alguma, ilegal.”

Quanto às formas de pagamento utilizadas pelo Sporting, Soares Franco focou três tranches. “O primeiro data de 11 Agosto de 2000, num valor de 400 mil contos (dois milhões de euros), num cheque sacado sob o Banco Internacional de Crédito (BIC), assinado pelo doutor João Carlos Ferreira Lima, e pelo doutor Luís Duque, e que foi depositado numa conta da Goodstone, no Luxemburgo, no Banco Internacional do Luxemburgo, que hoje mudou de nome e se passou a chamar Dexia. Houve mais dois pagamentos: um a 18 de Abril de 2001, e outro a 22 de Fevereiro de 2002. Ambos foram feitos através de transferência bancária, para o Barclays Bank de Londres, numa conta da Goodstone. Não há mais qualquer tipo de pagamentos efectuados a essa empresa.”

Óscar
25-11-2006, 16:39
Tudo 'boa gente'...:rolleyes:

Entrada na Luz triplicou rendimentos de Veiga

Rudolfo Rebêlo

Não brilhou nos relvados enquanto jogador, mas é acusado de driblar o fisco com o recurso a tácticas elaboradas. Em 2000, quando declarou ao fisco 49,1 mil euros em rendimentos de IRS, José Veiga, o agora ex-director do Benfica, "agenciou" negócios de milhões de euros.

A listagem das transferências de 2000, na qual pontificou Luís Figo, do Barcelona para o Real Madrid, valeu o seu peso em ouro. Paulo Bento, Bruno Caires e Hugo são outros exemplos. Só a transacção da então estrela do futebol europeu , Figo "valeu" ao então "empresário FIFA" um volume de negócios de 37,5 milhões de euros. Claro, falta referir João Pinto, do Benfica para o Sporting, negócio que na data foi propagandeado como sendo a "custo zero".

Nos anos seguintes mais super-estrelas do futebol mudaram de emblemas: em 2001, Jardel saltou do Galatasaray para o Sporting por uns "declarados" cinco milhões de euros. De rendimentos brutos desse ano, o conhecido "Mr. Veiga" no mundo dos negócios, ao preencher a declaração de IRS, terá colocado uma cifra de 56,1 mil. Um salário bruto mensal de quatro mil euros, um pecúlio ao alcance da classe média.

No ano seguinte, em 2002, Veiga terá declarado remunerações de categoria A do IRS de 55,5 mil euros anuais. Em 2003, os seus rendimentos - para consumo do fisco - terão andado na casa dos 55,7 mil euros.

Para estes ganhos típicos de "classe média", 2004 foi um ano memorável. Em Abril, entra no Benfica e os seus rendimentos disparam para os 165 mil euros. Na época seguinte, já auferia em salários (do Benfica) cerca de 221 mil euros anuais.

Perito no "planeamento fiscal agressivo"? Aparentemente, Veiga é tão bom nos negócios de "agenciamento" de jogadores como em "limpar" os dividendos da tributação. Os " veículos fiscais" - como os famosos off-shores - pareciam justificar a "fuga" da matéria colectável.

A verdade é que a "ficha" de "Mr. Veiga", bem como das suas empresas - com a Superfute à cabeça -, no fisco não é pacífica e os conflitos perduram há mais de uma década. Frente a rendimentos próprios de classe média, mas com volume de negócios multimilionários, o fisco reclama impostos de milhões de euros.

Em 2000, só em IVA e em seu nome pessoal, Veiga tem pendente uma liquidação no valor um pouco superior a um milhão de euros, que já deverá ascender a 1,4 milhões de euros, com os juros acumulados. A Superfute - entretanto extinta - colecciona dívidas em IVA e IRC (imposto sobre lucros) desde 1996.

Um terço do ordenado mensal gozado enquanto director do Benfica (uma parcela de seis mil euros) é retido na fonte, como resultado de uma execução fiscal. Outros bens foram "executados": bens da Superfute, acções do Sporting, Estoril Praia, camarote no Estádio da Luz.

http://dn.sapo.pt/2006/11/25/desporto/entrada_luz_triplicou_rendimentos_ve.html

Bonson
29-11-2006, 15:39
Os 4,2 milhões de euros que constam da factura da Goodstone Consulting Limited que o Sporting diz ter recebido de José Veiga para pagar os direitos desportivos de João Pinto não passaram pela contabilidade da empresa inglesa. Esta é a opinião de dois especialistas portugueses na área da gestão de empresas, que trabalham em Inglaterra.






Rui Vinhas da Silva, professor da Manchester Business School, doutorado em economia e gestão, analisou os relatórios e contas da Goodstone dos anos 2001 e 2002 e concluiu que, ao “haver uma factura, os 4,2 milhões de euros tinham de estar reflectidos nos balanços” da empresa.

“Os documentos Demonstração de Resultados e Balanço tinham de mencionar que esse dinheiro entrou na Goodstone, o que não sucede. Pode ter acontecido que o senhor José Veiga, ou outra pessoa qualquer, tenha levantado o dinheiro que o Sporting diz ter depositado, sem o ter declarado à empresa”, acrescentou.

Opinião idêntica à de Rui Vinhas da Silva tem um solicitador português residente também em Inglaterra e que pediu o anonimato: “Os 4,2 milhões de euros deveriam ter entrado na contabilidade da Goodstone, pois foi esta a empresa emissora da factura. Esse crédito poderia ter sido cedido, mais tarde ou em acto simultâneo sucessivo, mas a documentação disponibilizada pela Goodstone demonstra que isso não aconteceu.”

A mesma fonte adiantou, ainda, que, de acordo com a documentação que a Goodstone “está obrigada a publicar todos os anos”, é possível verificar quem são os donos da empresa que passou a factura ao Sporting. “A Goodstone, dissolvida no dia 6 de Julho de 2004, teve dois accionistas com uma acção cada um, no valor de uma libra cada. Uma pertence à Mouttrie Investements Limited e outra à Oldwick Holdings Limited”.

O solicitador que, assegurou, é especialista na formação de empresas semelhantes à Goodstone, frisou, a concluir, que tanto a Mouttrie como a Oldwick são empresas ‘off-shore’, registadas nas ilhas virgens britânicas: “Normalmente são usadas porque ninguém consegue descobrir quem são os accionistas”.

RAMIFICAÇÕES NO LUXEMBURGO

José Veiga viveu 23 anos no Luxemburgo, país onde está sediada uma das empresas relacionadas com a Goodstone.

“As empresas inglesas são geridas por um ‘director’ e um ‘secretary’, cargos que podem ser exercidos por empresas”, disse ao CM o solicitador português que vive em Inglaterra (ver peça ao lado), acrescentando: “O ‘director’ da Goodstone é a empresa Caravel, que pertence a um único accionista – a Equity Trust Guernsey Limited –, a qual possui uma única acção, no valor de uma libra. Apesar de normalmente não se ter acesso aos accionistas de uma ‘off-shore’, o Balanço da Caravel deixa perceber que pertence à Equity Trust Holdings SARL, uma firma luxemburguesa”.
Octávio Lopes

jleandro
21-12-2006, 08:43
a história estava a ser mal contada.

afinal o Sporting vem agora reconhecer que fez 2 contractos com o João Pinto e pelos vistos foi ele que embolsou a massa

pois, divórcios dão nisto e nem se importam de envolver terceiros.


Volte-face poderá ilibar José Veiga
Sporting assinou dois contratos com João Pinto
20.12.2006 - 08h13 Tânia Laranjo (PÚBLICO)


João Pinto, o jogador que actualmente defende as cores do Sporting de Braga e que entre 2000 e 2004 vestiu a camisola do Sporting, assinou dois contratos com o clube de Alvalade.

O primeiro era devido ao pagamento das quatro épocas e o segundo, um aditamento, pretendia justificar o recebimento de quatro milhões de euros a título de prémio de assinatura.

O Sporting já entregou cópia do mesmo às autoridades judiciárias e também João Pinto se prepara para o fazer. Tal poderá representar um volte-face do processo que poderá ilibar José Veiga, ex-director-geral do Benfica. Estes novos documentos demonstram então que João Pinto sempre soube da existência dos quatro milhões.

O dito contrato data então de 2 de Julho de 2000. Naquele está justificada a saída da verba adicional, a título de "prémio de assinatura", uma justificação diferente da que consta da factura passada pelo Sporting. O clube de Alvalade fez constar na mesma que se tratava do pagamento de direitos desportivos, feitos por intermédio de José Veiga, o que agora João Pinto se prepara para desmentir, quando for ouvido pelas autoridades.

Segundo o PÚBLICO apurou, a versão do ex-jogador verde e branco é substancialmente diferente da defendida por Filipe Soares Franco, na conferência de imprensa dada após a investigação policial ter sido conhecida. João Pinto assume então ter recebido o dinheiro, mas argumenta que foi o Sporting a propor-lhe o pagamento em forma de direitos desportivos. Mesmo assim, e para que nunca perdesse o direito a aceder a tal verba, o jogador terá assinado o dito aditamento ao contrato, onde ficava claro que não havia qualquer quantia a pagar pela transferência, já que se tratava de um jogador livre.

João Pinto deverá ainda defender que a utilização da Goodstone foi apenas feita para que o clube de Alvalade não pagasse os devidos impostos no negócio. Tratava-se então de uma sociedade de direito inglês onde José Veiga possuía procurações e que já havia sido utilizada por outros clubes para serem feitos pagamentos de verbas adicionais aos contratos.

Sporting tem versão diferente

O Sporting tem uma versão diferente. Fontes oficiais contactadas pelo PÚBLICO confirmam que o aditamento ao contrato foi efectivamente feito, mas que aquele foi revogado por João Pinto. Que pediu que o pagamento se fizesse pela Goodstone, já que teria cedido os seus direitos de imagem àquela sociedade. Diz então o clube de Alvalade que nesse momento o aditamento ao contrato deixou de vigorar, embora todas as partes tivessem ficado com cópias autenticadas.

O PÚBLICO sabe ainda que no passado dia 5 de Dezembro, o Sporting fez chegar às autoridades uma das muitas cópias. E num requerimento já enviado na qualidade de assistente, a SAD do Sporting apresentou tal versão (que o aditamento foi revogado), voltando a assegurar que João Pinto sempre soube da existência do dinheiro.

Para baralhar ainda mais este caso, há a posição actual de João Pinto. O jogador, que o ano passado negou à PJ ter recebido os quatro milhões, quer agora ser ouvido pelas autoridades. Castanheira Neves, o seu advogado, já o requereu formalmente, tendo pedido para que o seu cliente fosse inquirido por magistrados. Não se percebe, porém, em que qualidade o fez, já que João Pinto não é arguido no processo e não pode constituir advogado.

jleandro
03-01-2007, 19:46
segundo a TVI, o João Pinto reconheceu hoje, na Policia Judiciária, ter recebido parte (que parte?) das verdas em questão.
segundo a mesma notícia, o ex-dirigente Luis Duque e o actual Presidente Soares Franco vão ser novamente chamados para prestarem declarações.

confusos? não, isto é o nacional futebol no seu melhor, e um óptimo caso de estudo para quem vê diabos dum lado e anjinhos do outro:D

ps: para fazer uma aldrabice resultar, não chega um malandro
são sempre precisos pelo menos 2, ou 3:D

Bonson
03-01-2007, 20:06
Hehe

Eles bem queriam passar despercebidos.Até o Paulo Bento já tinha apito dourado na boca:)

Bonson
03-01-2007, 22:08
João Pinto assumiu, em Coimbra, quando ouvido por elementos da Direcção Central de Combate ao Crime Económico da PJ, que mentiu quando foi pela primeira vez ouvido no âmbito do processo da sua transferência para o Sporting, em 2002. O jogador do Sp. Braga assumiu agora que recebeu do Sporting os 4 milhões de euros que negociou como prémio de assinatura.

Durante o interrogatório, que durou 3 horas, João Pinto entregou aos investigadores cópias do aditamento ao contrato que celebrou com o Sporting e que previa o referido prémio de assinatura. A PJ ficou também na posse de alguns dos cheques pré-datados referentes à última tranche desse prémio (800 mil euros), assinados por Ribeiro Teles. João Pinto tem vindo a descontar esses cheques.

Como assumiu que mentiu quando disse em 1.º interrogatório que não sabia do paradeiro dos 4 milhões de euros, João Pinto foi constituído arguido por falsas declarações. JVP disse também que a Goodstone nunca foi dele nem de José Veiga.

Em causa está agora um crime fiscal, com base nos 4 milhões de euros do prémio em questão. Continua a novela entre Sporting, JVP e Veiga...

Data: Quarta-feira, 3 Janeiro de 2007 - 20:45
Record