jleandro
25-09-2006, 21:57
transcrevo aqui um artigo do Record por estar em acordo total com o que lá está escrito.
por estas coisas se vai percebendo quem é, ou não é treinador de futebol.
e o Fernando Santos, infelizmente para nós Benfiquistas, não é.
Opções são... opções, razão pela qual todos os treinadores, de futebol ou qualquer outra modalidade, têm o direito (bem como o dever) de escolher os atletas que consideram em melhores condições para defender os interesses do colectivo em determinada partida. Essa é uma das suas missões. Mas, convenhamos, por vezes deparamos com decisões estranhas, dúbias, questionáveis e/ou imperceptíveis. Umas mais que outras, claro está...
Não sei ao certo em que categoria se encaixa a ausência de Kikin Fonseca na lista de convocados do Benfica para o embate com o Manchester United, mas parece-me que algo não bate certo. Que o mexicano não seja titular... entendo e até concordo, pois o avançado, contrariamente ao que se esperava, ainda não mostrou nada de especial desde que chegou à Luz. Mas, daí a ficar de fora de uma lista que engloba 20 nomes creio que vai distância enorme.
Fernando Santos, na avalição que fez do adversário e das "armas" à sua disposição, considerou que o mexicano não cabia na lista para um jogo de importância capital. Já tentei compreender a opção mas, sinceramente, não percebo o que terá levado o técnico a decidir assim. Sem qualquer problema físico conhecido do dianteiro, tal decisão revela que, pelos vistos, o estado de graça do mexicano acabou muito depressa.
O treinador pode não estar satisfeito com o rendimento do futebolista (se estivesse... não o deixava de fora), mas convém ter presente que, até à data, poucas oportunidades lhe deu. Nos embates "a sério", Kikin só foi titular com o Nacional. É verdade que não "encheu o olho", mas o rapaz veio de uma realidade diferente, de outro continente, de um país onde é ídolo e aterrou, de repente, num campeonato onde só não é um ilustre desconhecido porque, quis o destino, marcou um golo a Ricardo durante o Mundial da Alemanha.
Aceitando que do ponto de vista da eficiência Kikin ainda não justificou a aposta do clube, custa-me acreditar que a "terapia" ministrada por Fernando Santos o ajude a animar. Bem pelo contrário. Vendo-se colocado à parte (reparem que passou de titular substituído com o Nacional a suplente não utilizado em Paços de Ferreira e, agora, a não convocado num lote 20 atletas), Fonseca deverá sentir ainda mais dificuldades em mostrar a sua arte, a mesma que foi suficiente para levar os responsáveis encarnados a "sprintar" pela sua contratação.
A época passada, mais que uma vez, Koeman deixou de fora Mantorras. A "nação encarnada" nem queria acreditar. Mas, tendo em conta a forma como o holandês armava a equipa, era evidente que não necessitava de muitos elementos de características ofensivas no banco. Mas, agora, com o Manchester, espera-se que Santos lance um trio de ataque formado por Simão, Miccoli e Nuno Gomes. Nesse sentido, abdicar de Kikin, logo à partida, quando o hispânico pode actuar no meio ou nas faixas, é difícil de entender.
Mas, sem querer fazer nenhum exercício de pura especulação, deixem-me acrescentar o seguinte: em Paços de Ferreira, com chuva e terreno escorregadio, o técnico também optou por colocar em campo o esforçado (mas limitado fisicamente) Mantorras em detrimento de Kikin. E a equipa até estava em vantagem. Afinal, aquilo que pareceu estranho no momento, foi só o prelúdio da decisão agora conhecida.
Data: Segunda-feira, 25 Setembro de 2006 - 19:31
por estas coisas se vai percebendo quem é, ou não é treinador de futebol.
e o Fernando Santos, infelizmente para nós Benfiquistas, não é.
Opções são... opções, razão pela qual todos os treinadores, de futebol ou qualquer outra modalidade, têm o direito (bem como o dever) de escolher os atletas que consideram em melhores condições para defender os interesses do colectivo em determinada partida. Essa é uma das suas missões. Mas, convenhamos, por vezes deparamos com decisões estranhas, dúbias, questionáveis e/ou imperceptíveis. Umas mais que outras, claro está...
Não sei ao certo em que categoria se encaixa a ausência de Kikin Fonseca na lista de convocados do Benfica para o embate com o Manchester United, mas parece-me que algo não bate certo. Que o mexicano não seja titular... entendo e até concordo, pois o avançado, contrariamente ao que se esperava, ainda não mostrou nada de especial desde que chegou à Luz. Mas, daí a ficar de fora de uma lista que engloba 20 nomes creio que vai distância enorme.
Fernando Santos, na avalição que fez do adversário e das "armas" à sua disposição, considerou que o mexicano não cabia na lista para um jogo de importância capital. Já tentei compreender a opção mas, sinceramente, não percebo o que terá levado o técnico a decidir assim. Sem qualquer problema físico conhecido do dianteiro, tal decisão revela que, pelos vistos, o estado de graça do mexicano acabou muito depressa.
O treinador pode não estar satisfeito com o rendimento do futebolista (se estivesse... não o deixava de fora), mas convém ter presente que, até à data, poucas oportunidades lhe deu. Nos embates "a sério", Kikin só foi titular com o Nacional. É verdade que não "encheu o olho", mas o rapaz veio de uma realidade diferente, de outro continente, de um país onde é ídolo e aterrou, de repente, num campeonato onde só não é um ilustre desconhecido porque, quis o destino, marcou um golo a Ricardo durante o Mundial da Alemanha.
Aceitando que do ponto de vista da eficiência Kikin ainda não justificou a aposta do clube, custa-me acreditar que a "terapia" ministrada por Fernando Santos o ajude a animar. Bem pelo contrário. Vendo-se colocado à parte (reparem que passou de titular substituído com o Nacional a suplente não utilizado em Paços de Ferreira e, agora, a não convocado num lote 20 atletas), Fonseca deverá sentir ainda mais dificuldades em mostrar a sua arte, a mesma que foi suficiente para levar os responsáveis encarnados a "sprintar" pela sua contratação.
A época passada, mais que uma vez, Koeman deixou de fora Mantorras. A "nação encarnada" nem queria acreditar. Mas, tendo em conta a forma como o holandês armava a equipa, era evidente que não necessitava de muitos elementos de características ofensivas no banco. Mas, agora, com o Manchester, espera-se que Santos lance um trio de ataque formado por Simão, Miccoli e Nuno Gomes. Nesse sentido, abdicar de Kikin, logo à partida, quando o hispânico pode actuar no meio ou nas faixas, é difícil de entender.
Mas, sem querer fazer nenhum exercício de pura especulação, deixem-me acrescentar o seguinte: em Paços de Ferreira, com chuva e terreno escorregadio, o técnico também optou por colocar em campo o esforçado (mas limitado fisicamente) Mantorras em detrimento de Kikin. E a equipa até estava em vantagem. Afinal, aquilo que pareceu estranho no momento, foi só o prelúdio da decisão agora conhecida.
Data: Segunda-feira, 25 Setembro de 2006 - 19:31