Cali
23-09-2006, 21:17
Aproveitando o facto de ter que levar a minha mulher e filha a Aveiro, para apanharem o comboio para Lisboa, aproveitei para, pela primeira vez espiolhar os cantos a Aveiro.
Comecei pelo almoço: tendo chegado lá já perto do meio-dia, parámos na estação para comprar os bilhetes, e depois, sem referencias para almoçar, resolvi adoptar a estrategia ideal para almoçar dentro de uma localidade que não se conhece: pergunta-se aos taxistas onde se almoça bem. Bem dito, bem feito, e a recomendação caiu por unanimidade num tal de 'Mercado do peixe', que ficava mesmo por cima do dito mercado. Assim sendo, lá fomos.
Caro Leandro, se não tinhas referencias em Aveiro, posso desde já recomendar-te este, e sem reservas:
- sala agradavel, arejada, luminosa, á qual se acede por um elevador panoramico, parcialmente com vista para um dos braços da ria que termina mesmo ali ao lado do mercado
- serviço cuidado e atencioso q.b. (nada de empregados melgas que passam o tempo a olhar para nós e a ouvir as conversas todas)
- qualidade irrepreensivel na confecção, com alguns toques de requinte, mas sem cair nos exageros da cuisine francaise. Pratos tradicionais, outros originais, casa cheia, e segundo percebi quase sempre reservada.
- Vinhos a preço de custo! Literalmente! É uma das imagens de marca da casa! A carta de vinhos não é extensa, mas inclui alguns vinhos de gama média-alta, da Bairrada, do Douro, do Alentejo e do Minho. Para terem ideia do que estou a dizer, um Esporão (salvo erro de 2003) custava á volta de 8 euros, salvo erro, e a minha garrafita de Alvarinho 'Deu-la-Deu' de Monção ficou-me por 6 ou 7 euros. Havia garrafas de 375 ml de outros vinhos a menos de 2 euros!
- Sobremesas originais e divinais, com a dose certa de quantidade e açucar, um verdadeiro prazer de degustação.
Em resumo: nada a apontar de menos bom, para um preço de 20 euros por cabeça. Para mim, ficará como local obrigatorio de visita sempre que voltar a Aveiro.
Agora, Aveiro :
depois de a familia ter embarcado, resolvi exercer a minha forma favorita de turismo, quando se trata de conhecer uma cidade : andar a pé. Sendo assim, lá fui eu, e durante cerca de 2 horas calcorreiei a zona central de Aveiro de lés-a-lés, desde a parte velha, das castiças e romanticas casinhas forradas a azulejos, até ás areas de aparencia mais recente. Depois disto, e já cansado, meti-me no carro, e completei o tour com mais meia-hora de carro ás voltas por zonas mais limitrofes, para terminar o dia com a ideia consolidada (que já trazia de uma rapida visita anterior, feita há uns anos), de que Aveiro, o seu povo, e os seus autarcas, merecem um prémio pelo que conseguiram fazer da sua cidade. Existem poucos sitios onde eu diria, de caras, que não me importaria de viver, e Aveiro é um desses sitios.
Acredito que nem sempre tenha sido assim, mas neste momento é um prazer passear em Aveiro, e não estou a falar apenas da zona 'in' do Rossio. Falo de practicamente de toda a extensão que percorri de carro e a pé, num raio talvez de 8 a 10 kms quadrados, onde contei pelos dedos os mamarrachos e os edificios decrepitos, e onde me fui impossivel encontrar um unico sinal de vandalismo, de lixo nas ruas, de abandono. Sobressai a luz intensa e imensa de uma cidade com ruas e passeios largos, todas arborizadas, ajardinadas, floridas, sempre emolduradas pelos braços dos canais da ria, que servem de mote a muitas e agradaveis zonas de lazer, parques infantis, equipamentos de desporto, enfim, um verdadeiro espectaculo. Fiquei fã! Mesmo nas urbanizações recentes, percebe-se o cuidado de deixar espaço para as pessoas, para o estacionamento, para a qualidade de vida. Mesmo a zona antiga, das casinhas dos azulejos, respira limpeza, e vida, em vez de sujidade e abandono. Provavelmente o maior mamarracho que lá vi foi o edificio da segurança social, que merecia de facto vir abaixo, pois mancha por completo aquela harmonia.
Parabens Aveirenses! Nem sabem como eu os invejo! :)
Comecei pelo almoço: tendo chegado lá já perto do meio-dia, parámos na estação para comprar os bilhetes, e depois, sem referencias para almoçar, resolvi adoptar a estrategia ideal para almoçar dentro de uma localidade que não se conhece: pergunta-se aos taxistas onde se almoça bem. Bem dito, bem feito, e a recomendação caiu por unanimidade num tal de 'Mercado do peixe', que ficava mesmo por cima do dito mercado. Assim sendo, lá fomos.
Caro Leandro, se não tinhas referencias em Aveiro, posso desde já recomendar-te este, e sem reservas:
- sala agradavel, arejada, luminosa, á qual se acede por um elevador panoramico, parcialmente com vista para um dos braços da ria que termina mesmo ali ao lado do mercado
- serviço cuidado e atencioso q.b. (nada de empregados melgas que passam o tempo a olhar para nós e a ouvir as conversas todas)
- qualidade irrepreensivel na confecção, com alguns toques de requinte, mas sem cair nos exageros da cuisine francaise. Pratos tradicionais, outros originais, casa cheia, e segundo percebi quase sempre reservada.
- Vinhos a preço de custo! Literalmente! É uma das imagens de marca da casa! A carta de vinhos não é extensa, mas inclui alguns vinhos de gama média-alta, da Bairrada, do Douro, do Alentejo e do Minho. Para terem ideia do que estou a dizer, um Esporão (salvo erro de 2003) custava á volta de 8 euros, salvo erro, e a minha garrafita de Alvarinho 'Deu-la-Deu' de Monção ficou-me por 6 ou 7 euros. Havia garrafas de 375 ml de outros vinhos a menos de 2 euros!
- Sobremesas originais e divinais, com a dose certa de quantidade e açucar, um verdadeiro prazer de degustação.
Em resumo: nada a apontar de menos bom, para um preço de 20 euros por cabeça. Para mim, ficará como local obrigatorio de visita sempre que voltar a Aveiro.
Agora, Aveiro :
depois de a familia ter embarcado, resolvi exercer a minha forma favorita de turismo, quando se trata de conhecer uma cidade : andar a pé. Sendo assim, lá fui eu, e durante cerca de 2 horas calcorreiei a zona central de Aveiro de lés-a-lés, desde a parte velha, das castiças e romanticas casinhas forradas a azulejos, até ás areas de aparencia mais recente. Depois disto, e já cansado, meti-me no carro, e completei o tour com mais meia-hora de carro ás voltas por zonas mais limitrofes, para terminar o dia com a ideia consolidada (que já trazia de uma rapida visita anterior, feita há uns anos), de que Aveiro, o seu povo, e os seus autarcas, merecem um prémio pelo que conseguiram fazer da sua cidade. Existem poucos sitios onde eu diria, de caras, que não me importaria de viver, e Aveiro é um desses sitios.
Acredito que nem sempre tenha sido assim, mas neste momento é um prazer passear em Aveiro, e não estou a falar apenas da zona 'in' do Rossio. Falo de practicamente de toda a extensão que percorri de carro e a pé, num raio talvez de 8 a 10 kms quadrados, onde contei pelos dedos os mamarrachos e os edificios decrepitos, e onde me fui impossivel encontrar um unico sinal de vandalismo, de lixo nas ruas, de abandono. Sobressai a luz intensa e imensa de uma cidade com ruas e passeios largos, todas arborizadas, ajardinadas, floridas, sempre emolduradas pelos braços dos canais da ria, que servem de mote a muitas e agradaveis zonas de lazer, parques infantis, equipamentos de desporto, enfim, um verdadeiro espectaculo. Fiquei fã! Mesmo nas urbanizações recentes, percebe-se o cuidado de deixar espaço para as pessoas, para o estacionamento, para a qualidade de vida. Mesmo a zona antiga, das casinhas dos azulejos, respira limpeza, e vida, em vez de sujidade e abandono. Provavelmente o maior mamarracho que lá vi foi o edificio da segurança social, que merecia de facto vir abaixo, pois mancha por completo aquela harmonia.
Parabens Aveirenses! Nem sabem como eu os invejo! :)