jleandro
09-06-2006, 18:56
terão que fazer grandes mudanças no futebol doméstico para que as equipas (Divisão de Honra e restantes) sejam capazes de suportar as grandes despesas que a actual organização provoca.
por exemplo nas deslocações: uma equipa do Algarve que jogue na Liga de Honra tem que fazer de 2 em 2 semanas enormes despesas com viagens: ou viaja no próprio dia do jogo, e os jogadores não poderão estar nas melhores condições, ou viaja na véspera e a despesa mais que duplica, já para não falar das deslocações à Madeira e Açores (a Federação só subsidia a deslocação 16 jogadores).
é de tal ordem que a maioria das equipas das divisões inferiores competem mas sem um verdadeiro interesse na subida de divisão pois sabem o que os espera, numa divisão em que as receitas dos jogos são muito reduzidas ( há futebol a mais nas tv's).
já tem havido estudiosos dio problema que têem avançado com a única solução, ou tentativa de solução, que é regionalizar as competições ditas amadoras e acabar com as grandes deslocações e a grande falta de interesse pelos jogos.
segundo um estudo que vi há semanas, a Divisão de Honra seria dividida em 3 zonas das quais apurariam as melhores 3/4 equipas que fariam depois uma competição para decidir do campeão e de quem subiria de divisão.
nas outras divisões nacionais seria adoptada uma política idêntica de modo a promover a competição entre equipas visinhas ou quase e assim garantir mais assistência aos jogos.
que qiuzerem voltaremos ao assunto. entretanto vão lendo:
Subir? Não, obrigado
O Benavidelense, campeão da 1.ª divisão da AF Portalegre, recusou subir à 3.ª divisão nacional, posição também assumida por Portalegrense, Nisa e Benfica e Alter do Chão, equipas classificadas nos lugares seguintes. O motivo é simples: os cofres destes clubes não possuem fundos financeiros suficientes para suportar a presença numa competição nacional.
A notícia passou, porém, praticamente, despercebida. E a justificação para tal alheamento jornalístico também não é rebuscada e assenta, fundamentalmente, no facto de o acontecimento ter-se generalizado. E é aqui que reside o problema.
A presença no Nacional deixou de ser atractiva, já que não gera receitas. Bem pelo contrário. É, actualmente, sinónimo de prejuízo e, em grande parte dos casos, de elevados prejuízos, pelo que a atitude demonstrada pelos responsáveis destes clubes revela bom senso.
O cariz marcadamente regional destes emblemas não deve ser motivo de vergonha, pois desempenham um papel importante – não só desportivo, como social - na comunidade em que estão inseridos. E é essa influência que tem de ser valorizada e apoiada.
Mas este desinteresse que as competições nacionais provocam actualmente é, também, motivo de preocupação. A reflexão sobre o problema, aliás, já se iniciou. E até existe consenso em torno da necessidade de se alterarem os modelos competitivos, totalmente desajustados à realidade.
Falta encontrar a solução ideal. E é neste debate que os clubes amadores não podem ficar de fora, pois as associações nem sempre assumem o seu papel de simples intermediário e porta-voz das dificuldades dos seus filiados, Infelizmente, é matéria onde impera o autismo.
Autor: AURÉLIO DE MACEDO
Data: Sexta-feira, 9 Junho de 2006 - 19:08
por exemplo nas deslocações: uma equipa do Algarve que jogue na Liga de Honra tem que fazer de 2 em 2 semanas enormes despesas com viagens: ou viaja no próprio dia do jogo, e os jogadores não poderão estar nas melhores condições, ou viaja na véspera e a despesa mais que duplica, já para não falar das deslocações à Madeira e Açores (a Federação só subsidia a deslocação 16 jogadores).
é de tal ordem que a maioria das equipas das divisões inferiores competem mas sem um verdadeiro interesse na subida de divisão pois sabem o que os espera, numa divisão em que as receitas dos jogos são muito reduzidas ( há futebol a mais nas tv's).
já tem havido estudiosos dio problema que têem avançado com a única solução, ou tentativa de solução, que é regionalizar as competições ditas amadoras e acabar com as grandes deslocações e a grande falta de interesse pelos jogos.
segundo um estudo que vi há semanas, a Divisão de Honra seria dividida em 3 zonas das quais apurariam as melhores 3/4 equipas que fariam depois uma competição para decidir do campeão e de quem subiria de divisão.
nas outras divisões nacionais seria adoptada uma política idêntica de modo a promover a competição entre equipas visinhas ou quase e assim garantir mais assistência aos jogos.
que qiuzerem voltaremos ao assunto. entretanto vão lendo:
Subir? Não, obrigado
O Benavidelense, campeão da 1.ª divisão da AF Portalegre, recusou subir à 3.ª divisão nacional, posição também assumida por Portalegrense, Nisa e Benfica e Alter do Chão, equipas classificadas nos lugares seguintes. O motivo é simples: os cofres destes clubes não possuem fundos financeiros suficientes para suportar a presença numa competição nacional.
A notícia passou, porém, praticamente, despercebida. E a justificação para tal alheamento jornalístico também não é rebuscada e assenta, fundamentalmente, no facto de o acontecimento ter-se generalizado. E é aqui que reside o problema.
A presença no Nacional deixou de ser atractiva, já que não gera receitas. Bem pelo contrário. É, actualmente, sinónimo de prejuízo e, em grande parte dos casos, de elevados prejuízos, pelo que a atitude demonstrada pelos responsáveis destes clubes revela bom senso.
O cariz marcadamente regional destes emblemas não deve ser motivo de vergonha, pois desempenham um papel importante – não só desportivo, como social - na comunidade em que estão inseridos. E é essa influência que tem de ser valorizada e apoiada.
Mas este desinteresse que as competições nacionais provocam actualmente é, também, motivo de preocupação. A reflexão sobre o problema, aliás, já se iniciou. E até existe consenso em torno da necessidade de se alterarem os modelos competitivos, totalmente desajustados à realidade.
Falta encontrar a solução ideal. E é neste debate que os clubes amadores não podem ficar de fora, pois as associações nem sempre assumem o seu papel de simples intermediário e porta-voz das dificuldades dos seus filiados, Infelizmente, é matéria onde impera o autismo.
Autor: AURÉLIO DE MACEDO
Data: Sexta-feira, 9 Junho de 2006 - 19:08