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View Full Version : As origens dos Atlantes


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Patacôncio
15-05-2006, 01:49
Recentemente, alguém em Portugal, uma determinada figura conhecida, publicou uma obra interessante. Infelizmente não tive oportunidade de a comprar pois terá sido publicada quando estive fora do país e parece não existirem mais exemplares no mercado. Foi pouco falada e pouco compreendida, pelos vistos.

Gostaria de vos trazer, agora que finalmente encontrei na net um sitio bem bom sobre o assunto, o assunto sobre que versava a obra. Este assunto é muito controverso, ainda faz parte da chamada "cultura esotérica" mas é bom, na minha modesta opinião, agora que Portugal está em crise, que se divulgue o assunto. (Ainda para mais quando o Ministro Mário Lino parece ter-se referido ao assunto indirectamente, embora de uma forma desatrosa. Isto se foi esta mesma intenção dele, pois falar disto em público costuma dar barraca pela certa.) E é bom que os portugueses tomem conhecimento desta corrente da história, completamente diferente daquilo que aprendemos na dita escola normal.

Isto é muito grande. Muito mesmo. A primeira vez que me tomei conhecimento deste assunto foi através de uma professora em Inglaterra, que me garantia que o português tinha origem no espanhol. Claro, sendo como sou, estrebuchei logo, como não devia deixar de ser. O português com origem no espanhol? Que é isso? E as semelhanças do nosso português com aquilo que se falava há centenas de anos na região actual, que vai de Nice, Mónaco, Portofino e entrando já bem em Itália? E alguns dialectos italianos parecidos com o português, em especial alguns sicilianos?

Desde então, pelas minhas naturais curiosidades, fui tentando descobrir as origens do português. Mas tinha quase a certeza que nada tinha a ver com o castelhano e tinha, sim, muito a ver com o Galego. (Luso-galaico.) Claro, claro, descobri que estudar estas coisas não é bem para mim, por falta de formação de base. E tempo. Mas descobri que as línguas, palavras e estrutura linguística podem servir de uma espécie de análise ADN ao nosso sangue, para conhecermos as origens humanas.

Mesmo assim não me convencia, sobretudo no que toca a coisa que eu sabia. Que o vinho é muito mais antigo em Portugal do que dizem os livros, por exemplo. (Graínhas encontradas com milhares de anos, ao contrário do que se ensina, que terá vindo com os Gregos e os Romanos.) E o filho do deus Luz (ou Gud) era Baco, o mais borrachola dos deuses pan-helenísticos (Os Romanos apenas "imitaram" o Gregos) e que os Lusitanos também eram tidos como filhos de Luz ou os próprios deuses-borracholas. (Não é bem assim, mas serve para ilustrar).

Mas havia mais. As Colunas de Hércules, por exemplo. A própria migração humana de África que não me convenciam. (Afinal, há 14 mil anos, antes do Degelo, quase a pé ou com uma mera canoa se podia passar para o outro lado, para África.) Tinha mais lógica subir pelo Norte de África que dar a volta pela Anatólia. A Criança da Lourinhã, por exemplo. Os nossos dólmens, bem antes de surgirem por essa europa fora. E muito mais.

Mas o que me causava espanto era o português. Ou mais propriamente o Luso-Galaico. (Um dia já escrevi aqui como, na minha opinião, chegamos ao português actual.) É que não me encaixava nada que os romanos, em apenas 400 anos e logo no seu ocaso e decadência, tinham criado o Português, através do Latim. É preciso ver que o famoso Viriato foi derrotado no ínicio do ocaso do Império Romano e que, cerca de 400 anos depois, nascia o Feudalismo com a criação do proto-Portugal. O Reino dos Suevos, com capital em Braga.

Também me espantava como os neo-nazis acreditavam piamente que havia ligações linguísticas profundas entre os nórdicos da Grã-Bretanha e os Celtas, que teriam vindo, no ínicio de tudo, em último caso, do Irão. É certo que os gajos, nas suas discussões violentas, apresentavam alguns estudos sobre o assunto mas não me conveciam. (Eu até pensava. Estes gajos são mesmo estúpidos, pois se fossem mais espertos até acreditariam que a origem do povo branco seria ibérico, pela própria migração humana e as nossas semelhanças com os povos do Norte de África.) Mas nada disto tinha lógica, pela minha forma de ver as coisas.

O que é certo é que fui colectando informação e absorvendo, como esponja embriagada, como é que teria lógica as minhas ideias com o ramo das ciências históricas "oficiais", mais o "esoterismo" de muitas outras, para além de parte do que fui descobrindo mais recentemente. Principalmente um facto me fez compreender melhor as coisas. As obras de Tolkien. Quando apareceu O Senhor dos Aneis estava longe de imaginar que aquilo nem era original dele e que se baseia nos Mitos Nórdicos. Mas o mais interessante foi conciliar os Mitos Nórdicos com o... Mediterrâneo, com O Fogo e o Gelo e o folclore escandinavo, com a própria língua inglesa e as suas "primas" Vikings.

Pois é. A chave estava no Mediterrâneo, ou o Mar do Meio e a sua Terra do Meio. (Um bocado à semelhança da actual cultura chinesa e a importância do Império do Meio.) Tal como Tolkien bem retratou, mas de um modo novelesco e sensacional.

Onde seria a Terra do Meio? Onde seria a Terra da Metalurgia? (Que até nos podia levar para o actual Iraque e os mitos de Hiron.) Onde seria a Terra do Fogo dos mitos nórdicos? Pois bem, na Península Ibérica. Afinal a coisa era mais perto do que eu pensava. (Cheguei a pensar em França.)

Tinha lógica. Afinal a língua Vasca não é a mais "bizarra" da europa? Que se diz ser a única que não indo-europeia? Até se diz Semita? E como conciliar com o Mito da Atlântida, algures depois das Colunas de Hércules, salvo erro segundo Estrabão? E como conciliar com os Berberes? Com os nativos Tenerifes? E até, com os nossos fabulosos Açores e toda a carga simbólica daquel Terra das Águias ou Açores?

Talvez a resposta esteja bem mais próxima dos portugueses do que parece. Afinal os Lusitanos, esses povos que viviam a sul do Modego, na genrealidade, ou seja, na Extremadura, sobretudo a portuguesa, poderiam ter a resposta. E não é que não têm? Quem sabe?

Uma coisa é certa. Para mim ler uma língua antiga nórdica (mas ainda em uso), suas semelhanças com o inglês e até uma palavra em especial, que deu-me cabo da carola, pela vergonha que passei, com o uso dela. Kiling, que em nynorsk, quer dizer galinha. Mas entre o que se lê e o que se fala ia uma grande diferença. Mas o mais engraçado é que o falar fazia lembrar... O galego. (Para aqueles que conhecem as diferenças no falar entre o galego do norte e o do sul, compreendem onde quero chegar, pois kiling diz-se "xiling", à boa maneira do camponês do norte da Galiza.) E daí a pensar que afinal havia relações entre as primeiras línguas Vikingues e o próprio galego, leia-se, português arcaico. O que para mim não é díficil de dizer "xiling" mas para o resto dos nórdicos e ingleses... ehehhehehhehehhhe

Leiam com os vossos olhos. E cada qual que tire as suas ideias, com aquelas que conhecem já de há muitos anos. :D :D :D



Los vocablos lingüísticos de algunos idiomas tuvieron como raíz a « Língua Konii » proto-histórica del Sudoeste de la Península Ibérica


El nacimiento de los vocablos lingüísticos de algunos idiomas, que se convirtieron en lenguas, teniendo como raíz la « Lengua Konii » protohistórica del sudoeste de la Península Ibérica (Portugal).

Comencemos por un vocablo del celebre Heroun (Estela) de Fonte Velha de Bensafrim (Lagos):


CARACTERES KONIENSES

http://www.tartessos.info/images/konii_clip_image003_0000.jpg

N I I S

sinistrorsa (Lectura a la derecha)

http://www.tartessos.info/images/konii_clip_image003_0001.jpg

S I I N

dextrorsa (Lectura a la izquierda)

En la antigüedad algunos pueblos escribían desde la derecha hacia la izquierda (sinistrorsa) y otros desde la izquierda hacia la derecha ( dextrorsa ), pero el pueblo Konii grababa sus inscripciones en las estelas con esas dos formas de escritura.

Todavía, la lengua portuguesa, y otras lenguas actuales, se escriben de forma dextrorsa, como es de nuestro conocimiento. Así muchos vocablos ibéricos de época protohistórica que se leían desde derecha hacia la izquierda, pasaron posteriormente a escritura y lectura inversa, naciendo de este modo nuevos vocablos, invertidos de los originales los cuales evolucionaron, y se cambiaron en elementos formativos de lenguas, que llegaron hasta la actualidad.

A continuación a titulo de ejemplo veamos uno de esos vocablos protohistórico de la lengua Konii, que en la escritura y lectura, su forma original era sinistrorsa « SIIN », siendo ese vocablo el pronombre personal « NOS » (nosotros) el cual pasará a la forma de escritura dextrorsa « NIIS ». Posteriormente en la grafía fue omitida la primera vocal « I » que formaba parte del sonido del propio nombre de letra « N , ni », quedando la nueva palabra como « NIS »; y, según los lingüistas afirman erróneamente tiene su origen en el Latín.

Ahora observemos la evolución de este pronombre, del cual nacieron otros, de la misma raíz. En este análisis, verificamos el nacimiento de diversas lenguas.


Konii – Niis > Nis > ( Nys ) > Nus > Nos > Noso. « Galego »
Konii – Niis > Nis > ( Nys ) > Nus > Nós > Noso > Nosso. « Português »
Konii – Niis > Nis > ( Nys ) > Nus > Nosotros > Nuestro. « Castellano »
Konii – Niis > Nis > N(ob)is > Nos > Nostro. « Latín»

Como se puede observar, el Gallego, Portugués, Castellano y Latín, son idiomas de una lengua común materna ibérica, cuya raíz es la Lengua Konii.

Las « lenguas nórdicas » también tuvieron su raíz lingüística en la peninsular Konii. Pues las tierras del norte, primitivamente fueron pobladas por los iberios, así, los caracteres alfabetiformes rúnicos levemente modificados son casi todos originarios de la escritura antigua primitiva ibérica.

Konii – Siin Sinn – Hibernico ( Irlanda )
Sinn – Gaélico ( Escocia ) Nosotros
Las vocales « i », « y », « u » y « o » son sinónimos.
Ejemplo: Aito > Ayto > Auto ; e Molher > Mulher , « o » - « u ».

"Dicionário de Português, Porto Editora, 1984 de Luviano Arnaldo".

En un diccionario de Lengua Portuguesa, viene un vocablo « Nosso », descrito de la siguiente forma:

"Nosso", pron, Es posesivo, indicando que alguna cosa es propia de "nós"; que nos pertenece; que nos estimamos mucho. M. pl. nuestros parientes, amigos compañeros, etc. (tal vez del latín«noster», pero no es fácil explicar como el ablativo latino «nostro» produjo el portugués «nosso»).

Como acabamos de leer, el propio autor del diccionario, no encuentra explicación, de como del latín "noster" o "nostro" se produjo el portugués«nosso».

Está claro que del origen latino no existe explicación, pero si existe en el portugués, porque el pronombre personal «Noso» se pronuncia «Nosso» pues la letra «S» tenia su sonido en ("ésse") y no en «Zê»; en la evolución de la escritura portuguesa paso a escribirse« Nosso » como ya fue antedicho, ejemplo:

Konii – Niis > Nis > ( Nys ) > Nus > Nós > Noso > Nosso. « Português »

Sucede que realmente, la lengua portuguesa viene de nuestra lengua nativa Konii, que no poseía consonantes dobladas en sus primitivos vocablos, tales como:

« Tera » ( Terra ), esta palabra viene de « Aret » ; como también« Sera » ( Serra ), que aun se encuentra escrita en mapas geográficos antiguos. Con la modificación de los nombres de las letras del alfabeto konii, para el alfabeto portugués, así como de la lingüística, hubo cierta transformación en las palabras escritas en el arcaico portugués.

Así, la primitiva letra « Ri » pasará a « erre »; de este modo los vocablos « Tera » y « Sera », pasaron a ser escritos como « Terra » e « Serra ». En el estudio sobre los nombres de las letras, y valores del alfabeto antiguo ibérico, nos ha valido mucho, el Castellano, porque preservó en sus elementos formativos de su lengua, los nombres de las letras de nuestro primitivo alfabeto protohistórico, tales como: las letras « Ti » en« Tierra »; o « Si » en« Sierra »; o « Ni » en: « Nieta »; o « Bi » en: « Bien »; etc. etc..

Sobre la palabra « Rei o Rey » dicen los mismos adeptos del latín, que viene de « Rex », pero la letra « x » era nuestro « s » primitivo de origen Konii, así « Rex » se leía« Res » y no tenia significado de « Rei » en nuestra lengua. Es una pena que no sepan tales doctos señores que el vocablo « Rei » viene en nuestra primitiva lengua de « Rie o Rye » lo que podemos encontrar gravado en el Heroun ( Estela ) do Rei Niro, descubierta en el Concelho de Loulé. Posteriormente el citado vocablo aparece en las inscripciones rúnicas de Irlanda, como « Rii o Riy », grabado en la piedra rúnica dedicada al rey Araon.

Autor del artículo: Carlos Castelo. Epigrafista. Concelho de Lagôa, Algarve (Portugal).

Traducción al castellano efectuada por Marcelino Somoza.

Fonte: http://www.tartessos.info/html/lengua_konii.htm

E depois passem para aqui e comecem a desbravar. A net veio ajudar muito a divulgar este assunto. Vasculhem que vale a pena.

http://www.tartessos.info/html/tartessos.htm

Patacôncio
15-05-2006, 02:13
Há uma coisa que vos posso dizer. As semelhanças dos noruegueses (os primeiros verdadeiros Vikings, embora controverso, devido aos povos escandinavos, ligieramente diferentes em termos fisionómicos) não se ficam pela língua. O autor refere que os nórdicos foram colonos com origem na meseta ibérica. É que para além do noruguês antigo (existem duas grandes línguas, o nynorsk (Novo Norueguês, mas com origem muito antiga e o Bokmal, língua dos livros, que vem directamente do dinamarquês, após a perda da Noruega da Suécia para a Dinamarca) ser uma espécie do inglês antigo, o falar tem semelhanças com o galego mais antigo. Além disso, o povo norueguês em termos fisionómicos é parecido com os galegos, bem diferentes dos restantes povos nórdicos, mais parecidos com os alemães e neerlandeses. Quase que apostaria que em termos médios são mais baixos que a média dos portugueses, pois estes, em especial os do norte, têm muita consaguinidade com os povos Suevos, que vieram da actual Baviera e parte da República Checa, que já eram descendentes de povos fugidos da zona do Báltico.

Por outro lado, curiosamente, as roupas tradicionais noruegueses são muito parecidas com as galegas, e diferentes das restantes folclóricas europeias. (Que conheço, as ocidentais, note-se.)

Estranho, não é? Mas nunca se sabe.

Cali
15-05-2006, 07:50
Então o caro amigo,alem de todas as areas de interesse e especialização que lhe conhecemos, agora deixou exacerbar uma veia de historiador ? Estamos na presença de um verdadeiro Da Vinci! ;) Tambem pintas alguma coisa, para alem de paredes? :D
Obrigado pela curiosidade do tema. Não me apaixona, mas assim foi a forma de já aprender qualquer coisa sobre o dito.

Patacôncio
15-05-2006, 13:12
Obrigado meu! E só pinto paredes e mesmo assim com uma estacazinha. :eek: ;) :p :D :D

Voltemos ao mesmo assunto.

Normalmente, aprende-se na história clássica, a europa foi colonizada por povos vindo do oriente, que vieram pela Anatólia e pelo Caucaso (diz-se dos brancos caucasianos) e estabeleceram-se na europa. Os europeus índigenas eram em menor número e acabaram assimilados por estes povos, ditos indo-europeus. (Povos que desceram os planaltos do Irão e espalharam-se, uns para o actual Paquistão (Vale do Indo) e outros rumo para a actual Europa (parte do continente euroasiático).

Este tese é a clássica mas enferma logo à partida de um condicionalismo mental que está errado. Isto porque, os primeiros historiadores não aceitavam que os europeus tivessem origem africana. Onde já se viu descendermos de pretos? Diriam as almas racistas de então. Outros diziam. Nós? Primos dos macacos? O que à partida, este racismo inicial, fez com que a história passasse a ver as migrações humanas para a europa, do oriente para ocidente.

Mas, outra coisa errada, tem a ver com a crença quase formal, que o clima, a vegetação e a morfologia terrestre mantêm-se constantes ao longo do tempo. O que é errado. (A nova corrente moderna é a crença que as mudanças climáticas actuais - o aquecimento global - devem-se à acção humana e não à própria natureza do comportamento climático.) E é errado porque o clima da Terra está sempre a mudar, os oceanos mudam e mudam os próprias litorais, os rios secam e surgem do nada, a própria vegetação está em constante mutação. E a própria Humanidade.

Quando há cerca de 14 mil anos a Terra aqueceu e provocou um aquecimento global médio de cerca de 4 raus centígrados, os oceanos, em média, subiram 14 metros. O que fazia do Estreito de Gibraltar uma espécie de "ponte" que se podia atravessar fácilmente, pois o Atlântico e o Mediterrâneo tinham uma quota muito mais baixa que a actual.

Outro dado a ter em conta é que existe a possibilidade de o próprio Estreito fazer uma ligação terrestre entre a meseta ibérica e o norte de África.

Por outro lado, há cerca de 6 mil anos atrás é que se terá iniciado a desertificação do Saara, com o fim da floresta luxuriante, por trás dos Montes Atlas. Além disso, a caça ao Elefante aqui na Ibéria, está documentada, com a descoberta arqueológica factual, que terá ocorrido há cerca de 8 mil anos atrás. Mas também havia leões e até rinocerontes aqui na Península.

Perante estas condições climáticas e até morfológicas terrestres (e a prova que havia metalurgia no norte de África independente e mais antiga que no centro da europa), torna-se natural que as populações ibéricas pré-romanas teriam vindo do Norte de África, miscigenado por muitos outros povos (incluindo alguns vindos do oriente e até do norte da europa, mais própriamente os chamados nórdicos Finni, talvez descendentes de esquimós, com origem na China).

A questão é esta. E se existiu uma civilização pré-romana aqui na Ibéria em conjunto com o Norte de África. (antiga Mauritânea, pré-islámica) e que gerou a primeira escrita europeia e a primeira língua? Não é o Genesis que nos diz que Babel gerou as várias línguas? E, ao contrário do que se supõe, esta língua pré-indoeuropeia não era ela criada por ibéricos e norte-africanos, os famosos Atlantes? E as migrações humanas europeias não terão partido da Península Ibérica, com a sua língua comum e que deu origem às demais línguas? Não terá existido uma Atlântida, desaparecido por um cataclismo, segundo as lendas e os mitos, que gerou a restante mitologia europeia, hoje dita helénica? O povo minoico não terá sido um povo migrante, que partiu da actual Galiza e Norte do Rio Paiva? À procura de minérios na Antiga Grécia e que se autonomizou e gerou a própria Grécia Antiga?

De onde surgiu a palavra Galiza na actual Turquia? Será que os georgianos, no Cáucado, não serão descendentes de povos ibéricos, mais própriamente os Vascos? (Ou Bascos.)

E se existiu uma poderosa civilização pré-romana e pré-grega na Península Ibérica em conjunto com o Norte de África? Seria a famosa Atlântida? Será que assim fica mais aceitável a teoria que povos daqui tenham chegado ao Brasil há muito mais tempo do que se supôe? As viagens intercontinentais não são mais antigas do que se supõe? Não é verdade que se encontraram vestígios de cocaína em algumas múmias de líderes egípcios? Não é verdade que alguns padres vascos conseguiam entender o antigo Maya, quando os espanhois chegaram à América Central?

Pois bem, talvez tenhamos que iniciar uma outra forma de raciocinar. Pensar que as migrações humanas não foam feitas como se pensa, mas da antiga Hispania romana para o resto do continente. Quem sabe?

Patacôncio
15-05-2006, 13:24
Um documento brasileiro, escrito em... 1919!!! A reter:



CAPÍTULO I

O Estudo da História no Antigo Brasil


O Brasil possui uma extensa literatura sobre sua “pré-história”; os autores dessas obras chamam-se também “indianistas”, devido aos seus estudos sobre as línguas e dialetos dos antigos habitantes deste continente. São trabalhos de alto interesse e grande valor, como os de Couto Magalhães, do pernambucano Alfredo Carvalho, cuja morte prematura foi lamentável, assim como de muitos outros. Mas, essas obras não tratam de história, não procuram as datas cronológicas para os acontecimentos que descrevem. Por isso elas não encontram o nexo das coisas, que é o fio condutório no desenvolvimento dos povos do nosso planeta.

É muito interessante raciocinar que o planalto de Goiás foi o primeiro ponto seguro da crosta terrestre; dizer que a raça tapuia nasceu autóctone no Brasil, há 50 milênios, ou calcular que a Atlântida foi antigamente ligada com o Brasil e ficou afundada entre 90 mil a 9 anos antes de Cristo. Essas são lendas paleológicas, com as quais não pode contar a historiografia.

O estudo da antiga história brasileira começou no Norte. Em 1876, apresentou Onfroy Thoron, em Manaus, seu excelente tratado sobre as viagens das frotas do rei Hiran de Tiro, da Fenícia, e do Rei Salomão, da Judéia, no rio Amazonas, nos anos 993 a 960 antes de Cristo .[1] O sucessor de Thoron em Manaus é Bernardo Ramos [2], um legítimo amazonense, com traços característicos da descendência tapuia, também com a inata modéstia dessa antiga raça brasileira. Bernardo Ramos é hoje o primeiro paleógrafo do Brasil, um Rui Barbosa no terreno das ciências arqueológicas. Sua obra é o produto de um trabalho assíduo, de 30 anos; são quatro grandes volumes, com as cópias de 3.000 letreiros e inscrições, a metade do Brasil e de outros países americanos, a outra parte dos países dos três velhos continentes. O autor compara sempre as inscrições americanas com inscrições semelhantes dos países do velho mundo, para provar a homogeneidade da escrita. Bernardo Ramos foi primeiro numismático e vendeu algumas coleções de moedas, com bom lucro. Esse dinheiro, ele o aproveitou em fazer viagens longínquas às três Américas, visitou também Europa, Egito e Babilônia, para estudar, em todos esses países, as antigas inscrições.

A obra de Bernardo Ramos ainda não está impressa (1928). O autor apresentou o seu manuscrito, com todas as fotografias e desenhos anexos, sucessivamente aos presidentes Drs. Epitácio Pessoa e Arthur Bernardes, que examinaram minuciosamente a obra e prometeram providenciar sobre a impressão de trabalho tão valioso. É de esperar que dificuldades não se sobreponham à publicação de tão erudito e importante trabalho.

Cândido Costa, o grande historiador-colecionador do Pará, mandou publicar o seu magnífico livro As Duas Américas, prudentemente, em Portugal. Esse livro vale para o Brasil como uma biblioteca de história universal nas faculdades de letras do Sul do Brasil. Seu livro é farto em notícias importantes sobre o antigo Brasil, obrigando o leitor a pensar e iniciar novos estudos. Apreciável e coerente é, por exemplo, a crítica do autor a respeito do chamado Santuário da Lapa, em Pernambuco, de que afirma: “Se ficar provado que esse antigo templo é obra humana, provada será também a existência da civilização pré-histórica do Brasil”. Isso é claro e inegável. O autor deste tratado pesquisou, no interior de Pernambuco, aquele importante edifício pré-histórico. No respectivo capítulo serão explicados todos os pormenores desse testemunho da antiga civilização e da clarividência histórica de Cândido Costa.

No Maranhão formou-se, em redor da simpática figura do jovem professor Ruben Almeida, um novo centro de estudos históricos, para indagar do passado maranhense e restabelecer a antiga fama da “Atenas Brasileira”.

No Piauí, o interesse pela história antiga do Estado faz parte do seu patrimônio intelectual. Desde o erudito Governador do Estado, que favorece generosamente todos os estudos científicos piauienses, até o novíssimo aluno do Liceu ou da Escola Normal, existe em todos o mesmo interesse pela história da antiga pátria dos Tabajaras. [3]

O Ceará é um notável centro de inteligência e energia intelectual, onde se estuda, com alto interesse, as coisas históricas. Na primeira fileira estão as figuras proeminentes do senador Thomaz Pompeu e do Barão de Studart, que exortam pelo seu trabalho infatigável seus contemporâneos, assim como a geração jovem, para se dedicarem a novos estudos. Mesmo nas cidades menores, como Camocim, Sobral, Quixadá, Baturité e muitas outras, existem centros intelectuais, onde se trabalha e estuda a história e a pré-história da terra cearense. [4]

Nos quatro menores Estados do Nordeste encontrou sempre o autor deste opúsculo um forte interesse pelos estudos da antigüidade brasileira. Os presidentes dos Estados facilitaram as suas indagações em toda parte; os Institutos Históricos forneceram-lhe indicações importantes sobre todos os pontos da história. Esses institutos já possuem pequenas coleções de cópias de letreiros antigos, provenientes do interior desses Estados. Também particulares se ocupam com o estudo das inscrições. Em Acari, no Rio Grande do Norte, encontramos um agricultor e desenhista, José Azevedo, que nas suas horas livres copiou os letreiros da região, com muito cuidado, e compilou um interessante quadro de letras do antigo “alfabeto brasílico”, sobre que falaremos adiante.

Em Bananeiras, na Paraíba, surpreendeu-nos o filósofo-químico José Fábio com um grande quadro de letreiros, apanhados nos rochedos da Serra dos Cariris Velhos. Havia tirado também pequenas quantidades da tinta encarnada, com a qual são sobrepintadas as linhas cravadas nas pedras. O exame químico dessa tinta revelou a mistura de óxido de ferro com um elemento gomoso vegetal, que os antigos químicos fabricavam com tanta felicidade e que resistiu, com sua cor viva, ao sol e à chuva, durante dois milênios. Em Picuí, na Paraíba, conseguimos obter, no Paço Municipal, do comerciante José Garcia e de outro senhor, cópias de inscrições que existem na vizinhança daquela cidade, com indicações exatas dos respectivos lugares. Muito grande é também o número dos prefeitos que nos deram minuciosas informações sobre os letreiros que existem nos seus municípios. [5]

Esses fatos constataremos oportunamente perante a crítica dos incrédulos, que reclamam cópias fotográficas dos letreiros e certificados elucidativos sobre a veracidade de tais comunicações. É-lhes fácil tal crítica, a eles que nunca andaram mesmo nos sertões e nunca viram um só letreiro com seus próprios olhos. Petróglifos que existem em rochedos há 2000 a 2500, não é possível fotografá-los. Ficam cuidadosamente desenhados; verifica-se com os dedos, com boa lente, as linhas meio gastas, tiram-se com faca as crostas sobrepostas e reconstrói-se, com critério, o conjunto da antiga escrita. [6]

O engenheiro francês Apollinário Frot, que viveu 30 anos no interior da Bahia e juntou ali cerca de cem cópias de inscrições e letreiros, constatou que todos esses petróglifos são documentos da antiga mineração. Encontrou a chave dos sinasi, compreendeu as medidas das distâncias e o sistema das antigas estradas de penetração. Finalmente, descobriu o Sr. Frot que há 300 anos antes o português Roberto Dias tinha encontrado e compreendido o significado desses letreiros, que lhe haviam indicado o lugar das ricas minas de prata, na bacia do alto São Francisco. [7]

Está largamente provado que existiu, no primeiro milênio antes da era cristã, uma época de civilização brasileira. Já conhecemos dois mil letreiros e inscrições espalhados sobre todo o território brasileiro e escritos nas pedras com instrumentos de ferro ou de bronze, ou com tintas indeléveis, quimicamente preparadas.

Essas inscrições petroglíficas foram feitas por homens que sabiam escrever e usaram os alfabetos dos povos civilizados do Mar Mediterrâneo. Já provado também se acha que existiu uma navegação transatlântica entre esses povos e o continente brasileiro, durante muitos séculos antes de Cristo.

A maior parte dos letreiros brasílicos são escritos com letras do alfabeto fenício e da escrita demótica do Egito. Existem também inscrições com letrs da antiga escrita babilônica, chamada sumérica. Além disso, temos letreiros escritos com hieróglifos egípcios, e podemos diferenciar, em outros lugares, variantes de letras que se encontram nas inscrições da ilha de Creta, da Cária, da Etrúria e Ibéria. Encontram-se também letras gregas e mesmo latinas.

Os sábios especialistas que se dedicam só ao estudo da petroglífia compreenderão mal esse “caos” da antiga escrita brasileira. O historiador tira suas conclusões numa outra base. O estudo da história começa com a cronologia. Primeiro se indaga a data histórica de um acontecimento, ou de uma inscrição. No caso de ser impossível encontrar o ano, procura-se a década; se essa também é incerta, define-se o século no qual se deu o acontecimento.

Influência fenícia no Mediterrâneo.

http://www.vidhya-virtual.com/Vidhya3/colonies.gif



As navegações dos fenícios começaram 2500 anos a.C., mas limitaram-se, durante muitos séculos, ao mar Mediterrâneo. O estreito de Gibraltar foi dominado pelo império dos Atlantes, cuja capital foi Gades; a dinastia de Atlas reinou em ambos os lados do estreito cerca de 500 anos. Fora do estreito, nas costas e ilhas atlânticas dominaram os Tartéssios, cuja capital era Tartessos (ou Tarsos, na foz do rio Ton Tarsis) Guadiana. As frotas dos Tartéssios andaram, como disse o psalmista hebraico Davi, em todos os lugares, e sua capital possuía riquezas iguais às riquezas da Babilônia. Esses antecessores dos Portugueses já navegavam entre a Península Ibérica e América Central 1500 anos antes da era cristã. É provável que os Tartéssios navegassem também nas costas do Brasil.

Patacôncio
15-05-2006, 13:25
Continua...



Os Atlantes, bem como os Tartéssios, foram sobreviventes e refugiados da Atlântida, cujo último desmoronamento devemos colocar na época de 2000 a 1800 a.C. Os Atlantes, que se domiciliaram em Marrocos e no sul da Ibéria, tornaram-se um povo conquistador. Platão conta que eles quiseram subjugar todos os povos do Mediterrâneo e apareceram também com grandes exércitos na Grécia, mas sofreram uma derrota perto de Atenas. No Peloponeso, um filho do rei Atlas fundou um reinado, e a filha Maia casou com outro rei da mesma península, que era aliado dos Atlantes. Cerca de 1300 a.C. foi destruído o império dos Atlantes pela dinastia ibérica dos Geriões, que fundaram um poderoso império nacional na península, com a capital Carteja.

Os tartéssios se abstiveram de qualquer ingerência nas lutas continentais e limitaram-se ao seu império marítimo. Os fenícios aproveitaram-se da queda do império dos atlantes e procuraram uma aliança com os geriões, bem como uma amizade e aliança comercial com os tartéssios. Ambos concordaram que os fenícios estabelecessem uma estação marítima em Gades e que suas frotas mercantes pudessem passar o estreito, para navegarem nas costas atlânticas. Isso foi cerca do ano 1200 a.C., quando já a cidade de Tiro (ou Turo) tinha alcançado a hegemonia sobre todas as cidades e colônias fenícias. Em 1100 a.C. chegou a primeira frota dos fenícios às costas do Nordeste do Brasil, e em 1008 a.C. entrou o rei Hirã de Tiro numa aliança com o rei Davi, da Judéia, para explorarem comumente a Amazônia brasileira.

O rei-psalmista conta esse acontecimento com as seguintes palavras:

“O meu Senhor encheu meu coração com prudentes conselhos. Para edificar ao Supremo um templo digno de sua glória, precisava eu de um aliado que me ajudasse com a sua riqueza. Deus me mostrou Hirã, rei daquele poderoso Tur, que ganhou tantas riquezas pela sua aliança com os tartéssios, cujas frotas andam em todos os mares”.

E num outro psalmo, disse Davi:

“Quando o Supremo mandar seu delegado, o Messias, todos os reis deste mundo se submeterão ao seu império, e apresentarão tributo e ricos presentes: os reis do Egito, da Núbia, de Tartessos e das ilhas longínquas do Oceano.”

Verifica-se que Davi, o aliado dos fenícios, tinha seguro conhecimento do império marítimo dos tartéssios e sabia que os fenícios já haviam feito parte desse domínio colonial. Davi morreu em 997 a.C. e temos, nessa data histórica, um ponto seguro para o nosso cálculo cronológico da antiga história brasileira.

No capítulo seguinte será explicada a primeira viagem transatlântica dos fenícios, cerca de 1100 a.C., e contaremos a estada dos fenícios no Brasil, desde esta data. A metrópole da Fenícia, a cidade de Tiro, foi destruída por Alexandre Magno em 332 a.C.; até essa data, quer dizer, durante 769 anos, continuaram as relações marítimas e comerciais entre a Fenícia (a atual Síria) e o Brasil. As emigrações de egípcios para o Brasil, em navios dos fenícios, começaram no tempo do usurpador Chechonk, que se apoderou do trono dos faraós em 935 a.C. Essa imigração recebeu um novo impulso pela invasão dos núbios, sob o chefe Napata, em 750 a.C., que anarquizou todo o Egito. Os cartagineses participaram do domínio brasileiro dos fenícios desde 700 a.C. e ficaram ali até a destruição de Cartago pelos romanos, em 147 a.C., quer dizer, durante 533 anos.

Nessa época, que se estendeu quase sobre um milênio inteiro, foram escritos os letreiros que encontramos ainda hoje nos rochedos do interior do Brasil. Não é possível que todos eles sejam escritos pelo mesmo sistema e alfabeto. A escrita dos fenícios modificou-se, nesse grande espaço de tempo, diversas vezes. Também a escrita demótica dos egípcios não ficou sempre na mesma. Formou-se o alfabeto grego e depois apareceu o alfabeto itálico-latino. Os cartagineses foram um povo conquistador e levaram nos seus navios tripulantes e soldados de diversas nações. As inscrições brasileiras foram escritas por mercantes e mestres de obras das minas. Foram comunicações deixadas pelas diversas expedições, para indicar o rumo das estradas, as distâncias dos lugares e a situação das minas.

É muito provável que tenha desaparecido, no correr do tempo, uma grande parte dos letreiros e quase todos que foram escritos em placas soltas. Bernardo Ramos encontrou algumas placas com escritos em Atuma, no Amazonas. No Museu Goeldi, no Pará, existem alguns vasos com letras, que foram encontrados nos aterros da ilha de Marajó. Na sala do Sumé, do Castelo das Sete Cidades, no Piauí, existe ainda a chamada “biblioteca”, contendo dúzias de placas de pedras coladas pela ação atmosférica, umas em cima das outras; talvez, desligando-se essas placas por um processo químico, se poderá verificar se elas contêm escritos.

Finalmente, é de supor-se que os chefes dos povos tupis, principalmente os sacerdotes-piagas, aprenderam o modo de escrever dos estrangeiros e o preparo das tintas indeléveis. Assim começou também o costume entre os povos indígenas, de fazer desenhos artísticos e humorísticos nas paredes lisas dos rochedos, costume que se estendeu até a América do Norte. O investigador cuidadoso, porém, encontrará sem dificuldades, grande diferença entre as inscrições da escrita fenícia-egípcia e as similares petroglíficas do humorismo dos indígenas.

Fonte: http://www.vidhya-virtual.com/Vidhya3/antigahistoria1.htm

Será que esses caracteres ou escrita não são anteriores à própria Grécia Antiga? Com origem na Península Ibérica e no Norte de África? E que por isso parecem Gregos, pois afinal o Grego antigo terá origem em povos migrantes das raias do actual Rio Minho?

Quem sabe?

PS Curiosamente a bebida nacional e ancestral grega é... O nosso bagaço com anis, que terá surgido na Península Ibérica bem antes do que por lá. :D :D :D

E o papiro, o algodão e a cana de açucar já eram cultivados na Andalúzia há séculos. ;) :D :D

Patacôncio
15-05-2006, 15:03
E se um cataclismo gerou o Degelo (ou fim da Idade do gelo) e transformou o clima? Quem conhece a teoria da Corrente do Golfo vai julgar estranho isto:


Atlantis in the Atlantic Ocean – that is the favourite theory among many scientists all over the world. Just because Plato mentioned an empire in the Atlantic Ocean? No! There is considerable circumstancial evidence for a land bridge or a huge island in the Atlantic Ocean.

According to Plato’s report, Atlantis should be situated between Spain, North Africa and Central America. This is exactly where the Canary Islands are – and the Atlantic Ridge, one of the world’s most unstable regions. Moreover, this is also the location of the Azores and, further westward, the Caribbean area with its huge and small islands.

http://www.atlantia.de/atlantis_img/atlantis_karte.jpg

picture above: In 1665, the German Jesuite priest Athanasius Kircher created this inverted map of Atlantis. Turning the map results in an image of the Central Atlantic plateau around the Azores. What is unusual about that is that people at that time had only little knowledge about the nature of the sea bed. Were some ancient notes available to the Jesuit priests enabling them to create such a map?

From time immemorial, the Atlantic Ridge from Iceland to South America has been an area of considerable seismic activity. Volcanic eruptions and earthquakes are nothing extraordinary.

The Atlantic Ocean – Catastrophes:

In 1669, a major part of the notorious pirate island Port Royal sank due to an disastrous earthquake.

In 1775, Lisbon, which is on a parallel with the Azores at a latitude of 39 43'/36 55' N, was badly hit by a devastating earthquake killing 60 000 people. Moreover, both the harbour and the docks sank 200 metres to the ground.

In 1783, one fifth of the Icelandic population fell victim to a catastrophic earthquake.

In 1811, on the Azores, a volcanic island named “Sambrina“ rose some thousand metres to the surface and sank again shortly after. The islands of Corvi and Flores constantly change their shape and parts of them are swallowed up by the sea.

To the best of present knowledge there is an underwater area with deep valleys and high mountains around the Azores and the Canary Islands. Reducing the sea level by 150 metres to the Ice Age level brings about a huge piece of land which, however, does not match the dimensions Plato wrote about. Nevertheless, further westward, in the Caribbean area, a huge land mass comes into existence which perfectly meets Platos records.

The Atlantic Ocean – Facts:

In 1969, by order of Duke University, an expedition to the Aves Ridge in the Caribbean Sea found granite on fifty locations. Usually, granite is found only onshore or where once had been solid ground.

In 1898, 750 km north of the Azores, the transatlantic cable broke. On this occasion, rock samples were taken from a depth of 17 000 fathoms. A close examination came to the result that the rock samples consisted of tachylyte, a lava-like substance. Yet this mineral would not emerge unless above sea level and under atmospheric pressure. Moreover, it will decompose after 15 000 years. This means that once there had been mainland.

In a depth of up to 1 000 metres, coastal sand was found on the reefs of the Azores. However, it usually only appears on flat beaches.

In 1936, the Geological Society of America conducted a study of sunken river canyons in the Atlantic Ocean. It says that rivers on the European, the North African and the American side sank into the continental sockets for up to 300 km in length and 2 km in depth. That means that in the Pleistocene Age, that is when mankind emerged, the sea level underwent a change in depth up to 2 000 metres.

http://www.atlantia.de/atlantis_img/atlantischer_ruecken.gif

(...)In the next place, they had fountains, one of cold and another of hot water, in gracious plenty flowing; and they were wonderfully adapted for use by reason of the pleasantness and excellence of their waters. They constructed buildings about them and planted suitable trees, also they made cisterns, some open to the heavens, others roofed over, to be used in winter as warm baths (...)



Usually, these warm and cold springs manifest themselves within continental zones. An example for this is Iceland where people use the warm springs to supply themselves with heat and energy – just as Plato put it.

Yet the Würm Ice Age 12 000 years ago is not a suitable candidate to have reduced the sea level along the Atlantic Ridge. Did, then, the catastrophe in the Atlantic Ocean indeed happen? That desaster with its devastating earthquakes and inundations that caused the mid-Atlantic Ridge to sink? Or is it all about an inundation of the Caribbean area with its shallow waters? Also, the point in time when the glaciers melted would perfectly meet the time of the disappearance of Atlantis as has been indicated by Plato.

Read the following excerpt from the Critias dialogue:


(...)Let me begin by observing first of all, that nine thousand was the sum of years which had elapsed since the war which was said to have taken place between those who dwelt outside the pillars of Heracles and all who dwelt within them; this war I am going to describe. (...)

http://www.atlantia.de/atlantis_img/aalwanderung.gif

A further mystery concerns the migrations of the European eels. These animals spawn in the Sargasso Sea west of the United States of America. The newborn eels start their three years long eastbound migration following the Gulf Stream to the European rivers. Having reached sexual maturity they migrate back to the Sargasso Sea within four months, however leaving the Azores to their left this time. It has been proven that the eels need freshwater to reach maturity but why do they venture on this long journey across the Atlantic Ocean?

Could it be that the eels have a genetic memory of a mainland with freshwater in the Atlantic Ocean but cannot find it again because it sank? Is that why they keep on migrating until they reach Europe?

Another phenomenon relates to the suicide of the Norwegian lemmings. Every year when their homeland is running short of food, these little rodents start migrating westwards. At the end of their migration they jump into the ocean and continue swimming westwards until they drown. What is it these animals are after in the ocean? Are they following a basic instinct driving them into the ocean? Are they looking for a land that offered them plenty of food a long time ago? Was this land Atlantis, located in the Atlantic Ocean according to Plato?

Fonte: http://www.atlantia.de/atlantis_english/myth/atlantis/atlantis_atlantic.htm

Patacôncio
15-05-2006, 15:19
Mas repare-se neste paper português. Porque não os barcos nórdicos com origens ibéricas? Afinal os rabelos não têm afinidades com outros de origem "oriental"? Ou os Rabelos são uma mistura entre os dois tipos ou aqueles que deram origem aos barcos nórdicos, adaptados ao seu clima, mares, correntes e morfologia terrestre e aos barcos "orientais", tabém adaptados ao seu clima, mares, correntes e morfologia terrestre?

Além disso há uma coisa que importa dizer. Os conhecidos fjordes nórdicos (desde a Dinamarca ao Báltico) são muito semelhantes às famosas "rias" do Noroeste Peninusular, o que não deixa de ser curioso que mais fácil é a adaptação àquelas terras do "frio".



Os Barcos Rabelos

http://paginas.fe.up.pt/porto-ol/jmg/98frab3.jpg

Desde quando é que o barco rabelo navega nas águas do Douro? Que povo o trouxe? Qual a cultura a que pertence?

São problemas que surgem logo de principio quando procuramos estudar este barco e, para responder aos quais, apenas indicar leves indícios, vagas referências, mas que, apesar da sua insignificância, alguma coisa nos deixarão no espírito, com subsídios para nos ajudarem a colocá-lo no tempo e no espaço. Será isso o primeiro passo para lhe buscar a velha origem.

É impossível separar, historicamente, a navegação do Douro do comércio a que os ingleses chamariam Port Wine e do seu primeiro meio de transporte, o barco rabelo.

Num primeiro exame ao aspecto geral do rabelo, temos de concluir que estamos em presença de uma embarcação de procedência longínqua.
Sujeitando-o ao confronto com diversos barcos clássicos do Mediterrâneo oriental especialmente, essa opinião parece confirmar-se. Porém, recordando que quase todos os outros barcos fluviais e do litoral norte português, são de origem nórdica, temos de reconhecer quanto curiosa seria a hipótese de vermos no rabelo a única embarcação fluvial a fazer excepção.

Este reparo pode ter importância para o problema, visto que topamos em Shulten com a notícia de um barco do norte da Europa, semelhante, nas suas características mais salientes, ao rabelo.

Se é certo que em algumas embarcações do Mediterrâneo oriental encontramos o leme do barco manejado directamente do castelo do comando, tal qual como no barco do Douro, a notícia de uma embarcação idêntica entre os povos do norte complica o raciocínio a seguir.

Verdade seja que não é completamente impossível ligar estes dois factores se atendermos a que aqueles barcos são à vela, embora tenham a ajuda de remos.

Não impede esta referência o citar que, enquanto a generalidade das embarcações mediterrânicas usavam como lemes as duas pás, os barcos do norte, só empregavam um remo. É curioso apontar que, entre os vikings, este leme era auxiliado pelos remos, tal como acontece nos rabelos.

Ora, a navegação à vela considera-se originária do Mediterrâneo. Assim, se vem do norte um barco com vela, temos de lhe reconhecer a origem oriental, ou pelo menos uma grande influência sua, posto que essa expansão se tenha dado numa época ainda muito recuada.

De resto, a comunidade de velas, no norte e no sul, não terá essa explicação?

Os tartessos foram os primeiros que navegaram para o norte, e não os fenícios, sendo mesmo, os percursores dos frísios, saxões, normandos e anseáticos, como bem deduz Shulten, com a sua reconhecida autoridade.
Eles usavam velas como os cretenses e outros navegantes do Mediterrâneo, o que pode explicar, de maneira bem lógica, o aparecimento deste meio de locomoção aquática, nos mares do norte. E curioso é também registar ainda que este mesmo povo, juntamente com as velas, empregavam os remos. O que não poderiam dispensar, visto que a vela que usavam era só para aproveitar o vento de popa. A navegação à bolina foi descoberta pelos portugueses, séculos depois. Apesar desta atribuição da origem da navegação à vela, note-se que as embarcações nórdicas aproveitavam muito mais o vento do que as suas congéneres do sul, que se auxiliavam sempre com as forças dos remos. É a diferença que vem de navegar do Atlântico ou no Mediterrâneo.

O barco inicial do Douro, o barco aborígene, digamos assim , forrado com peles de animais, tal como foi usado pelos tartessos, oestrímnios, e outros povos pré romanos da Península, mas especialmente pelos primeiros, veio, certamente, senão a ser substituído, pelo menos muito influenciado pelos povos navegadores do norte.

Esta influência, no ocidente peninsular, documenta-se bem, segundo o testemunho de Pokorny, que, referindo-se aos já citados barcos de couro dos Tartessos, diz "... são um produto dos habitantes precélticos da Irlanda, que os celtas chamavam Fir-bolg, isto é, homens dos barcos de pele". Ora, da mesma natureza, como já disse, eram os barcos antecessores do rabelo no Douro.

O que é certo é que aos barcos de couro, sucederam os de madeira e não menos certo, que estes, pela maneira como são construídos, são do norte. Depois com os romanos, e já com os outros povos orientais que por aqui passaram e se fixaram, outras características teriam surgido, aperfeiçoando a adaptação às necessidades da navegação do curso difícil do Douro.

Temos de reconhecer a possível, a necessária ancestralidade nórdica, ainda pela dificuldade que havia em adaptar um barco oriental, embora de uso fluvial, mas sempre de um rio de planície, ao Douro, que é um típico rio de montanha.

E desta natureza, são em geral todos os rios do norte da Europa.
Como barco de rio de montanha, o rabelo não tem quilha, ou melhor, transformou-se em barco de fundo chato; além disso, a maneira da sua construção, de tábuas sobrepostas - tábua trincada - é nórdica (seguiu a que os ingleses chamam, segundo Van Loon, Clinker built, em oposição à do Mediterrâneo.

Do oriente, vem, talvez, o testemunho morfológico e o velho eco do Latio na actual nomenclatura do rabelo.

Quanto à vela, é quadrada, formato comum aos barcos do norte e do sul. Porém, quanto aos mastros, novo reparo se deve fazer. Os primeiros só usavam um, enquanto que os segundos usavam também um mastro à proa.
Analisando os remos, possivelmente ainda iguais aos primitivos usados nos barcos do Douro que é o assunto deste sumario trabalho, vemos que eles se integram, de algum modo, no grupo que parece proceder de povos com tradições totémicas.

Isto é um elo a prender o rabelo à cultura do mundo antigo mediterrânico e oriental.

Há ainda, nos barcos vikings, o facto de não terem convés. Apenas apresentavam coberta, uma espécie de câmara, quando se deslocavam com mulheres e crianças. Temos nós, no rabelo, o taburno ou coqueiro, que bem pode ser uma reminiscência dessa câmara dos barcos dos homens do norte.
Já no século XIX, nos fala das embarcações do Douro, a doação de Ortonho II, dada em Crestuma e inserida no Livro Preto da Sé de Coimbra.

Depois, já formada a nacionalidade, são muitos os documentos que se referem ao barco do Douro, ao rabelo. O foral de Gaia, do século XIII, por exemplo, cita as barcas do vinho e os navios de rio e mar.

Por outro alvará de 24 de Dezembro, era vedado o poderem navegar de noite, e o desrespeito pelas marcas, que eram os sinais gravados nas penedias das margens e que indicavam a altura das águas, para assim regularem a carga. O barco rabelo passou, propriamente, a ter a sua identidade bem definida, em 1792, quando a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto-Douro, publicou os alvarás e mais documentos que se relacionavam com a notável instituição pombalina. Nessa publicação, conhecida vulgarmente por Leis da Companhia, encontram-se preciosos informes, referentes tanto ao barco como aos seus tripulantes, como ainda ao tráfego a que se destinavam.
Ficamos assim informados de que uma disposição legal, de espírito previdente e prático, e, alvará de 16 de Dezembro de 1773, limitou o tamanho dos barcos, que estavam a aumentar de tonelagem, levando cada vez mais pipas, o que trazia maiores riscos de naufrágio. Para evitar o perigo na navegação, em 1803, uma disposição limitou a tonelagem dos barcos e proibiu a navegação nocturna, por razões de segurança.

Ao descer o rio, os rabelos traziam o vinho do Douro. Constituíam, no passado, senão o único meio de transporte entre o Porto e as terras de riba-Douro, pelo menos o mais acessível.

Inalterável na forma durante séculos e séculos, o deslizar do barco rabelo é solene, majestoso no equilíbrio do seu conjunto, com grandeza no aparato rude da sua arquitectura.

O casco , de madeira ordinária, é feito ao jeito das águas sombrias do rio. A vela, de linho humilde, entrega, confiantemente, os seus destinos aos desígnios de Deus.

O colorido sóbrio e pitoresco do barco, a bizarria dos trajes dos marinheiros, a grandeza da paisagem, tudo se reúne para que no nosso espírito alguma coisa fique marcado indelevelmente.

Pelo seu todo, desde um tempo majestoso e bizarro, é que o rabelo é a mais típica das embarcações fluviais portuguesas.

Porém, o rabelo, dentre todos toma um lugar de primacial destaque, não só pela sua constituição própria, como também pelo seu papel, dentro da região onde presta revelantíssimos e únicos serviços.

É inconfundível o seu porte especial, respirando antanho, altivo de linhas, que mais não esquecem a quem alguma vez o veja subindo ou descendo o rio, de vela panda, larga e quadrangular.

Pelo seu recorte impecável e bárbaro, pela altaneira supremacia que tem sobre as águas do rio, que, deixando de o trazer em sua veia, segundo a sua ingenuidade popular, o espalhou a mãos cheias pelas vertentes milagrosas e ásperas das suas margens, é verdadeiramente um barco senhorial, digno de reis, que já em épocas desfeitas, possivelmente serviu.

Quem traz à sua guarda, cautelosamente acomodado em si, o vinho do Douro, o rei dos vinhos generosos, o oiro líquido que certamente foi o néctar usado no Olimpo, e o segredo com que Noé teria perdido a serenidade... é, indubitavelmente, um bergantim real!

O rabelo, colaborador da prosperidade duriense, é o brasão de armas da região, escreveu alguém, e com acerto. Mas, se então foi dito, em sentido metafórico, pode hoje afirmar-se, de facto, que é assim.

A vila de Peso da Régua, a mais importante população da região vinhateira que o Douro banha em seu curso, tem como símbolo de autonomia municipal um barco rabelo de negro, vogante de prata num ondado de prata azul, acompanhado em chefe de dois cachos de uvas de púrpura, folhados de oiro, sendo todo o conjunto assente num campo de verde.

Pela sua origem, pelos seus serviços, pela sua imprescindibilidade, não podia deixar de vir a tornar-se um símbolo heráldico, bem honroso e bem inconfundível, de uma região única no mundo.

São os rabelos construídos pelos próprios marinheiros, em qualquer local das margens, no surgidoiro ou portelo que lhes fica mais à mão e que seja perto do fornecedor da madeira.

Há alguns pontos, porém, onde mais vulgarmente se armam os estaleiros, por causa da vizinhança de carpinteiros que lhes vão dar sua ajuda. Alguns desse lugares mais importantes são Castelo de Paiva e Vimieiro, no concelho de Marco de Canaveses, Porto Antigo, Barqueiros, Entre-os Rios e Bitetos.
E, assim, de mãos tão rudes, com técnica tão primitiva, utilizando produtos da terra, materiais bem humildes (o pinho, o castanho e o linho), sai


um conjunto tão sóbrio na sua equilibrada concepção, imponente de aspecto, altivo de porte, verdadeira embaixada de uma grande época já distante. Construído o rabelo - o que não leva muito tempo, pois um barco que possa carregar cinquenta pipas, em dois meses está no rio - é lançado à água, e dela só é retirado, um dia, se é necessário reparar qualquer rombo ou meter-lhe alguma estôpa.

De resto, anda sempre, rio abaixo, rio acima, até se desfazer na passagem infeliz de algum ponto, ou então, se não tem essa fraca sorte, é abandonado nalgum recanto das margens onde fica a desfazer-se ao tempo implacável. A estas carcassas perdidas, que por vezes se encontram, aqui e além, dão os marinheiros e a gente da região o nome de mortos! A descida do rio tem a dificultá-la a carga do barco; a subida o vencer a corrente. O vento ajuda só na torna-viagem; na vinda, só muito raramente ele aparece com oportunidade, e, quando assim é, só de Castelo de Paiva para baixo.

Fonte: http://paginas.fe.up.pt/porto-ol/jmg/98rab2.html

Porquê que têm origem nórdica? E porque não o contrário? Porque não o barco ter origem na Ibéria, já que os Tartessos já o utilizavam?

Porquê que a Noruega (Norway-Norwege), Caminho do Norte, não é mesmo o caminho do norte de alguns os iberos à procura de metais e outras preciosidades para comerciar?

Repare-se. As ideias partem sempre do príncipio que importamos técnicas, ideias, povos e culturas. E porque não o contrário?

Patacôncio
15-05-2006, 16:38
Por fim, volto ao ínicio. :eek: :D :D

Se houve uma cultura muito superior muito antes das helénicas, inclusivé com a criação de uma escrita, na península ibérica, ou na desembocadura do Mediterrâneo com o Atlântico, poder-se-á pensar que a Europa é uma criação ibérica? É preciso relembrar que no mundo antigo Europa referia-se a todas as terras ribeirinhas do Mediterrâneo e não ao continente em si. O que tem muita importância.

O que podemos pensar, legitimamente, é que a mitologia grega é apenas herdeira do que se passou na tal Europa, ou seja, na Península Ibérica. Ou, se formos mais estranhos e bizarros, se o quiserem, até podemos dizer que o famoso Olimpo era a famosa Atlântida ou Atlantis, e os deuses eram ibéricos. No fundo, podemos extrapolar e dizer que a mitologia grega é a descrição lendária da vida (e morte) na meseta ibérica. A famosa Europa era a meseta ibérica? Porque não?

O facto de haver uma língua e escrita inicial e pré-helénica muda tudo. Afinal não fomos inlfuenciados pelos gregos mas o contrário. Os gregos foram povos que sairam da meseta ibérica?

Isto tem muito que se lhe diga. Nunca nenhum norueguês me conseguiu explicar porquê que a Noruega é o caminho do norte, pois afinal eram o norte de quem? Dos dinamarqueses? Dos frísios? Parece que não. Só podia ser o caminho do norte para os povos do sul. Neste caso, talvez dos povos ibéricos pré-romanos. Afinal os povos ibéricos desenvolveram-se á medida que se desenrolava a idade dos metais. E era por aqui que havia uma abundância enorme de minérios, desde ferro, ouro, estanho, chumbo, e até minérios não ferrosos. A Terra do Fogo nórdica deverá ser a Península Ibérica. Aliás, o Caminho do Norte era para quem pretendia subir e arrecadar minérios, tão preciosos na idade dos metais. E a Noruega, nesse aspecto (não só, é claro) é, ainda hoje, uma espécie de "armazém mineral", pronto a ser minerado ou recolhido.

Engraçado como o próprio nome Espanha ou Hispania, tanta polémica dá. Uns defendem que deriva de Hispos, terra dos cavalos. Sagrados como os toiros e os bois. Outros, baseando em linguas eslavas, salvo erro, quer dizer Terras Baixas, em contraposição a um norte europeu mais montanhoso.

Mas o mais importante é sabermos que existia uma língua importante e uma escrita, bem antes do que se pensa. E isso é que é deveras importante. Mais, o grego pode ser uma derivada desta escrita ibérica.

Além disso a mitologia grega é quase toda dedicada à famosa Europa, ou seja, à Península Ibérica. Desde Zeus até Baco, o deus do vinho; desde Hércules até às famosas Portas de Gades. E até Hiran, aquele que construiu o Templo do Salomão, deverá ser ibérico. Quem sabe?

Talvez um dia...


LA ATLÁNTIDA DE PLATÓN Y TARTESSOS EN UNA INSCRIPCIÓN DE 6000 AÑOS HALLADA EN IBERIA?

por Georgeos-Diaz

http://www.nb.no/baser/schoyen/4/4.4/ms5237_2.jpg

Platón en la historia de la Atlántida o Atlantis, cuenta que los Atlantes conocían la escritura. Estrabón por su parte afirma que los pueblos Turdetanos -descendientes directos de los Tartessios-, conservaban anales históricos y leyes escritas en una gramática que se remontaba a más de 6000 años antes de su tiempo. La arqueología académica aún no acepta que esto haya sido cierto, piensan que es una mera invención de Estrabón, sin embargo, en Iberia han aparecido muchos testimonios de inscripciones grabadas o pintadas en cuevas, dólmenes, y en diversos objetos de hueso y cerámica cuyas fechas se remontan a más de 4000 años antes de Cristo (6000 años BP), aunque algunos hallazgos reportados por Watelman Fein, Georgeos Díaz-Montexano y Jorge María Ribero-Meneses, muestran evidencias claras del uso de caracteres de escritura lineal alfabética en un claro contexto paleolítico.

Díaz Montexano ha identificado los caracteres de una inscripción en hueso prehistórico descubierta a principios del siglo XIX en la Coruña, Galicia, España (La inscripción aparece reportada en "Michel Bouvier, Paris, Cat. L'Art de l'Ècriture, 2003"), con una clara secuencia Ibero Tartessia, escrita a la manera tartésica -que es la más antigua usada en Iberia, o sea, de derecha a izquierda- y los datos son muy reveladores, pues al parecer podría estar haciendo mencióna la Atlántida ya Tartessos. La inscripción se puede transliterar como: "ATaL-TaRTe".

http://www.antiquos.com/arqueotour/atlantis/images/atal-tartesso.jpg

Como comenta Díaz-Montexano: "...Es imposible negar que esta palabra (ATal) se parece demasiado a la raíz indoeuropea*At-l- que aparece en el nombre de Atlantis, que es una forma adjetival de Atlas, mientras que Tarte se ajusta a la raíz reconstruida por los especialistas españoles sobre el antiguo nombre de Tartessos, que sería Tarte-, pues el sufijo -ssos es de origen egeo o greco-lidio y se añadía a los nombres de lugares, países o ciudades con elsignificado de "región", "comarca", "ciudad" o "país", como en Kno-ssos. La terminación en vocal -e de la voz Tart-e, podría corresponder a alguna desinencia. Es muy difícil asumir que esto solamente sea una mera casualidad. Esta inscripción, por una parte, confirma la antigüedad de las escrituras Ibero-Tartessias y Atlante (según Estrabón y Platón), y por otra, parece confirmar la identificación de la isla/península Atlantis o "pais de Atlas" con la propia isla/península de Iberia, como afirma Platón al decir que una región, comarca, distrito o parte de la misma isla/península Atlantis se llamaba Gadeira (Cádiz, España) y que en esta misma región se hallaban las Columnas de Hércules. En cualquier caso, estamos ante la primera y única evidencia epigráfica -hallada en el mundo- con una inscripción cuya transcripción fonética se aproxima bastante a los nombres de Atlas/Atla-ntis y Tarte-ssos, y que tiene más de 6000 años de antigüedad..."

Sobre estas inscripciones de Iberia y europa occidental Martin Schøyen escribe:"...Hans Jensen, in "Sign, symbol and script", pp. 37-39, dates the signs from Dolmen d'Alvao in Portugal to about 4000 BC, being attached to Iberian writing. Stephen Fisher in "A history of writing", pp. 22-24, mentions 210 symbols and signs engraved on objects of the Vincas culture, that have been radio-carbon dated to about 4000 BC. According to Michaël Guichard, in "A history of writing", 2001/2002, pp. 17-19, Vinca (not far from modern Beograd) has given its name to the late Neolithic period of Danubian culture (5000-3800 BC). Clay figurines have been found with marks echoing protopictographic and Uruk IV pictographic script from Syria, Sumer or Highland Iran. The contents of these figurines, the seals of Kotacpart, and the clay tablet found at Gradesnica, remains a mystery due to the paucity of material so far found. This raises the question of where the cradle of continuous writing really was. So far there has been a contest between Egypt and Syria/Sumer/Highland Iran, with overwhelming recent evidence for the latter, dated to around 3500 BC..." (The Schoyen Collection: 4. Palaeography. 4.1. The beginning of writing and the first alphabets, Oslo, February, 2005)

Díaz-Montexano piensa, que el empate temporal con la civilización de Vinca, puede ser superado perfectamente, pues en Iberia existen claros testimonios de uso de signos de escritura lineal ordenados de manera gramatical en objetos y cuevas del paleolítico, y hasta la fecha nadie ha reportado algo similar en el Este de Europa ni en ninguna otro parte del Mundo.

La vieja teoría del alemán Fein de que en Iberia había surgido la escritura, podría ser confirmada.

Fonte: http://my.opera.com/Georgeos-Diaz-Montexano/blog/show.dml/175756

Patacôncio
15-05-2006, 16:46
E concuindo isto tudo, deixo o único vestígio arqueológico que se refere directamente à mitologia da famosa Atlantis ou Atlântida, de Platão.

Este é o caminho certo? Provavelmente sim.


Descubren símbolo de la ciudad de Atlantis en una cerámica tartésica.

http://www.antiquos.com/arqueotour/atlantis/images/atlantis_carambolo.jpg

Fuente: http://DiscoveryAtlantis.sytes.net Madrid, 10 de Agosto, 2005.

Un fragmento de cerámica hallado cerca de la ciudad de Sevilla, España, presenta el símbolo de la ciudad concéntrica de Atlantis, afirma investigador estudioso de la Plato’s Atlantis.

El hallazgo de esta cerámica se produjo en la década de los años cincuenta del pasado siglo, sin embargo, había pasado inadvertido hasta que el scriptologist hispano-cubano Georgeos Díaz-Montexano se percató de la representación de un círculo central, que aparece rodeado por cinco anillos, y de cuyo centro parte un trazo recto -como un canal- que se extiende hacia el exterior de los anillos. Este diseño, evoca –según Díaz-Montexano- el esquema de la ciudad principal de Atlantis, de acuerdo a la descripción que ofrece Platón en el diálogo del Critias.

La cerámica se halló justamente en el sitio más emblemático de la civilización Tartessian, “Êl Carambôlo”, situado a pocos kilómetros de la ciudad de Sevilla, y donde apareció el más célebre tesoro de joyas de oro de esta civilización.

Según Díaz-Montexano, “…no puede tratarse de una mera casualidad, que en un sitio arqueológico tan importante, vinculado a la civilización Tartessian, aparezca una cerámica con una clara representación del esquema arquitectónico de la acrópolis de Atlantis. Los Tartessian serían los descendientes más directos de los Atlanteans que describe Platón, que serían a su vez los pueblos pre-tartessians de la Bronze Age…”

No parece tampoco casualidad que solamente en Iberia se hayan descubierto restos de cerámicas de finales de la Bronze Age con símbolos que representan un esquema idéntico al de la ciudad de Atlantis, según las descripciones de Platón, o sea, un círculo central rodeado de varios anillos concéntricos con una línea que se extiende justo desde su centro hasta el exterior de los anillos; motivo pictórico que Díaz-Montexano ha denominado como “Rings with Channel”.

Cerámicas con círculos concéntricos pueden hallarse en muchos lugares del Mediterráneo pertenecientes a otros pueblos como griegos, fenicios y etruscos, pero cerámicas con símbolos de “Rings with Channel”, como el esquema de Atlantis, solamente aparecen en Iberia, como demuestra el investigador hispano-cubano.

Fonte: http://my.opera.com/Georgeos-Diaz-Montexano/blog/show.dml/175770


E o mundo vira de pernas para o ar, não é?

Boa semana pra todos. :)

Cali
15-05-2006, 22:03
livra!...Já tenho leitura para as férias todas...:rolleyes: :D

Ventor
16-05-2006, 00:06
Este Pataco lembra-se de cada uma!
Falar dos meus amigos Atlantes! Ai, se o Mitonde sabe disto! Continua, continua, pode ser que o meu amigo Mitonde apareça por aqui em defesa da sua Dama!

Eu acho que quando o Polo Norte e o Polo Sul se abraçaram muito precepitadamente, depois de derrotarem Marduk por este querer pescar os restos de bacalhau que ainda existia no grande mar, esmagaram a Atlântida. Foi involuntário mas foi assim! Esta é a minha teoria e não abdico dela!

Um abraço.

Iatros
16-05-2006, 00:19
Oh! Pataco!

Então tu, um ser inteligente e racional, entusiasmas-te com estas explicações coxas, como uma criança?

Então e os factos?
Os factos arquelógicos? E os factos culturais? E os factos linguísticos? E os factos genéticos?

Interpretações diferentes são sempre possíveis, mas não são de aceitar as que contradigam os factos.

O esoterismo e outras patranhas são coisas bonitas para conversas de serão de Inverno, para libertar a imaginação. Agora falar dessas coisas como se fossem coisas sérias?!?!?!

http://www.esotericarchives.com/dee/aemethd.gif

Iatros
16-05-2006, 00:35
Já agora, a língua basca não é a mais "bizarra" da europa. É tão bizarra como o húngaro, o estónio e o finlandês. São o que resta na Europa das línguas pré-indoeuropeias. Talvez se conheçam vestígios de outras como o Cónio, que referes, e o Etrusco e mais umas quantas.
Mas confundir vestígios residuais com a corrente principal, é inverter os factos.

Patacôncio
16-05-2006, 13:04
Calma Iatros. Deixa esta hipótese ganhar adeptos entre a comunidade científica e talvez venhas a ter surpresas. ;) :p :D :eek: :D

Então e os factos?

Os factos arquelógicos? E os factos culturais? E os factos linguísticos? E os factos genéticos?

Queres mais factos do que a escrita que está a aparecer por toda a Península, que podem ter dado origem ao português, ao latim e muitas outras línguas?

Ó Iatros, lê devagarinho alguns dos artigos expostos e diz-me se aquilo não são factos.

Já agora, a língua basca não é a mais "bizarra" da europa. É tão bizarra como o húngaro, o estónio e o finlandês. São o que resta na Europa das línguas pré-indoeuropeias.

Exactamente aquilo que vem defendido nestas hipóteses. (O Finni não é o mesmo que o finlandês, salvo erro. :eek: ;) :D )

Mas confundir vestígios residuais com a corrente principal, é inverter os factos.

Talvez o seja. Mas esse é mesmo o objectivo. Pensar de maneira diferente. Ou também tens medo de admitir que nós, os brancos, somos uma miscigenação com todo o tipo de povos, incluindo pretos? Por amor de deus, meu. Olha para os madeirenses. E não são brancos como tu e eu? Não são um povo igual a nós? (Talvez com excepção do AJJ. Concedo. :eek: ;) :D )

E os factos genéticos?

Esta semana foi publicado um estudo (salvo erro foi esta semana) que mostrava que as populações alentejanas não mostravam diferenças significativas dos povos do norte de áfrica. Isso quer dizer que só houve uma pequena aculturação da ocupação islâmica? Talvez não. A tese é que, tanto ibéricos como norte-africanos são quase irmãos. Voilá.

Já agora que falas dos Vascos, deixa-me dizer-te uma coisa interessante. Afinal, em termos genéticos, não são os mais aparentados com os berberes e até com os Guanches?

Sem falar na língua e sua semelhanças com o guanche e até com o berbere.

Iatros, a mitologia não é a explicação lendária de factos ocorridos? Uma forma de explicação, semelhante à religião, dos factos e até da sua explicação? E não podem basear-se na realidade?

Mente aberta, Iatros. Mente aberta.

Aquele abraço.

Iatros
16-05-2006, 18:30
Mente aberta, mas activa ;) sempre.

Um abraço, meu.

Iatros
16-05-2006, 18:53
Se tiver tempo gostaria de discutir alguns pontos concretos contigo.
Por agora gostaria apenas de chamar a atenção para um dos tipos de erros frequentes.
Não se pode ver da mesma maneira as influências étnicas (ou genéticas) e as culturais (língua, tradições, vestuário, religião, etc).
P. ex. pelo facto de em Portugal a maioria da população professar a religião católica, que é originária do povo judaico, não quer dizer que tenhamos muito sangue judaico proveniente da época da cristianização (esta é óbvia para defender o meu ponto).
Outro exemplo - pelo facto de termos uma língua proveniente do latim (quer tu queiras ou não :D ) não quer dizer que tenhamos muito sangue daquela zona da península itálica (Lazio). A romanização foi uma influência cultural imposta por via militar (língua, organização política, administrativa, económica, jurídica, etc). O número de latinos que para cá imigrou foi muito pequeno em relação ao total da população que cá residia.

Outro ponto:

Esta semana foi publicado um estudo (salvo erro foi esta semana) que mostrava que as populações alentejanas não mostravam diferenças significativas dos povos do norte de áfrica. Isso quer dizer que só houve uma pequena aculturação da ocupação islâmica? Talvez não. A tese é que, tanto ibéricos como norte-africanos são quase irmãos.

Isto é conhecido há muito tempo e não tem a ver com a islamização. Os povos do sul da europa são idênticos aos povos do norte de África desde os tempos em que não havia "europa". Quero dizer, na antiguidade clássica e mesmo antes, o Mediterrâneo era uma autoestrada comparado com a falta de vias de comunicação no interior do continente. Era incomparavelmente mais fácil ir do Algarve ao norte de África do que atravessar os Pirinéus. Isto não é só válido para os alentejanos, mas para todos os povos do sul da Europa.
Tal como em relação à romanização, no tempo da islamização a influência foi sobretudo cultural e muito pouco genética.

MrChance
16-05-2006, 20:07
Quando a qualidade da discussão é boa, dá gosto aprender... :)

Patacôncio
16-05-2006, 20:16
Iatros, antes de mais deixa-me dizer o seguinte. Eu abro essa hipótese e para mim tem mais lógica que a que aprendemos na escola clássica. Mas não penses que sou expert no assunto. Longe disso. Por isso é que não me sinto totalmente à vontade com o que escrevo sobre isto. Apenas tento abrir uma hipótese, cuja probabilidade é grande de estar certa. Como sabes, não tenho formação suficiente para defender isto com unhas e dentes. Fica desde já a ressalva e que posso errar e que é certo que o faça, pois não domino isto. Vale?

Não se pode ver da mesma maneira as influências étnicas (ou genéticas) e as culturais (língua, tradições, vestuário, religião, etc).

P. ex. pelo facto de em Portugal a maioria da população professar a religião católica, que é originária do povo judaico, não quer dizer que tenhamos muito sangue judaico proveniente da época da cristianização (esta é óbvia para defender o meu ponto).


Tens toda a razão no que dizes no primeiro ponto. Mas os filologistas defendem as suas ideias como boas há dezenas de anos. Felizmente a leitura do ADN abriu uma porta importante ao conhecimento científico. E estas novas descobertas é que podem trazer mais luz e confirmação da tal hipótese que te falo. (Foi por isso que te falei no estudo genético dos vascos, pois há algo nos seus genes, que técnicamente não domino pois não tenho formação médica ou biológica para tal, que compartem com os berberes e os guanches em muito maior número, pois terão-se miscigenezado menos com outros povos.)

Mas os filologistas têm que ser ouvidos, principalmente por causa da questão da língua.

No segundo ponto a questão foi que, salvo erro, existia a tese entre a comunidade académica de que houve muita mistura entre povos islâmicos e os alentejanos, durante a ocupação islâmica. E este estudo foi feito com o financiamento de um organismo do Estado e chegou à conclusão que não havia muitas diferenças entre aquilo que se esperava encontrar e aquilo que s eencontrou. Isto é, a minha leitura, era preciso que os povos islâmicos que assentaram arraiais em Portugal fossem de muito longe, e especial fora do norte de áfrica. O que não deverá ter acontecido e o mais certo é que os "mouros" eram norte-africanos, sem grandes diferenças com os povos do sul de Portugal.

Aliás, o norte de áfrica já foi parte importante do império romano e houve grandes migrações da europa para o norte-de-áfrica, em especial militares e suas famílias, que após a reforma militar estabeleciam-se em terras oferecidas pelo Estado. Mas mesmo depois, as migrações europeias para o norte de áfrica foi elevada, até ao surgimento do radicalismo islâmico, em parte uma reacção ao fundamentalismo cristão, após as Cruzadas.

É preciso ver que as populações a sul do Mondego não fugiram como muitas fizeram durante as épocas conturbadas da Reconquista Cristã, embora fosse um fenómeno mais político e militar, entre as populações líderes, quase sempre descendentes dos povos invasores da Península, com o fim do Império Romano. Logo, até nisto é fácil de entender queas gentes do sul de Portugal tenham mais afinidades genéticas do que as do norte, por exemplo, com os norte-africanos.

Outro exemplo - pelo facto de termos uma língua proveniente do latim (quer tu queiras ou não ) não quer dizer que tenhamos muito sangue daquela zona da península itálica (Lazio). A romanização foi uma influência cultural imposta por via militar (língua, organização política, administrativa, económica, jurídica, etc). O número de latinos que para cá imigrou foi muito pequeno em relação ao total da população que cá residia.


Mas este é o argumento que eu acredito que pode mostrar que o galego antigo ou o português arcaico desenvolveu-se autónomamente do latim, porque era precisamente uma língua administrativa e política. E as populações, mesmo que influenciadas pela língua dos seus líderes, não devem ter trocado a sua língua original pelo latim.

Repara que o castelhano, durante centenas de anos a língua oficial em espanha, mesmo com imposições e proibidas as línguas locais, não conseguiram pagar apagar o catalão, o vasco, o galego e até o andaluz (se é que se pode considerar uma língua) ou até mesmo o antigo leonês ou mirandum. Da mesma forma, o português pode ter coexistido durante a ocupação romana, sem no entanto ser "filho" do Latim. Mais, caro Iatros, quando os suevos cá chegam e mais tarde os visigodos, nem assim o português é vencido pela língua dos seus líderes. E olha que muita gente fugiu do Norte de Portugal, para além dos massacres juntos dos revoltosos contra os invasores.

Por exemplo. Imagina que o tal Koni é uma das primeiras línguas escritas da europa. E imagina que os povos ibéricos (os vários nativos) foram-se espalhando pelo continente, à medida que o clima ia mudando, o gelo recuando e a idade dos metais torna-se irreversível. Quem não nos garante que povos da actual galiza espanhola e norte de Portugal não tenha emigrado para a actual Macedónia, Grécia, anatólia e balcãs? E que tenham levado a língua e a escrita original?

Repara nisto. Se o próprio Platão defendia que os povos ibéricos já conheciam a escrita há 6000 anos, quem não nos garante que o grego não é uma evolução do tal Koni ou língua pré-indoeuropeia? É preciso entender que não é só a escrita. É também os mitos, em especial os jónicos e até os minoicos, que adoravam o toiro! Ora o toiro é quase uma criação ibérica, não é? E se estes povos, os "primeiros gregos", fossem emigrantes ibéricos, que levaram a sua escrita e a sua língua, depois mudada? E os etruscos? Quem nos garante que não eram emigrantes daqui e que deu origem ao Latim? É por isso que é de levar a sério os dialectos da região que vai de Nice, em França, até á zona do Pó (não é tanto, mas quase), cujo falar é muito semelhante ao português e até ao catalão, com palavras que não derivam do latim, como colher? (Palavra portuguesa, catalã e até usada em vários dialectos italianos).

O problema que tens de entender é que há fluxos e refluxos das línguas, que têm muito a ver com as migrações humanas e as conquistas dos vencedores.

A tese de Carlos Castelo (http://www.geocities.com/CapeCanaveral/Hangar/8065/)é a de que esta língua original, o Koni ou uma outra anterior, foi-se subdividindo em várias. Ele até vai mais longe e diz que os ditos povos semitas eram originários do sul de Portugal. E que o português deriva do tal Koni tal como latim e é semelhante. (Como é semelhante o português com o castelhano, com o catalão e por aí fora. Embora, a chamada língua menos desenvolvida do latim é muito díficil de compreender, neste caso falo do romeno.)

Passa por aqui e lê o que o gajo escreve. http://www.geocities.com/CapeCanaveral/Hangar/8065/

E se ele tiver razão? Esta é questão. E o que defende ele, em parte, vai sendo confirmado pelos novos vestígios arqueológicos que se vai achando na meseta ibérica. Pior, antigamente quando se achavam determinados objectos nunca se punha a hipótese de serem originais daqui e dizia-se grego, fenício, cartaginês, etc. Mas, se tiver havido uma língua "primeva", talvez a leitura dos objectos e vestígios mudem.

É por isso que eu aconselho investigarem. Isto é, quem me lê deve investigar e procurar informar-se e aprender esta nova perspectiva. Para mim tem toda a lógica. Porque, Lisboa vem de onde? Ulisses? Quem sabe? E porquê que se chama Península de Troia, quando não conheço mais nenhum local do mundo com esse nome? E é preciso ver que a actual Península de Troia era uma ilha, no tempo dos romanos. (Salvo erro foi provado por aquele arqueólogo que foi envolvido no escândalo da Casa Pia.) Ilha de Troia? Querem ver que o alemão enganou-se mesmo? :eek: ;) :D

Para mim tem toda a lógica. A metalurgia na europa deverá ter nascido na meseta ibérica ou no norte de áfrica, gerou uma civilização superior que conseguiu dominar o continente quase todo, à medida que as mudanças climáticas iam-se processando e este novo poderio material e humano fazia dos povos daqui os "deuses". Que faziam o que queriam de outros povos migratórios. É por isso que acredito que a mitologia grega é, nada mais, nada menos, que a tentativa de explicação da história ibérica, muito antes da formação da Grécia Antiga (cerca de 1500 a 1250 ac) ou mesmo a Roma Antiga (cerca de 750 ac). Os tartéssios viveram muito antes dos Gregos e depois duraram quase até ao ínicio de Roma.

E repara nisto. Pegasus. Cavalo alado marítimo, talvez ibérico.

Hércules, tudo o indica, no sul da espanha. Tal como Gades, actual Cádis.

E o vinho? Ainda não havia gregos e já havia produção víticola na Península. (Segundo este português, o povo Koni era aparentado dos Tartéssios e com uma origem comum, há mais de 4000 anos. Curiosamente a civilização tartéssia acabou cerca de 600 ac, quando os fenícios os terão derrotado, por causa de uma aliança entre Tartéssios e... Gregos!)

Para mim tem toda a lógica que a própria Atlântida foi uma civilização perto da actual foz do Guadalquivir, que com a subida do nível das águas ou mesmo um cataclismo (há quem diga que seja na Índia) destruiu a cidade. Mas podia ser um continente perto do actual Açores ou mesmo frente ao Brasil onde havia uma ilha, há uns milhares de anos. (Ver o Mapa Piri Reis, que terá sido feito para portugueses ou pela chamada Escola de Sagres.)

O que digo é que devemos tentar extirpar da mitologia o fantástico (não quer dizer que não tenha havido algo fantástico) e procurar olhar as coisas numa perspectiva histórica. Mais ou menos, é como tentar extirpar dos Lusíadas a ficção dos factos. Não é por acaso que só há mais duas obras ditas Odisseias. (Embora polémica esta ideia.) Os Lusíadas são a nossa Odisseia marítima e as outras?

Quanto ao fantástico, isso já é para outro tipo de discussão que não gosto de o fazer publicamente. Mas quanto a isso, deixo uma conhecida foto do Templo de Abydos, no Egipto:

http://img196.imageshack.us/img196/6664/abydos2nj.jpg

Dá que pensar, não dá? ;) :D :eek: :D :D

Até logo, meu. Vou dar de comer aos meus cavalos. ;) :D :D

LordHenry
16-05-2006, 22:15
A teoria actual actual defende que possivelmente a Atlântida existiu, onde é hoje a ilha de Santorini, que no passado tinha o nome de Tera. Esta civilização seria uma expansão dos "Minóicos" de Creta, e possivelmente até integraria esta civilização. Já é um facto que aquando da erupção do vulcão de Tera, se formou a "caldeira" que dá a forma à actual ilha, esta erupção terá sido a responsável pela lenda da "Atlântida" e é considerada a causa principal da extinção da civilização cretense. Na actualidade continuam as escavações em Santorini, onde foi econtrada uma metrópole enterrada sob as cinzas vulcânicas.
De facto existe na Turquia uma região chamada galiza, embora a sua tradução mais corecta seja Galécia, de qualquer forma até pode haver uma relação entre as duas além do nome. Quando Alexandre chegou a Gordion (a famosa cidade do nó górdio) deparou-se com uma cultura onde predominava a bárbarie dos sacrifícios humanos, o que na Anatólia antiga não era prática corrente e muito menos no império Persa , com excepção talvez dos fenícios. Mais uma vez achados recentes provaram que Gordion teria sido fundada e habitada por Celtas, isso mesmo, Celtas. Os mesmo celtas que povoavam a actual Galícia, mas isto não é nada do outro mundo se considerarmos que os celtas foram durante anos povos migratórios e que eram geograficamente os povos com maior área povoada na Europa. (Na europa central existe também uma região de nome uma galicia), viva a história!!:D

Iatros
17-05-2006, 00:10
Caro Pataco, se dizes que és um leigo nestes assuntos, eu junto-me a ti. Tenho em comum contigo ser curioso e é nessa base que discuto estes assuntos.

Hoje em dia há um consenso quase generalizado em como houve um povo que falou uma língua dita proto-indoeuropeia a qual se difundiu e originou línguas derivadas em toda a Europa, na Ásia Menor, Irão e vale do Indo chegando mesmo às estepes orientais que hoje pertencem à China (Tocharianos).
Com as novas técnicas da linguística (linguística comparada, reconstrução interna e métodos estatísticos), até foi reconstruído um esboço dessa língua (léxico, flexão e mesmo pronúncia) o que é espantoso, atendendo a que essa língua nunca foi escrita. Naturalmente que, por isso mesmo, há muitas incertezas e conclusões contraditórias.
Nos últimos anos têm sido feitos muitos avanços e surgido muitas hipóteses diferentes.

A teoria mais conhecida foi sendo construída no séc. XIX, apresentada de maneira mais consistente por Gordon Childe nos anos 20 e depois uma versão mais moderna por uma lituana, Maria Gimbutas.
Nesta versão é considerado que havia uma cultura neolítica europeia relativamente uniforme e homogénea. Era uma cultura não bélica, com uma religião que assentava numa deusa mãe, matrilinear e matrilocal.
Houve por outro lado uma população, na zona a norte do Mar Negro (actual leste da Ucrânia), de cultura nómada, pastoril, que terá domesticado precocemente o cavalo (seria a sua vantagem bélica), guerreira, patrilinear, que tinha uns monumentos funerários próprios (os chamados kurgans), que se começou a expandir para oeste, leste e sul e que se impôs aos outros povos, nomeadamente através da língua – o proto-indoeuropeu - e nos outros aspectos da cultura.
Esta cultura viria do Calcolítico e ter-se-ia expandido a partir da Idade do Bronze (aí entre 4.000 e 1.700 AC).
(Foram distorções destas teorias, que vêm do séc. XIX, que originaram as versões racistas e xenófobas dos nazis, que todos mais ou menos conhecemos).

As primeiras críticas apontavam que não havia um substrato arqueológico que fundamentasse esta revolução linguística tão radical. Foi contraposto que a conquista, muito mais que militar seria cultural (um pequeno grupo domina outro povo e impõe-lhe os seus valores culturais, ou estes impõem-se-lhes).

Nos últimos anos surgiram novas interpretações, baseadas em novos estudos linguísticos e na nova área da arqueo-genética ou genética histórica, se preferirem. Nesta área o grande impulsionador e divulgador é Cavalli-Sforza. O seu livro de grande fôlego é “The history and geography of human genes” de 1994, mas as publicações nesta área têm-se multiplicado nos últimos anos.
Uma das conclusões dos seus trabalhos é que houve uma “onda de avanço” genética desde o sudeste da Europa até ao noroeste sugerindo que a progressão do neolítico se fez por ondas de migrações sucessivas (isto veio por em causa a teoria alternativa de uma difusão sobretudo cultural da cultura neolítica). Esta teoria teve apoio dos desenvolvimentos da linguística. Em 1987 Renfrew veio propor que a origem das línguas indo-europeias estava antes na Ásia Menor (planalto da Anatólia, actual Turquia), era falada pelos povos neolíticos dessa região cerca de 7.500 AC (entre 10.000 e 7.500 AC). A sua propagação seria então devida à migração desse povo pelas regiões que se sabe, ao colonizá-las. Mais recentemente, em 2003, Gray e Atkinson, usando modelos estocásticos de análise linguística, consideram que a primeira divisão do proto-indoeuropeu se deu por volta de 8.500 AC, sendo a primeira língua derivada o Hitita.
As críticas a esta nova visão não tardaram a aparecer. A língua e a cultura no geral difundem-se muito mais rapidamente do que pela colonização. Novos estudos genéticos (sobre o DNAmitocondrial, que só é herdado da mãe) mostraram que a herança genética das populações europeias vem em 80% do Paleolítico (Sykes 1996), sendo portanto anterior à revolução neolítica. A crítica a esta outra hipótese é que, com a troca de fêmeas, que acontece na espécie humana como nos outros primatas superiores, os migrantes são predominantemente machos e as fêmeas são em maior proporção autóctones. Isto distorce a proporção actual havendo inclusivamente tendência a desaparecer o DNA importado, quando se atende apenas ao material genético proveniente das fêmeas. Hoje em dia há trabalhos a decorrer com o cromossoma Y (este proveniente apenas dos machos) que poderá ajudar a esclarecer estes pontos.
Já agora, dizer que o português Zilhão está metido nesta discussão defendendo a teoria da “onda de avanço” a partir dos seus estudos na Gruta do Caldeirão, onde identificou uma comunidade de agricultores neolíticos imigrantes cerca de 5.700 AC.

Refiro ainda por alto outras hipóteses.
Uma, aponta de novo a origem indo-europeia para as costas do norte do Mar Negro. Seria uma “língua franca” usada para o comércio nessa zona. Por volta de 6.200 AC o Mar Negro era um lago de água doce. Com o degelo devido ao aumento global de temperatura, a diferença de nível progressiva entre o Mediterrâneo, que estava a subir, e o Mar Negro, que estava a descer, fez com que um dia o dique cedesse e deu-se uma inundação de escala monumental por onde é hoje o Bósforo. Isto originou uma inundação maciça e brusca das margens do Mar Negro, originando uma catástrofe natural de enormes dimensões. Teria sido esta catástrofe que motivou a migração desses povos com a sua língua.
Outra teoria, que é capaz de te ser simpática, mas tem poucos adeptos, refere que o Indo-europeu, realmente é uma língua europeia, com origem no Paleolítico e que se expandiu depois para as zonas da Ásia já referidas. Baseia-se na continuidade da cultura sem repercussões arqueológicas evidentes e na continuidade genética (os tais 80% de património genético vindo desde o paleolítico). Neste caso ficaria por explicar a origem do basco e as outras línguas “não-Indoeuropeias”, ou bizarras, como tu lhes chamas. Avançou-se então com a hipótese de terem origem no Homem de Cro-magnon. O primeiro sapiens sapiens identificado na Europa.

Repara que, apesar dos avanços espantosos que se deram nesta área nos últimos anos, ainda há quem defenda teorias tão diversas para a origem do indo-europeu como: início desde o paleolítico até à Idade do Bronze, localização inicial em toda a Europa, na Ucrânia ou na Anatólia, origem numa cultura inicial nómada guerreira, numa cultura agrária, numa cultura comercial ou numa cultura de caçadores/recolectores.

O site da Wikipedia tem textos interessantes sobre estes assuntos
http://en.wikipedia.org/wiki/Proto-Indo-Europeans

Há um livro interessante (há outros eventualmente melhores, mas este conheço-o) “After the Ice – a global human history 20.000-5.000 BC” de Steven Mithen


É giro discutir estas coisas mas não vale a pena ser defensor acérrimo de uma teoria versus outra.
Com esta diversidade e o estímulo intelectual que provoca, não sinto necessidade de meter aqui esoterismos para me entusiasmar. :D

Um abraço

Patacôncio
17-05-2006, 00:19
Exacto, LordHenry.

Parece que a a Galécia oriental quer dizer "terras dos gal", ou lá como é. Assim como a actual Franças. (Por isso os tipos dizem, terra dos galos.)

Essa bárbarie de que falas (que eu não conheço dos relatos das viagens e batalhas de Alexandre) de facto só parece ter exisitido a ocidente. Desde as ilhas actuais no Mediterrâneo até a parte do Norte de África, salvo erro. E sobretudo o que chocava era o sacríficio de crianças tal como se fazia na América do Sul.

Ora, ao que parece, essa tradição dos pastores sacrificarem crianças, além de um episódio bíblico também parece que pode ter existido nos... Montes Hermínios. Mas de concreto não conheço lá muito bem.

Voltandos aos celtas. E se os celtas fossem um ramo ibérico? E se eles, os galegos de então (incluia o Norte de Portugal) é que partiram da meseta ibérica e não o contrário? É por isso que é bem possível que os noruegueses possam ser descendentes de povos imigrados da ibéria que por lá ficaram.

Para quem visitar aqueles lados deitem os olhos à população. Não bem "iguais" aos demais nórdicos, pois não? São mais baixos e o cabelo mais escuro ou mais ruivos e sardentos? (Vou ver se digitalizo umas fotos que tenho das festas do Centenário da Independência da Noruega, no ano passado e meto-as aqui.)

O mais caricato é que os noruegueses são o povo que menos se misturaram com outros povos, devido às singularidades do relevo e morfolofia terrestre daquelas terras. Até há cerca de 100 anos, os norugueses eram dos povos mais pobres da europa e mais emigrantes. (Fundaram alguns condados dos actuais USA)

O mais interessante é que Bergen (muito conhecida por ter sido fundadora da Liga Hnaseática), além de ter sido antiga capital, também foi importante cidade ligada ao comércio dos metais, ao longo da história, desde os primeiros establecimentos humanos. Talvez as ligações entre os portos ibéricos (noroeste peninsular ou mesmo vascos) e Bergen tenha dado origem ao nome Caminho do Norte, que mais tarde deu origem ao nome Noregs ou Noruega. Curiosamente, Vikings quer dizer povos das baías ou das rias. :eek: :D :D (Vik quer dizer baía e tem quase o mesmo sentido que fjorde) E os vikings terão surgido de umas ilhas por onde passava o caminho marítimo entre o sul e o norte, aproveitando marés calmas e ventos propícios à navegação, por aqueles lados. Eles terão feito o inverso, mais tarde, quando os normandos (ou nórdicos ou vikings) desceram até à Península Ibérica, quando faziam os seus raides e ataques pilhatórios. E o corso, embora menos.

Mas o importante é a pespectiva. E se tivesse acontecido assim? Ou assado? Esta ideia pode mudar a forma como vemos a História. O que é maravilhoso, não é?

Patacôncio
17-05-2006, 01:06
Caro Iatros, obrigado pelas tuas sugestões.

Antes de mais convém ter ideia do seguinte. Parece que existe um debate importante sobre a crise da datação e estudo dos achados arquológicos ao longo da história. Há um autor que até diz haver uma crise, devido a erros, falsidades e tentativas de provar ideologias com a arqueologia, o que é errado, claro está. Não podemos adaptar a ciência à ideologia. Este debate, pelos vistos, está vivo entre os próprios experts na matéria e nós temos que assistir de longe ao debate, embora o estudo do ADN promete surpresas e deverá abalar ideias pré-estabelecidas. :D ;) :D Ver os trabalhos de ROBERT G. BEDNARIK e o seu paper Crisis in Palaeolithic art studies. Este tipo pelos vistos tem feito grandes trabalhos, na tentativa muldisciplinar do estudo da evolução humana. Por exemplo, este paper http://www.chass.utoronto.ca/epc/srb/cyber/rbednarikoutline.pdf .

Em relação a isto, longe de tal meu.

Hoje em dia há um consenso quase generalizado em como houve um povo que falou uma língua dita proto-indoeuropeia a qual se difundiu e originou línguas derivadas em toda a Europa, na Ásia Menor, Irão e vale do Indo chegando mesmo às estepes orientais que hoje pertencem à China (Tocharianos).


O debate está longe de estar acabado e a controvérsia ainda está a começar. Mas o interessante é isto http://www.iberiacunadelahumanidad.net/escribe.htm#enclave . E não é autor único. A hipótese que apresentas, a de Kurgan, da Marja Gimbutas parece encaixar na teoria que foram ibéricos que chegaram ao Caucaso e daí disseminaram também para outros locais europeus. A tese de Miguel Romero Esteo (repara, como é claro, que são quase espanhois os maiores adeptos desta nova visão ha história e vamos ver onde isto vai parar ;) ) é essa mesma:

Antes de seguir adelante pues habría que afrontar el problema con respecto a qué garantías pudiera haber en el asunto del emigrar las tales gentes ibero-caucásicas, kartvelianas o no kartvelianas, desde el extremo oeste mediterráneo al Cáucaso, y previamente al ámbito del rincón nordeste del Mediterráneo y sus mediterráneos alrededores. Y gradualmente, y a lo largo del larguísimo mediterráneo en remotos tiempos. Por de pronto, lo dicho, que el medio-iberocaucásico Estrabón lo recoge en alguno de sus libros de geografías, etnohistorias incluidas. Pero también algo cuentan, al menos acumulativamente, las sucesivas y borrosas emigraciones que en las legendarias historias y desde el extremo oeste mediterráneo -el ámbito del estrecho de Gibraltar, e incluida la Península Ibérica en el asunto- llegan al extremo oriente mediterráneo, costas asiáticas y egipcias costas incluidas.


Mas o melhor é ler tudo aqui http://www.tartessos.info/html/tartessos_europa11.htm .

Como vês, afinal aquilo que é defendido por Gimbutas pode encaixar na teoria de uma proto língua indoeuropeia com origem ibérica.

Mas tu, nesta última resposta vais de encontro ao que defendo. Parece que estamos a viver uma revolução no pensamento histórico sobre o assunto:

Nos últimos anos surgiram novas interpretações, baseadas em novos estudos linguísticos e na nova área da arqueo-genética ou genética histórica, se preferirem. Nesta área o grande impulsionador e divulgador é Cavalli-Sforza. O seu livro de grande fôlego é “The history and geography of human genes” de 1994, mas as publicações nesta área têm-se multiplicado nos últimos anos.

Uma das conclusões dos seus trabalhos é que houve uma “onda de avanço” genética desde o sudeste da Europa até ao noroeste sugerindo que a progressão do neolítico se fez por ondas de migrações sucessivas (isto veio por em causa a teoria alternativa de uma difusão sobretudo cultural da cultura neolítica). Esta teoria teve apoio dos desenvolvimentos da linguística. Em 1987 Renfrew veio propor que a origem das línguas indo-europeias estava antes na Ásia Menor (planalto da Anatólia, actual Turquia), era falada pelos povos neolíticos dessa região cerca de 7.500 AC (entre 10.000 e 7.500 AC).

Estás a ver? A leitura do ADN vai mudar a nossa forma de ver a evolução humana, as migrações e muitas oitras coisas mais. Talvez os filologistas tenham que se adaptar áquilo que a ciência que estuda os genes nos está a trazer, para o conhecimento histórico. Os académicos espanhois estão muit mais avançados neste aspecto, por motivos óbvios. Mas creio que mais tarde ou mais cedo mesmo em Portugal irá surgir esta "revolução" no pensamento científico.

Mas vais começando a chegar onde pretendo, meu caro Iatros.

Já agora, dizer que o português Zilhão está metido nesta discussão defendendo a teoria da “onda de avanço” a partir dos seus estudos na Gruta do Caldeirão, onde identificou uma comunidade de agricultores neolíticos imigrantes cerca de 5.700 AC.


O Zilhão e a Criança (ou Menino) da Lourinhã. Talvez seja a única prova da mistura entre diferentes espécies humanas. :D ;) :D Sapiens e Neandertal misturados? (Talvez nem seja bem assim mas a hipótese está aberta e pode mudar a nossa visão da História da evolução humana desde há cerca de 100 mil anos atrás para o presente.

Estás a ver como as coisas podem-se encaixar? ;) :p :D :eek: :D


É precisamente isto que é fascinante. Podemos estar a viver uma revolução no pensamento humano, na forma como evoluiu a Humanidade. E esta nova forma de ver a História está a criar novas teorias interessantes. O mais engraçado é que muitas das novas descobertas parece que já eram defendidas por outros autores e correntes filosóficas, tidos como "esotéricos" ao longo dos anos, mas que depois... :eek: ;) :D

É preciso ver que os alquimistas era tidos como esotéricos e hoje temo-los como os primeiros químicos. (Embora normalmente tenham origem árabe e norte-africana! :eek: ;) :D Como Avicena, por exemplo. Mas tu como tiveste que estudar História da Medicina sabes melhor do que eu do que falo aqui.

Já viste? Aquele papiro descoberto recentemente, o tal "Evangelho Segundo Judas", não confirma uma corrente do pensamento "esotérico"? Com centenas de anos? Já viste? Um misticismo baseado numa possível relato verídico? Uma versão diferente da oficial e só 2000 anos depois aparece um achado arqueológico com a tal "defesa" de Judas, o Cobrador de Impostos?

Por isso concordo contigo nisto:

É giro discutir estas coisas mas não vale a pena ser defensor acérrimo de uma teoria versus outra.

Com esta diversidade e o estímulo intelectual que provoca, não sinto necessidade de meter aqui esoterismos para me entusiasmar.

Mas sempre mente aberta. Sempre! ;) :D :D

Aquele abraço.

Iatros
17-05-2006, 01:18
Não consigo ver como o que eu digo se encaixa com as hipóteses que apontas.
Em que factos é que os autores que referes se apoiam para defenderem as teses da migração de oeste para leste, ao arrepio dos dados arqueológicos, linguístico e genéticos?
Em estrabão e na Mitologia?
Não são de desprezar mas não chegam se estiverem em contradição com um acervo grande de factos de origens diversas que vão em sentido contrário.

Patacôncio
17-05-2006, 01:25
Em que factos é que os autores que referes se apoiam para defenderem as teses da migração de oeste para leste, ao arrepio dos dados arqueológicos, linguístico e genéticos?
Em estrabão e na Mitologia?


Não Iatros. Nas várias investigações que estão a surgir por toda a Espanha, que vai desde a linguística até ao estudo dos genes.

Vai a este sitio e começa por aqui. É bom para começarmos a vasculhar no assunto: http://www.tartessos.info/

Os Mitos são apenas um "acessório". ;) :D :D