PDA

View Full Version : Bélgica aprova adopção de crianças por casais homossexuais


jleandro
21-04-2006, 09:28
espero que não se venham a arrepender e que as crianças que tiverem esta "sorte" não venham mais tarde a acusar ninguém.

de toda a problemática social com os gays é este assunto que eu acho mais melindroso e com o qual nunca estarei de acordo.


A Bélgica aprovou ontem à noite um projecto de lei que autoriza a adopção de crianças por casais homossexuais.

Os senadores belgas estavam muito divididos quanto a esta proposta, que faz eco da tendência de abertura relativamente às famílias homossexuais no norte da Europa e em Espanha, mas acabaram por aprovar o projecto de lei com 34 votos a favor, 33 contra e duas abstenções. Os votos favoráveis foram dos senadores socialistas e ecologistas. Os liberais flamengos do VLD dividiram-se e os liberais francófonos (MR), bem como os sociais-cristãos do CDH e do CDV e a extrema-direita votaram contra.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido na Bélgica desde 2003 e já se realizaram, desde então, mais de 2500 uniões homossexuais.

Depois da entrada em vigor da nova lei belga de adopção, data que ainda não foi firmada, os casais do mesmo sexo, casados ou em coabitação, estarão sujeitos às mesmas regras que os casais heterossexuais no processo de adopção de crianças. Tanto crianças belgas quanto estrangeiras podem ser adoptadas na Bélgica por casais do mesmo sexo.

A Inglaterra e o País de Gales aprovaram em Dezembro último uma lei que autoriza os casais não casados ou homossexuais a adoptar crianças.

Também a Espanha e a Suécia aprovaram uma lei que permite a adopção de crianças sem restrições. A Holanda, o país pioneiro na matéria, adoptou um texto legal em 2001 que permite aos casais do mesmo sexo adoptar crianças (apenas de nacionalidade holandesa).

A Dinamarca, o primeiro país do mundo a autorizar a união entre homossexuais (em 1985), autoriza a adopção de crianças por casais do mesmo sexo, mas apenas na situação em que a criança seja filha de um dos membros do casal, nascida de relações anteriores.

Massarico
21-04-2006, 17:38
Eu não sou tão radical, mas este politicamente correcto cego, esta irresponsabilidade na tomada de decisões perante o outro, deixam-me estarrecido. Não têm a menor noção do que estão a fazer e nem sequer percebem que podem estar a condicionar definitivamente a vida de outros seres, cuja guarda lhes foi confiada pela comunidade.

Enfim, deputados são deputados, sejam lá de onde forem.

Mohandas
24-04-2006, 14:43
São opiniões.
Eu não tenho nada a opor.
Prefiro crianças com uma estruturada, seja com dois "pais" ou duas "mães", que as amem, do que ciranças abandonasdas, institucionalizadas ou em lares que lhes dão maus tratos e coisas piores.

jleandro
24-04-2006, 14:53
do que ciranças abandonasdas, institucionalizadas ou em lares que lhes dão maus tratos e coisas piores

Mohandas


várias vezes escutei este argumento, mas a verdade é que no mundo Ocidental e especialmente em Portugal há sempre imensos candidatos a adoptarem crianças

se há muitas em instituições é porque os serviços de adopção não funcionam convenientemente, porque falta de candidatos não há

Mohandas
24-04-2006, 15:30
Desculpa leandro mas até há.
Pode haver o problema burocrático para resolver, mas, em Portugal há 3.000 e tal pretendentes à adopção e há mais de... 14.000 crianças institucionalizadas.

jleandro
24-04-2006, 15:33
pode ser

mas claro que nem todas as crianças que viovem nessas instituições podem ser adoptadas, até porque muitas não querem ser adoptadas.

eu tenho um amigo (do Porto e que vive na Maia) que já adoptou 3, e só na última resolveu o assunto em poucos meses

qualquer umas das 2 primeiras levaram meses e meses para lhe resolver o assunto.

Joker1
24-04-2006, 16:49
Este assunto foi debatido não há muito tempo aqui no BT e na altura referi que prefiro que a sociedade no presente e no futuro crie melhores condições para permitir a existência de casais normais, com filhos naturais ou adoptados. Se os "casais" do mesmo sexo querem dar AMOR, CARINHO e até BENS MATERIAIS às crianças que estão em lares ou semi-abandonadas, têm muitas formas de o fazer. Seria interessante alguem fazer um QUESTIONÁRIO bastante abrangente aos meninos dos lares com capacidade de resposta ( obviamente não conta os recem-nascidos ou ainda muito pequenos), sobre o projecto que os "ilustres" deputados aprovaram. Será que alguem se responsabiliza pelos eventuais desiquilibrios de personalidade que essas crianças podem ter ou não no futuro?? Será que é essa a melhor solução para as crianças, ou serve para legitimar até ao limite do possível todas as atitudes dos "casais" do mesmo sexo??
Apesar de não saber as respostas completas, procuro sempre defender aquilo que acredito ser melhor para o futuro das crianças e da sociedade em geral.

Inté

Mohandas
24-04-2006, 19:53
Não acredito em desequilíbrios de personalidade relativos a este caso como em muitos outros. É uma questão de educação e de respeito pela diferença - que em Portugal ainda não passa de palavras.
Se há muitos alcoólicos filhos de pais que também o são (e já há uma explicação genética para isso), também há muitos que o não são, do mesmo modo que vítimas de maus tratos podem vir a ser maltratantes ou não.
Agora, considerar que as crianças podem ter problemas psicológicos, emocionais ou de personalidade por serem adoptados por casais homossexuais só pode mesmo ser homofobia.

Massarico
26-04-2006, 10:16
Mohandas, a questão que se coloca aqui é a seguinte: a homossexualidade tem uma causa genética ou é socialmente adquirida? E esta é, para já, uma questão sem resposta, apesar de a maioria dos estudos indicarem que é socialmente adquirida. Se for este o caso, ao permitir a adopção por casais homossexuais, o estado está a aumentar fortemente a probabilidade de as criaças adoptadas se tornarem homossexuais. Evidentemente que isto não constitui um problema de maior - o facto de essas crianças serem ou não homossexuais - excepto pelo facto de essa homossexualidade poder estar a resultar de um condicionamento decorrente da adopção. Ou seja, o Estado poderá estar a permitir um condicionamento da sexualidade alheia, o que me parece muito grave.

A adopção, é sempre bom lembra-lo, é um direito do adoptado, não do adoptante, pelo que neste caso não se pode falar de discriminação, já que não se trata de legislar sobre direitos de pessoas baseados na sua orientação sexual.