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View Full Version : Gripe das Aves: Um quarto dos portugueses ficará em casa durante pandemia


Karl Marx
10-03-2006, 17:07
Lisboa, 10 Mar (Lusa) - Uma pandemia causada pelo vírus da gripe deixará em casa entre 20 e 30 por cento da população, razão que levou hoje a sub-directora geral da Saúde a apelar às empresas para que elaborem os seus planos de contingência.

Graça Freitas falava durante uma sessão acerca de "Cenários sobre a gripe pandémica", durante a qual foram recordados os três cenários elaborados para o caso de uma pandemia de gripe em Portugal.

De acordo com as previsões do Observatório Nacional de Saúde (ONA), se a gripe afectar cerca de 25 por cento da população portuguesa, são esperados 7.975 mortos.

Se 30 por cento dos portugueses forem afectados pela gripe, o número de mortos provável é de 9.571 e de 11.166 mortos no caso de 35 por cento da população ser afectada.

A sub-directora geral da Saúde, Graça Freitas, alertou para as previsões actuais que apontam para 20 a 30 por cento da população em casa, "porque estarão doentes, têm de cuidar dos familiares doentes ou simplesmente porque têm medo".

Por esta "e outras" razões, as empresas devem estar preparadas e "planear os seus recursos para assegurarem o funcionamento normal da sociedade", disse.

"Como é que as empresas vão proteger os seus trabalhadores? E os seus clientes", questionou Graça Freitas que apelou às empresas para realizarem os seus planos de contingência contra uma eventual pandemia de gripe.

"Cada empresa, escola e até cada casa deve ter o seu próprio plano de contingência, de forma a conseguir funcionar com o mínimo de perturbação social", acrescentou.

Uma resposta possível está a ser elaborada pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa que, em parceria com a DGS, desenvolveu uma "resposta portuguesa à gripe pandémica".

De acordo com o docente da ENSP Constantino Sakellarides, uma cidade atingida por uma pandemia de gripe é uma metrópole com "perdas humanas, um impacto económico negativo, algum egoísmo, mas também uma dose de solidariedade".

O especialista considerou que esta é "uma ameaça real, mas também uma oportunidade para inovar", pelo que a equipa da ENSP, num projecto apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, elaborou um modelo de cidade afectada pela pandemia, numa busca por respostas que ainda não está concluída.

A questão colocada é: "Como construir um modelo doméstico de interactividade que apoie os doentes e proteja os sãos?".

Para encontrar respostas a esta questão, especialistas de várias áreas apontam soluções. Por exemplo, para evitar que as crianças que não forem à escola percam o ano escolar, é proposto o ensino à distância.

A aquisição de alimentos pode passar por modelos tipo "MacDrive" (compra no carro).

A nível das empresas, a medicina do trabalho tem "uma oportunidade de ser mais útil do que habitualmente", de acordo com o médico especialista António Sousa Uva.

"As empresas devem saber que as pessoas são fundamentais", sustentou.

SMM.

Lusa/Fim

Karl Marx
10-03-2006, 17:12
O País vai parar? Quanto tempo? Com que consequências?

jleandro
10-03-2006, 18:57
cem mil portugueses fundamentais?

tantos? em 100.000 há pelo meio muita porcaria, pela certa que lá estão militares e outros "dignos servidores" do Estado e do poder político....tantos?

tão poucos? fazer uma lista dos portugueses fundamentais é vergonhoso e vem mais uma vez dizer aos cidadãos que há de 1ª e os outros...tão poucos?

que merda de discriminação é esta?
mas a que estado já chegou o nosso Estado? até parece que estamos na Madeira:p

ainda por cima como são uns nabos de merca deixaram que os jornais tivessem acesso a esta informação.

para que a vergonha seja menor só permitindo acesso à lista, para se confirmar se lá estão, como de costume: tudo o que é político e as famílias completas, os amigos, a família dos amigos, a(o)s amantes, os compadres....enfim saber quem são "os fundamentais" de entre nós.


Anuncia a sub-directora-geral da Saúde
Gripe das aves: cem mil portugueses "fundamentais" vão receber antiviral em caso de pandemia

Cem mil portugueses considerados "fundamentais para o país", devido aos cargos que ocupam, vão receber antivirais em caso de pandemia provocada pelo vírus da gripe das aves, anunciou hoje a sub-directora-geral da Saúde, Graça Freitas