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View Full Version : Respeitemos os outros


Massarico
14-02-2006, 13:50
O politicamente correcto dos tempos que correm manda-nos respeitar cegamente as convicções dos outros. Os outros acreditam convictamente que chamar Maomé a uns rabiscos é a suprema blasfémia. Logo, se chamarmos Maomé a uns rabiscos e, na sequência desse acto irreflectido, um qualquer jovem islâmico indignado em justificada acção de protesto matar uma dezena de seres humanos num autocarro em Bruxelas, a culpa é nossa. Não faz sentido responsabilizar fundamentalistas islâmicos, até porque eles já estão cansados de nos alertar para as graves consequências das nossas atitudes provocatórias.

É dos outros que se escreve neste post. Quando falamos dos outros não devemos esquecer os outros todos. Não há só muçulmanos indignados com rabiscos de Maomé. Há muitos outros seres humanos que se indignam com alguns actos, aparentemente banais para um europeu ignorante, mas que se constituem em verdadeiras blasfémias à luz das crenças alheias.

Por exemplo, não nos devemos esquecer dos seguidores dos cultos sincréticos, que incluem crenças como o Voodoo, a Macumba ou o Cadomble. Temos todos alguns deveres a cumprir. Para lá de não roubar, mentir, desonrar parentes ou cometer suicídio (sujeito a pena de morte) é absolutamente proibida a prática de magia maligna. Por exemplo, devemos acabar com essa mania ocidental de assar frangos, acto que pode ser considerado absolutamente execrável, principalmente se o frango se chamar Obatala. Obatala é o Deus dos Deuses sincréticos e tem no seu currículo diversos factos muito positivos, dos quais convém destacar a criação da raça humana, acto considerado decisivo, sabe-se hoje, para o aparecimento dos blogues.

Também temos um pequeno problema com o Papa Legba, que está a meio caminho entre nós e os outros deuses. Qualquer humano que se preze, em qualquer época, é inferior na hierarquia ao Papa Legba. Na prática, Legba até foi chefe de Maomé. Todos os outros humanos vivos e mortos, incluindo os imãs e os Talking Heads, reportam também ao Papa Legba pelo que o culto de Alá é uma abusrda blasfémia que só pode e deve ser punida. Se um dia houver fundamentalistas sincréticos, a coisa fica negra. Não nos devemos admirar se o telejornal mostrar a queima de bandeiras do Irão em Port-au-Prince.

Estes sincréticos são porreiros porque organizaram a coisa lá em cima como um governo. Xango é o Deus da Justiça e da Dança e é marido da Oxa, que tem o pelouro dos Trovões, Tempestades e Cemitérios. Oxum também tem muitos pelouros, nomeadamente o da Agua (que, garante-nos, não será privatizada), o dos Rios e o do Amor e Sensualidade. A Yemaja é a deusa dos Oceanos e o Ogum trata das Florestas e da Caça. (o advogado de Dick Cheney já experimentou na pele a consequência da falta de devoção a Ogum)

O respeito que devemos a estes deuses leva-nos a ter que considerar algumas alterações comportamentais e administrativas. Por exemplo, o acidental Rodrigo Moita de Deus deve mudar de nome. Qualquer humano que proclame ser Deus está a cometer uma terrível blasfémia para um crente sincrético. Nunca se sabe quando é que um fundamentalista voodoo decide furar com agulhas um boneco de trapos, causando horríveis dores ao Rodrigo, tão intensas e torturantes que não há aspirina-B que o alivie.

Não são apenas estas religiões afro-americanas e estes deuses que devemos conhecer para evitar o insulto gratuito para com as crenças dos outros. Por exemplo, os jainistas, que se reclamam tão pacíficos como os islâmicos, sugerem-nos que andemos com a face coberta para evitar respirar insectos sagrados. Até hoje ainda não apareceu nenhum Sadhu a imitar um Imã, mas nunca se sabe o que o amanhã nos traz. A inspiração de insectos, mesmo involuntária, ainda pode vir a dar origem a uma fatwa jainista. E se tal acontecer, a culpa é nossa. Nós é que andamos a respirar os insectos sagrados. Não digam que não foram avisados.

Outro problema a considerar ralaciona-se com o Yezidismo curdo, um primo próximo do islamismo. Para eles não há qualquer problema em desenhar o Maomé himself que também é um dos seus profetas a par de Adi Musafir, e se lhes pedirmos até nos emprestam os lápis e riem connosco. O que os faz ficar possessos de raiva colérica é vestir de azul, comer feijões, alfaces, peixes variados (simples ou em rodízio) e carne de gazela. Convém ter em atenção que os yezidistas também têm os seus mulahs, tal e qual os talibãs e mulah é mulah. Recomenda-se muito cuidado e pensar 3 vezes antes da próxima sardinha assada. Lembrem-se, se rebentar uma bomba na lota, a culpa é nossa. Ninguém nos mandou desrespeitar as crenças dos Yezidis.

Devemos lembrar-nos sempre dos pacíficos Baha'i. E devemos ter muito cuidadinho com o nosso comportamento, que poderá deixar um bahaista seriamente incomodado. Neste caso particular, o que devemos esquecer é o sexo extraconjugal e a homossexualidade. Temos pena, mas tem que ser, em nome da sã convivência ecuménica. Todos sabemos que são as nossas constantes provocações que causam o fundamentalismo. Agora damos-lhe Brodeback Mountains, depois não se queixem que o acumular de humilhações traga bombas para homosseuxais/adúlteros ou passageiros do autocarro 22.

Nunca nos devemos esquecer dos fiéis seguidores do profeta Zaratrusta. Os zaratrustistas, mais conhecidos por zoroastrianistas, acreditam que os mortos devem ser deixados ao ar livre para servir de manjar a abutres. Os abutres também têm direitos. Nós, humanos, nem imaginamos como é triste ser abutre e esticar a asa sem nunca ter depenicado um fígado, um baço ou uma mioleira bem assada ao sol dos Verões quentes. Corremos um grande risco, no ocidente. Corremos o risco de enterrar por engano um praticante zoroastrianista, o que pode deixar em fúria um clérigo zoroastrianista que declarará uma guerra santa contra os enterradores de cadáveres - uma verdadeira falta de respeito, uma blasfémia, um insulto ignóbil para com o Avestas, o livro sagrado. Isto até pode ser 10 vezes mais grave que desenhar uns rabiscos e chamar-lhes Maomé. Mais uma vez, não digam que não foram avisados. Se alguma coisa der para o torto, a culpa é nossa e dos nossos revoltantes cemitérios, desrespeitadores das crenças de outros povos.

Para finalizar, uma nota à atenção do senhor primeiro-ministro. Diz-se que há uma religião, não sei bem se na Antártida ou se na Gronelândia, em que consta nos livros sagrados que é um horrível insulto, a mãe de todas as blasfémias, ter ministros chamados Diogo. Senhor primeiro-ministro, não os provoque e em nome da nossa segurança, aja em conformidade.

por jcd, in

http://ablasfemia.blogspot.com/2006/02/respeitemos-os-outros.html

Óscar
15-02-2006, 13:33
Danças com ‘rottweilers’

Domingos Amaral

Não há um único português que não demonstre uma grande garganta e uma bravata de toureiro em defesa da sacrossanta ”liberdade de expressão”.

A crise dos ‘cartoons’ lembrou-me uma história, cujos protagonistas são um homem e um ‘rottweiler’ que todos os dias se cruzavam na rua. Um dia, o homem decidiu que ia dançar em frente do ‘rottweiler’, só para o provocar. O ‘rottweiler’ obviamente atacou-o. A caminho do hospital, a sangrar de várias feridas, o homem gritava que tinha o direito de dançar na rua, em frente de quem ele quisesse. Houve gente que defendeu energicamente o seu ”direito à dança”. Eu acho o homem um parvo.
Se criticar a Opus Gay, sou considerado um sinistro homofóbico. Se defender o Ku Klux Klan, ou atacar a comunidade negra, sou um porco racista. Se gozar com câmaras de gás, e escrever holocausto com letra pequena, sou um sacana de um anti-semita. Se ofender os ciganos, sou xenófobo. E, se defender Hitler e usar uma suástica, sou considerado um canalha nazi. Porém, se fizer um ‘cartoon’ de um Maomé bombista, o mundo levanta-se a defender a minha ”liberdade de expressão”. Infelizmente, o que esta crise confirmou é que os muçulmanos estão agora no fim da escala de valores ocidental. Não têm, como outros grupos ou raças, direito a ”discriminação positiva”. Pelo contrário, são odiados. São, como disse Sarkozy, ”escumalha”. Osama conseguiu unir o Ocidente pela raiva.
Somos todos dinarmaqueses? Quem tentou imitar o ”somos todos americanos” do ”Le Monde” do dia 12 de Setembro de 2001, esqueceu um detalhe: no 11 de Setembro, a América foi vítima de um ataque que matou quase 3000 pessoas. Na crise dos ‘cartoons’, os agressores iniciais (os cartoonistas e o jornal dinamarquês) tornaram o seu país, a Dinamarca, numa vítima dos radicais islâmicos. Foi um processo estranho e complexo, mas que não convida à solidariedade. A única coisa que aprendi sobre a Dinamarca é que lá também existem idiotas. Nada de surpreendente, há-os em todos os países. Mas, não costumo solidarizar-me com eles. Este desejo de unir o Ocidente (o ”somos todos”) é perigoso. Não somos todos idiotas, nem somos todos de extrema-direita. Entre um muçulmano radical e um ocidental radical, venha o Diabo e escolha. Eu não escolho. Quem aceitar o ”nós” contra ”eles”, aceita e promove a armadilha terrorista.

Em Portugal, existem imensos especialistas no Islão. Não há ‘opinion maker’ que não tenha a sua teoriazinha islâmica. O Islão é ”agressivo”, o Islão é ”fanático”, o ”Islão é político”, o ”Islão está em guerra”, etc. Uma das coisas boas de ler a imprensa portuguesa é que substitui qualquer necessidade de ler livros de história. Desde a mil vezes repetida máxima de que ”no Islão não há separação entre a religião e o Estado”, até às menos óbvias teorias invocando ”a queda de Granada”, tivemos direito a tudo. Eu confesso que sei pouco sobre o Islão. Mas sei que Maomé é o profeta deles. Insultá-lo ofende todos os muçulmanos, sejam moderados ou fanáticos, e isso é perigoso. E estúpido.

Em Portugal, existem também inúmeros corajosos. Há imensa gente que não vai ”ceder” ao medo, que vai ”combater pela nossa civilização”, que nunca irá ”capitular” ou ”ceder à chantagem dos fanáticos”. É por isto que amo apaixonadamente Portugal. É tão tuga, tão ”agarrem-me se não eu vou lá”, tão passional na defesa dos ”valores”. É divertido, pois sendo Portugal um país com pouca experiência de guerras ou ataques terroristas, não há um único português que não demonstre uma grande garganta e uma bravata de toureiro em defesa da sacrossanta ”liberdade de expressão”. Podemos portanto dormir tranquilos. Há uma vanguarda prontinha a puxar pelo gatilho. Esta ”retórica belicista”, à superfície apenas tonta, revela um desejo confrontacionista profundo, e é a crista de uma onda populista anti-islâmica que varre a Europa como um perigoso ‘tsunami’. Que existia um ‘tsunami’ anti-ocidental no Islão, já sabíamos, mas não sabíamos que existia um ‘tsunami’ anti-Islão na Europa. Como Osama queria, e o Irão deseja. Quem contrariar estes ‘tsunamis’ é, notem bem, cobarde.

”A guerra do Terror” veio para ficar. Aumentou brutalmente o número de Ocidentais mortinhos por atacar à bomba o Irão. Obviamente, isso não será considerado uma ”agressão ocidental”, mas um acto perfeitamente justificado, perante as circunstâncias.
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Domingos Amaral, Director da revista ”Maxmen”

http://www.diarioeconomico.com/edicion/diario_economico/opinion/columnistas/domingos_amaral/pt/desarrollo/618969.html

Massarico
15-02-2006, 14:40
Havia algumas coisas a dizer desta personagem, neste contexto, mas o que realmente interessa são os argumentos.

Em primeiro lugar, sendo um rotweiller um cão perigoso, e supondo que tem dono, o senhor que vai a caminho do hospital tem toda a razão. Porque se não pode dançar porque está lá o cão, o que é que não poderá fazer mais? Porque é que uma pessoa há-de ver a sua liberdade restringida por um tipo irresponsável que não sabe tomar conta do cão? Enfim.

O que o Domingos Amaral, e muitas outras pessoas se esquecem é de uma coisa muito importante. Ele pode defender o Hitler e teorizar a favor das teses daquele moço que dirige o Irão na imprensa portuguesa à vontade, sem medo que lhe deitem fogo à casa ou que lhe matem a família, e sem receio de explodir num voo para Londres. Ele sujeita-se a que outra qualquer pessoa escreva num jornal que ele é anti-semita (o que provavelmente não seria mentira nenhuma). Ou seja, ele emitiu uma opinião que foi contrariada com outra opinião. Isto é liberdade de imprensa.

Liberdade de imprensa ou de expressão não é poder dizer o que nos apetece sem estarmos sujeitos a crítica - é poder dizer o que nos apetece, sujeitos a contraditório, mas não sujeitos a violência, ameaças, prisões e perseguições. E o que se critica na crise dos cartoons é a violência física, a ameaça e a destruição das embaixadas. Não ouvi ninguém criticar o Irão por causa das caricaturas que a imprensa local (totalmente controlada pelo estado) sobre os judeus e o ocidente ser alvo das mesmas manifestações. Ou sequer de um mínimo de atenção.

Depois, sobre a crítica aos "especialistas do Islão", não é crítica não é nada. É uma boca inconsequente de um confesso ignorante. Além disso, dizer que no Islão não existe separação entre o estado e a religião não é um feito de erudição, é uma evidência doutrinária e uma certeza estatística, conhecidas por qualquer pessoa que tenha um mínimo de interesse sobre o assunto. Aliás, sempre foi uma das principais diferenças a apontar entre o cristianismo e o islão. Bem sei que não é tema recorrente na publicação que ele dirige, mas quando se fala num assunto, convém investigar minimamente. Pelo menos para se saber do que se está a falar.

Depois há esta teoria inovadora, inventada pelo Michael Moore, de que uma pessoa só pode ter uma opinião sobre um conflito se primeiro pegar numa metralhadora e se puser na frente de batalha aos tiros. Para mostrar que tem razão, talvez. Eu acho que estamos em guerra com o Islão, guerra declarada por "eles", mas evidentemente que não vou pegar na canhota e vou para a Palestina por-me aos tiros. Tal como se um árabe qualquer me apontar uma pistola à cabeça, provavelmente ponho-me aos gritos de Allah u Akbar se ele assim o quiser. Isso quer dizer que não posso ter opinião? Quer dizer que não posso dizer que não devemos ceder um mílimetro nas nossas convicções e nos nossos valores? Quer dizer que não posso dizer que, enquanto sociedade não nos devemos vergar à vontade do Islão? Que devemos aceitar sacrifícios em nome de uma guerra?

E se me apetecer dizer que o senhor Amaral é uma besta? Será que ele me vem incendiar a casa? Será que isso é legítimo?

Óscar
15-02-2006, 18:51
Em primeiro lugar, sendo um rotweiller um cão perigoso, e supondo que tem dono, o senhor que vai a caminho do hospital tem toda a razão. Porque se não pode dançar porque está lá o cão, o que é que não poderá fazer mais? Porque é que uma pessoa há-de ver a sua liberdade restringida por um tipo irresponsável que não sabe tomar conta do cão? Enfim

E porque é que o senhor que, tendo tanto espaço para dançar, o foi fazer em frente ao cão? Ou é tolo e não mediu as consequências ou quis, deliberadamente, provocar o cão...

Imaginemos o seguinte: um skinhead, todo tatuado com suásticas decide ir até à Pedreira dos Húngaros, por exemplo, expressar a sua "liberdade de expressão" e começa a pintar nas paredes do bairro expressões do género "Poder Branco", " Morte aos escarumbas", "Pretos de merda", etc...

Qual seria a reacção da população do bairro? Iriam pô-lo em tribunal ou iriam escrever por baixo (ou ao lado) o contraditório?

Massarico
15-02-2006, 19:09
Eu não falo do que as pessoas fazem, porque isso está bem à vista de todos. Eu falo do que as pessoas deviam fazer e do que a lei, que organiza as sociedades deve dizer. E podes ter a certeza que se alguém escrever no meu prédio "Branco de Merda, defensor dos judeus, devias ser queimado em Auswitz", não o vou agredir. O mais que posso fazer, se coseguir, é agarra-lo e chamar a polícia para fazer queixa.

Quanto ao tipo do cão, a questão que se coloca é: porque raio há-se um cão impedi-lo de dançar onde ele bem entende? O que deve ser previligiado pela sociedade: o direito do homem a dançar no meio da rua ou o direito do dono de um cão agressivo de o deixar na rua sem trela e sem açaime?

Se a acção foi tonta ou não, é pouco importante em face da consequência, exactamente como no caso dos cartoons. Eu não os publicaria e acho-os de mau gosto, na exacta medida em que acho odo papa com o preservativo de mau gosto. Mas não acho que ninguém deva ser ameaçado por os publicar. Criticado, sim, ameaçado, não.

Mohandas
16-02-2006, 16:07
Qualquer discussão, troca de opiniões ou exposição de ideias que se faça relativamente às caricaturas, quaisquer que sejam os argumentos usados, é totalmente inútil. Nem sequer vou contribuir para essa fogueira.
Deixo só uma questão: se a representação de Maomé é proibida, e assumindo como verdadeiro que nunca foi representado, como raio é que aqueles tipos sabem que o gajo das caricaturas é Maomé?

jleandro
16-02-2006, 16:26
ólá Mohandas

há que tempos...

também não dou mais para esta confrontação, isso é o que os regimes árabes fundamentalistas querem.

só digo que estou farto de, em questões fundamentais como a liberdade de imprensa, me quererem impingir as "opiniões sensatas". isso foi o que a Europa civilizada da altura tentou fazer com o Hitler e o nazismo:(

o que eles (promotores das manifs e ataques às Embaixadas querem) é o confronto e com isso captar mais guerrilheiros para imolações e ataques suicidas, e entretanto fazerem os possíveis para......subir o preço do petról.

e para mim continua a ser verdade que em questões fundamentais: quem mais se baixa....;)

Óscar
16-02-2006, 16:32
Muito simples, Mohandas... todas as caricaturas tinham escrito algo a relacionar a personagem caricaturada com Maomé...:rolleyes: