Houdini
04-01-2006, 18:00
Teremos um novo 'Iraque' à vista?????
O Irão está a comprar na Europa e nos países da ex-União Soviética equipamento e tecnologia necessários ao desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos, concluiu um relatório secreto, elaborado com informações recolhidas pelos serviços secretos de vários países europeus.
A informação é adiantada na edição de hoje do diário britânico “The Gardian”, que diz ter tido acesso ao relatório, datado de Julho do ano passado, no qual são listados os esforços desenvolvidos por vários países, incluindo o Irão, para comprar material com fins bélicos.
Segundo o diário, o documento, com 55 páginas, reúne material recolhido pelos serviços de informação britânicos, franceses, alemães e belgas e estará a ser usado para alertar os governos europeus e as principais indústrias ligadas ao sector para a necessidade de reforçar a vigilância das exportações de equipamento e conhecimentos.
De acordo com as investigações, o regime iraniano desenvolveu uma ampla rede de empresas fictícias, instituições oficiais, institutos de investigação e intermediários com o objectivo de obter – na Europa ocidental e nos países da ex-URSS – conhecimentos, formação e equipamento a aplicar no seu programa nuclear, no fabrico de mísseis de longo alcance e no desenvolvimento de um programa de armas químicas e biológicas.
“Para além de equipamento sensível, o Irão continua a procurar intensamente tecnologia e conhecimentos para aplicações militares de todos os géneros”, cita o jornal.
Sem revelar nomes, o “The Gardian” adianta que o relatório apresenta uma lista de empresas e instituições iranianas envolvidas nesta corrida ao armamento.
Mísseis de longo alcance em desenvolvimento
O relatório lembra que o Irão admitiu ter a ambição de desenvolver um programa espacial próprio, mas nos últimos meses concentrou esforços para melhorar e aumentar o alcance do seu míssil Shahab-3, actualmente já capaz de atingir Israel.
Segundo os serviços secretos ocidentais, cientistas iranianos estão a desenvolver componentes de navegação, a comprar tecnologia de calibração, simuladores de movimento e outros equipamentos destinados ao programa de mísseis balísticos. Ainda de acordo com a mesma fonte, a próxima geração de Shahab terá capacidade para atingir países tão distantes como a Itália e Áustria.
A divulgação do relatório ocorre dias depois do Irão ter anunciado a intenção de retomar, na próxima semana, as pesquisas sobre combustível nuclear, suspensas há dois anos e meio. A decisão vem reforçar os receios da comunidade internacional, céptica quanto à alegação iraniana de que o seu programa nuclear se destina exclusivamente à produção de energia.
O “The Gardian” sublinha mesmo que a fuga de informação que lhe permitiu ter acesso ao relatório secreto é um sinal da crescente frustração dos países ocidentais quanto à sua incapacidade para obrigar Teerão a renunciar ao enriquecimento de urânio – actividade necessária à produção de combustível para as centrais nucleares, mas susceptível de produzir urânio em concentrações ideais para o fabrico de bombas atómicas.
Além do Irão, o relatório descreve ainda as tentativas da Síria e do Paquistão para adquirir tecnologia e componentes necessários aos respectivos programas balísticos e ao enriquecimento de urânio. O documento relata também o papel assumido pela Rússia na corrida ao armamento em curso no Médio Oriente e denuncia o envolvimento de dezenas de empresas de fachada chinesas no programa nuclear norte-coreano.
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1243709&idCanal=18
O Irão está a comprar na Europa e nos países da ex-União Soviética equipamento e tecnologia necessários ao desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos, concluiu um relatório secreto, elaborado com informações recolhidas pelos serviços secretos de vários países europeus.
A informação é adiantada na edição de hoje do diário britânico “The Gardian”, que diz ter tido acesso ao relatório, datado de Julho do ano passado, no qual são listados os esforços desenvolvidos por vários países, incluindo o Irão, para comprar material com fins bélicos.
Segundo o diário, o documento, com 55 páginas, reúne material recolhido pelos serviços de informação britânicos, franceses, alemães e belgas e estará a ser usado para alertar os governos europeus e as principais indústrias ligadas ao sector para a necessidade de reforçar a vigilância das exportações de equipamento e conhecimentos.
De acordo com as investigações, o regime iraniano desenvolveu uma ampla rede de empresas fictícias, instituições oficiais, institutos de investigação e intermediários com o objectivo de obter – na Europa ocidental e nos países da ex-URSS – conhecimentos, formação e equipamento a aplicar no seu programa nuclear, no fabrico de mísseis de longo alcance e no desenvolvimento de um programa de armas químicas e biológicas.
“Para além de equipamento sensível, o Irão continua a procurar intensamente tecnologia e conhecimentos para aplicações militares de todos os géneros”, cita o jornal.
Sem revelar nomes, o “The Gardian” adianta que o relatório apresenta uma lista de empresas e instituições iranianas envolvidas nesta corrida ao armamento.
Mísseis de longo alcance em desenvolvimento
O relatório lembra que o Irão admitiu ter a ambição de desenvolver um programa espacial próprio, mas nos últimos meses concentrou esforços para melhorar e aumentar o alcance do seu míssil Shahab-3, actualmente já capaz de atingir Israel.
Segundo os serviços secretos ocidentais, cientistas iranianos estão a desenvolver componentes de navegação, a comprar tecnologia de calibração, simuladores de movimento e outros equipamentos destinados ao programa de mísseis balísticos. Ainda de acordo com a mesma fonte, a próxima geração de Shahab terá capacidade para atingir países tão distantes como a Itália e Áustria.
A divulgação do relatório ocorre dias depois do Irão ter anunciado a intenção de retomar, na próxima semana, as pesquisas sobre combustível nuclear, suspensas há dois anos e meio. A decisão vem reforçar os receios da comunidade internacional, céptica quanto à alegação iraniana de que o seu programa nuclear se destina exclusivamente à produção de energia.
O “The Gardian” sublinha mesmo que a fuga de informação que lhe permitiu ter acesso ao relatório secreto é um sinal da crescente frustração dos países ocidentais quanto à sua incapacidade para obrigar Teerão a renunciar ao enriquecimento de urânio – actividade necessária à produção de combustível para as centrais nucleares, mas susceptível de produzir urânio em concentrações ideais para o fabrico de bombas atómicas.
Além do Irão, o relatório descreve ainda as tentativas da Síria e do Paquistão para adquirir tecnologia e componentes necessários aos respectivos programas balísticos e ao enriquecimento de urânio. O documento relata também o papel assumido pela Rússia na corrida ao armamento em curso no Médio Oriente e denuncia o envolvimento de dezenas de empresas de fachada chinesas no programa nuclear norte-coreano.
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1243709&idCanal=18