costarios
27-12-2005, 14:53
Leiam o texto abaixo e reflictam sobre a importância e a responsabilidade que nós, seres humanos, temos como guardiões temporários da vida neste planeta.
Algo distante.
No livro “Deus e a Ciência”, dois físicos, Grichka e Igor Bogdanov, trocam idéias com o filósofo católico Jean Guitton. Em dado momento, eles dizem que toda a realidade repousa sobre um pequeno número de constantes cosmológicas: gravitação, zero absoluto, velocidade da luz, força nuclear, força eletromagnética etc. “Se só uma dessas constantes tivesse sido minimamente modificada, então o Universo — ao menos tal como o conhecemos — não poderia ter aparecido”, eles dizem. Prosseguem, contando que o resultado seria espantoso se os mais poderosos computadores fossem programados para calcular a probabilidade de que as condições para o surgimento do Universo tivessem se dado no tempo certo e na intensidade certa: “As leis da probabilidade indicam que esses computadores deveriam calcular durante bilhões de bilhões de bilhões de anos — isto é, durante um tempo quase infinito — até que pudesse aparecer uma combinação de números comparável àquela que permitiu a eclosão do Universo.”
Mais adiante, os três lembram que, para que a vida surgisse na Terra, foi preciso que, ao longo de bilhões de anos, um milhar de enzimas se aproximasse umas das outras, até que ocorresse a única ordenação entre elas capaz de gerar uma célula viva. Os biólogos calcularam a probabilidade de que essa única ordenação certa viesse a ocorrer: a probabilidade é da ordem de 10 seguido de mil zeros (um número indizível) contra um. Não, não se trata de uma chance em um milhão, ou uma chance em um trilhão, mas de uma chance contra 10 seguido de mil zeros. “O que equivale a dizer que a chance é nula”, arremata um deles. E para que os aminoácidos se esbarrassem na ordem certa para que se criasse uma molécula de RNA, os biólogos calcularam que teria sido necessário que a natureza multiplicasse “às apalpadelas” as tentativas durante pelo menos 10 elevado a 15 anos. “Ou seja, durante cem mil vezes mais tempo que a idade total do nosso Universo.”
Fonte: Ali Kamel - Jornal O Globo (http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/alikamel.asp)
Algo distante.
No livro “Deus e a Ciência”, dois físicos, Grichka e Igor Bogdanov, trocam idéias com o filósofo católico Jean Guitton. Em dado momento, eles dizem que toda a realidade repousa sobre um pequeno número de constantes cosmológicas: gravitação, zero absoluto, velocidade da luz, força nuclear, força eletromagnética etc. “Se só uma dessas constantes tivesse sido minimamente modificada, então o Universo — ao menos tal como o conhecemos — não poderia ter aparecido”, eles dizem. Prosseguem, contando que o resultado seria espantoso se os mais poderosos computadores fossem programados para calcular a probabilidade de que as condições para o surgimento do Universo tivessem se dado no tempo certo e na intensidade certa: “As leis da probabilidade indicam que esses computadores deveriam calcular durante bilhões de bilhões de bilhões de anos — isto é, durante um tempo quase infinito — até que pudesse aparecer uma combinação de números comparável àquela que permitiu a eclosão do Universo.”
Mais adiante, os três lembram que, para que a vida surgisse na Terra, foi preciso que, ao longo de bilhões de anos, um milhar de enzimas se aproximasse umas das outras, até que ocorresse a única ordenação entre elas capaz de gerar uma célula viva. Os biólogos calcularam a probabilidade de que essa única ordenação certa viesse a ocorrer: a probabilidade é da ordem de 10 seguido de mil zeros (um número indizível) contra um. Não, não se trata de uma chance em um milhão, ou uma chance em um trilhão, mas de uma chance contra 10 seguido de mil zeros. “O que equivale a dizer que a chance é nula”, arremata um deles. E para que os aminoácidos se esbarrassem na ordem certa para que se criasse uma molécula de RNA, os biólogos calcularam que teria sido necessário que a natureza multiplicasse “às apalpadelas” as tentativas durante pelo menos 10 elevado a 15 anos. “Ou seja, durante cem mil vezes mais tempo que a idade total do nosso Universo.”
Fonte: Ali Kamel - Jornal O Globo (http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/alikamel.asp)