Óscar
30-11-2005, 19:37
Marte teve água em grande quantidade pouco tempo depois da sua formação, há quase 4 mil milhões de anos - confirmou, pela primeira vez, um estudo do solo realizado graças à sonda europeia Mars Express.
Segundo um artigo a publicar quinta-feira pela revista britânica Nature, a maioria dos cientistas concorda que o «planeta vermelho», formado como a Terra há cerca de 4,6 mil milhões de anos, era muito húmido num dado momento da sua história.
Mas o novo estudo, feito a partir de observações da Mars Express, faz recuar a presença de «quantidades substanciais de água» ao fim do Noaquiano, uma época geológica de Marte que terminou há 3,5 a 3,8 mil milhões de anos.
Uma equipa dirigida por François Poulet, da Universidade Paris- Sul, em Orsay, detectou em terrenos muito antigos do planeta argilas do tipo filossilicatos, que se formam quando rochas basálticas vulcânicas estão mergulhadas em água durante muito tempo.
Para Horton Newsom, planetólogo da Universidade do Novo México em Albuquerque (EUA), a descoberta confirma o que se suspeitava até agora a partir de imagens de formações geológicas na superfície de Marte, nomeadamente a presença de grandes quantidades de água no planeta numa certa época.
Na sua óptica, «a presença de filossilicatos nos antigos planaltos sugere a existência de condições comparáveis às da Terra em Marte muito antes de há 3,5 mil milhões de anos».
Depois, acrescenta, «parece que a superfície (do planeta) se tornou mais ácida, impedindo a formação de filossilicatos e carbonatos, e favorecendo a de hematites e sulfatos» como os observados noutras regiões pelo robô norte-americano Opportunity e também pela sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) Mars Express.
A formação de sulfatos corresponde a um período de clima suave e talvez mais seco do que o Noaquiano, no qual o ambiente marciano parece ter sido mais ácido, porventura devido à emissão de gases ácidos pelos vulcões, segundo a equipa do prof. Poulet.
Diário Digital / Lusa
30-11-2005 18:00:00
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=204068
Segundo um artigo a publicar quinta-feira pela revista britânica Nature, a maioria dos cientistas concorda que o «planeta vermelho», formado como a Terra há cerca de 4,6 mil milhões de anos, era muito húmido num dado momento da sua história.
Mas o novo estudo, feito a partir de observações da Mars Express, faz recuar a presença de «quantidades substanciais de água» ao fim do Noaquiano, uma época geológica de Marte que terminou há 3,5 a 3,8 mil milhões de anos.
Uma equipa dirigida por François Poulet, da Universidade Paris- Sul, em Orsay, detectou em terrenos muito antigos do planeta argilas do tipo filossilicatos, que se formam quando rochas basálticas vulcânicas estão mergulhadas em água durante muito tempo.
Para Horton Newsom, planetólogo da Universidade do Novo México em Albuquerque (EUA), a descoberta confirma o que se suspeitava até agora a partir de imagens de formações geológicas na superfície de Marte, nomeadamente a presença de grandes quantidades de água no planeta numa certa época.
Na sua óptica, «a presença de filossilicatos nos antigos planaltos sugere a existência de condições comparáveis às da Terra em Marte muito antes de há 3,5 mil milhões de anos».
Depois, acrescenta, «parece que a superfície (do planeta) se tornou mais ácida, impedindo a formação de filossilicatos e carbonatos, e favorecendo a de hematites e sulfatos» como os observados noutras regiões pelo robô norte-americano Opportunity e também pela sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) Mars Express.
A formação de sulfatos corresponde a um período de clima suave e talvez mais seco do que o Noaquiano, no qual o ambiente marciano parece ter sido mais ácido, porventura devido à emissão de gases ácidos pelos vulcões, segundo a equipa do prof. Poulet.
Diário Digital / Lusa
30-11-2005 18:00:00
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=204068