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View Full Version : mais um bombista suicida em Israel


jleandro
26-10-2005, 15:17
só ainda não consegui perceber o número de vítimas e se há mortos

jleandro
26-10-2005, 15:21
para já 5 mortos :mad:

Patacôncio
26-10-2005, 15:28
É a via "revolucionária" dos fanáticos anti-judaicos.

O Sharon devia arrasar todos os líderes fanáticos religiosos da Palestina. O Abbas agradecia... :eek: :D :eek:

Óscar
26-10-2005, 16:30
O Sharon devia arrasar todos os líderes fanáticos religiosos da Palestina

Pois... até parece que não tem feito outra coisa... :rolleyes: Aliás, essa é a solução defendida pelos radicais de ambos os lados, sem que se veja fim á espiral de violência... ora, agora matas tu, ora, agora mato eu... :rolleyes:

Ademais, nem percebo a novidade da notícia... não foi o primeiro atentado, nem há-de ser o último... pelo menos, enquanto durar a ocupação de parte da Palestina... e enquanto o fanatismo de ambos os lados não ceder ao pragmatismo necessário para uma solução aceitável por ambos os lados...

Ainda houve esperança, quando Rabin e Arafat se entenderam para uma solução viável para este conflito que se eterniza, mas, o fanatismo religioso, mais uma vez, venceu e Rabin foi assassinado...

Massarico
26-10-2005, 16:44
Ó Óscar, mas não te parece que, desocupada a faixa de Gaza os Palestinianos tinham aqui a oportunidade de demonstrar ao mundo que não são nenhuns fanáticos e que são perfeitamente capazes de viver em paz e sossego com os Israelitas?

É que quantos mais ataques fizerem, mais enfraquecem a já periclitante posição de Sharom, e em nada ajudam os EUA e a Europa (pronto, os EUA, que a Europa é irrelevante) a pressionarem o governo israelita.

E nisto há que perceber que Israel está outra vez a ficar sob pressão no Médio Oriente, com as recentes declarações do novo presidente iraniano e com o desenvolvimento do seu programa nuclear.

Eles que não se cuidem, e depois os outros é que são fanáticos. É que os outros dependem de votos, ao contrários deles.

Helena
26-10-2005, 17:48
que estava a espera de uns momentos de paz la para aqueles lados.....mas, deep inside.....nunca acreditei....porque sera? :( :confused:

jleandro
26-10-2005, 22:59
Ademais, nem percebo a novidade da notícia

Óscar

a novidade da notícia está em ter sido o 1º atentado terrorista depois da saída dos israelitas dos colonatos.

e mais uma vez são os extremistas que colocam em causa os esforços dos verdadeiros defensores duma solução pacífica do problema.

como se não bastasse, e até parece que foi um sinal, um iraquiano qualquer veio rapidamente defender o "desaparecimento de Israel da face da Terra".

não querem aproveitar o facto do Sharom se ter revelado como um dos interessados na solução do problema, então esperem que os verdadeiros radicais tomem o poder em Israel.

contra a opinião de muitos "opinion makers" o Sharom (acusado de ser um falcão) tem sido dos politicos israelitas que mais passos positivos tem dado no caminho da paz, e se ele for afastado nada melhorará.

afinal, o que muitos árabes querem e não é de agora, é um recrudescer do conflito.

Patacôncio
26-10-2005, 23:42
JL, foi pior.

Foi o Presidente do Irão que pediu a aniquilação de Israel da face da terra. Qualquer dia vai haver batatada da grossa. Com estas declarações, o Irão está a pedir umas bombitas sobre as suas instalações nucleares.

Depois digam que a culpa é dos israelitas. Pois...

jleandro
26-10-2005, 23:48
eu sei que foi o Presidente iraquiano a fazer aquelas declarações, a expressão que usei foi só para salientar a extrema estupidez das declarações :tdown:

os liders árabes não aprendem, e depois queixam-se ;)

Patacôncio
26-10-2005, 23:49
JL, foi o Presidente do Irão!

E o gajo não é arabe! :p ;) :eek: :D :D

jleandro
26-10-2005, 23:52
não é árabe?

é o quê?

agora lixaste-me com essa :p

jleandro
26-10-2005, 23:55
aqui temos uma posição sensata sobre o atentado de hoje.


Abbas diz que atentado em Hadera prejudica interesses palestinianos
26.10.2005 - 18h23 AFP, Reuters, PUBLICO.PT



O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, condenou o atentado-suicida na cidade israelita de Hadera, apelando para que o incidente não ponha em causa a trégua vigente na região há vários meses. Segundo o último balanço, cinco pessoas morreram a 21 ficaram feridas.

“O ataque com ‘rockets’ [na segunda-feira] a partir de Gaza e o atentado-suicida de hoje representam violações da trégua”, lê-se um comunicado emitido pela presidência palestiniana, horas depois do primeiro atentado em Israel após a retirada israelita de Gaza, no passado mês de Agosto.

O ataque de hoje “contraria os interesses palestinianos e vai intensificar a violência na região”, escreva Abbas, que promete “continuar os esforços para garantir a perenidade da trégua, no interesse dos povos palestiniano e israelita”.

Por seu lado, o ministro da Defesa israelita, Shaul Mofaz, afirmou que Israel “fará tudo o que for necessário para defender os seus cidadãos”, enquanto o seu colega da Segurança Interna, Gideon Ezra, garantiu que a reacção israelita será centrada nos autores dos atentados, “não havendo qualquer intenção de sancionar toda a população palestiniana” pelos crimes de alguns.

As televisões israelitas ainda transmitiam imagens em directo do mercado de HAdera, quando militantes da Jihad Islâmica, usando altifalantes, anunciaram em Jenin que a “operação de martírio” tinha sido cometida por Hassan Abou Zeid, um jovem de 21 anos, residente na vizinha aldeia de Qabatiyeh.

Polícia procura cúmplices

Segundo a polícia de Hadera, uma cidade situada a norte de Telavive, o atentado foi provocado por um bombista-suicida, que se fez explodir junto a uma banca de comida, no mercado local. Cinco israelitas morreram na explosão, que provocou ferimentos noutras 21 pessoas, cinco das quais estão em estado crítico.

A polícia cercou de imediato a zona, tentando encontrar eventuais cúmplices do bombista, já que testemunhas dizem ter visto um carro a abandonar o local a grande velocidade pouco antes da explosão.

Minutos depois de noticiado o atentado, um telefonema feito para a redacção da AFP na Cisjordânia, reivindicava a acção em nome da Jihad Islâmica. Segundo o interlocutor, “trata-se de uma primeira resposta ao assassinato por Israel de Luay Saadi”, o comandante do braço armado do movimento radical palestiniano, abatido domingo passado durante um raide do Exército israelita no campo de refugiados de Tulkarm, na Cisjordânia.

Na sequência do assassinato, o grupo prometeu “uma vingança sem precedentes” contra Israel, anunciando a quebra da trégua nas acções contra Israel, imposta pela Autoridade Palestiniana em Fevereiro passado.

O atentado coincide também com o décimo aniversário do assassinato do anterior líder da Jihad, Fathi Shekaki, morto à saída de um hotel em Malta, numa acção atribuída aos serviços secretos israelitas.

Patacôncio
26-10-2005, 23:56
JL, a maioria dos iranianos não são arabes ou semitas. São persas. :p :eek: :D

Não confundas arabes com mouros! (Por exemplo, entre os mouros portugueses, existem duas mesquitas bem conhecidas. Mas não são arabes. Tens a mesquita Alvalade XXI, dos sunitas; e tens a mesquita Luz dos xiitas. :eek: :eek: :p

(Agora é que vem aí uma garrafa pelo ar... Fujam! ) :D :D :D

jleandro
27-10-2005, 00:01
ok, já percebi quer ando a dizer asneiras, mas para mim sejam árabes, persas, sunitas ou xiitas

é tudo a mesma coisa :p

Patacôncio
27-10-2005, 00:05
É. Tens razão. Tanto benfiquistas como sportinguistas, nada os distingue.

Para mim são todos iguais. :eek: :D :eek: :p :p

http://touqenemposso.blogs.sapo.pt/arquivo/benfica_sporting.jpg

O link a seguir não é para seguir.

http://ferroadas.blogs.sapo.pt/arquivo/BENFICA%20SPORTING%20220105.jpg

:D :D :D

costarios
28-10-2005, 13:51
Infelizmente não é com a libertação da Faixa de Gaza ou, quem sabe no futuro, com a libertação da Cisjordânia (uma área MUITAS vezes superior à Faixa de Gaza) que os ataques cessarão.

Para muitos palestianos (no geral são os mesmos que mandam os pobres coitados para uma morte "honrosa com redenção garantida no paraíso") o conflito só irá acabar quando Israel deixar de existir como Estado! :eek:

Pode parecer estranho, mas esta é a reinvidicação da maioria dos grupos extremistas da região. Ou Israel deixa de existir ou continuaremos com os ataques! :mad:

Por aí podemos ter uma ideia de que este conflito não será resolvido tão cedo.

Se olharmos para o mapa da região temos uma noção do que é viver naquele país. Israel é uma praça de guerra cercada de inimigos por todos os lados. Os israelitas já estão acostumados ao estado de sítio em que vivem constantemente. Estão lá para ficar e de lá não sairão, portanto, ou os palestianos mais radicais percebem este ponto de uma vez por todas ou então todos os demais palestinianos irão pagar pela demência de uma pequena parcela da população.

Patacôncio
28-10-2005, 14:07
O problema, Costarios, é que poucos compreendem verdadeiramente a questão. É que não são apenas os radicais palestinianos, são quase todos os radicais islâmicos.

O problema de muitos é estarem sempre a ver as coisas pelo lado da religião, mas a religião sendo forte componente do problema, é apenas um estratagema para uma acção política maior.

Quando o Bin Laden fala do Novo Califado de Bagdad, por exemplo, ele está a dizer-nos que pretende uma união islâmica, um novo Império Turco, mas sob a bandeira teocrática.

Só que as pessoas associam de tal forma Israel aos USA e como pretendem combater os americanos, o "imperialista capitalista", para eles os radicais islâmicos são apenas fruto da pobreza e do imperialismo ocidental.

Mas a coisa é bem mais simples. É que os radicais islâmicos pretendem estender a sua religião e poder sobre o mundo, num novo imperalismo islâmico. Hoje eles querem o pan-islamismo nas suas próprias terras, amanhã em todo o mundo.

Repare-se que eles invocam o passado longínquo para reinvendicar a sua propriedade sobre a zona mas, no entanto, eles estão a conquistar territórios para o Islão na Ásia. E aqui eles já não dizem que é antiga propriedade deles, mas a luta contra o infiel e contra o modo de vida ocidental.

As afirmações do Presidente do Irão são mais graves. Ele pretende a aniquilação total de Israel. Há quem diga que é para consumo interno, mas eu duvido.

E se Israel destruisse as instalações nucleares iranianas, com umas bombitas? Que diriam os inimigos de Israel? Diriam que era, outra vez, Sharon e a sua mania da resolução dos problemas via militar? Ou mera defesa preventiva?

Mas quem julga que é com pombas brancas que se vai demover os radicais islâmicos, está bem enganado. Aliás, eu gostava era de ver muitos "amigos" deste tipo de palestinianos conviverem uns mesitos com os radicais. Iriam compreender que a coisa é mais complicada que apenas a pobreza. Muito mais complicada. E a religião é apenas parte do problema.

Massarico
28-10-2005, 16:05
Ora bem Patacôncio, aí está enunciada a dita guerra de civilizações. O pan-arabismo ou pan-islamismo, ainda nos vai dar muita água pela barba. E, na minha modesta opinião, a derrota desse pan-islamismo está fortemente dependente da alteração da mentalidade europeia, que ´será tanto mais rápida quanto mais rápido for o seu empobrecimento. Ou seja, a macroescolha é entre o Islão e a Pobreza.

Quanto ao Irão, apesar de eu achar que eles são mais inteligentes (e, portanto, menos perigosos do que parecem), não há como jogar pelo seguro, e agradecer a este novo presidente as suas palavras. Espero que o discurso não se altere, porque me parece que o ataque israelita é a única hipótese de impedir que o Irão venha a possuir capacidade nuclear, tendo em conta a habitual cretinice europeia e a falta de condições políticas nos EUA para um bombardeamento das centrais iranianas.

costarios
28-10-2005, 16:28
Em 1981 Israel bombardeou cirurgicamente instalações nucleares iraquianas (central de Osirak). Pq não fazer o mesmo contra o Irão?

Na altura, o ataque foi suficiente para atrasar por vários anos o programa de enriquecimento de urânio (conforme dito por um dos cientistas de Saddam, após a queda do regime). O mesmo também poderia ser feito com o Irão, entretanto, tal ataque teria efeitos muito mais políticos do que práticos, pois faria aumentar ainda mais o nacionalismo islâmico e o ódio que as massas sentem pelo ocidente.