Patacôncio
23-05-2003, 13:42
Estas são boas notícias para Portugal, para os nossos riscos sistémicos e para os correspondentes juros pagos ao exterior ...
http://www.semanarioeconomico.iol.pt/artigos/artigo.php?art_id=113341&div_id=645
Agência internacional de ratings
Moody’s elogia política orçamental do Governo
22-05-2003, Sérgio Aníbal, sanibal@economica.iol.pt
Uma alteração do rating português na reavaliação anual da situação orçamental portuguesa está posta de parte porque as medidas tomadas pelo executívo são vistas como “credíveis”.
A agência de ratings internacional Moody’s vai este ano manter inalterada a classificação atríbuida à Republica Portuguesa apesar das dificuldades orçamentais que enfrenta o nosso País.
Em declarações ao “Semanário Económico”, Alexander Kockerbeck, economista da Moody’s responsável pela atribuição do rating português, afirma que ficou convencido com o que viu numa recente visita a Portugal destinada a verificar até que ponto é que o programa de reformas estruturais do novo Governo é credível. “A minha impressão é que vai haver mudanças positivas”, afirma.
De facto, a evolução recente das finanças públicas portuguesas são vistas pelos responsáveis da Moody’s como um sinal positivo para o futuro. “Pensamos que o esforço para estabilizar o défice e a dívida pública é credível e que o novo governo reagiu bem em algumas áreas”, afirma Alexander Kockerbeck.
Uma das acções mais elogiadas pela Moody’s foi a desaceleração imediata do aumento dos salários na função pública, considerada “uma medida tomada em situação de emergência, para comprar algum tempo, na esperança que se possa diminuir o número de funcionários públicos no futuro”.
Aliás, a tomada de medidas pontuais e irrepetíveis é aceite pelo responsável da Moody’s como uma situação normal perante as circunstâncias. “Podemos aceitar por algum tempo que o governo use medidas extraordinárias. É que as reformas estruturais demoram algum tempo a produzir resultados”, afirma Alexander Kockerbeck, lembrando contudo que não o aceitariamos se a utilização de medidas extraordinárias fosse feita durante muitos anos”.
Por isso, apesar de avisar que “terá que se esperar para ver qual é a evolução da política seguida para se avaliar, a longo prazo, a saúde das finanças pública portuguesas”, Alexander Kockerbeck sinaliza que no próximo relatório da Moody’s sobre o País não haverá qualquer alteração no rating “Aa2” da República Portuguesa nem na tendência que se mantém “Estável”.
O relatório anual da Moody’s sobre Portugal é habitualmente apresentado durante o mês de Maio, sendo de esperar para as próximas semanas a publicação da revisão relativa a 2003.
A Moody’s é, em conjunto com a Standard & Poor’s, uma das duas maiores agências de ratings internacionais. As classificações atribuídas a cada país e empresa são decisivas para a análise de risco do crédito que lhes é concedido. Uma eventual descida do rating português teria consequências imediatas nos custos do financiamento do Estado português e também, por via indirecta, dos bancos e empresas nacionais. A perspectiva das agências de rating é normalmente de longo prazo, dando menos importância aos factores conjunturais que podem afectar a situação orçamental de um país
http://www.semanarioeconomico.iol.pt/artigos/artigo.php?art_id=113341&div_id=645
Agência internacional de ratings
Moody’s elogia política orçamental do Governo
22-05-2003, Sérgio Aníbal, sanibal@economica.iol.pt
Uma alteração do rating português na reavaliação anual da situação orçamental portuguesa está posta de parte porque as medidas tomadas pelo executívo são vistas como “credíveis”.
A agência de ratings internacional Moody’s vai este ano manter inalterada a classificação atríbuida à Republica Portuguesa apesar das dificuldades orçamentais que enfrenta o nosso País.
Em declarações ao “Semanário Económico”, Alexander Kockerbeck, economista da Moody’s responsável pela atribuição do rating português, afirma que ficou convencido com o que viu numa recente visita a Portugal destinada a verificar até que ponto é que o programa de reformas estruturais do novo Governo é credível. “A minha impressão é que vai haver mudanças positivas”, afirma.
De facto, a evolução recente das finanças públicas portuguesas são vistas pelos responsáveis da Moody’s como um sinal positivo para o futuro. “Pensamos que o esforço para estabilizar o défice e a dívida pública é credível e que o novo governo reagiu bem em algumas áreas”, afirma Alexander Kockerbeck.
Uma das acções mais elogiadas pela Moody’s foi a desaceleração imediata do aumento dos salários na função pública, considerada “uma medida tomada em situação de emergência, para comprar algum tempo, na esperança que se possa diminuir o número de funcionários públicos no futuro”.
Aliás, a tomada de medidas pontuais e irrepetíveis é aceite pelo responsável da Moody’s como uma situação normal perante as circunstâncias. “Podemos aceitar por algum tempo que o governo use medidas extraordinárias. É que as reformas estruturais demoram algum tempo a produzir resultados”, afirma Alexander Kockerbeck, lembrando contudo que não o aceitariamos se a utilização de medidas extraordinárias fosse feita durante muitos anos”.
Por isso, apesar de avisar que “terá que se esperar para ver qual é a evolução da política seguida para se avaliar, a longo prazo, a saúde das finanças pública portuguesas”, Alexander Kockerbeck sinaliza que no próximo relatório da Moody’s sobre o País não haverá qualquer alteração no rating “Aa2” da República Portuguesa nem na tendência que se mantém “Estável”.
O relatório anual da Moody’s sobre Portugal é habitualmente apresentado durante o mês de Maio, sendo de esperar para as próximas semanas a publicação da revisão relativa a 2003.
A Moody’s é, em conjunto com a Standard & Poor’s, uma das duas maiores agências de ratings internacionais. As classificações atribuídas a cada país e empresa são decisivas para a análise de risco do crédito que lhes é concedido. Uma eventual descida do rating português teria consequências imediatas nos custos do financiamento do Estado português e também, por via indirecta, dos bancos e empresas nacionais. A perspectiva das agências de rating é normalmente de longo prazo, dando menos importância aos factores conjunturais que podem afectar a situação orçamental de um país