View Full Version : Incêndios florestais: a confirmação do que já se desconfiava
Incêndios: 37% da floresta ardida na Europa do Sul em 2004 é portuguesa - DN
Lisboa, 10 Ago (Lusa) - Mais de um terço (37 por cento) da área ardida em incêndios na Europa do Sul em 2004 é território português, concluiu um relatório da Comissão Europeia sobre fogos florestais que é hoje apresentado em Bruxelas.
Segundo o relatório, elaborado pelo Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia e antecipado hoje pelo Diário de Notícias, Portugal é o país que regista maior número de fogos e o que tem menor sucesso no combate aos incêndios florestais.
Enquanto em todos os países da Europa do Sul - que inclui ainda Espanha, França, Grécia e Itália - tiveram em 2004 um total de área ardida inferior à média dos último 25 anos, Portugal foi o único Estado-membro onde o fogo consumiu mais floresta do que a média anual desde 1980.
O documento, que será apresentado hoje em Bruxelas pelos comissários do Ambiente e da Ciência, refere que o total de terreno devastado em Portugal corresponde a 37 por cento do valor da Europa do Sul.
O relatório indica que a pesquisa destaca a Europa do Sul porque é nessa região que se têm registado "fogos florestais dramáticos" com valores elevados.
Em Itália, o total de área ardida em 2004 foi quase metade da média dos últimos 25 anos, França conseguiu valores inferiores em quase dois terços e a Espanha conseguiu reduzir os fogos em quase 30 por cento.
O documento assinala também que, de uma maneira geral, "o valor para os cinco estados membros do Sul está bem abaixo da média dos últimos 25 anos".
Relativamente a 2004, a área ardida em Portugal corresponde a 37 por cento do total dos cinco países, apenas dois pontos percentuais atrás da Espanha (39 por cento) que tem um território quatro vezes maior.
Itália registou 17 por cento de área ardida, a França quatro por cento e a Grécia três por cento.
No entanto, Portugal teve o maior número de fogos: 41 por cento do total, seguida por Espanha (40 por cento), Itália (12 por cento), França (quatro por cento) e Grécia (três por cento).
O relatório assinala que 2004 foi, apesar de tudo, muito melhor do que no ano anterior, um dos mais negros na história portuguesa, com mais de 421 mil hectares de área ardida, contra os perto de 130 mil no ano passado.
De acordo com os autores do relatório, em 2004 o desempenho de Portugal foi positivo em Junho e Julho relativamente a igual período de 2003.
Segundo o último relatório da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, mais de 52 mil hectares de floresta arderam em Portugal Continental em Julho, o pior mês desde o início de 2005, elevando para 68.290 hectares a área destruída pelos incêndios nos primeiros sete meses deste ano.
DD.
Lusa/Fim
Esse relatório é referente ao ano passado, deixa lá ver para o ano, o referente a este ano, bem, lembro-me que antes de isto aquecer, apareceu por aí um ministro que não me lembro do nome, pois eles mudam tão rápido que garantiu que este ano estava tudo sob control. Fiquei descansadinho, pois finalmente iriamos ter um Verão sem fogos, afinal fui mais uma vez enganado, mas sinceramente achei que o dito ministro estava a assinar os papeis para a demissão, isto de passar muitas horas nos gabinetes sem ter a menor ideia do que se passa nos exterior prega grandes partidas.
Já agora, em relação ao ano passado, uma das áreas mais massacradas foi o Algarve, que por norma não arde, vai-se lá perceber, porque ardeu tanto no ano passado.
olá Nova ! Há que tempos não te lia por cá! Está tudo bem ? continuas a ser chefe lá na escola? :)
Quanto ao Algarve, é só esperar. Afinal, ainda agora o Verão vai no ardo, perdão, no adro.... :rolleyes:
Mohandas
10-08-2005, 23:00
Este ano já vai em mais de 100 mil hectares. O equivalente a 100.000 campos de futebol. :eek:
Este Cali :tup:
Ando de férias, por aí, era só para voltar em Setembro, mas de vez em quanto dou aqui uma espreitadela, como ando desinvestido, pouco tenho falado.
Também me tenho divertido com algumas intervenções, do Pataco :D :D :D , que pôs fim à licença sabática, mas parece que já tem imagens sabotadas e uma má recepção por um membro(a) recente, mas enfim, como diz o outro, "é disto que o meu povo gosta".
jleandro
11-08-2005, 07:32
parece que as contas quanto à área ardida,... estão mal feitas
[QUOTE]
UE diz que Portugal desvalorizou área ardida
elsa costa e silva
As contas oficiais para a área ardida até 31 de Julho deste ano estarão subestimadas em 45%. De acordo com um estudo do Centro Comum de Investigação, da Comissão Europeia, a área ardida contabilizada no global terá sido de 100 mil hectares, enquanto a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) refere apenas 68 166 hectares. Ainda segundo o projecto European Forest Fires Information System (EFFIS), só em grandes incêndios arderam já 76 mil hectares, o que significa uma diferença de 50% em relação aos dados da DGRF que indicam apenas cerca de 50 mil.
E se os dados de 2004, ontem divulgados pelo DN, colocavam Portugal numa situação desfavorável face aos outros países da Europa do Sul (Espanha, França, Grécia e Itália), os números de 2005 são ainda mais críticos até 31 de Julho, 60% da floresta ardida em grandes incêndios é portuguesa. Em Portugal, ardeu, por exemplo, o dobro de Espanha, apesar de este país enfrentar também uma situação de seca extrema e ser quatro vezes maior.
As diferenças entre os números nacionais e os do organismo europeu têm a ver com o método de monitorização de áreas ardidas. Assim, no relatório da DGRF, lê-se que "as áreas ardidas de alguns destes incêndios e a sua respectiva distribuição são ainda estimativas, que estão a ser confirmadas pelos correspondentes levantamentos de campo, elaborados por efectivos do Corpo Nacional da Guarda Florestal". Ou seja, os dados são recolhidos no terreno e logo serão mais apurados, mas apenas no médio prazo, já que este é um processo moroso. No curto-prazo, os números provisórios não darão uma dimensão tão aproximada do problema.
Por seu lado, o projecto EFFIS - que disponibiliza o relatório de Avaliação Rápida de Danos duas vezes por ano (em final de Julho e de Setembro) - recorre a meios remotos de visualização. Ou seja, realiza um mapeamento dos fogos a partir de imagens de satélite diárias, recolhidas pelo sistema MODIS, com uma resolução espacial de 250 metros. Uma forma mais expedita de avaliação de incêndios.
Confrontada com as diferenças de número, fonte do Ministério da Agricultura avançou ao DN que, a partir do próximo relatório semanal da DGRF, que deverá ser publicado a17 deste mês, os números sobre os incêndios vão recorrer, não só ao habitual trabalho de campo, mas igualmente aos dados de satélite disponibilizados pelo sistema MODIS.
O valor de 76 238 hectares de área ardida foi apresentado ontem em Bruxelas, perante os comissários europeus do Ambiente e da Ciência, e representa a área dos grandes incêndios já cartografados, via satélite. Ainda de acordo com o projecto EFFIS, 92% desse número dizem respeito a terreno florestal.
Paulo Barbosa, um português que faz parte da equipa de investigadores deste projecto do Centro Comum de Investigação (que está sediado em Ispra, Itália), explicou ao DN que, a partir deste número e usando um modelo estatístico que assenta na base de dados portuguesa, foi calculada uma estimativa de área ardida global que aponta para valores próximos dos 100 mil hectares.
Tendo em conta a dimensão dos incêndios desta última semana (nomeadamente em Leiria, Ourém e Vila Pouca de Aguiar), 2005 será assim um ano em que o valor de área ardida vai ultrapassar de novo a média dos últimos 25 anos, tal como aconteceu em 2004, conforme o DN noticiou ontem. E, relativamente a esse relatório de 2004 também produzido pelo projecto EFFIS, que assinala a pior prestação de Portugal face aos restantes países da Europa do Sul, Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), defende que "o País só se pode queixar de si próprio".
O que ressalta da leitura desse relatório, explica Duarte Caldeira, "é que os outros países aprenderam com os próprios erros e não se perderam em discussões estéreis". Portugal, adianta ainda, "fez precisamente o contrário usa o problema dos incêndios como arma de arremesso político-partidário e falta coragem para pôr em prática a legislação que tem sido produzida".
Realçando o elevado número de incêndios verificados em Portugal (na última semana, afirma, deflagraram 400 fogos por dia), este responsável adianta ainda outras causas para a situação nacional a falta de uma política adequada de gestão do território, com evidente desordenamento florestal, e o facto de não haver uma prática de associativismo florestal, para compensar o elevado emparcelamento da propriedade.
Duarte Caldeira critica a cultura florestal da sociedade civil, que continua a dar origem a "um conjunto de comportamentos de risco", com a utilização de foguetes nas festas populares. Há que, conclui o presidente da LBP, "reestruturar o sistema de socorro em Portugal e não podemos adiar uma reavaliação global, feita numa lógica consensual".
...dá a ideia que os que mandam cá no feudo ainda não perceberam que estão a ficar sem feudo. E porque infelizmente sabemos que nada, ou muito pouco irá mudar (pelo menos em tempo util), julgo que em breve Portugal terá que redimensionar as suas fronteiras e ficar com uma configuração geografica do genero do Chile : uma longa e estreita faixa litoral, com 20 kms de largo, e o resto do território no interior, a bem da sobrevivencia do mesmo, será cedido a Espanha. :rolleyes: Tou a ficar farto de ser Português...
Cali, mais um, porque razão os Filipes se foram embora, tiveram cá 60 anos, bem que podiam ter ficado cá 600, depois de arrebentar-mos com Espanha, lá tomariamos conta disto.
Quanto às áreas ardidas, se tivessem lá matemáticos a trabalhar as continhas até sairiam mais ou menos certas, mas aquilo é só primos, sobrinhos e vizinhos e depois dão estas barracas monumentais, não havemos nós de ficar no "pescoço" (em français) do mundo quando avaliam as crianças, é que devem mandar, lá para as estastísticas, os filhotes que só têem lugar em alguns colégios particulares.
jleandro
12-08-2005, 19:15
e começam as vítimas:
• OLIVEIRA DE AZEMÉIS
Um bombeiro morto, três feridos em despiste
Uma viatura dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis despistou-se esta sexta-feira a caminho de um incêndio, provocando a morte de um bombeiro, um ferido graves e dois feridos ligeiros, informou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
( 20:04 / 12 de Agosto 05 )
O acidente ocorreu por volta das 17:30 e os feridos foram transportados para o hospital, acrescentou a mesma fonte.
Às 18:45 registava-se um incêndio por circunscrever na localidade de Ferreiros, no concelho de Oliveira de Azeméis, a que acorreram 19 bombeiros, apoiados por sete viaturas.
MrChance
12-08-2005, 19:51
É impressionante e quase irreal o que se está a passar em Portugal:
* Até 31 Julho, cerca de 60% da área ardida na Europa do Sul é portuguesa;
* Em Portugal ardeu o dobro da Espanha, sendo esta quatro vezes maior;
* Portugal é o único país europeu em que os incêndios dos últimos anos foi superior à média dos anteriores 25 anos (salvo erro);
* Cerca de 37% da área florestal portuguesa desa+areceu nos últimos 30 anos (cito de memória por ter lido nas férias). Mas dado que a progressão não aparenta ser linear, se calhar não vão ser precisos mais 30 para arder o resto.
:mad:
Como alguns de vocês sabem, sou oriundo da zona do Pinhal Interior, mesmo no meio de 3 concelhos florestais (Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera). Vocês nem imaginam a desolação que vai por aquelas terras. Dá vontade de chorar quando se segue na estrada que sai de Figueiró em direcção à Arega (no percurso final do rio Alge), serras e serras ardidas, apenas preto e castanho escuro e um omnipresente cheiro a queimado.
Cerca de 25% da área florestal deste concelho ardeu. A semana passada foi o caso de Pombal, concelho quase vizinho.
Os meus últimos dias de férias, desde Sábado até quarta, fui dar uma voltinha ao Minho: o mesmo cenário.
E todos os anos se fazem promessas de que no próximo as coisas vão melhorar. E não é que eu acredito nisso? Vai levar poucos anitos a arder praticamente tudo e então vão ver como as estatísticas vão parecer bonitinhas... :mad: :mad: :mad:
MrChance
12-08-2005, 19:53
Ah, outra coisa...
Não percebo nada de leis, confesso, mas não me entra no bestunto que os incendiários confessos possam apenas ter como medida de coação prévia ao julgamento o famoso TIR (termo de identidade e residência).
Desculpem-me o desabafo: E não se pode exterminá-los?
jleandro
15-08-2005, 08:04
pois é MrChance, é mais uma originlidade à portuguesa.
a nossa justiça sempre tão pronta a decretar a prisão preventiva por tudo e por nada, nestes casos dos incendiários tem sido muito benevolente.
até parece que gosta de ver isto a arder.
para fazer o ponto das vítimas:
O ano com mais mortos das últimas duas décadas
bombeiros Seca potencia fogos florestais mais violentos Comissão que estuda efeito-chaminé alerta para falta de conhecimento sobre fenómeno
Os meses de Janeiro a Agosto são já suficientes para colocar 2005 entre os anos mais negros para os bombeiros portugueses, sendo necessário recuar duas décadas para encontrar um saldo tão negativo em número de vítimas mortais - oito até agora - e feridos graves no combate directo ou indirecto a incêndios florestais. Só ontem, mais seis voluntários ficaram feridos. E o Verão ainda vai a meio.
Em 1985 e 1986, registaram-se dois acidentes muito graves, com respectivamente 14 e 12 mortos, em Armamar e Anadia. Este ano, apenas num caso se verificaram várias mortes (a 28 de Fevereiro, em Mortágua), mas em contrapartida multiplicam-se acidentes com vítimas, ainda que isolados.
Desconhecimento
Xavier Viegas, investigador que dirige o Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, na dependência da Universidade de Coimbra, explica que as condições de extrema seca propiciam mais acidentes graves, mas a este factor há que somar um "grande desconhecimento" sobre o comportamento do fogo.
O docente é um dos três elementos que integra a comissão interdisciplinar criada, na sequência do acidente de Mortágua, para estudar o chamado efeito-chaminé. Um fenómeno que ocorre em zonas de declive intenso, em que o fogo cria rajadas de vento muito forte responsáveis por uma aceleração repentina das chamas. Fenómeno que foi o denominador comum dos casos de Mortágua, Vila Real (anteontem) ou Guadalajara, Espanha, em que 11 pessoas morreram.
"Apesar dos bombeiros falarem de impresibilidade quando se referem a este tipo de acidentes, sabe-se que o fenómeno é previsível. O momento em que ocorre é que não está ainda explicado e é necessário avançar na investigação do comportamento do fogo", explica Xavier Viegas, que alerta para a importância da formação intensiva dos bombeiros nesta matéria.
Enquanto os resultados do trabalho da comissão não estão concluídos, o docente universitário - que colaborou também na investigação do acidente de Guadalajara - prefere não levantar o véu, mas esclarece estarem a ser dados alguns passos, nomeadamente no que diz respeito às circunstâncias de propagação. "É normal ouvirmos os bombeiros falarem numa mudança súbita de vento ou em rajadas fortes, mas a força do vento é gerada pelo próprio incêndio", salienta.
Com a seca que se vive este ano, há ignição de todo o combustível, que origina uma intensidade superior das chamas e maior velocidade de propagação, explica igualmente José Miguel Cardoso Pereira, professor do Instituto Superior de Agronomia.
Factores que devem ser tidos em conta na avaliação de cada fogo florestal e que explicam, em parte, a violência das ocorrências dos últimos três anos, como salienta Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. "O número preocupante de bombeiros mortos ou feridos em combate prova os riscos cada vez maiores associados ao fogo florestal", sustenta. Na sua opinião, está actualmente a pagar-se a factura por anos de abandono e desordenamento florestal. "A situação tenderá a agravar-se por algum tempo, mesmo com medidas de retorno", afirma.
Emoção e pressão social fazem arriscar demasiado
Os bombeiros arriscam, por vezes, de mais no combate às chamas. A opinião é do investigador Xavier Viegas, que coloca entre as explicações a necessidade quase cega de defender populações em risco.
Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, concorda que factores emocionais devem ser tidos em conta "A estrutura voluntária tem um grau de ligação afectiva com o meio local muito forte, particularmente em meios rurais, em que todos se conhecem".
Em cenário de emergência, o voluntário tende a assumir uma certa pressão para fazer face ao "inimigo", mesmo que de uma forma directa essa exigência não lhe seja colocada pela população.
Por outro lado, nem sempre a experiência é sinónimo de maior protecção contra as chamas, porque a sensação de domínio do sinistro leva o bombeiro a arriscar mais.
O dirigente da Liga alerta ainda para outro factor essencial quando se analisam acidentes com vítimas mortais o uso de equipamento de protecção individual adequado. No último acidente mortal registado este ano, anteontem, a vítima, da corporação de Santa Marta de Penaguião, morreu asfixiada e não carbonizada. "O equipamento não teria, neste caso, grande importância, mas em muitas situações faz a diferença", salienta Duarte Caldeira, recordando que exemplos como o do bombeiro que morreu em Góis (ver cronologia) poderiam ter um desfecho bem diferente.
in "JN"
jleandro
17-08-2005, 17:44
(mais chuva no molhado)
a PJ anunciou hoje a prisão de mais 3 prováveis incendiários, tendo um deles ficado detido provisoriamente e os restantes estão em interrogatório.
com estas prisões, são já mais de 90, só este ano, os presos por suspeita de serem incendiários.
o que, quanto a mim, coloca a questão sobre quem são de facto os incendiários e quais as motivações que os leva a tais actos.
há quem diga, e escreva, que de há algum tempo para cá não há negócios com as madeiras ardidas e portanto essa motivação terá desaparecido, e que hoje as razões dos "fogos postos" são essencialmente a loucura/demência; a vingança e negócios com terrenos. (chegou-me aos ouvidos que, numa das Camaras Municipais com muitos terrenos atravessados pela A1 onde houve bastantes incêndios, terá chegado já uma proposta de compra desses terrenos.)
ora se parece ser verdade que a motivação principal que faz actuar a "loucura" é o verem as imagens dos incêndios, talvez fosse altura das TV's acabarem com as "belas" imagens e os "directos" das zonas afectadas.
por outro lado, ontem podia-se ouvir um Oficial do Exército interrogar-se porque não eram aproveitados os helis e o pessoal das Forças Armadas....bem perguntado pois milhares de portugueses andam há anos a fazer a mesma pergunta.
o 1º Ministro está de volta, mas parece que não tempo para "perder" com as zonas e os portugueses afectados.
o Sampaio, ultimamente tão pronto a dizer "enormidades" também parece não ter tempo para perder com os pobres e quase sempre velhotes que são afectados...
porque será?
será verdade, como ficou sub-entendido nas declarações do tal oficial do Exército, que por trás desta desgraça toda há muita gente a fazer grandes negócios com aviões, helis e materiais de combate a incêndios???
será verdade :confused:
eu estou convencido que é.
ps: e como os helis não chegam e os da tropa estão de férias, usam-se baldes :mad: :mad:
http://tsf.sapo.pt/imagens/2005/08/noticias/imgs/17/grande/incendio_pampilhosa1_ls.jpg
... e já vamos com 140.000 hectares, mais do que em todo o ano passado. E ainda falta 1 mês e tal de Verão pela frente.
Só de pensar até dói a alma... :(
MrChance
17-08-2005, 22:41
Duvido que as motivações dos incendiários sejam apenas psicológicas como se está a espalhar. Poderão haver alguns casos, como em tudo na vida. Muitos incêndios haverão com causas naturais ou ainda por desleixo ou desatenção, mas muitos mais deverão ter causas económicas: madeireiros, bombeiros, empresas de helicópteros, etc e tal.
Mas dói muito a alma ver que nada se faz e se assobia para o lado.
jleandro
18-08-2005, 16:06
hoje, à hora de almoço, ouvi um representante dos Bombeiros Profissionais (sapadores e municipais) perguntar........ porque é que não somos chamados para combater os incêndios????
e esta :confused:
A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) considera "inadmissível" a falta de mobilização dos sapadores de Lisboa e Porto para o combate aos incêndios, que este ano já destruíram 134,5 mil hectares de floresta.
Em comunicado hoje divulgado, a ANBP considera inaceitável que "as entidades competentes ainda não tenham mobilizado os bombeiros profissionais, designadamente os sapadores de Lisboa e do Porto, para auxiliar no combate aos incêndios".
Para o presidente da ANBP, Fernando Curto, "era necessário haver um comandante nacional que tivesse poder para mobilizar todos os bombeiros profissionais sempre que se justificasse".
Em 2003, quando em Portugal arderam cerca de 425 mil hectares de floresta, foram mobilizados para vários incêndios 300 bombeiros do regimento de sapadores de Lisboa.
Os bombeiros municipais e sapadores estão sob a tutela directa das câmaras e, ao contrário do que defende a ANBP, o Serviço Nacional de Bombeiros não pode intervir na mobilização de elementos.
Os sapadores bombeiros são funcionários camarários e a mobilização dos elementos para incêndios fora dos concelhos é da responsabilidade das câmaras.
"O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil pode solicitar aos sapadores de Lisboa ou do Porto um reforço de meios humanos e material e a resposta do comandante do regimento está dependente da respectiva Câmara", explicou Fernando Curto.
Para a ANBP, a Associação Nacional de Municípios Portugueses deveria ter um papel preponderante na sensibilização das câmaras para estas disponibilizarem os seus meios de socorro.
"A ANMP já deveria ter pedido às câmaras municipais com bombeiros profissionais para disponibilizarem alguns operacionais para auxiliar no combate", considera.
Para Fernando Curto os bombeiros profissionais e voluntários não têm a mesma liberdade de acção.
"Os bombeiros voluntários disponibilizam-se e vão combater os incêndios, os profissionais estão proibidos de o fazer mesmo que o queiram porque têm de ter uma autorização do comando ou da Câmara", frisou.
Com Lusa
reconhecer Portugal? Tenho imensa vontade de ai ir....mas tudo se esta a tornar um pouco assustador........
jleandro
22-08-2005, 20:14
assustador não, porque a situação não é perigosa
mas se fores para zonas afectadas pelos fogos, vais certamente sofrer uma desilusão com o que vais ver.
nunoluciano
22-08-2005, 20:53
No inicio do verão, Portugal foi o convidado de honra da republica de geneve, suiça, berço da cruz vermelha e inumeras organizações internacionais (onde tambem Barroso estudou e se formou).
Hoje, vimos um portugal com as caixas do estado vazias, (os consulados fechados), um governo português que sacrifica o patrimonio nacional, traumatiza jovens e idosos, e que priva as futuras gereções de um legado natural...
para "chegar a um fundo europeio"!
Estes novos ricos portugueses estao prontos a tudo!
Ligar a Tv o consultar um site portugues de noticias e ver o sorriso colegial do ministro... Nao dà vontade nenhuma de voltar ao país...
:tdown:
E que Barroso, possa caucionar, usando do seu cargo, esta politica para o "bem dos portugueses" ainda pior...
:mad:
Lusitano, Lusitano, nao deixes para amanha o que podes fazer hoje!
Demitir o governo, como fizeram os vizinhos espanhois .
Patacôncio
23-08-2005, 02:06
Há coisas que só mesmo em Portugal é que se ouvem dos nossos políticos. Enquanto o país arde sem parar, o seu máximo responsável pelo combate aos incêndios, quando decide dar o braço a torcer, que afinal o país não tinha meios, coordenação e capacidade para combater esta terrível praga, decide lançar mais uma boutade política, para desviar as atenções.
O gajo não consegue comprar meros helis ou hidroaviões, mas quer um bombardeiro europeu, sabe-se lá para que ano viria o tal "bombardeiro", para combater os fogos que arrasam Portugal.
O comentário mais divertido que li sobre o assunto foi no CM. De facto, mesmo na miséria e na catástrofe, ainda conseguimos glosar com a nossa tragédia nacional.
- Carlos Salvador
E se em vez de um avião fosse um porta-aviões montado em cima dos carris do tgv hein? Não seria melhor e provocaria um choque tecnológico?
Editado para melhor compreensão.
Leiam o resto aqui. Imperdível, apesar de tudo.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?idCanal=9&id=171353
jleandro
23-08-2005, 07:00
eu li esses disparates que o ministro Costa disse ontem, mas como já me manifestei tantas vezes contra os disparates dele, e do Sampaio, desta vez preferi nada dizer.
só demonstra a falta de seriedade do homem, em vez de enfrentar a verdade e explicar porque não diz agora o que dizia há 1 ano, resolveu adoptar a atitude dos palermas com uma fuga para a frente.
enfim :mad:
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