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View Full Version : Mais contribuições para a ...


Patacôncio
19-05-2003, 14:31
Discussão sobre os deficits.

Realço a opinião de Silva lopes :

" ... não podemos estimular muito a procura interna por causa do endividamento externo que temos ... "

Logo, o investimento público a aumentar seria um erro grave. Como diz o Miguel Beleza :

" ... Não se curam ressacas com mais borracheiras ! ... " ehehhehehehh

In http://www.semanarioeconomico.iol.pt/artigos/artigo.php?art_id=112390&sec=4

Silva Lopes alerta

«Com a actual recessão, não podemos cumprir o PEC»


15-05-2003, Sérgio Aníbal, sanibal@economica.iol.pt

Qual a melhor política económica nesta conjuntura recessiva?

Miguel Cadilhe e Manuela Ferreira Leite mantém a discussão e o “Semanário Económico” colocou esta questão a dois economistas.

Manuela Ferreira Leite e Miguel Cadilhe são os rostos visíveis da discussão sobre qual é a política económica mais adequada para fazer Portugal fugir à recessão. Aumentar ou não o investimento público, cumprir ou não os limites ao défice público impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento são as questões mais colocadas.

Dois economistas contactados pelo “Semanário Económico” defendem que as questões não se podem pôr de forma tão simples e que a solução poderá estar num ponto intermédio.
José Silva Lopes não tem dúvidas contudo em afirmar que “com a actual situação depressiva, não podemos cumprir o PEC. Seria agravar a recessão”. “Devemos tentar manter uma boa disciplina ao nível da despesa, mas teremos de deixar subir o défice se as receitas caírem”, explica o antigo ministro das Finanças e Governador do Banco de Portugal.

Além disso, Silva Lopes defende que, na disciplina sobre a despesa, se deve colocar mais ênfase na despesa estrutural. “Normalmente a tendência no nosso país é para, em situações de aperto, cortar no investimento público, mas temos de apostar numa política de cortes nas despesas correntes”, afirma.

Este economista não é contudo favorável a que se verifique nesta fase um acréscimo do investimento público em Portugal, uma vez que “não podemos estimular muito a procura interna por causa do endividamento externo que temos”. Silva Lopes recorda ainda que temos uma formação de capital muito alta em Portugal.
António Nogueira Leite tem, em relação ao investimento, uma posição semelhante. “Algum investimento público tem efeito um multiplicativo que não deve ser cortado. Mas outro é apenas despesa. Por isso penso que é importante agora respeitar o investimento público que está previsto no Orçamento do Estado e fazê-lo com um grande esforço de racionalização, afirma. O ex-secretário de Estado do Tesouro diz ainda acreditar Acredito que tanto Miguel Cadilhe como Manuela Ferreira Leite estão de acordo neste ponto. “A controvérsia gerada é mais mediatico-politica do que técnica”, explica.

Já em relação ao défice, Nogueira leite tem uma opinião completamente diferente da de Silva Lopes. “Penso que Portugal não tem grandes alternativas nesta matéria. No passado, desfizemos a nossa credibilidade e depois de, em 2002, a termos recuperado, penso que seria dramático aliená-la outra vez”, afirma.

Um xoxo da minha Patroa !

Patacôncio
19-05-2003, 14:33
In http://www.semanarioeconomico.iol.pt/artigos/artigo.php?sec=4&div_id=&art_id=112391&pai_id=112390

«Com a actual recessão, não podemos cumprir o PEC» (cont.)


15-05-2003, Sérgio Aníbal, sanibal@economica.iol.pt



Questionado sobre o impacto económico que esse tipo de política poderia ter, este economista lembra que tanto em 1983, como em 1993, tivemos de adoptar políticas orçamentais restritivas com a economia em recessão. “Penso que estamos condenados a ajustar em contra-ciclo, mas qualquer outra alternativa seria certamente pior”, afirma.

Uma coisa é certa, seja qual for a política económica seguida pelo Governo, tanto Nogueira Leite como Silva Lopes não têm ilusões quanto ao facto de a recuperação não ser para já.

“Não é possível que a economia portuguesa recupere este ano, mas deve-se tentar evitar que a política fiscal agrave ainda mais a situação”, diz Silva Lopes para quem o “Governo está a ser lento no ataque à correcção estrutural da despesa e no combate à fuga fiscal”.

Por seu lado, Nogueira Leite defende que “a evolução a curto prazo da nossa economia vai depender muito mais da conjuntura externa do que o que pode ser feito ao nível do investimento”.



Cadilhe volta à carga

Miguel Cadilhe, presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, voltou esta semana a defender uma reorientação da política económica portuguesa porque “a confiança está muito mal e assim a agência não arranja investidores”. Numa intervenção realizada num jantar-debate organizado pelo grupo de reflexão Missão: Portugal, Cadilhe defendeu que “o País precisa de uma reorientação da política de estabilização, de outro modo vamos aprofundar a actual conjuntura negativa”.
O ex-ministro das Finanças alertou ainda que “uma recessão mal tratada por excesso de medidas anti-cíclicas gera expansão efémera e inflacionária, mas por defeito pode afundar-se em depressão”.

O Governo, pela voz do ministro da Presidência, Morais Sarmento, minimizou as críticas de Miguel Cadilhe, dizendo que este responsável “expressou a sua concordância com a política económica do governo”.

Em relação ao futuro de Cadilhe na API, o ministro da Economia, não se mostrou preocupado. “Não lhe noto nenhum desânimo”, disse Carlos Tavares, lembrando que “a API tem em análise 86 contratos de intenção de investimento estrangeiro e já visitou 62 empresas em oito países estrangeiros”.

Um xoxo da minha Patroa !