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View Full Version : Os "meus" Vinhos


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jleandro
15-05-2003, 12:38
vou começar aqui um novo tópico, que destaco dos "manjares" porque muitas vezes acontece ser o vinho a parte mais cara da refeição e outras ser até a que deixou melhor recordação.

assim, venha o "Herdade Grande tinto 2000" para a mesa

já o tinha referenciado com um dos bons tintos alentejanos, mas nunca tivera o prazer de o beber.

aconteceu há dias, no restaurante "O Magano" em Campo de Ourique (restaurante novo, de boa comida alentejana, mas sem algo que o distinga de outros que por cá temos)

é um vinho carregado, com bastante corpo, elevado teor alcoólico, como agora parece voltar a ser moda (certamente por influencia dum americano opinion-maker que só gosta deles asssim), mas mantendo um sabor que não é afectado por esse elevado teor alcoólico, macio e muito aveludado torna-se perigoso para os "incautos" por isso.

embora em restaurante o preço foi razoável.

um dia destes vai fazer parte da minha garrafeira., porque se trata de um GRANDE VINHO

(acompanhou uma omolete de espargos selvagens e umas costeletas de borrego grelhadas)

jleandro
16-05-2003, 22:32
a primeira vez que vi referido o nome deste vinho de que vou falar hoje, foi há uns tempos atrás, pelo amigo Iatros, numa agradável troca de opiniões com ele e como amigo Sherlock, num tópico "Enofilia" no saudoso Bolsamais, quando por lá as coisas ainda corriam bem.

então, hoje veio à mesa o "Foral de Évora" - tinto 2001

produzido pela Fundação Eugénio de Almeida, que desde logo serve de garantia de qualidade, trata-se duma edição evocativa dos 500 anos do Foral de Évora, atribuido por D. Manuel I, em 1501.

foi adquirido no âmbito do Clube Pera Manca 2000, pelo que não será fácil encontrar no mercado, pelo menos ao preço que paguei:
6 tinto + 6 branco = 90€ - entregue à porta.

o vinho anuncia-se com 14% de álcool, produzido a partir das castas: trincadeira, aragonez e alicante bouschet (?) - esta não conheço.

encorpado, mas não tanto como se poderia esperar, forte a confirmar os 14% de álcool, mas macio quanto baste para se beber com muito agrado.

mais um bom alentejano, embora algo diferente dos grandes vinhos do alentejo.

as restantes garrafas vão permanecer em garrafeira, pois acredito que daqui a 2/3 anos este vinho melhorará.

Ventor
16-05-2003, 23:11
Não consigo estar deitado, e aqui etou mal, mas vou variando!

A propósito de vinhos apetecia-me uma pinga! Quanto a essa coisa de "pêras mancas" tem muito que se lhe diga!

Para já vou tomar um "Retar 100" com um chàzinho de Hipericão. Já viram a minha vida?

Boa noite,

Nem sei se desligue esta coisa!

Jleandro, não o deixes estragar. Também acho que 2/3 anos está bem, até quatro. Mas cuidado!

Mohandas
28-05-2003, 00:19
... conheces o Adega de Pegões, branco, de 2002?

Qual é a tua opinião?

Obrigado

jleandro
28-05-2003, 00:25
hpje não vou falar de nenhum vinho, só referir que o estudo do Michael Porter, encomendado pela ViniPortugal, e que será divulgado em 29 de Maio, aponta várias soluções para o desenvolvimento do sector e aumento significativo das exportações, sendo uma delas:

vinhas mais extensas e especialização num número reduzido de castas.

com o que estou absolutamente de acordo, pois:

a reduzida dimensão das vinhas e consequentes pequenas produções fazem aumentar significativamente os custos de produção;

reduzir o número de castas: só pode ser bom, se acertarem nas castas a desenvolver, e deverão fugir das muito divulgadas por todo o mundo e preferir castas bem Portuguesas que proporcionam vinhos diferentes.

jleandro
29-05-2003, 21:07
na altura não vi o post do Mohandas (estava a escrever ao mesmo tempo que ele metia o dele)

não bebo vinhos brancos por causa do ácido úrico, e de Verão muita saudade de faz um bom branco fresquinho, especialmente se for um verde de Monção: "Deu la Deu" - alvarinho, ou o "Muralhas",

ou então um verde da Sogrape e que em Portugal é muito mal tratado, porque raramente se encontra, o "Grinalda"

de brancos maduros lembro-me de gostar muito dos Vidigueira e dalguns do Douro, mas não falo mais porque estou desfasado no tempo com os brancos que se produzem em Portugal.

jleandro
29-05-2003, 21:16
hoje ao jantar bebi um vinho que já me fora referido, e que um amigo teve a bondade de me oferecer uma caixa, pois é dificil de encontrar no mercado, salvo na zona de Vila Franca de Xira, ou na zona da sede da empresa produtora, a Companhia das Lezírias (que penso ainda ser estatal - vergonha das vergonhas)

Catapereiro - 2000 - vinho regional ribatejano - tinto

com 13,5 de álcool, feito de Castelão e Bouschet e forte como se percebe pelos 13,5 (parece que também por cá os produtores começaram a perder o medo de colocar no mercado vinhos fortes -mas isto pode ser uma moda, porque há um americano que é pago a peso de ouro para dar opiniões sobre vinhos e que gosta deles assim)

muito bom, não se sente a graduação, macio e sequndo me parece não é caro (isto é relativo, claro)

PS: vinho que abri ontem, mas ao provar o vinho desconfiei que ele estava "grosso" e "duro" pelo que decidi correr o risco de só o beber hoje - em cheio..., o vinho melhorou muito.

jleandro
04-06-2003, 23:24
continuando nos Alentejanos, tintos (sempre)

hoje foi a 2ª vez quew bebi o "Capela Sta. Margarida" - Évora doc 2001 - 13%

produzido na zona de Montemor o Novo, por Jorge Böhm, que começou como produtor de plantas, e só muito depois passou a produzir vinhos,

de castas: trincadeira, aragonez e castelão (de que não gosto,e não percebo o porquê de tanta gente insistir muito nela)

apresenta-se forte, grosso ( não carrascão- isso é outra coisa), um bocado amargo no paladar.

se a 1ª garrafa não me tinha convencido a de hoje também não.

este por mais barato que seja (e não é muito barato) não voltará à minha mesa.

jleandro
16-06-2003, 22:19
tenho andao um bocado afastado dos tintos que merecem referência adequada.

afinal c omeçou o Verão e uma sangria à maneira é coisa que aprecio muito. Muita gente faz sangria, mas poucos a fazem como dever ser, há por aí muita bebida a que chamam sangria.

a que para mim é a verdadeira (aprendi com o chefe dos escanções dum bom hotel de lisboa) é a mais simples:

1 laranja cortada às rodelas, açucar em cima e com uma colher de pau, pisa-se a laranja e o açucar

junta-se um pouco de gasosa (uso 7UP) e mistura-se bem, para libertar o excesso de gasoso, depois junta-se o vinho tinto e quanto mais carrascão melhor, e por cima um raminho do hortelâ

NB: as quantidades de gasosa, açucar e vinho são ao gosto de cada um, bem como a quantidade de gelo.

há dias resolvi fazer a mesma receita com champanhe tinto em vez de vinho maduro, e para isso reduzi a quantidade de açucar, bem do resultado nem digo nada, eheheh

um espectáculo.

ps: sangria com vinho branco, nem pensar.

jleandro
16-06-2003, 22:30
de sangria estamos conversados e isso já foi ontem:

hoje veio à mesa de jantar o "Vila Santa" 2000 - tinto

produzido por João Portugal Ramos na sua adega de Estremoz, a partir das castas: trincadeira, aragonez, cabernet sauvignon e alicante bouschet

apresenta-se com 13,5%, tinto carregado, forte de paladar, mas macio se aberto cerca de 1 hora antes da refeição.

comprado numa promoção do Pingo Doce, há alguns meses, a 10.50€, é uma óptima compra

ps: quando falo de vinhos custa-me sempre falar do preço (e muitas vezes não o posso fazer, pois alguns são ofertas), mas sempre que possível darei essa informação, mesmo correndo o risco de me chamarem alguns "nomes amigos" na volta.
a opção por vinhos de qualidade, e portanto mais caros, é como tudo na vida
eu prefiro a qualidade à quantidade, mas se poder ser quantidade com qualidade.............melhor, estou com os meus, eheheheh

jleandro
16-06-2003, 22:41
como ito tem andado "tristote" aqui pelo fórum,

e como hoje já falei de sangria a tintos, falta rematar com um Scotch a sério:

GLENFIDDICH 18 anos - aged in oak cascks, single malt

não é fácil encontrar, e não é fácil comprar ( o preço afasta os menos conhecedores), mas é um verdadeiro malt, suave quanto um scotch deve ser, mas com paladar activo e cheiro ( CHEIRO - uma coisa que muitos viskes já não têem)

ps: contra a opinião de muitos, mas recomendado pelos fazedores de bons "maltes": um bom malte deve ser bebido com uma base de 1/4 ou 1/5 de água pura lisa no fundo do copo onde depois se adiciona o whisky - acreditem que eles têem razão, o whisky "abre-se" em paladar e macieza.

jleandro
29-07-2003, 23:23
já nem me lembrava desta referència ao Glenfiddich - 18 anos.

no domingo em Albufeira, bem no centro, ali junto do pessoal todo na zona da confusão entrei numa loja para comprar cigarros e a loja é principalmente uma garrafeira, então que não estava lá uma garrafa a rir-se para mim?

a 24,95€? quem se riu fui eu com ela debaixo do braço, pois anterior que comprei custou-e mais do dobro.

mas hoje vou falar do "Chaminé" tinto 2001 - 13º

vinho produzido por um Dinamarquês que no baixo alentejo há uns anos se dedica ao bom vinho.

feito de Aragonês e Trincadeira é poderoso e macio.

custou nhum restaurante 12,5 o que para a qualidade é muito bom preço e dificimente o tornarei a encontrar a este preço.

um GRANDE tinto.

Mohandas
30-07-2003, 00:59
... que "adquiri" uma Glenfiddich - 18 anos não me custou nada, mas isso é outra história de outros tempos também... :rolleyes:

jleandro
19-08-2003, 23:13
esta noite veio à mesa:

Vila dos Gamas" monocasta Aragonez de 2001, produzido pela Adega Cooperativa da Vidigueira - 13º - tinto

comprado no recente "Festival do Vinho que decorreu no Bombarral durante a 2ª quinzena de Julho

estão na moda os vinhos de uma só casta, por cá em reflexo do que se passa lá por fora, e eu não encontro justificação para isto, porque penso que no nosso caso com tantas e tão boas castas é mais fácil fazer um bom vinho com 2 ou 3 castas que se compensam e ajudam fdo que só com uma

neste caso, o Aragonez é uma das castas mais usadas no Alentejo, proporciona vinhos com corpo, mas sem serem muito encorpados (como eu gosto) e algo ácidos ou "adestringentes" para o meu paladar.

há quem use a expressão: com os taninos certos que lhe proporcionarão boa vida, mas eu prefiro-os macios e quentes como devem ser os bons vinhos alentejanos

mesmo que tenham uma vida curta o prazer que nos provocam compensa bem

não vai ficar em garrafeira, embora tenha sido comprado a muito bom preço

jleandro
09-09-2003, 21:28
tenhop andado um bocado distraído com este tópico, e por isso já perdi a oportunidade de falar de alguns vinhos que fui bebendo entretanto.

Mas hoje bebi e vou falar do

VALPAÇOS - VQPRD "encostas do rabaçal" tinto 2000 - reserva

no contra-rótulo, em letras mini a precisarem duma lupa, fala-nos da Zona e dos restos Romanos que por lá ficaram, mas sobre as castas que deram origem ao vinho - nem uma palavra :confused:

na Adega Cooperativa de Valpaços, uma embalagem de cartão com duas garrafas de 0,5 litros, custaram 7,50€, por aqui tudo bem.

o vinho anuncia-se com 14.5 de grau alcoólico,

tanto????

boa cor vermelha escura, corpo suficiente para um vinho com esta "potência"

no nariz: desilusão, o aroma dominante é o do álcool.

na boca: não sendo "áspero" não é suficientemente macio, algo "duro" que deixa vincados paladares amargos na língua.

resumo: excesso de álcool.

nota: eu sempre gostei de vinhos com elevados teores de álcool, como penso que já referi num post anterior, felizmente começam a aparecer alguns produtores (seguindo uma moda ditada por uma "expert" Inglesa) a apresentarem vinhos com cada vez mais álcool, mas para o poderem fazer terão que ter muito cuidado, porque não se pode esquecer que o consumidor espera um VINHO e não uma qualquer bebida com elevado teor de álcool.

liberal
19-09-2003, 18:53
tenho uma costela alentejana, nada como um bom tinto alentejano para uma conversa amena de amigos, um jantar romantico à luz das velas, uma boa patuscada entre a familia

alentejanos são os favoritos

Douro também faz parte da vida, fechar os olhos saborear o vinho e cheirar o Douro é um prazer, um extase


aconselho vivamente a provarem o Quinta São João, actualmente chama-se Quinta do Alqueve, teve de alterar o nome devido ao Quinta São João Batista

está em promoção no Pingo Doce a 11 euros

estava comprei as ultimas duas, ehehehehehehehhe

jleandro
21-09-2003, 23:06
hoje a acompanhar um coelho bravo frito, com puré de batata ( a minha Maria quando quer é cozinheira de 6 estrelas), abri um vinho comprado há uns meses, directamente no produtor: Soc. Agrícola de Pias:

Santa Luzia - DOC - Reserca 2000 - tinto - 13,5%

Santa Luzia é a santa padroeira da povoação de Pias, o vinho é escuro, bem maduro, macio e a casta predominate o Aragonez, que aqui foi bem trabalhado e apresenta-se num óptimo vinho.

que diferença para o anterior alentejano aqui referido (Vila dos Gamas-monocasta Aragonez)

custou 13,00 no produtor e é dificil de encontrar por aí, já que a produção é pequena - sempre o mesmo problema em Portugal: pequenas produções a fazer o preço dos bons vinhos disparar.

este merecia ficar em garrafeira não soubesse eu que os alentejanos não se dão muito bem com grandes períodos de pausa ( estou afalar de vinhos, eheheh)

jleandro
23-09-2003, 23:02
é assim mesmo que devo começar este post:

vou falar dum GRANDE VINHO E BARATO

custo na feira do vinho do PIngo Doce 4,35 e na do Continente está a 4,53, vou falar do:

ENCOSTAS DE ESTREMOZ - 2002 - touriga nacional - 14%

produtor: Vinhos D. Joana, de Mª Joana Castro Duarte - Estremoz

vou reproduzir o "contra rótulo" porque o considero exemplar:
"o solo argiloso comvestígios de pedra mármore e o micro-clima da Quinta da Esperança constituem um habitat favorável para esta nobre casta tinta.
as praticas culturais efectuadas, associadas aos métodos ecológicos de tratamento, permitiram realçar as características típicas da Touriga Nacional, nomeadamente a sua cor. com tons violeta, os taninos e fruta bem maduros, com notas de tabaco (?) associados posteriormente á madeira em que estagiou.

data de vindima: 21 Set.2002
fermentação: oito dias com controlo de temperatura
maceração pós-fermentiva: 25 dias
estágio: 210 dias em barris novos de carvalho americano e allier
enólogo: ilegível a assinatura

o ponto de interrogação, claro que é meu -como esta gente descobre estas coisas???

e nada mais tenho a dizer: É UM GRANDE VINHO, MESMO EXCEPCIONAL e a este preço????

PS: tive que parar porque a 1ª garrafa estava no fim, e um vinho de 14% pode deixar marcas :) boas, certamente:D

estão à espera de quê? vão até lá e comprem tudo o que houver, que é o que eu vou fazer amanhã

Sherlock
23-09-2003, 23:34
Amigo Jleandro,

Este post, por estar meio escondido, escapou-me. Prometo colocar aqui as minhas impressões sobre vinhos que for provando e aproveitar as suas sugestôes para conhecer mais vinhos.

Gostaria também de responder ao Mohandas sobre os vinhos da Adega Cooperativa de Pegões. São vinhos excelentes em termos de relação qualidade/preço. O Vale da Judia (100% moscatel) é um regalo e o Adega de Pegões Branco é um excelente vinho. O Adega de Pegões Branco Colheita Seleccionada, para mim, é provavelmente o melhor branco português. A Adega de Pegões é um excelente exemplo do que uma cooperativa pode fazer. A melhor cooperativa portuguesa, sem dúvida, e muito graças ao enólogo Jaime Quendera a quem deixo a minha homenagem.

Cumprimentos

jleandro
23-09-2003, 23:44
amigo Sherlock

na mesma feira comprei o "Cistus" reserva 2000, e o "Cistus" 2001

que vou apreciar num futuro próximo

depois cá ficarão as minhas ideias

aquele abraço

Sherlock
24-09-2003, 18:03
Amigo Jl,

Agradeço imenso a compra porque assim já tenho a garantia de ter vendido alguma coisa na feira do Pingo Doce.
Se desejar posso vender-lhe, a si e a todos os membros do BT, directamente a preços mais acessíveis. Vai ser só facturar.

Cumprimentos

jleandro
24-09-2003, 18:25
há uns meses atrás já bebi um deles, não me lembro qual e gostei bastante

logo que faça a prova aos dois, colocarei aqui um post sobre isso

não me lembro a que preço comprei no Pingo Doce, mas não foram caros

em qualquer catálogo da feira de vinho vem lá indicado o preço.

Sherlock
26-09-2003, 16:31
Curiosamente no Pingo Doce é onde estão mais caros os dois. O Jumbo tem os melhores preços.

jleandro
26-09-2003, 17:59
também vi o catálogo do Continente, e aí havia grandes diferenças nalguns vinhos, em 2 casos chegavam a mais de 2€ (vinhos mais caros, claro)

mas como tenho um Pingo Doce a 50 metros de casa... os outros não são opção

até porque me recuso a ir a esses coisas enormes e a perder lá montes de tempo a ver coisas que não quero comprar ou a ter que fazer kms quando no outro faço tudo em 15 minutos.

Blue
26-09-2003, 18:02
Amanhã vou fazer um jantar lá em casa ... já levo algumas ideias daqui.
;)

O problema é que o vinhos alentejanos (os meus preferidos) rebentam-me com a vesícula.
:rolleyes: