costarios
10-02-2005, 07:25
Alberto Helena Jr. (albertohelenajr@ig.com.br)
Foi um festival de gols e um show à parte de Robinho. O jogo em Hong-Kong terminou em 7 a 1, mas poderia ter sido o dobro, por conta das inúmeras chances desperdiçadas pelos brasileiros, além das boas defesas dos goleiros adversários (vai no plural porque houve substituição nesse posto) e de uma bola enviada à trave, em cobrança de falta de Júlio Batista.
A propósito, o lance que originou a falta teria sido a sagração de Robinho, disparado, o melhor do time e da partida: o bicho tabelou à entrada da área, e, quando sofreu o combate de dois zagueiros chineses, meteu a bola entre eles e ia saltando a cerca para sair na cara do gol, quando um dos beques o agarrou pelo calção.
Claro, a extrema fragilidade do adversário impede uma visão mais clara e real das potencialidades de Robinho e seus companheiros de jornada. Mas, foi evidente o empenho de todos, até dos mais veteranos e com lugar assegurado no time, como Cafu e Roberto Carlos, que, por sinal fez um belo gol e quase marca outro, antológico, do meio-de-campo. O time jogou sério, é o que quero dizer. Mas, jogou também solto e sempre em busca da goleada, que acabou se concretizando ao cabo.
Contudo, a fluência com que a bola rolou do meio-de-campo para frente deve muito à movimentação de Robinho, um serelepe, e aos seus toques de primeira, lúcidos, desvendando espaços insupeitos até sua realização. Foi assim no cruzamento para o primeiro gol, que colheu Lúcio sozinho no segundo pau. Foi assim no toque de calcanhar para Ronaldinho Gaúcho completar a tabela dando um leve peteleco por cima do goleiro. E foi assim o tempo todo.
Só no finalzinho, Robinho arriscou uma pedalada sobre o beque, pela esquerda, o que levou a galera chinesa ao delírio. Não deu certo, como não deu uma outra jogada em que o garoto vicentino tentou arrancar com a bola do meio-de-campo e foi barrado. Mas, nos dois lances, Robinho partiu para a recuperação da bola e recuperou-a, reiniciando as jogadas.
A camisa de Robinho
Resumindo: com Robinho, a Seleção foi o oposto do que tem sido nas últimas partidas, mesmo as amistosas, diante de adversários também frágeis – veloz, incisiva, criativa, digamos, verdadeiramente brasileira.
Sobretudo, enquanto Ronaldinho esteve em campo, pois o gauchinho genial, que vinha batendo ponto nas últimas jornadas da Seleção, parece ter sido contaminado pela vivacidade de Robinho, e, com o menino da Vila, acabou formando um par traquinas capaz de executar aquelas saudáveis molecagens que sempre encantaram o mundo, quando o Brasil entrava em campo.
O fato é que estamos acostumados a ver Robinho fazer tudo isso – e muito mais – com a camisa do Santos, duas vezes por semana, enfrentando adversários muito mais poderosos do que a Seleção de Hong-Kong. E, se o garoto é capaz de vestir a camisa canarinho com tal leveza, não há mais nada que impeça Parreira de levá-lo a tiracolo para onde for.
E, se os deuses da bola, iluminarem nosso técnico, um dia haveremos de ver Robinho formando no mesmo time dos dois Ronaldos e de Kaká.
Ah, mais aí vamos ficar muito fragilizados no meio-de-campo e na defesa, argumentará o pragmático de plantão. Fragilizados uma ova!
Já está na hora de jogarmos no lixo essa camisa de força importada dos centros onde os talentos rareiam, e vestirmos a verdadeira camisa canarinho, a camisa dos Ronaldos, de Kaká e de Robinho.
Foi um festival de gols e um show à parte de Robinho. O jogo em Hong-Kong terminou em 7 a 1, mas poderia ter sido o dobro, por conta das inúmeras chances desperdiçadas pelos brasileiros, além das boas defesas dos goleiros adversários (vai no plural porque houve substituição nesse posto) e de uma bola enviada à trave, em cobrança de falta de Júlio Batista.
A propósito, o lance que originou a falta teria sido a sagração de Robinho, disparado, o melhor do time e da partida: o bicho tabelou à entrada da área, e, quando sofreu o combate de dois zagueiros chineses, meteu a bola entre eles e ia saltando a cerca para sair na cara do gol, quando um dos beques o agarrou pelo calção.
Claro, a extrema fragilidade do adversário impede uma visão mais clara e real das potencialidades de Robinho e seus companheiros de jornada. Mas, foi evidente o empenho de todos, até dos mais veteranos e com lugar assegurado no time, como Cafu e Roberto Carlos, que, por sinal fez um belo gol e quase marca outro, antológico, do meio-de-campo. O time jogou sério, é o que quero dizer. Mas, jogou também solto e sempre em busca da goleada, que acabou se concretizando ao cabo.
Contudo, a fluência com que a bola rolou do meio-de-campo para frente deve muito à movimentação de Robinho, um serelepe, e aos seus toques de primeira, lúcidos, desvendando espaços insupeitos até sua realização. Foi assim no cruzamento para o primeiro gol, que colheu Lúcio sozinho no segundo pau. Foi assim no toque de calcanhar para Ronaldinho Gaúcho completar a tabela dando um leve peteleco por cima do goleiro. E foi assim o tempo todo.
Só no finalzinho, Robinho arriscou uma pedalada sobre o beque, pela esquerda, o que levou a galera chinesa ao delírio. Não deu certo, como não deu uma outra jogada em que o garoto vicentino tentou arrancar com a bola do meio-de-campo e foi barrado. Mas, nos dois lances, Robinho partiu para a recuperação da bola e recuperou-a, reiniciando as jogadas.
A camisa de Robinho
Resumindo: com Robinho, a Seleção foi o oposto do que tem sido nas últimas partidas, mesmo as amistosas, diante de adversários também frágeis – veloz, incisiva, criativa, digamos, verdadeiramente brasileira.
Sobretudo, enquanto Ronaldinho esteve em campo, pois o gauchinho genial, que vinha batendo ponto nas últimas jornadas da Seleção, parece ter sido contaminado pela vivacidade de Robinho, e, com o menino da Vila, acabou formando um par traquinas capaz de executar aquelas saudáveis molecagens que sempre encantaram o mundo, quando o Brasil entrava em campo.
O fato é que estamos acostumados a ver Robinho fazer tudo isso – e muito mais – com a camisa do Santos, duas vezes por semana, enfrentando adversários muito mais poderosos do que a Seleção de Hong-Kong. E, se o garoto é capaz de vestir a camisa canarinho com tal leveza, não há mais nada que impeça Parreira de levá-lo a tiracolo para onde for.
E, se os deuses da bola, iluminarem nosso técnico, um dia haveremos de ver Robinho formando no mesmo time dos dois Ronaldos e de Kaká.
Ah, mais aí vamos ficar muito fragilizados no meio-de-campo e na defesa, argumentará o pragmático de plantão. Fragilizados uma ova!
Já está na hora de jogarmos no lixo essa camisa de força importada dos centros onde os talentos rareiam, e vestirmos a verdadeira camisa canarinho, a camisa dos Ronaldos, de Kaká e de Robinho.