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View Full Version : Ditadura, pura e dura!


Patacôncio
28-10-2004, 15:40
Profit, isto está interessante. Está lento o fórum? Será? Não será?

E rebobinando atrás, lembram-se do meu nick ter sido utilizado indevidamente, por um membro da tasca?

Cuidado que eles andam aí. Não se admirem se tiver que fazer uma retirada estratégia, por motivos óbvios.

Aqui vai, para os portugas abrirem os olhos:

(- Quem se mete com o PS, leva!)

Do Portugal Profundo: (http://doportugalprofundo.blogspot.com/)

A censura

“Primeiro eles vieram atrás dos comunistas
E eu não disse nada porque não era comunista.
Depois vieram atrás dos judeus
E eu não disse nada porque não era judeu.
Depois vieram atrás dos sindicalistas
E eu não disse nada porque não era sindicalista.
Então vieram atrás de mim
E já não havia mais ninguém para falar por mim.”

Martin Niemöeller, prisioneiro em Sachsenhausen e Dachau de 1938 a 1945, (tradução minha)


Sete horas, ainda de noite. Bateram à porta. Sem medo, ainda meio estremunhado, abro. Três vultos. O primeiro diz:

- "Polícia Judiciária de Leiria. Temos um mandado de busca da sua residência".

Franqueio a porta. Entram dois agentes e um procurador-adjunto. Mostram-me o mandado de busca domiciliária, assinado por um juiz, às minhas residências (sic) e veículos (o meu carro e outro que vendi há oito anos).

Contam-me depois que, à mesma hora, dois agentes batem à porta da casa da minha mãe, septuagenária. Antes de entrar, identificam-se e perguntam-lhe se é minha mãe. Minha mãe informa que aquela não é a minha residência desde há 11 anos, mas os agentes prosseguem. Efectuam uma busca a todas as divisões da casa, inclusivé os armários das casas de banho. Vêem um computador velho, sem ligação à Internet, no quarto de hóspedes e hesitam. Telefonam para alguém e acabam por o levar. Esses dois agentes juntam-se, depois, aos outros e ao procurador-adjunto em minha casa.

Pedem-me documentação relacionada com o processo da Casa Pia. Reúno alguns papéis e vou abrir o computador para lhes mostrar as pastas onde guardo o que edito. Fecham-no de imediato e justificam-se com a existência de comandos que permitem a formatação do disco rígido... Dizem que têm ordens para apreender o computador (o corpo do delito?...) - não apenas o disco rígido. No computador, instrumento do meu trabalho de professor, vai a minha tese de doutoramento, lições, exames, notas, documentos profissionais e pessoais, correspondência...

Respeitam a intimidade do meu quarto onde minha mulher se arranja, bem como do quarto dos meus filhos, que, entretanto, surgem preocupados. Creio que as crianças nunca mais se irão esquecer deste episódio. No entanto, os agentes e o procurador adjunto têm uma atitude cordial e parecem muito profissionais. Fazem o serviço que lhes foi cometido.

Pretendem conhecer a origem de alguns papéis. Respondo que foram coisas que me surgiram. O procurador-adjunto solicita-me, após ler os meus direitos e deveres processuais que assine um documento de constituição como arguido e outro com o termo de identidade e residência.

São-me imputados factos susceptíveis de integrar a prática do crime de desobediência simples, p. e p. pelos artigos 348.º n.º 1, alínea a), do Código Penal, ex vi do disposto no artigo 88.º, n.º 2, alínea a) e 3, do Código de Processo Penal. Sou ouvido esta sexta-feira no tribunal.

Aconselhado, comprei outro computador. Espero que não mo levem...

Cumpro a lei. Escrevo sobre esta questão do Estado, em defesa do meu País e da democracia.

PS Nem que esteja aqui todo o dia, para meter a porcaria da mensagem!

http://www.vidaslusofonas.pt/rafael_b_p5.gif

Patacôncio
28-10-2004, 18:19
Ou só se lembram do prof. Martelo? :eek: :eek: :D

"Hipocrisia e água-benta..." :eek: :eek: :D ;)

http://www.vidaslusofonas.pt/rafael_b_p5.gif

Mas há jornais que estão atentos:

PORTUGAL PROIBIDO (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=136546&idselect=9&idCanal=9&p=94)


2004-10-28 00:03:00

Casa Pia - PJ confisca computador a autor de blogue

PORTUGAL PROIBIDO

Eram 7h00 quando dois agentes da Polícia Judiciária (PJ) de Leiria, acompanhados por um procurador adjunto do Ministério Público (MP), bateram à porta de António Caldeira, autor do blogue ‘Do Portugal Profundo’. Um caso de “censura” e “tentativa de intimidação”, considera o professor universitário de Alcobaça, que tem divulgado na internet pormenores do processo Casa Pia.

“Eles entraram e apreenderam disquetes, CD e o meu computador. Fizeram isso também em casa da minha mãe, de onde levaram um computador que eu já não usava há dez anos”, contou Caldeira ao CM. O professor de Marketing terá sido constituído arguido do crime de desobediência, por ter desrespeitados os autos que proibiram a reprodução das peças processuais ou documentos incorporados no processo Casa Pia. “Sou notificado de desobediência, mas isso pressupõe que eu conhecesse os autos. Como podem eles ter a certeza disso?” Caldeira terá também sido sujeito a termo de identidade e residência.

ENTRE A BÉLGICA E A ITÁLIA

António Caldeira não tem dúvidas: “há uma rede pedófila de controlo do Estado a tentar silenciar o meu blogue e intimidar a minha acção”, considera, dizendo ter sido essa rede a fazer a denúncia que motivou o MP.

O blogue ‘Do Portugal Profundo’ nasceu há mais de um ano como um ‘site’ generalista, e a dada altura passou a dar grande atenção ao processo Casa Pia. “Tomei conhecimento de que a questão era equivalente ao escândalo de pedofilia da Bélgica, só que mais grave. A rede pedófila é semelhante à Máfia de Itália, com a diferença de que ainda não fez mortos”, diz o professor. “Escrevo em nome do País e da democracia. Move-me a necessidade de limpeza do Estado desta rede pedófila.”

Apesar daquilo que considera ser uma “tentativa de intimidação e limitação da liberdade de expressão”, António Caldeira promete continuar a alimentar o seu blogue, que continua activo no endereço http://doportugalprofundo.blogspot.com.

“Enquanto eu puder, no cumprimento da lei, continuarei a falar do que acho importante”.

Contactado pelo CM, Jorge van Krieken, autor do ‘site’ ‘ReporterX’, que também publica informação de cariz semelhante, não quis revelar se alguma vez foi alvo de acções do MP. “Não vou prestar quaisquer declarações ao vosso jornal”, disse.

AINDA NO AR

Na sua mensagem mais recente o blogue ‘Do Portugal Profundo’ publica na íntegra o relatório do Serviço de Informações e Segurança (SIS), concluído em 1999, intitulado ‘A Pedofilia em Portugal: ponto da Situação’. “Este documento, apresentado no Conselho de Informações e Segurança, foi transmitido à Polícia Judiciária e motivou a investigação consequente”, explica Caldeira. O ‘site’ nunca divulgou os nomes das vítimas.

Rodrigo de Matos

PS Já não se fazem democratas como antigamente. Só de pacotilha! :eek: :eek: :D ;) ;)

(Aí vem garrafão de vinho à carola... -Vazio! O vazio! )

http://www.tatiana.info/music/gfx/rlsc-300.jpg

Patacôncio
28-10-2004, 19:18
Tentam calar o António de Balbino Caldeira, com acusações espatafúrdias, ainda por cima a roçar a ilegalidade, segundo algumas explicações jurídicas?

Será porque vivemos numa ditadura, controlado por um Polvo e poderes fátuos?

Leiam isto aqui:


Quem aprecia o recurso sobre a não-pronúncia de Paulo Pedroso

Quem está a apreciar o recurso de não-pronúncia do socialista Paulo Pedroso no processo da Casa Pia é o desembargador Mário Manuel Varges Gomes, juiz de turno, no Tribunal da Relação de Lisboa, onde pertence à 3.ª Secção. Se este juiz não der razão ao recurso da decisão da juíza Ana Teixeira e Silva de não pronunciar Paulo Pedroso, este nem sequer irá a julgamento.

O desembargador Varges Gomes foi membro-fundador e presidente do conselho fiscal da FPS - Fundação para a Prevenção e Segurança, desde a sua constituição em 1999 até à sua extinção em 2001, criada pelo secretário de Estado, e depois Ministro da Administração Interna, Armando Vara. Esta Fundação PS foi objecto, em Junho de 2001 de um relatório de auditoria do Tribunal de Contas, de um parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República em Janeiro de 2001 e, ainda, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia da República (na qual foi ouvida a Inspecção-Geral da Administração Interna em Maio de 2001).

Aditamento biográfico

Faltou uma referência para complementar a biografia do desembargador Varges Gomes que aprecia o recurso do Ministério Público sobre a não-pronúncia de Paulo Pedroso.

O juiz desembargador Mário Manuel Varges Gomes é casado com a vice-presidente socialista da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Maria Gomes, que é também presidente da Comissão Política Concelhia do PS/Portimão e apoiante de José Sócrates.

Se o juiz Varges Gomes não pediu escusa do processo irá tomar, com certeza, uma decisão independente desses laços.


PS Como se vê, não existe ditadura em Portugal. E a Justiça é isenta e séria. Tudo gente do bom e melhor, atenta ao bom desenrolar da nossa "democracia".

Ouvi dizer que o PR vai convocar o António, para este explicar as suas razões. Ele não é menos que o prof. Marcelo. Ou é? :D :D :D

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