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View Full Version : Selecção Iraquiana de Futebol Furiosa com Bush


Óscar
22-08-2004, 11:38
Domingo, 22 de Agosto de 2004

Na campanha para as presidenciais de Novembro nos Estados Unidos a equipa do Presidente George W. Bush recorre a todo o tipo de trunfos. Duas bandeiras - a do Afeganistão e a do Iraque - acompanhadas da frase "Nestes Jogos Olímpicos haverá mais duas nações livres - e menos dois regimes terroristas". É um dos vários "spots" televisivos do candidato republicano e desagradou muito a pelo menos uma das partes interessadas: a vitoriosa selecção olímpica de futebol do Iraque.

Cometeram a proeza de passar a primeira fase do torneio, seguem agora para as meias-finais depois de ontem terem derrotado a Austrália e não estão dispostos a partilhar os louros do seu triunfo. "O Iraque enquanto equipa não quer ser usado por Bush. Ele pode encontrar outra forma de se publicitar", dispara o médio Sadir Salih, numa entrevista à "US Sports Illustrated", citado pela BBC "on-line". "Não desejamos a presença dos americanos no nosso país. Queremos que se vão embora", continua Salih.

Temporariamente longe do país, os jogadores iraquianos não esquecem o que por lá se passa. Ahmed Manajid, 22 anos, natural do bastião dos combatentes sunitas de Falluja, diz mesmo que só não está a lutar junto à resistência por estar ocupado com o futebol. "Quero defender a minha casa. Se um estranho invadir a América e as pessoas resistirem, isso quer dizer que são terroristas?", pergunta. "Como é que [Bush] vai encontrar o seu deus depois de ter sacrificado tantos homens e mulheres?", insiste.

Na entrevista à revista americana vários futebolistas sublinham que estão contentes por não terem mais que lidar com o antigo chefe do Comité Olímpico, Udai Hussein - o filho de Saddam, morto há um ano ao lado do irmão Qusai pelas forças americanas. Udai era particularmente temido entre os iraquianos, sendo a crueldade, experimentada regularmente pelos próprios atletas, a característica que mais lhe atribuíam.

Mas todos, incluindo o treinador Adnan Hamad, estão preocupados. "O meu problema não é com os americanos mas com o que a América está a fazer no Iraque: a destruir tudo", diz Hamad.

O porta-voz de Bush defendeu os anúncios, sustentando que "apenas falam do optimismo do Presidente e de como a democracia triunfou sobre o terror".

http://jornal.publico.pt/2004/08/22/Mundo/I03CX01.html

Óscar
24-08-2004, 22:13
Iraqi football players caution Bush

Thursday 19 August 2004, 23:12 Makka Time, 20:12 GMT

Iraqi football players, who have performed exceptionally well at the Olympics, are cautioning President George Bush not to use their success in his re-election campaign, according to the US monthly Sports Illustrated.


US media has touted the success of Iraq's under-23 team as it beat Portugal 4-2 and Costa Rica 2-0 and sailed through to the semifinals after bringing Australia down 1-0 on 21 August.

However, the sudden interest in the team - particularly from the US Republican re-election campaign platform - has irked some of its members.

"Iraq as a team does not want Mr. Bush to use us for the presidential campaign," Iraqi player Salih Sadir told SI.com.

"He can find another way to advertise himself."

Sadir has so far scored two goals for the team.

But some players went further: substitute Ahmad Manajid, who played as a midfielder in Wednesday's match against Morocco (1-2) told the monthly sports magazine "How will he meet his god having slaughtered so many men and women?"

"He has committed so many crimes."

Defending Iraq

Manajid went on to say "I want to defend my home. If a stranger invades America and the people resist, does that mean they are terrorists?"

"Everyone [in Falluja] has been labelled a terrorist. These are all lies. Falluja people are some of the best people in Iraq."

According to Sports Illustrated, one of Manajid's cousin was a resistance fighter who was killed by US occupation forces. He allegedly told SI.com that he would have become a resistance fighter had he not been on the Olympic team.


Iraq's team is to meet Paraguay
in the semifinals on 24 August


Iraq's second coach, who filled the gap left behind when German manager Bernd Stange left the team due to security concerns, told SI.com that he believed US occupation forces destroyed everything in his country.

"My problems are not with the American people," Adnan Hamad told the sports monthly.

"They are with what America has done in Iraq: destroy everything. The American army has killed so many people in Iraq. What is freedom when I go to the [national] stadium and there are shootings on the road?"

http://english.aljazeera.net/NR/exeres/0928CC8D-5E3C-4078-A0E0-0893CC804399.htm