View Full Version : Fahrenheit 9/11 : uma bofetada em Moore.
Patacôncio
03-08-2004, 21:44
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Ler, ouvir, comparar, pensar e meditar. Para erigir ideias. Uma boa crítica a Moore (http://www.davekopel.org/terror/59Deceits.pdf)
http://www.creativethinking.net/images/Pic_Cover_CrackingCreativity.jpg
costarios
04-08-2004, 10:05
Ó Pataco, não devemos nos esquecer de que nada daquilo que foi mostrado por Michael Moore em seu documentário foi inventado por ele.
O que ele fez foi agrupar aquilo tudo, "exagerar" alguns factos (típico de quem quer atrair para si a atenção das multidões), dar uma roupagem mais comercial ao documentário e... voilá. Conseguiu um produto que gera discussões pelo mundo todo (e que o está a deixar cada vez mais rico a cada dia).
Mas volto a salientar, ele não inventou nada, apenas lançou a luz dos holofotes sobre o tema.
Na minha opinião, acho que o simples facto de um presidente ter contra si tantas "insinuações" e acusações (mesmo não sendo totalmente fundamentadas em factos concretos) é, por si só, um crime e uma falta de respeito aos eleitores.
As ligações da família Bush aos interesses sauditas é um facto consumado. A partir disso, o Moore fez o seu show particular, mas sempre fundamentado em acusações que todos nós já conhecíamos.
Nada do que ele mostrou no filme foi surpresa para mim!
Patacôncio
04-08-2004, 10:59
Ó Costarios,
Podemos não gostar do Bush;
Podemos criticar as suas ligações a arabes nos negócios do petróleo;
Podemos criticar o escandoloso corte de impostos aos "amigos" ricos.
Mas o filme é, também, uma vergonha.
O pior foi quando o tipo dá a entender, que sabe o que está a passar pela cabeça do Bush, quando ele está com o livrinho com as crianças.
Isso não é facto. É insinuar, supor ou adivinhar.
Para além dos erros factuais do próprio filme.
Ora, o que choca, não é mesmo a forma como ele o faz. É sabermos que ele mente descaradamente. Isso é que estoura com o filme. (E com o Kerry, já agora.)
Ora, aquilo é uma ode anti-Bush, que agrada sobretudo aos anti-americanos. Porque amanhã poderemos ter um outro Presidente, que apoiamos ou concordamos, e este Moore, ou outro parecido, dão continuação a este tipo de filmes, pseudo-factuais.
Costarios, pensa num outro líder. Winston Churchill. Ou em Roosevelt.
Se tu fizesses o mesmo tipo de raciocínio... E se fosses investigar a sua vida menos pública...
A mim pouco me preocupa que o gajo esteja a enriquecer. Preocupa-me mais a censura que fazem ao filme. É uma questão de príncipios democráticos.
CostaRios, tu gostavas que se fizesse um filme destes sobre o Lula da Silva? Não!
Mas provavelmente os argentinos...
Uma coisa é teres uma opinião e a fundamentares em factos. Outra é retorceres, manipulares e, até, inventares factos que para justificar aquilo que pensas dele, do Bush.
Outra coisa que é vergonhoso no filme. É dizer que os irmãos do Bin Laden são "culpados" por terem um irmão terrorista, que até já se relacionou com a CIA. Quem pensa assim utiliza métodos e raciocínios ao estilo nazi.
Aquele filme, que está muito bem construído na forma como dá uma mensagem com base na realidade distorcida, nas foi tão "perfeito" e as mentiras tão grosseiras...
Eu, por mim, vou voltar a ver o filme. E sou contra a censura que lhe possam fazer. Mas, volto a dizer o mesmo, aquilo até parece aquelas notícias "fabricadas" pelo bloco soviético, durante a guerra fria.
O resto...
PS Ah! o problema é que as pessoas mal informadas podem acreditar em tudo aquilo que vêm. Os nazis também fizeram isso contra os judeus. Também com um filme... E deu no que deu...
Esta época é muito semelhante à da década de 20 e 30. E deu no que deu...
Patacôncio,
Perigoso também será os distraídos acreditarem que o Bush foi eleito por ter obtido mais votos e sabemos bem que não foi o caso.
Não se deve defender quem é indefensável e que tem uma predisposição natural para atropelar processos.
Meu querido Psicopatológico!!!
Estamos quase em alerta burmelho:D :D :D :D
Ameaça terrorista
Alerta nos EUA baseado em planos antigos da Al-Qaeda
Alexandra Prado Coelho
PÚBLICO
A informação que conduziu a Administração Bush a lançar um alerta contra eventuais atentados terroristas era, em grande parte, anterior aos atentados de 11 de Setembro de 2001, revelaram ontem o "New York Times" e o "Washington Post".
Horas depois, numa conferência de imprensa em Nova Iorque, o secretário para a Segurança Interna, Tom Ridge, reconheceu que "não há vigilância recente" por parte da Al-Qaeda dos edifícios ligados a instituições financeiras e identificados como potenciais alvos em Washington, Nova Iorque e Newark. Mas defendeu a decisão de lançar o alerta e rejeitou as acusações de que era uma jogada política. "Não nos metemos em política no departamento de Segurança Interna. A nossa tarefa é identificar a ameaça".
"Não é novo. Já o tinhamos dito", declarou por seu lado a conselheira adjunta para a segurança nacional, Frances Towsend, à CNN. "Os relatórios sobre a vigilância [dos edifícios] foram feitos em 2000 e 2001, mas alguns foram actualizados em Janeiro deste ano", acrescentou.
O alerta foi lançado no domingo. Tom Ridge chamou os jornalistas e declarou: "Isto é o que sabemos de momento: há informações que indicam que a Al-Qaeda está a visar vários edifícios específicos", citando, entre outros, os do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Washington e a Bolsa de Nova Iorque. O nível de alerta de segurança nacional foi aumentado de amarelo para laranja.
Na segunda-feira soube-se a origem da informação: material informático recolhido numa operação no Paquistão nas últimas semanas de Julho, na qual foi preso um importante elemento da Al-Qaeda, o tanzaniano Ahmed Khalfan Ghailani, suspeito de ligações aos atentados contra as embaixadas americanas no Quénia e na Tanzânia em 1998.
A operação que conduziu à detenção permitiu às autoridades paquistanesas penetrar numa célula do grupo sedeada no país e as detenções continuam. Segundo disse ontem o ministro do Interior, Faisal Saleh Hayat, "outras duas pessoas de origem africana" com possíveis ligações à Al-Qaeda foram detidas entre segunda e terça-feira. Antes, acrescentou Hayat sem mais pormenores, tinha sido presa "outra pessoa por quem é oferecida uma recompensa multimilionária".
Entre o material apreendido com o tanzaniano, o mais relevante eram os arquivos de computador de uma outra figura bastante mais obscura, o perito informático Mohammad Naeem Noor Khan, que incluiam informação descrita como "extremamente detalhada" sobre vários edifícios nos EUA. O que ontem a imprensa revelou é que essa informação foi recolhida por elementos da Al-Qaeda nos anos 2000 e 2001.
Este dado pode ser interpretado de duas maneiras. Ou era informação para potenciais planos de atentados que acabaram por ser abandonados após o 11 de Setembro; ou, como afirmavam ontem vários responsáveis da Administração, é informação que a organização de Osama bin Laden vai armazendo e que poderia ainda ser usada - daí a decisão de tomar imediatas medidas de precaução. "Sabemos que se trata de uma organização que planifica com antecedência, que prepara", sublinhou ontem Tom Ridge.
O problema é que em plena campanha eleitoral, logo após o fim da convenção do Partido Democrata, um novo alerta pode ser interpretado como uma jogada política. Foi isso que veio dizer o antigo candidato presidencial democrata Howard Dean: "Receio que cada vez que acontece uma coisa que não é boa para o Presidente [George W.] Bush, ele joga a sua carta de trunfo, que é o terrorismo. É impossível saber o que é realidade e o que é política".
A credibilidade da informação
É por causa desta dúvida que a questão fundamental em toda a história é a da credibilidade da informação. E há alguma confusão e perguntas sem resposta: os indivíduos que recolheram a informação sobre os edifícios continuam nos EUA e estão operacionais? O perito informático capturado no Paquistão é uma figura importante dentro da Al-Qaeda?
Responsáveis paquistaneses "próximos do caso" disseram ao "Financial Times" que a informação obtida na sequência das detenções do mês passado não constitui prova suficiente de que houvesse uma ameaça terrorista iminente nos EUA. Referindo-se ao tanzaniano Ghailani, uma das fontes do jornal britânico diz: "Ele estava em fuga há tanto tempo que não há bases para se pensar que era central no planeamento na Europa ou nos EUA". Quanto ao perito informático Khan, o "New York Times" adianta que era um desconhecido para os EUA até Maio passado, mas foi detido a 13 de Julho e foi a informação fornecida por ele que permitiu a captura de Ghailani, no dia 25.
Segundo o "Asia Times Online", Islamabad tem feito uma cuidadosa gestão destas prisões, usando-as como "moeda de troca para continuar a garantir o apoio de Bush ao regime do general Musharraf". O texto, que cita "peritos de segurança próximos dos corredores do poder", adianta que muitos membros da Al-Qaeda, entre os quais alguns "nomes importantes", já foram capturados, mas isso só será tornado público numa altura favorável, tanto para Washington como para Islamabad.
Uma das questões que a sequência de acontecimentos dos últimos dias coloca é a do equilíbrio entre a segurança e a gestão de informação ao público. A Administração Bush diz não poder revelar muito sobre as fontes de informação para não pôr as investigações em causa. Mas, se os alertas terroristas começam a levantar dúvidas, a opinião pública vai, inevitavelmente, querer saber mais sobre as informações em que eles se baseiam. Gerald Herbert/AP
A Administração Bush reconheceu que as medidas antiterrorismo tiveram origem em material de vigilância a edifícios nos EUA recolhido em 2000 e 2001, mas agora encontrado no Paquistão
porque sera que o "code orange" de repente apareceu em varias cidades dos US quando a informacao dos tais planos terroristas datavam de ha um par de anos atras?:confused: ........e o que me admira (bem, nao e bem assim, porque nao fico admirada) e que os polls do Sr. Bush subiram........e esta?:confused: :confused:
costarios
04-08-2004, 13:25
O presidente americano George "Quero-Ser-Igual-Ao-Meu-Pai" Bush pode ser um tipo pouco dado ao trabalho ou mesmo ser detentor de uma inaptidão inacta para o sucesso empresarial, mas ele está cercado por assessores políticos muito experientes (da época do seu pai) e que não vão deixar passar qualquer oportunidade para terem algum sucesso nas eleições que se aproximam. Mesmo que estas oportunidades resultem em alguma reacção colateral... como deixar o povo americano maluco!
Mas isto não é terrorrismo???
Põr o próprio país e o mundo em tensão, com reflexos na subida do preço do petróleo (lá estão os interesses familiares...) e nas economias mundiais, só para subir mais uns pontos nas sondagens???
Acho que isto não vai ficar por aqui...:rolleyes:
costarios
04-08-2004, 13:54
Óscar, pois trata-se de uma forma de terrorismo tão maléfica quanto aquela perpetrada pela Al Qaeda. Pode não deixar mortos, mas as sequelas psicológicas que deixa são tão amargas e de difícil assimilação quanto o é uma pilha de mortos.
Patacôncio
04-08-2004, 14:38
Este pessoal muito gosta de querer meter bedelho na casa alheia... :D :D :D
(...) Perigoso também será os distraídos acreditarem que o Bush foi eleito por ter obtido mais votos e sabemos bem que não foi o caso. (...)
Ó Zegino, se os candidatos democratas aceitaram como legítimos os resultados, és tu, ou nós que nos vamos armar em "inspectores eleitorais"?
Lá funcionam Tribunais... E o resto é quere rdar lições a quem, durante anos, soube construir uma democracia. Sem precisar de "inspectores europeus"... (E issi levaria uma discussão sobre história, democracia e, até, a Doutrina Monroe.
(...) porque sera que o "code orange" de repente apareceu em varias cidades dos US quando a informacao dos tais planos terroristas datavam de ha um par de anos atras? ........e o que me admira (bem, nao e bem assim, porque nao fico admirada) e que os polls do Sr. Bush subiram........e esta? (...)
Helena, eu espero que os democratas e o Kerry saibam explorar a azelhice desta Admnistração.
Mas não dou lições de moral aos americanos. Eles vivem numa democracia.
:D :D :D
(...) Mas isto não é terrorrismo???
Põr o próprio país e o mundo em tensão, com reflexos na subida do preço do petróleo (lá estão os interesses familiares...) e nas economias mundiais, só para subir mais uns pontos nas sondagens??? (...)
O mundo em tensão? Onde? Onde? :D :D :D
Eu pelo menos continuei a dormir descanasado. Mesmo quando os "teroristas lusitanos" diziam que Portugal também podia ser atacado pela Al Qaeda.
(Óscar, olha para algumas mensagens tuas, no pós-11 de Março... E mesmo assim não me tirou o sono! :D :D :D )
Quanto ao petróleo... Espero que não invistas no petróleo. :D :D :D
Pior. Se as notícias são falsas... O petróleo se tivesse subido por causa destas notícias... A esta hora andaria pelos 35 dolares. Mas como se soube que isto era só fogaça, como explicas a contínua subida? :D :D :D
Se lesses mais um bocadinho o que escrevo... ;) ;) ;)
(...) Óscar, pois trata-se de uma forma de terrorismo tão maléfica quanto aquela perpetrada pela Al Qaeda. Pode não deixar mortos, mas as sequelas psicológicas que deixa são tão amargas e de difícil assimilação quanto o é uma pilha de mortos. (...)
As coisas qye se aprendem por aqui...
Sequelas psicológicas? Só se for nos eleitores americanos... :D :D :D
PS Ó Costarios, não leves a mal. Mas o Lula está comprado pelo Bush. Imagine-se o contrato bilionário que a embraer sacou ao maluquinho do Bush....
O Brasil vendeu-se? :D :D :D
:p :D :p :D :p :D
Patacôncio,
quando vivi no Canada tive como clientes fabricantes de equipamento militar tanto no Canada como nos EU. De facto foi uma reunião num cliente que me fez aceitar o convite da EPSON. Até o meu patrão um velho judeu ficou chocado com uma explicação para uma das questões colocadas.
Estive também numa reunião em BOSTON onde foi analizado o falhanço da libertação dos reféns no Irão.
Está tudo dito e não caio na asneira de confundir o povo americano com alguns dos seus governos.
Lamento profundamente a guerra ou que se use a sua ameaça seja para o que for
Patacôncio
04-08-2004, 15:40
Ó Zegino, pensei que ias justificar a tua afirmação que o gajo fez "uma chapelada"....
Afinal vens aqui dizer que conheces o sistema porque blá, blá, blá...
Afinal. Houve ou não houve chapelada.
Os que perderam aceitaram os resultados.
Mas nós, como somos mais espertos, é que lhes vamos ensinar a fazer eleições e contagens de resultados...
Mas os exemplos por esse mundo fora...
A começar nas eleições para a Cámara de Lisboa a acabar nas "primárias" socialistas;
A começar com a Itália e a acabar em França...
E por aí fora...
Se olhassemos mais para debaixo das nossas telhas em vez de nos armarmos em "inteligentes".... ehehehehhheh ;-)
«Terroristas não vão para as filas»
MANUEL RICARDO FERREIRA CORRESPONDENTE EM NOVA IOR
Os camionistas que têm de entrar em Manhattan estão furiosos. «Um serviço que fazíamos em menos de uma hora, levou-me ontem mais de seis», desabafou, ontem, um deles. A polícia de Washington DC não está de melhor humor. Sem se mostrar para as câmaras, um agente dizia: «Se querem ter segurança, fechem todas as ruas da cidade.» Ou, parafraseando outro camionista, «serão os terroristas tão estúpidos que venham para a fila esperar para serem revistados?»
Quase todos os jornais espelhavam cepticismo sobre a eventualidade de haver motivos reais para tanto alarme. The New York Times começava o artigo de primeira página garantindo que «a maior parte das informações que levaram as autoridades a subir o nível de alerta contra o terror nas instituições financeiras de Nova Iorque e de Washington tinha três ou quatro anos», o que é confirmado pelo Washington Post.
Perante estas informações, há quem pergunte se os analistas democratas e o ex-candidato à Presidência Howard Dean tinham razão ao levantarem suspeitas de que tudo não passa de um estratagema político da Administração Bush?
O debate está lançado e aceso, havendo argumentos válidos em cada um dos campos.
O secretário da Segurança Interna, Tom Ridge, esteve na manhã de ontem em Nova Iorque para a reabertura parcial ao público do complexo da Estátua da Liberdade e, antes, reuniu-se com os trabalhadores do Citigroup, uma das instituições que, desde segunda-feira, está em pé de guerra devido às suspeitas de ameaças terroristas, tendo desabafado com os jornalistas que a Al-Qaeda só atacará quando acreditar que pode ter sucesso. «Não devem pensar em demasia numa data. Quando eles estiverem prontos a avançar, eles avançam.»
Apesar de Ridge dizer que «não há provas» de que os alvos que nomeou tenham recentemente sido visitados pelos terroristas, o jornal Los Angeles Times adianta que «alguns dos dossiers de segurança que desencadearam o último alerta de terrorismo foram revistos pela Al-Qaeda há alguns meses e alguns reformulados. Há informações frescas a indicar que a rede terrorista mantém a intenção de lançar um ataque em grande escala nos Estados Unidos durante a campanha eleitoral». Mais: «Vários funcionários destacados da luta antiterrorista dizem que as provas, obtidas no Paquistão e revistas pelas autoridades de Washington na semana passada, estão incluídas num fluxo contínuo de informações» no mesmo sentido.
Com efeito, as autoridades paquistanesas apreenderam um grande manancial informático suspeito, que inclui fotografias e documentos relativos a várias instituições financeiras em Nova Iorque, Washington e Newark (Nova Jérsia) - os «alvos» recentemente enunciados por Tom Ridge -, para além de planos detalhados do aeroporto de Islamabad e de referências a vários locais turísticos na cidade sul-africana de Joanesburgo. Tudo isto foi detectado no computador de Naeem Khan, jovem paquistanês perito de informática, que transmitiria estas informações a agentes da Al-Qaeda.
DÚVIDAS. Mas o cepticismo é grande. O candidato democrata à Presidência, John Kerry, acusa George W. Bush de actuar tarde e sem convicção, ao propor a criação do Centro Nacional Antiterrorismo e a nomeação de um coordenador-geral da espionagem. «Se estamos em guerra e é tão urgente, não devia ter esperado. Temos de reunir de novo o Congresso, fazer o que há a fazer imediatamente e tornar a América mais segura», declarou Kerry no Michigan.
A verdade é que o Senado continuou ontem a ouvir a comissão do 11 de Setembro, tendo o senador Joe Lieberman afirmado: «Se o Congresso tiver vontade, acredito que poderemos ter pronta a reforma da espionagem antes de interrompermos os trabalhos para as eleições, de forma a que as reformas estejam em condições de ser aplicadas antes do final do ano».
No entanto, há quem ponha em causa que isso seja possível. Lembrava ontem um comentador que, «em Washington, para alguém ter poder tem de pertencer à estrutura. Se o novo coordenador não fizer parte da estrutura e não tiver à sua responsabilidade os orçamentos das 15 agências que vai coordenar (o Pentágono tem controlo sobre 80% desse orçamento), não terá força para fazer o seja o que for».
Entretanto, o alerta elevado (nível laranja) continua em vigor. E a discussão parece apenas ter começado.
http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=165120&codEdicao=1189&codAreaNoticia=12
Patacôncio,
os democratas contestaram e mais mas depois não sei porque não foram avante com a ideia.
Não me surpreenderia que tivesse havido algum acordo entre os dois partidos.
Cá por mim, políticos? Que fiquem com eles quem os quiser.
costarios
04-08-2004, 15:51
O Lula vendido ao Bush?
Ó Pataco, se fôsse assim, o Brasil já tinha aberto as suas fronteiras comerciais para a tão famigerada ALCA.
Virar quintal de consumo dos americanos? Vender bananas a preços subsidiados e comprar computadores super-facturados? Isto pode ser bom para o México, mas não é para o Brasil.
Alerta foi baseado em dados já antigos
Principais jornais denunciaram que as informações são anteriores a 11 de Setembro de 2001
Bush acusado de manipulação
O reforço de vigilância continua em vigor em Nova Iorque
Louis Lanzano / ap - correspondente em nova iorque
Quando o ex-candidato presidencial democrata Howard Dean disse ser preciso descobrir até onde são reais e não manipulação política as informações sobre eventuais atentados terroristas que motivaram o nível laranja em Nova Iorque, Washington e Newark, a reacção do Governo Bush foi de repúdio, falando mesmo em ultraje. Mas, ontem, vários jornais revelaram que as informações são todas recicladas e são anteriores ao 11 de Setembro de 2001, lançando o que poderá ser um dos maiores escândalos dos últimos tempos nos EUA.
O "Washington Post" destacou o assunto na primeira página, assinalando que "a maior parte, se não toda", da informação, agora amplificada com espalhafato, sobre novas ameaças da rede terrorista al-Qaeda a alvos como a Bolsa de Valores, as sedes do Citigroup e da Prudential em Nova Iorque, e ainda os prédios do FMI e do Banco Mundial em Washington, era bem conhecida, há pelo menos três anos pelos serviços secretos.
"Nada do que ouvimos agora parece novo", disse uma fonte ao "Post", acrescentando: "Por que se chegou a tal nível de alerta antiterrorista e vigilância, simplesmente não sei dizer".
O "Los Angeles Times" publicou uma análise na mesma linha, embora referindo que a al-Qaeda terá actualizado há poucos meses (em Janeiro deste ano) a informação encontrada no computador de Mohamad Noor Khan, de 25 anos, cérebro das comunicações da rede terrorista de Bin Laden, cuja prisão, no passado dia 13, terá permitido recolher os dados que levaram, anteontem, o responsável pela Segurança Interna dos EUA, Tom Ridge, a lançar o actual estado de alerta.
O "New York Times" também se mostrou muito crítico na sua edição de ontem, referindo em editorial que os americanos precisam de saber se o Governo não está a usar esses dados para obter dividendos políticos.
Tom Ridge já veio a terreiro ontem dizer que "na Segurança Interna não se faz política", mas a verdade é que a onda de desconfiança cresce nos EUA, tanto mais que foi relutante o apoio de George W. Bush às recomendações da comissão que investigou o 11 de Setembro de 2001. De facto, como observou o "New York Times", Bush não especificou qualquer prazo para a nomeação de alguém para o alto cargo proposto, a fim de coordenar a inteligência (chamado oficiosamente "Czar da Inteligência") e nem disse se o vai nomear (bem como implementar outras reformas) antes das eleições
http://jn.sapo.pt/2004/08/04/mundo/alerta_baseado_dados_antigos.html
jleandro
04-08-2004, 15:58
também me fez muita confusão o Al Gore não ter continuado a insistir na questão da votação na Florida
mas ele lá saberá porque o fez assim.
este assunto não tem hoje qualquer interesse junto da maioria dos americanos, para quem a questão não se coloca.
quanto ao estado de alerta hoje existente, deve ser brincadeira ou uma tentativa dos Republicanos em conterem a subida do Kerry nas sondagens.
de 4 sondagens publicadas, só 1 dava vantagem de 4% ao Bush, as outras davam vantagem ao Kerry entre 3 a 6%
LA PRENSA CUESTIONA LOS DATOS DEL GOBIERNO
Washington defiende el uso de información antigua de la red Al Qaeda para elevar la alerta terrorista
WASHINGTON.- El Gobierno de EEUU, consciente de que está en juego su credibilidad en este año electoral, ha admitido que elevó el nivel de alerta terrorista en el país basándose en información de hace al menos tres años y lo justifica porque considera que la amenaza de Al Qaeda sigue latente. La prensa pone en duda la vigencia y la utilidad de los datos recopilados.
El domingo pasado, Estados Unidos aumentó el nivel de alerta en el sector financiero de Washington, Nueva York y el norte de Nueva Jersey.
La Casa Blanca indicó que la información que dio lugar a la alerta era "muy reciente" y fue recibida en los últimos tres días, aunque funcionarios citados por los diarios 'The New York Timnes' y 'The Washington Post' aseguran que desconocían la existencia de nuevos datos.
La información, obtenida en una redada en Pakistán el mes pasado, apunta a que Al Qaeda vigiló desde antes de los atentados de 2001, varios edificios financieros en Washington, Nueva York y Newark (Nueva Jersey), pero no está claro si la red terrorista continúa esta vigilancia, según denunciaban este martes lso diarios "The Washington Post" y "The New York Times".
Contradicciones
En respuesta a las informaciones periodísticas, el secretario de Seguridad Nacional, Tom Ridge, ha advertido que, si bien es cierto que los datos, entre ellos fotografías, dibujos y mapas de los edificios, son obsoletos, Al Qaeda actualizó esta información en enero pasado. "Se trata de los datos más detallados y más significativos sobre una región en particular que hemos encontrado en mucho, mucho tiempo", ha dicho Ridge. Sin embargo, la prensa también ha cuestionado esto.
Las fuentes citadas por los diarios puntualizan que desconocían si dicha actualización era producto de una inspección de las medidas de seguridad de edificios por miembros de Al Qaeda u obtenida por otros medios fácilmente accesibles.
Además, señalan que la organización terrorista recopila durante años información sobre posibles objetivos por lo que no pueden afirmar si los datos ahora conocidos son para cometer nuevos atentados o fueron objetivos descartados en su momento.
'The New York Times' señala que distintos funcionarios consultados aseguraron que muchos de los datos obtenidos por las células terroristas sobre edificios de Washington, Nueva York y Newark se pueden obtener por Internet y otras fuentes accesibles para cualquiera.
En su comparencia este martes ante líderes políticos y del sector financiero, Tom Ridge rechazó que el aumento del nivel de alerta en tres ciudades tenga motivaciones políticas -como ha sugerido el ex gobernador de Vermont el demócrata Howard Dean-, en momentos en que Bush y Kerry siguen casi empatados en las encuestas.
"No se trata de política, se trata de confiar en el Gobierno", insistió el secretario de Seguridad Nacional. Y se mostró convencido de que elevar el nivel de alerta "ha puesto más difícil a los terroristas alcanzar sus objetivos".
La asesora de asuntos de seguridad nacional de la Casa Blanca, Frances Townsend, dijo el lunes que "tampoco está claro" si células clandestinas de Al Qaeda continúan en suelo estadounidense. Con un rompecabezas incompleto, EEUU ha advertido constantemente de que los terroristas tratarán de afectar las elecciones en este país.
http://www.elmundo.es/elmundo/2004/08/03/internacional/1091556356.html
com a seguinte pergunta deu este resultado.......
"Do you think the recent U.S. terror alert was more about politics than about security?"
83% yes
17% no
;) ;) ;)
Qualquer dia, é mesmo preciso estar alerta e ninguém acredita. É o que dá usar e abusar de chantagem emocional.
Observação muito pertinente e se calhar já foi o que aconteceu no 1109.
Eu ainda não vi o Fahrenheit. Mas vi o Bowling for Columbine, o que lhe valeu um Óscar e uma interrupção do seu discurso na cerimónia ...
Esse primeiro filme estava muito bem conseguido, ironizava de forma muito inteligente com os medos dos americanos e principalmente com a obsessão que têm por armas. Não há Zé piolho que não tenha uma em casa. E qualquer vizinho é um atacante em potencial ... :rolleyes:
É lógico que depois ultrapassa o plano interno e lá vai criticar o Bush, mas o tipo também se presta a esse papel. Principalmente quando utiliza aquelas expressões nos seus discursos inflamados, do tipo os "evil ones" (que traduziram, e muito bem, por "os Malvados"), o Eixo do Mal, etc., etc.
É o capuchinho encarnado (nada de vermelho ...) e o lobo mau ( ;) , olá Mystic).
Parece que hoje já houve outra bushice ...
jleandro
06-08-2004, 17:08
Blue
o "Columbine" é o 2º filme do Moore, o 1º foi um que já vi na TV sobre a cidade onde ele nasceu.
tenho aqui o "Coumbine" mas ainda não tive paciência para o ir ver.
mas, atenção, li em qualquer lado que o Moore se chegou a inscrever na tal Associação dos Portadores de Armas e que inclusivamente se candidadou à presidência.
não confirmei esta infirmação, que a ser verdadeira nos faz pensar que o Mr. Moore "pode não ser uma flor de cheiro"
também não consegui confirmar, mas parece-me que o nome dele nem sequer é este: Michael Moore
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