gatsby
22-06-2004, 15:08
realmente nada.
É.
Nada parou o meu olhar hoje.
Que pena que assim seja.
Devo ser eu, pois o futebol nada tem a ver com estas coisas. Só o futebol existe, assim parece.
Então, e afinal, algo pára o meu olhar. A qualidade. A tranquilidade.
Tranquilo acontecimento com uma excelente qualidade. Não, não falo de futebol, falo do que é importante, a gestão do dia-a-dia destes muitos milhares que aterraram por este Portugal.
Tem corrido tudo tão calmo e suave que parece que nada está acontecendo. A organização e os esquemas de segurança, o sistema montado para que tudo funcione está a funcionar de tal modo correctamente que parece uqe nada se passa afinal.
Mas passa. Passa uma imagem de um Portugal organizado, de gente capaz, de um povo que funciona.
Lugares comuns, e perigosos porque ainda falta muito para que o Euro2004 acabe e muita coisa pode ainda acontecer.
Mas uma elação é já fundamental, e sempre assim foi e sempre assim será: Portugal funciona quando tem um designio. Assim se formou com o designio de dar tareia a castelhanos e mouros ao mesmo tempo. Assim foi com os descobrimentos, assim foi com a reconstrução de Lisboa após um terramoto, assim foi com, hâ? com o quê? o senhor aì ao fundo???
É, Portugal funciona com designios, mas ao mesmo tempo - oh fatal destino - detesta designios. Foge deles como o demo da cruz.
Porquê?
Porque será que tão bem caminhamos quando temos uma meta, um caminho, mas tanto nos sentamos nos cruzamentos da história?
Muitas respostas aqui podem ser dadas. A mais óbvia: porque nos falta um Homem ao Leme.
É, e por isso hoje nada me pára o olhar, porque este designio - bem pequeno afinal quando comparado com os que já referi - está já a caminhar para o seu fim e eu, e comigo tantos, não tenho para onde olhar, para onde caminhar.
Será que alguém se levanta para uma outra arrancada?
Por favor?
http://www.guggenheimcollection.org/images/lists/work/1_2_md.jpg
Impossiveis
Josef Albers
É.
Nada parou o meu olhar hoje.
Que pena que assim seja.
Devo ser eu, pois o futebol nada tem a ver com estas coisas. Só o futebol existe, assim parece.
Então, e afinal, algo pára o meu olhar. A qualidade. A tranquilidade.
Tranquilo acontecimento com uma excelente qualidade. Não, não falo de futebol, falo do que é importante, a gestão do dia-a-dia destes muitos milhares que aterraram por este Portugal.
Tem corrido tudo tão calmo e suave que parece que nada está acontecendo. A organização e os esquemas de segurança, o sistema montado para que tudo funcione está a funcionar de tal modo correctamente que parece uqe nada se passa afinal.
Mas passa. Passa uma imagem de um Portugal organizado, de gente capaz, de um povo que funciona.
Lugares comuns, e perigosos porque ainda falta muito para que o Euro2004 acabe e muita coisa pode ainda acontecer.
Mas uma elação é já fundamental, e sempre assim foi e sempre assim será: Portugal funciona quando tem um designio. Assim se formou com o designio de dar tareia a castelhanos e mouros ao mesmo tempo. Assim foi com os descobrimentos, assim foi com a reconstrução de Lisboa após um terramoto, assim foi com, hâ? com o quê? o senhor aì ao fundo???
É, Portugal funciona com designios, mas ao mesmo tempo - oh fatal destino - detesta designios. Foge deles como o demo da cruz.
Porquê?
Porque será que tão bem caminhamos quando temos uma meta, um caminho, mas tanto nos sentamos nos cruzamentos da história?
Muitas respostas aqui podem ser dadas. A mais óbvia: porque nos falta um Homem ao Leme.
É, e por isso hoje nada me pára o olhar, porque este designio - bem pequeno afinal quando comparado com os que já referi - está já a caminhar para o seu fim e eu, e comigo tantos, não tenho para onde olhar, para onde caminhar.
Será que alguém se levanta para uma outra arrancada?
Por favor?
http://www.guggenheimcollection.org/images/lists/work/1_2_md.jpg
Impossiveis
Josef Albers