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View Full Version : Más Notícias!


Patacôncio
07-06-2004, 14:04
Más notícias: uma retoma manca!

Hoje, no INE (http://www.ine.pt/) , sairam mais dois indicadores economicos. Um, o emprego na industria, com quedas no em dois subsectores. O da energia (não é surpresa), o outro, o sector na fabricação de máquinas e equipamentos.

Neste último subsector é mesmo preocupante. Porquê? Porque a actividade económica não consegue absorver as reestruturações efectuadas neste sector. Para além do próprio "estrangulamento" do nosso mercado externo.

A outra notícia, má, mesmo muito má, é a queda nas encomendas externas.

Embora o índice geral tenha subido, cerca de 3%, as encomendas vindas do exterior cairam cerca de 9,1%, em termos homólogos.

Significa isto, dois dados preocupantes. O primeiro é que é o consumo interno que lidera a retoma e o investimento. O segundo, as exportações estão a se engasgar outra vez, à medida que o €uro "estabiliza" em torno deste valor.

Ao contrário do desejável, o consumo interno está a conseguir sair da recessão, mais cedo do que se espera. O que é mau para a nossa economia, a médio-longo prazo. Apesar da queda no crédito ao consumo (um bom sinal), continua a ser a procura interna que lidera o ciclo económico.

Que deveria o governo fazer? Cortar muito mais na despesa pública, a começar pelo despedimento de muitos funcionários públicos. Por exemplo, quantos professores estão sem ocupação? Fala-se que há, pelo menos 40 mil professores que andam a "passear", porque não tê alunos e turmas.

Ou seja, o Estado tem que contrabalançar esta procura interna, sob pena de agravar o nosso endividamento externo, que caiu muitos nestes últimos dois anos, mas que não deve voltar a agravar-se.

Nas exportaões, o €uro está a minar a competitividade das nossas exportações. E, ou o investimento que está a subir muito destina-se a bens transaccionáveis que se possa especializar no mercado externo; ou a nossa economia irá falhar a meta da elevação da produtividade, até 2010.

Que pode o governo fazer? Acelerar a transferência do Saber, das nossas universidades para as nossas empresas.

Ou fazer um choque fiscal. Aqui mais díficil, sob pena de esteritarmos o caminho rumo ao equílibrio orçamental.

Para já são sinais preocupantes. Veremos as nossas exportações, até Junho como se comportam. Mas se não houver resposta da nossa produção nacional à procura externa que está a crescer, mas que não conseguimos a satisfazer.

A nossa industria precisa, ainda mais, de uma reestruturação bem forte. Doa a quem doer.


A ver vamos!

PS Consultamos o prof. Astronumber e ele deu-nos a explicação dele:

http://www.cida.net/images/pub/tarot/Death.jpg

sanchobeti
07-06-2004, 14:21
Pataco.!
Se o Euro forte engasga as nossas exportações e não muito,porque como sabes uma percentagem muito elevada(?) é para países da zona Euro.por outro lado baixa o valor da factura das importações,que como sabes tem uma percentagem elevada no "pitrólio" para a nossa energia e se negoceia em $s,Certo?

Patacôncio
07-06-2004, 14:23
Errata. Onde se lê:

(...) Embora o índice geral tenha subido, cerca de 3%, as encomendas vindas do exterior cairam cerca de 9,1%, em termos homólogos. (...)

Deve ler-se:

(...) Embora o índice geral tenha subido, cerca de 3%, as encomendas vindas do exterior cairam cerca de 7,9%,, da médoa móvel trimestral, em termos homólogos. (...)

Embora se deva corrigir, não muda muito a perpectiva negativa da nossa incapacidade em exportar, ou encomendas rumo à exportação.
:confused: :confused: :confused:

Patacôncio
07-06-2004, 14:25
Em termos de importações petrolíferas, até pode ser bom, para o equílibrio externo.

O pior que as nossas importações devem estar a aumentar ao contrário das exportações. O que deveria ser ao contrário.

Mas a ver vamos...

Mas não me cheira nada bem.

A procura interna a liderar a retoma...

É voltarmos aos tempos dos socialistas, com os resultados que se conhecem, não é? :confused: :confused: :confused:

liberal
07-06-2004, 14:31
velhos tempos esses, pelo menos o povo andava teso mas feliz :D :D :D :D :D :D

Patacôncio
07-06-2004, 14:35
Ó Liberal, uma questão de optimismo/pessimismo? :D :D :D

Pão e circo, podes querer tu dizer... :D :D :D

http://biblioteca.redescolar.ilce.edu.mx/sites/fondo2000/vol2/15/imgs/portada.jpg

Óscar
07-06-2004, 15:42
Défice português acima dos 3%

O défice público português deve ficar, este ano e no próximo, acima do limite de 3% do PIB estabelecido por Bruxelas, prevê a PriceWaterHouseCoopers, avisando que é inútil corrigir agora essa derrapagem. «Seria contraproducente efectuar acções imediatas para corrigir esses défices, numa altura em que a recuperação económica da zona euro ainda é muito frágil.» Para 2005, a consultora prevê que o défice português fique nos 3,8% do PIB, bem acima dos 2,2% antecipados pelo Executivo de Durão Barroso. A economista-chefe da Price, Rosemary Radcliffe, alerta também para que «ainda não é altura de subir os impostos ou cortar no investimento, ou de estar a apertar a política monetária». E considera que, em vez de corrigir o défice em altura de recessão ou de fraco crescimento económico, faz mais sentido remodelar o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), de forma a que os Estados-membros da União Europeia «se concentrem no objectivo de médio prazo de reduzir os défices orçamentais ajustados ciclicamente para não mais de 1% do PIB».

http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=158332&codEdicao=1125&CodAreaNoticia=33

Óscar
07-06-2004, 15:46
Retoma económica com perfil errado

RUDOLFO REBÊLO

As vendas de automóveis estão a subir, o consumo de cimento aumentou e o consumo de energia eléctrica disparou. Quer isto dizer que a retoma está em curso? Os economistas, analisando os dados referentes aos primeiros três meses do ano, preferem falar em «estabilização», rumo a «sinais positivos». Mas no painel de bordo de economia já detectaram falhas: as exportações não são a chave de ignição do motor económico, tal como o Governo pretendia.

Nos planos do Executivo para a reanimação da economia, a procura externa - as exportações - seria a base para a retoma, contagiando a produção. Mas sucede o contrário. É a procura interna - consumo das famílias e investimento - que leva a economia rumo aos valores positivos.

«A actual retoma enferma das mesmas fragilidades apontadas no passado recente», afirma Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI. «Ao contrário do esperado, a retoma começa a ganhar solidez mas na vertente interna.» Se isto se confirmar, diz a economista, então «colocam-se interrogações sobre a capacidade da economia portuguesa sair de vez do imbróglio em que se encontra». Existe mesmo o risco de a procura interna «pressionar novamente» o desequilíbrio externo.

Rui Constantino, do Banco Santander de Negócios, afirma que a retoma económica através da procura interna «será um padrão a consolidar ao longo do ano». A contribuição do comércio externo para reanimar a economia é «marginalmente positiva», com o consumo a pressionar as importações. «Continuamos a recorrer ao mercado externo para satisfazer procura interna.» Ou seja, não existe alterações no tecido produtivo nacional.

O comportamento das exportações está longe do satisfatório. A economia espanhola demonstra pujança, mas nem isso reboca a produção nacional. Para o mercado europeu, as exportações automóveis (AutoEuropa) terão abrandado, mas o mesmo sucedeu com as vendas para os países terceiros. Aqui, a apreciação do euro face ao dólar terá retirado competitividade aos produtos nacionais frente ao Leste e Ásia.

O vento pode mudar. «Acreditando no melhor momento da economia europeia, é possível uma aceleração das exportações e as importações não deverão manter o actual ritmo ao longo do ano», antevê Cristina Casalinho. Para Rui Constantino, o controlo dos salários está a resultar num crescimento dos custos unitários do trabalho, abaixo da média da UE, o que trará mais competitividade aos produtos portugueses.

http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=158338&codEdicao=1125&CodAreaNoticia=33

Patacôncio
07-06-2004, 16:08
Ó Óscar, não é a segunda vez que metes essa do déficit? :D :D :D

Quanto à segunda notícia... Confirma a minha visão.

Vamos todos fazer um abaixo-assinado para despedir 20% dos funcionários públicos? Pelo menos?!?!?!? ehehehhehehheh

Vamos todos fazer um abaixo-assinado para privatizar as nossas escolas e universidades? Mas todas mesmo! ahahhaahhahahahahhah

:D :D :D

Pois.

PS A esquerda até devia andar contente. Não era este o modelo anterior e que continua a ser preconizado pela esquerda?

Afinal queixai-vos de quê?

Até o AJJ segue o vosso modelo... :D :confused: :D :confused: :D :confused:

Sansão
07-06-2004, 16:45
Agora é que o PATACo perdeu a tramontana!!!!

até o AJJ grande patriota liberal e neoabsolutista está a gastar pelim todo!!!!

Agora o tribunal de contas da republica do contenente anda a calunia-lo!!!!!

assim não se pode reger uma boa monarquia das bananas porra!!!!

e mais não digo ..senão beem os rapazes do lapis vbermelho e como os 40000 profs .....!!!não teem mais nada que fazer cortam o cavelo ao sanson

tenho dito e desculpem qualquer coisinha tá

Óscar
07-06-2004, 16:54
Penso que não, Patacôncio... a notícia foi tirada do DN de hoje:

http://dn.sapo.pt/pics/dn-logo4.jpg

Mas, se não gostares da notícia, há sempre solução... não há problema que um qualquer lápis azul ou uma tesoura não resolva...:D

Joker1
07-06-2004, 16:54
Boas

Pois é amigo Pataco. Admito que fazia um abaixo-assinado mas para utilizar de uma maneira produtiva, com formação e rigor, os tais 20%?? de funcionários públicos, em vez de continuar a admitir mais boys and girls que vão aumentando essa percentagem. E infelizmente conheço muitos casos desses. Estou completamente desiludido com estes políticos da treta do PSD, que como diz o Ferro ( e aí até concordo com ele) PROMENTEM sistematicamente. Eu sou dos que gostaria de ter um bom governo, de qualquer quadrante político e logicamente uma boa oposição. Mas estes desgraçados falham até nos principais objectivos- controle do déficit e modelo de crescimento económico baseado nas exportações. É cada vez mais evidente, que este desgoverno tem ministros muito "fracotes". Alguns desempenhos dariam para rir, se não tivessem consequências graves para os portugueses.

Inté

profit
07-06-2004, 16:57
Assim não vamos lá.

Um país é como o nosso bolso, se sai mais cacau que aquele que entra, mais cedo ou mais tarde BOOOM!!!

Com a procura interna a aumentar, a retoma é uma ilusão temporaria, já que vai potenciar as importações e lá se vai o cacau para os estrangeiros.

Quanto a passagem do conhecimento!!

Nós por cá ficamos todos contentes quando se ouve/le uma noticia que determinado instituto desenvolveu um técnica, inventou um produto, um derivado enfim qualquer coisa. O que nunca ouvi foi dizer-me quanto se gasta em investigação em portugal e qual o resultado benefico que isso trás para os contribuintes?

Mais qual o rácio entre investimento/resultados.

Alguem é pressionado nas universidades para desenvolver algo em determinado tempo?

E esse algo serve para que?

Patacôncio
07-06-2004, 17:36
E pronto... Lá tivemos a "festa" da esquerda.

Mas continuam a não entenderem o que vos falha na política económica.

Antes de mais para o Óscar. Óscar, essa notícia já cá tinha aparecido.

Podes ver aqui: (http://www.bolsatotal.com/forum/showthread.php?threadid=9979)

Só repisaste o que tinha cá metido o Karl. (se fossem boas notícias...) :D :D :D

Para o Joker.

Joker, se tu acreditas no que dizes, e se julgas que défcit vai ficar "descontrolado" :D :D :D , só tens que alinhar no que te digo: DESPEDIR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.

Repara. O número de funcionários púbicos está a cair. (Por muito que digas que não! :D :D :D )

As despesas públicas correntes estão a crescer marginalmente.

As receitas fiscais estão a subir.

Se queres que se controle mais o déficit... Juntaste a mim a exigir despedimento de funcionários públicos. :D :D :D Aqui é que se entra a sério no controlo do déficit, ou diz como se aumentas muito receitas fiscais. Mas mesmo asim...

Quanto às exportações.

Como as podes aumentar? Manipular o euro não podes.

Logo, só continuando a atrair investimento estrangeiro.

E "pressionando" a produção nacional rumo ao exterior.

No investimento exterior, não podes fazer muito mais, senão "privatizar" as nossas escolas, para que atraiam investimento estrangeiro. Porque, já não vêm atrás dos salários baixos, não é?

Ou baixas os impostos sobre as empresas. Mas tens o déficit para controlar não é?

Tens outra forma. CORTAR NO INVESTIMENTO PÚBLICO A SÉRIO. Uma queda, digamos, de 30 a 40%, para obrigar os empresários a dedicarem a sua produção para exportação.

Mais não podes fazer, não é?

Partindo do pressuposto que as exportações continuam a cair ou a "portar-se mal", como indiciam a quedas das encomendas.

Porque Joker, ainda não entendi o que a oposição pretende, e tu também.

Na verdade, o consumo privado está a subir, logo quer dizer que a política orçamental continua expansionista. E também o investimento está a subir.

O que deveria o governo fazer? DESPEDIR FUNCIOÁRIOS PÚBLICOS OU CORTAR NO INVESTIMENTO PÚBLICO.

Joker, fisco à espera do que preconizas, como mudança da política económica. Porque esta é a única que serve os propósitos de um crescimento real e sustentado.

Não basta que isto está mal. eheheheheheh

Porque senão, deixa-me dizer o seguinte. A QUEDA NAS EXPORTAÇÕES TAMBÉM É FRUTO DA QUEDA DE CERCA DE 30% NA COMPETITIVDADE NACIONAL, DA NOSSA PRODUÇÃO, entre 96 e 2002. Logo, mesmo com uma melhoria na competitividade e na produtividade, em 2002 e 2003... Parece que as nossas empresas continuam a não "aguentar" a pedalada externa.

Logo, o governo devia ter uma política mais RESTRITIVA. Mas a oposição não diz que isso é que provocou o arastar da crise? :D :D :D

Pois.

A ver vamos.

PS Fico à espera dos vossos "conselhos". Mas não tendes políticas alternativas. Essa é que é essa. E o resto é campanha eleitoral... :D :D :D

Repito as duas únicas alternativas:

DESPEDIMENTO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS;
CORTE DE CERCA DE 30 A 40 NO INVESTIMENTO PÚBLICO.

Tudo o resto é blá, blá, blá, de quem assiste ao jogo mas não sabe como mudar a equipa para o ganhar... :D :D :D

http://www.craamrr.org.br/images/campanha_1.gif

Óscar
07-06-2004, 17:47
Tens razão, Pataco... não me tinha apercebido que a notícia não era de hoje... andava a ler a secção de economia do DN online, quando deparei com a notícia... afinal, já era atrasada...:(

As minhas desculpas aos foristas...

profit
07-06-2004, 17:51
Embora o dialogo esteja a ser entre voces dois.

Despedimos os funcionários que não são necessãrios. Ok.
O governo corta 35% na despesa publica. Ok.

Os empresários são obrigatóriamente virados para o exterior, ou encerram.

Os que conseguirem virar vendem o quê? Que FCS têm?
Trabalhadores portugueses conflituosos, pouco produtivos, seguros nos contratinhos/efectivos, cheios de vontade de não fazer nada ou de mandar fazer os outrso, ajudas (logisticas/comerciais) para as exportações nulas (viva os embaixadores do taxo),

enfim EU NÃO ACREDITO que isto mude por iniciativa, mérito e capacidade dos portugueses. ACREDITO que só muda "a mal" quando outros países/empresas conseguirem pornos na linha.

Ou trabalham, bem e depressa ou passam fome!

Joker1
07-06-2004, 17:53
Pois é Pataco

Tens um dos grandes defeitos que é facil reconhecer em muitos economistas. Dar sobretudo atenção às grandes variáveis económicas e aos grandes números e esquecer as análisis sectoriais que formam esses grandes números. Tens alguma dúvida que existem serviços da Administração Pública muito produtivos e eficientes?? Reconheço que ao nível da Administração Local é possível encontrar alguns funcionários a mais, mas muitas das vezes é em tarefas que pela sua pouca qualificação exigida tambem pouco mais se ganha que o salário mínimo. Por aí não resolvias a questão do defit. É quase uma forma indirecta de alargar a aplicação do rendimento mínimo de sobrevivência, mas aqui com o efeito negativo de proporcionar clientelas políticas e o perpectuar no poder de alguns "dinissauros". E ISSO ESTÁ MALE. Quanto ao resto se tiver tempo e "pachorra" respondo-te mais tarde.

Um abraço

Inté

Patacôncio
07-06-2004, 19:14
Ó Profit, isto é uma discussão aberta. :D :D :D Todos nós podemos e devemos participar.

Eu entendo o que referes sobre muitos mangas, que julgam que isto vai lá só com políticas governamentais, leia-se, despesa pública. Mas a culpa é de nós todos. Empresários, trabalhadores, funcionário públicos, políticos, imprensa, e blá, blá, blá.

O nosso problema, nosso de todos, é não pensar naquilo que devemos todos fazer.

Dizes, produzir e vender o quê? Produzir e vender o que os outros vendem e produzem.

Máquinas, tvs, computadores ou lá o que quer que seja. O problema é que queremos vender coisas "novas". Porquê? Porque estamos habituados a não competir, a não sofrer com a concorrência e por aí fora. Queremos "monopólios", naturais ou não.

Agora, não tenhas dúvidas. Eu compro todos os dias produtos. Não podem ser produzidos cá?

Um exemplo. Flocos de cereais. Será que não podíamos, eu ou tu, ou outro qualquer produzir os mesmos cereais, a mehores preços?

Só que se calhar, pensamos assim. Ora bem. Isto já há. Vou pensar noutra coisa qualquer. E andamos nisto toda a vida.

A culpa não é só dos trabalhadores. É também dos empresários, das élites, dos "opinion makers", etc., etc. etc. e tal.

Profit, só lá vamos se produzirmos coisas que sejam mais baratas, melhor qualidade, ou melhor qualidade/preço. Seja lá o que for. Mas infelizmente já partimos derotados. Andamos à procura da "descoberta da pólvora" para a vender.

Mas não tenhas dúvidas. Não podemos toda a vida importar quase tudo o que consumimos. Porque o caminho é a pobreza. Não há volta a dar. E o mundo não anda para trás.

Ó Joker, seu começasse a discutir as análises sectoriais... Então é que ouvias e lias discursos para acabar de vez com metade do funcionalismo público e metade do "investimento público". Porque a realidade sectorial é pior que os números globais mostram.

Sabias que existem estudos onde concluem que é possível ao Estado fazer o mesmo com metade do dinheiro e dos recursos? Ou estes estudos não vos convém? :D :D :D

Nem é preciso muito. Basta estar um dia inteiro numa repartição pública.

Basta estar um dia inteiro numa escola. Ou num hospital.

E não me venhas defender o funcionalismo público, à moda do corporativismo. Porque existem funcionários públicos a mais. Mas as regras de Gestão de Recursos Humanos e as forma de gestão da função pública...

Olha. Só te dou este exemplo. Até agora os polícias e o SEF andavam chateados porque não tinham condições de trabalho nos aeorportos, que eram mal pagos e viviam mal. O governo meteu gajos do sector privado. Logo vêm as lengas-lengas do costume. Que os gajos não estão preparados, não serão eficazes e, pasme-se, a estes já não há o perigo de estarem muitas horas nas máquinas dos raios x, pois o cancro a estes já não é um risco.

Quem os conhecer que os compre.

Corporativismos? :D :D :D

Se eu e muitos como eu pensassem da mesma forma... E olha que... :D :D :D

Mas eu volto a perguntar, ó Joker: QUAIS AS ALTERNATIVAS QUE PROPÕES?

Se nâo tu, O QUE PROPÕE A OPOSIÇÃO?

Tem investimento, tem consumo privado a subir; tem a despesa corrente congelada, tem "investimento púbico", que propõem de diferente?

Mais do mesmo? :confused: :confused: :confused:

Pois. Estes ao menos estão a fazer as políticas certas, até onde podem ir. A oposição não tem alternativas, excepto acelera mais o endividamento nacional, que também é resonsável pela crise actual e pelo choque estrutural.

Quais as alternativas? :eek: :eek: :eek:

http://www.sescsp.com.br/sesc/hotsites/estresse/imagens/figura_competitividade.gif

PS Para o bem e para o mal, só há uma melhor alternativa, mas que os portugueses não querem:

FIM DO INVESTIMENTO EM OBRAS FARAÓNICAS;
DESPEDIMENTO DE 20 A 30% DO FUNCIONALISMO PÚBLICO.

O resto... é demagogia e propaganda barata... :D :D :D

Mohandas
07-06-2004, 20:39
I. EMPREGO NA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL REDUZIU-SE EM 5 600 EM 2003

O número total de funcionários públicos em 2003 era de 778 357, tendo diminuído ligeiramente face ao ano precedente (-0,1%), no entanto representou a 1ª descida desde 1995. Mas, o número de aposentados/reformados atingiu 355 097 em 2003, tendo aumentado 7,6% face a 2002, o valor mais elevado desde 1995, que foi 8,7% (Gráfico 1).



O acréscimo dos inactivos e o decréscimo do número de trabalhadores no activo está a provocar um aumento do rácio de dependência [(nº aposentados + reformados + pensionistas)/ nº subscritores], situando–se em 0,61 em 2003, igualando o valor de 1997 (ver Gráfico 2). Para 100 trabalhadores no activo na AP, existem 61 que estão na reforma.



Em 2003, entraram 29 351 novos funcionários na Administração Pública (menos 1% do que em 2002) e foram para a reforma 34 067 trabalhadores, representando um acréscimo de 50,1% face a 2002. Assim, o emprego no total da Administração Pública reduziu-se em 4 716 em 2003, a primeira quebra registada desde 1995 (Gráfico 3).



Mas, o emagrecimento do número de funcionários na AP está a ser feito à custa da Administração Central (AC) = Estado + Fundos e Serviços Autónomos. Na AC, o número de novas admissões foi de 13 100 em 2003, representando uma quebra de 19,7% face ao ano precedente, e o número de novos aposentados foi de 18 697, mais 43% do que em 2002. Houve uma redução do emprego em 5 597, ultrapassando a quebra registada em 1993 (Gráfico 4).



Sendo de realçar que foram em 4 Ministérios: Segurança Social, Finanças, Agricultura e Saúde que a redução do emprego mais se intensificou. Na Segurança Social, houve uma redução de 1360 funcionários; nas Finanças, 1283; na Agricultura 927 e na Saúde 720. (Quadro 1).



Nos restantes Subsectores da AP, entre 1998 e 2003, em termos acumulados, verificou-se o seguinte:

• Um forte aumento do número de militares, em 22 718; (Gráfico 5)

• Um ligeiro aumento do número de Forças de Segurança, em 2 233 (Gráfico 6);

• Um acréscimo significativo do número de trabalhadores nas Autarquias Locais, em 20 472 (Gráfico 7).


Ver tudo em http://www.ste.pt/actualidade/2004/05/act28Mai2004_01.html

Patacôncio
07-06-2004, 21:05
Obrigado Mohandas, por meteres esse artigo cá na discussão.

Confirma quase tudo o que venho a dizer:

(...) Joker, se tu acreditas no que dizes, e se julgas que défcit vai ficar "descontrolado" , só tens que alinhar no que te digo: DESPEDIR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.

Repara. O número de funcionários púbicos está a cair. (Por muito que digas que não! )

As despesas públicas correntes estão a crescer marginalmente.

As receitas fiscais estão a subir.

Se queres que se controle mais o déficit... Juntaste a mim a exigir despedimento de funcionários públicos. Aqui é que se entra a sério no controlo do déficit, ou diz como se aumentas muito receitas fiscais. Mas mesmo assim... (...)

Leia-se isto:

(...) Assim, o emprego no total da Administração Pública reduziu-se em 4 716 em 2003, a primeira quebra registada desde 1995 (Gráfico 3). (...)

Mais à frente diz isto:

(...) ) - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

a) - A despesa pública deverá:

• continuar a desacelerar, para crescer 2,8% em média, em termos nominais, entre 2005 e 2007, quando em 2003 foi de 4,9% (8,4% em média entre 1999 e 2001);

• descer para 44,3% do PIB em 2007, representando uma diminuição de 3,5 p.p. face a 2003, previsto atingir o valor mais baixo desde 1998.

b) – O consumo público deverá:

• crescer 2,7% em média, em termos nominais, entre 2005 e 2007, quando em 2003 foi de 0,8% (10,2% em média entre 1999 e 2001);

• pesar 19% do PIB em 2007, representando uma redução de 2,2 p.p. face a 2003.

c) – As despesas com o Pessoal no Total da AP deverão continuar a abrandar, estando previsto situarem-se em 13,6% do PIB em 2007, representando uma redução de 1,3 p.p. face a 2003, regressando ao valor atingido em 1995. (...)


Ora, lendo isto, só confirma aquilo que tenho vindo a dizer: existe consolidação das Contas Públicas; a redução do número de funcionários públicos é muito baixa.

Portanto, se a política económica está assente numa contenção das despesas públicas, pela via das despesas, e se continua a ser expansionista e continua a minar a competitivdade portuguesa, só há um caminho:

DESPEDIR MUITOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS;

REDUZIR O INVESTIMENTO PÚBLICO.

Por isso, quando a esuquerda vem dizer que a política económica está assente em déficits incontroláveis, só pode significar uma, de duas coisas:

DESPEDIR MUITOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS;

REDUZIR O INVESTIMENTO PÚBLICO.

Porque, se o Estado está a conseguir conter a despesa pública e se queremos ter um déficit orçamental zero, ou lá perto, só existe um caminho:

DESPEDIR MUITOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS;

REDUZIR O INVESTIMENTO PÚBLICO.

Portanto...