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View Full Version : Impressões de umas curtas férias - II


jleandro
06-06-2004, 20:16
chegado a Tulum, constato que a zona hoteleira é servida por uma única estrada de terra batida e de má qualidade - estamos dentro duma zona de Reserva Natural com mais de 600.000 hectares e por isso não há algumas das vantagens da civilização.

as unidades hoteleiras são de reduzida dimensão, "Las Ranitas" tem 8 unidades cada uma com dois quartos, além da zona central onde fica a recepção, o restaurante e o bar.

os quartos todos com vista para o mar (está a 20 metros) não dispõem de tv, frigo, secador ou telefone, mas a vista dos quartos do 1º andar faz esquecer tudo isso.

cada hotel tem o seu próprio sistema de produção de energia e captação de água, razão para as faltas atrás indicadas, no caso daquele onde estive, tinha placas para aproveitamento da energia solar e um gerador, e a água usada nos banhos é de captação própria, tendo o franciu dono do hotel plantado nos jardins uma espécie de árvores cujas raízes servem também para purificar a água.

de qualquer modo a água é imbebível.

a construção das casas é uma construção simples e barata, com um sistema de janelas de vidro basculante que serve perfeitamente para aproveitar o vento e susbtituir o ar condicionado.

no teto uma ventoinha dá uma ajuda quando a temperatura é mais alta.

este género de hoteis são um bocado limitados, mas para quem quer tranquilidade são o indicado, sendo que por serem de reduzida dimensão os preços são pró carote.

estando em plena Reserva Natural um dos passeios que se pode fazer é exactamente passar o dia em plena reserva e entrar por ela dentro, de barco e sempre com guias autorizados - única forma de o fazer, já que passeios sem acompanhante são proibidos.

é uma paisagem diferente porque é só água, pantanos e rios com vagetação própria e um habitat para alguns animais, em especial aves, que não se encontram noutros lugares.

umas horas de barco naquelas condições é desastre certo em termos de escaldões e só uma aplicação regular dum bom protector solar o pode evitar.

durante o passeio a certa altura é fornecido um colete salva vidas que usado duma certa maneira, vai servir para deslizar dentro de água com um esforço mínimo acompanhando a corrente.

este sim a grande surpresa, pois é verdadeiramente relaxante ir deslizando pela água só tendo o cuidado de não ir contra a margem, o que não representa qualquer perigo pois a velocidade é reduzida.

uma hora disto e é ESCALDÃO CERTO se não tiver espalhado bem e há pouco tempo o protector solar.

Tulum fica em plena zona Maia, há em Tulum umas ruinas, que embora pequenas servem para se ficar com uma ideia da grandisiodade da cultura Maia.

no caso de Tulum, as ruinas ficam mesmo junto à costa, pelo que o tradicional Templo Maia e ao contrário dos restantes só tem 3 escadarias, visto que o lado nascente fica mesmo na ravina para o mar.

as ruinas mais importantes são as de Chichén-Itza, a mais de 150 Kms de Tulum por estradas com poucas curvas e rectas de muitos kms, na viagem deve aproveitar-se para visitar a cidade de Valladolid, e se possível almoçar num restaurante que é um autêntico pátio Sevilhano, (para quem lá for: no banco em Valladolid o cambio de moeda é feito a preços bem melhores que nas zonas turisticas)

as ruinas de Chichèn-Itza são bem grandes e impressionam pela grandeza das construções: a tradicional Torre é impressionantemente "a pique" e assusta muito boa gente que não se atreve a subir ao alto, e muitos dos que lá vão descem agarrados a uma corda e de costas para a descida ;).

neste lugar chegaram a viver 50.000 Maias, e existe como em outros locais o "cenote", ou poço dos sacrifícios e muitas outras construções comuns á civilização Maia.

em qualquer local de ruinas, a entrada custa 38pesos por pessoa (o cambio médio é 10-11 pesos/dollar), e quem usar máquina fotográfica/video paga mais 30 pesos.

em Chichén-Itza há antes da entrada uma livraria onde há todos os livros publicados sobre os Maias e quase sempre em, pelo menos 3 línguas: Mexicano, Inglês e Francês.

a estrada de Cancum para Tulum (+/- 150 Kms) é um não mais acabar de hoteis, género tudo incluido, mas a verdadeira zona hoteleira de Cancum fica na zona da Lagoa, sendo os hoteis do lado do mar e na margem da Lagoa ficam os restaurantes e zonas de diversão.

a cidade de Cancum antes da explosão do turismo há 28 anos, não existia: eram 2/3 casas e uma "venda" segundo o motorista que me acompanhou nos passeios que fiz.

hoje deveria servir de exemplo a todos os que querem investir neste género de turismo, ali podem-se ver, por comparação, a quantidade de asneiras que se têem feito no Algarve.

os mexicanos de ascendência Maia são baixos, escuros, de pescoço muito pequeno e cintura quase inexistente.

vêem-se muito poucos fumadores; quem conduz não pode beber; a única companhia estatal é a Pamex (petróleos do México) verdadeira instituição nacional e intocável para os Mexicanos; não há re-eleição no sistema político mexicano; a luta contra o tráfico de droga é a principal preocupação das Forças Armadas (os mal dizentes dizem que é para garantir o seu próprio negócio, e esta?)

o salário mínimo varia de zona para zona, mas dá para perceber que nesta zona de turismo é baixo em comparação com o exagero dos preços que o turista paga por todo o lado.

é tudo muito caro, para os níveis a que nós portugueses estamos habituados: uma cerveja custa sempre 2,5 a 3 USD; uma água mineral no mínimo custa 2 usd e as refeições são muito caras e geralmente más.

nesta zona não há desemprego, antes pelo contrário segundo o franciu dono do hotel.

pelo que me foi contado pelo taxista: muitos mexicanos têem a tradição de comer bacalhau na noite de Natal, mas não me soube esplicar donde vem essa tradição, e esta?????????;)

já me esquecia: visita obrigatória é ao parque Xcaret que fica entre Cancun e Tulum.

a entrada é cara para quem se apresentar sem ser em grupo organizado (49usd), mas vale bem a pena porque há lá de tudo para ver: papagaios lindos de morrer; leopardos e pumas; golfinhos e a possibilidade de com eles nadar; uns peixões enormes em vias de extinção; aquários com todos os peixes tropicais incluindo tubarões; um mariposário com borboletas de todas as cores; rios á luz do Sol ou subterrâneos e passeis ou mergulhos; uma mini-cidade Maia; floresta virgem com as árvores identificadas; uma torre de 80 metros e uma subida quase instantânea para ver toda a zona perfeitamente plana; um auditório em anfi-teatro, enorme, arejado e belo; vários retaurantes e self services; reproduções de todas as ruinas Maias conhecidas.

é um dia muito bem passado, embora se torne fatigante pois é enorme e leva várias horas a percorrer.

jleandro
06-06-2004, 21:12
depois de ler o que escrevi, venho pedir desculpa pela forma triste e sem vida como foi escrito

lamento, mas hoje não dá para fazer melhor:(

e escrever sobrte viagens sem saber meter fotos, fica sempre triste e pesado.

um dia.....

Óscar
06-06-2004, 21:41
Nâo acho, Jleandro...

Consegues dar uma idéia resumida do que foram as tuas férias e alguns conselhos úteis a quem for para esses lados...

Já eu, sinto a mesma dificuldade que sentes, em tentar transmitir as emoções que vivemos em determinadas viagens, emoções essas que por serem individuais só podem serem sentidas por quem, com o mesmo estado de espírito e, no mesmo momento, as possa sentir... o que é difícil para quem não conhece os locais de que falas e/ou para quem sente emoções diferentes perante os mesmos locais visitados...

Eu cá gostei da descrição que fizestes...:)